quarta-feira, 13 de maio de 2026

O preço dos combustíveis e o governo



O presidente Lula afirmou varias vezes que é contra a privatização da Petrobrás.
É um direito dele ter essa opinião e, como Presidente da Republica que é, impor essa opinião como projeto de seu governo.
Por outro lado, em momento algum deu sinais de que pretendesse estatizar a Petrobras e torna-la uma estatal pura.
Sempre demostrou que aceitava manter a empresa como de economia mista.
Parte de suas ações pertencem ao Estado brasileiro e parte é privado, negociada na Bolsa de Valores.
Ainda bem!
Se a Petrobrás tivesse virado estatal pura, como fez Hugo Chaves, na Venezuela, com a PDVSA, hoje ela estaria nas mesmas condições da estatal venezuelana, que está marcada por produção estagnada e infraestrutura sucateada.
Isso aconteceu porque, por vários anos, houve má gestão e falta de investimentos, somado a denúncias de corrupção e desvio de verbas, com alta influência do governo.
Infelizmente os governantes latinos envolvem-se com essas práticas.
Aqui não seria diferente.
Basta ver a situação degradante que se encontra a estatal pura Correios.
Prejuízo atrás de prejuizo.
O problema é quando o Estado, através da gestão do governante de plantão, no caso Lula, mistura as estações e quer tratar a empresa de economia mista como se fosse estatal pura.
É o que Lula esta fazendo.
Diante da alta internacional de preços do petróleo, causada pela absurda guerra contra o Irã, promovida por Israel, levando consigo os EUA, a Petrobrás é a unica petrolífera no mundo que não lucrou com a alta do petróleo. 
Com a divulgação da Petrobrás da queda de 7,2% em seu lucro liquido, suas ações na Bolsa de Valores tiveram queda, no dia 12 de maio, mesmo em um dia de ganhos para o petróleo.
Isso tem uma explicação.
Trata-se da consequência da nomeação da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, que para ser indicada, supostamente aceitou ser submissa à vontades de Lula sobre a politica de preços dos combustíveis.
Igualmente aconteceu com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que, no ano de sua  reeleição, enfrentou alta no preço do petróleo e manipulou o preço dos combustíveis, objetivando não perder a eleição por conta desse aumento, Lula enfrenta o mesmo problema e reage igual.
Essa atitude é decorrente de dois fatos que estão na cabeça do brasileiro:
Primeiro, não aceita o livre mercado.
Acredita que somos comandados pelo paizão, o Presidente da Republica.
Todos os preços de tudo que consome são de responsabilidade do Presidente.
Segundo, todo brasileiro cresceu escutando o mantra: o petróleo é nosso.
Isso acabou por induzir-nos a acreditar que sempre teríamos o preço dos combustíveis abaixo do praticado no mundo.
O que não é verdade.
O que tem de imposto federal e estadual  sobre os combustíveis é inacreditável.
Assim, ficamos bravos com o Presidente quando o preço dos combustíveis
aumenta.
Mesmo não determinando diretamente à Magda que segurasse o preço dos combustíveis, esse freio esta acontecendo na pratica.
Magda mantem  o preço dos combustíveis inalterados diante da alta do petróleo.
No mesmo dia da queda das ações, Magda afirmou que vai acontecer ja, ja um aumento no preço da gasolina.
Aguarda a aprovação, pelo Congresso, da isenção de impostos, que compensaria o aumento, tornando o valor final do combustível neutro, para o consumidor.
Com essa fala fica demonstrado que Magda não zela pelo interesse do investidor, mas zela pelo interesse eleitoral de Lula!

  


segunda-feira, 11 de maio de 2026

A "otima química" de Trump com Lula




Depois que o governo de Trump, em julho de 2025, impôs sanções e tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, pareceu que as boas relações entre o Brasil e os EUA atingiram seu pior momento.
Essas sanções aconteceram em consequência de um intenso lobby feito por Eduardo Bolsonaro, em Washington, que alegava perseguição politica a seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pelo governo Lula, através do Supremo Tribunal Federal.
A expectativa de Eduardo Bolsonaro era a de que as tenebrosas sanções intimidassem 
tanto Lula, quanto os ministros do Supremo, a ponto de encerrarem o julgamento de Jair Bolsonaro.
Eduardo Bolsonaro imaginou que haveria uma resposta maciça da população brasileira contra o governo Lula.
Seu delírio simulou a queda antecipada do governo Lula. 
Mas isso não aconteceu, pois acabou virando apoio a Lula, quando ele levantou a bandeira de soberania nacional.
E os Ministros do Supremo não se intimidaram, julgando e condenando Jair Bolsonaro à prisão.
Apesar do esforços do governo Lula, na tentativa de abrir um dialogo com o governo Trump permanecer fechado, havia uma expectativa de que não aconteceria uma melhora durante o mandato de Trump.
Agora era esperar findar o governo Trump.
Entretanto, Trump nunca esteve preocupado com o Jair Bolsonaro, nem com o governo Lula.
Trump tem seu olhar para negócios e oportunidades.
Foi quando ele tomou conhecimento de que o Brasil possuía a segunda maior reserva de terras raras no mundo.
Isso o fez lembrar de que, em abril de 2025, o governo chines ameaçou restringir o fornecimento de terras raras a seu governo.
Trump, então, enxergou uma oportunidade de negociar com um novo fornecedor.
Assim, durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2025, enquanto Trump entrava no plenário e Lula estava saindo, houve uma troca de abraços amistosa e uma promessa de um encontro entre os presidentes para um dialogo mais amplo.
Depois, em seu discurso, Trump disse sobre Lula :
"Ele parece um cara muito legal, ele gosta de mim e eu gostei dele. E eu só faço negócio com gente de quem eu gosto. Quando não gosto deles, eu não faço. Quando eu não gosto, eu não gosto. Por 39 segundos, nós tivemos uma ótima química e isso é um bom sinal."
Surpresa!!!
Não, nada foi por acaso.
Na verdade a ótima química não era uma boa relação entre amigos, mas apenas interesse no produto químico das terras raras que o Brasil pode oferecer aos EUA. 
Essa foi, inclusive, a razão da reunião, por cerca de três horas, entre o presidente Trump com Lula, que fez sua primeira visita oficial à Casa Branca.
Trump como todo bom negociador, quando quer agradar seu parceiro comercial, ao final da reunião, falou de Lula: 
"Ele é um bom homem. É um cara inteligente." 

domingo, 10 de maio de 2026

A discussão da redução do 6 X 1




Está em discussão no Congresso a redução da atual escala de trabalho de 6X1 e carga semanal de 44 horas semanais, para 5X2, com redução para 40 horas semanais.
Ha outras opções, mas estas são inviáveis, portanto nem penso que possam ser discutidas e aprovadas.
Toda discussão, que envolve direitos ao trabalhador, descontados estes, que, por obvio, são favoráveis, tem aqueles que tem uma visão mais progressista, que apoiam, como eu, e aqueles, que se dizem conservadores, que são contra, muitos nem sabem bem porque.
Uma coisa é certa.
Ou não são empregados ou já se encontram na situação em discussão e não veem vantagem pessoal.
O fato é que não se trata de uma discussão ideológica da esquerda contra a direita.
Afinal, o trabalhador bem remunerado e com boas condições de trabalho auxilia o sistema capitalista ao fortalecer o consumo e impulsionar a economia de mercado, funcionando como um motor para a produção e a geração de empregos.
Os contra sempre acabam justificando seu posicionamento alegando que haverá prejuizo ao empregador, que, inexoravelmente, repassará o custo ao consumidor final, aumentando o preço de seus produtos e gerado inflação.
Assim como, argumentam que haverá desemprego ou aumento dos trabalhadores informais.
É fato que, sob qualquer que seja a visão, havendo a redução do tempo trabalhado, mantendo-se o salario atual, resultara em aumento no custo do empresario.
Estudos da Confederação Nacional do Comercio aponta que a redução para 40 horas semanais de trabalho afetaria a força de trabalho, obrigando a contratação de 980 mil novos funcionários, com impacto no custo operacional, que, inevitavelmente, será repassado ao consumidor.
No passado, sempre que houve melhora nas condições ao trabalhador, houve discussões.
Acho razoável se pensar na melhoria das condições de trabalho, sempre
Isso aconteceu ao longo da historia da humanidade.
Graças à evolução na redução de jornada de trabalho, os trabalhadores deixaram
de ser verdadeiros escravos.
No Brasil, houve um grande passo, quando foi criada a CLT.
Foram instituídos diversos benefícios ao trabalhador e os empresários tiveram que se sujeitar.
Não houve apocalipse por isso.
É fato que, desde aquela época, muita gente, que trabalhava sem registro, que não existia ate então, ao longo do tempo, passaram a ser registrados e terem os direitos trabalhistas assegurados.
A questão trabalhista brasileira deveria ser discutida com maior amplitude e não ficar apenas na queda de braço da redução ou não da escala de trabalho.
O ponto principal da discussão deveria ser a baixa produtividade nacional.
Este sim é um problema de maior dimensão do que a redução da jornada de trabalho.
Mas, os apoiadores de mais horas trabalhadas acreditam que isso basta para melhorar a produtividade.
Acreditam que quanto mais horas trabalhadas, ha mais produção. 
A empresa focada no trabalho horista ou é cega ou se faz de cega.
Não percebem que ha muitas horas desperdiçadas com idas desessenciarias ao banheiro ou ao cafezinho, onde se reúnem para conversar tudo menos sobre o trabalho, e aqueles que ficam horas com os celulares ativos, para acompanhar o que se passa na mídias sociais.
Estudos empíricos determinaram que 50% da diferença de produtividade no Brasil se deve às habilidades do trabalhador e que os outros 50% resultam do entorno.
E esse entorno abrange regras tributarias e trabalhistas que subsidiam empresas ineficientes, em geral pequenas empresas.
O prof. NIcholas Bloom, de Harvard, em suas analises concluiu que, a gestão da empresas nos países de menor produtividade é pior.
Isso acontece porque alguns donos de negócios não conhecem profundamente o seu negocio e tem uma visão oportunística dele.
Querem ganhar muito dinheiro e rápido.
Assim, dificilmente, se encontrará um pequeno empresario se preocupando em investir em produtividade. 
Para eles isso é custo.
E custo significa menos lucro.
Em geral, esses empresários contratam funcionários, enxergando-os como se fossem trabalhadores capacitados.
Esses trabalhadores, depois de contratados, são jogados para atender o publico sem o menor treinamento.
Acaba atendendo mal porque não sabem o que fazer!
Esses empreendedores acreditam que para tudo da-se um jeito.
O resultado é que nos deparamos com o incrível numero de cerca de 60% das empresas fecharem antes de completar 5 anos de atividade.
Quanto ao fato do trabalhador começar mal, não significa que não possa melhorar.
Alguns, com o tempo, acabam aprendendo, na marra, e melhoram um pouco sua atuação.
Entretanto, criam vícios operacionais, que não contribuem com a melhora da produtividade.
Isso acontece pela falta de avaliação no desempenho, nem a consequente capacitação continua.
Quando ha empresas que valorizam a produtividade, o trabalhador é obrigado a evitar a perda de tempo e alcança sua meta.
Grandes e médias empresas do varejo decidiram, por conta própria, testar a escala 5X2 e constataram vantagens como maior atratividade na contratação de novos funcionários, que sofre de um déficit de mão de obra, e na redução da rotatividade, que gera custos para adaptação de novos funcionários. 
Constataram, também, que um dia a menos de trabalho resulta na redução do custo de vales alimentação e transporte.
Financeiramente não alivia muito, é verdade. mas perceberam que essa valorização ao trabalhador melhora o ambiente de trabalho, pois houve ate redução de faltas.
Ha ainda a questão da informalidade, que passa longe da discussão da jornada de trabalho.
Apesar de, em 2026, representarem 37,5% da população ocupada.
Para estes, não mudara nada.
Como já aceitam trabalhar sem o amparo da CLT, a Lei da nova jornada também será desconsiderada pelo empregador.
Então por que ha informalidade?
Observo que a informalidade, nas classes mais baixas, ocorre em razão de que o informal ganha mais, no bolso, do que o empregado.
Interessante que o trabalhador não computa os direitos trabalhistas do  FGTS e do adicional de 1/3 nas férias, como rendimento do trabalho.
Por isso tem a impressão que ganham mais na informalidade.
Ainda que, entre eles, tem aqueles, que se submetem a informalidade e, após sua demissão, recorrem à Justiça do Trabalho para tentar levar alguma vantagem a mais. 
Isso sem contar a pejotização, daqueles melhores remunerados, que são regidos pela contratação negociada entre o empregador e o trabalhador e nem olham para o que diz a Lei.
Finalmente, a discussão sobre a Lei, em tramitação, sobre a jornada de trabalho e dias de descanso, deverá ser aprovada e serão encontradas adequações, levando em consideração a especificidade para cada atividade empresarial, por função,
para o cumprimento dela por todas as empresas.
Será mais um passo importante a favor do trabalhador.

sábado, 9 de maio de 2026

A grande família!


É bom que se saiba antes, para, depois, não dar uma de arrependido ou de que não sabia.
Flavio Bolsonaro disse em alto e bom som que, se eleito, nomeará seu pai, Jair, para algum cargo importante em seu governo, a livre escolha dele.
Para isso, como já sabemos, será indultado e libertado da prisão.
Apesar de debilitado, hoje, no futuro, ao ficar livre da cadeia e podendo voltar ao estrelato, sua saúde se recuperará, como num milagre divino!
Já vimos esse comportamento em vários políticos, no passado, que no ocaso apresentavam saúde debilitada e, após, sua ressurreição recuperaram seu nível energético, voltando a seu estado anterior à doença, com melhora da qualidade de vida. 
Portanto, se acontecer com Jair, não será nenhuma novidade.
O problema é que a família quer mais.
Eduardo Bolsonaro, que se exilou nos EUA, exigiu ser suplente do candidato ao Senado, por São Paulo, André do Prado, cuja candidatura ele sacramentou.
Ou seja, se Andre conseguir se eleger, não esquentará sua cadeira no Senado.
Será nomeado por Flavio, para algum cargo no governo para possibilitar que Eduardo torne-se Senador.  
Mas, tem o plano B.
Caso Andre não se eleja, o que é bem possível, Flavio convocara o irmão para algum Ministério.
Não ficara ao relento.
Outro irmão, Carlos, que corre o risco de não se eleger ao Senador por Santa Catarina, deverá ocupar algum cargo relevante junto ao governo de Flavio, para que possa reeditar o famoso gabinete de ódio, que comandava quando seu pai foi presidente. 
A família é grande.
Tem a mãe de Flavio e de outros dois irmãos, Rogéria Bolsonaro, que o filhinho quer que se candidate a Senadora pelo Rio de Janeiro.
Evidentemente, se Rogéria não conseguir se eleger, haverá para mamãe um espaço no governo.
Isso para não falar dos aderentes á família, que terão uma boquinha no governo.
Apesar do nepotismo ser proibido por Lei, o Supremo, por outros interesses, flexibilizou através de uma Sumula, a permissão para nomeação em cargos políticos, como o de Ministro, com a condição de ter qualificação técnica.
Mas, apenas, cá entre nós, o que tem de gente não qualificada integrando governos Brasil afora.
Inclusive para Ministro do Supremo, que não passou em concurso publico para juiz!!!
Portanto, esse pre requisito será, facilmente, driblado.
Todos serão considerados habilitados.
Quanto a governança, em si, será esquecida.
O que importa é ter poder!
Governança é papo furado de quem não tem bom padrinho!     



  

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Como a democracia brasileira esta morrendo




A democracia encontra-se ameaçada em vários países pelo mundo. 
Suas causas foram analisadas no livro "Como as Democracias Morrem", de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt, que alerta que democracias hoje morrem não nas mãos de generais, por golpes militares.
Isso é coisa do passado.
O retrocesso democrático, hoje, começa nas urnas e vai morrendo lentamente pelas mãos de líderes eleitos, sejam presidentes ou primeiro-ministros, que subvertem o próprio processo que os levou ao poder.
Como explica o livro, os falsos democratas subvertem instituições, rejeitam regras democráticas e atacam oponentes, usando a legalidade para corroer o sistema por dentro.
O autoritarismo que esses políticos golpistas mostram esta na negação da legitimidade das regras do jogo democrático, como assistimos quando o presidente Jair Bolsonaro, em defesa da democracia, subvertia a realidade, 
afirmando que as urnas eletrônicas eram manipuladas pelo TSE, mesmo sem nunca ter conseguido provar isso.
Na verdade, esse era o pretexto para seu pretendido golpe de estado que, felizmente, não obteve exito.
Digo mais, não o conseguiu não por falta de vontade, mas por incapacidade intelectual.
Ele foi apenas mais um personagem nesse processo que, como dizem os golpistas, que se frustaram com ele, agiu como um frouxo.
Entretanto a erosão à democracia brasileira não começou nem cessou com Jair Bolsonaro, mas está apoiada na corrupção e na impunidade.
Portanto, não é apenas no campo politico.
Avança, também, no Poder Judiciário, com, por exemplo, venda de sentenças.
No âmbito politico, a corrupção, que se sempre existiu, em doses menores, ganhou grandeza nos dois primeiros governos de Lula, quando quase todos os partidos políticos, em especial o que integram o atual  "Centrão", se aliaram ao PT e participaram do Mensalão e do Petrolão. 
Mesmo com muitos políticos presos, conseguiram dar a volta por cima e continuam, ate hoje, com poder. 
Essas lideranças fizeram parte do governo Bolsonaro e continuaram no governo Lula III.
O objetivo deles não é apoiar o governo para construir um Brasil melhor.
Aparelham as Instituições Publicas para se fortalecerem e continuarem no poder.
O resumo disso tudo é que diante desse descalabro, como tantos outros que assistimos no cenário politico nacional, acabam por fazer com que a população, aos poucos, aceite um novo politico "salvador da pátria" contra todo esse sistema corrupto.
Como o fez elegendo Collor e, depois, Jair Bolsonaro, que  foi eleito com esse mote de acabar com o PT, que demonizava, mas eleito e no poder, revelou seu verdadeiro intento de ser ditador.
O caso, agora, revelado de que o senador Ciro Nogueira tentou aprovar uma emenda na Constituição, que aumentaria o valor do  Fundo Garantidor de Credito, de R$250 mil para R$1 milhão, trata-se de mais um caso de corrupção estrondoso.
Ciro Nogueira não o fez pensando no pequeno investidor, que nunca iria dispor de R$1 milhão para aplicar, mas atendendo pedido de Daniel Vorcaro para que este pudesse potencializar o golpe financeiro, que estava dando.
Caso lograsse exito, o rombo financeiro que acabou acontecendo, mas nos limites inferiores, teria sido catastrófico para o sistema financeiro como um todo.
Na verdade, seria pior, pois na tal emenda era previsto que caberia ao Banco Central honrar o pagamento das indenizações, jogando no colo do contribuinte o custeio do golpe.
A corrupção que envolve Ciro Nogueira, como indica a investigação da Policia Federal, era feita através do recebimento de mesada, além de morar em casa de propriedade de Vorcaro e ter suas contas pagas por ele.
Ciro Nogueira é apenas mais um personagem que age para a corrosão da democracia.
Deverão surgir outros tantos na investigação do banco Master.
A pergunta que fica é como barrarmos essa erosão democrática?
Respondo.
Usando a própria democracia.
Temos que parar de votar no menos pior e nos congressistas, cujo pensamento desconhecemos, mas votamos neles porque são celebridades ou tem poder.
Tanto o poder, como a fama, são efêmeros. 
Eles só tem validade enquanto estiverem o exercendo.
No dia seguinte da perda do poder ou da fama, vira um cidadão comum, igual a todos nós.
Repito.
Sejamos consciente na próxima eleição.
Caso contrario, o livro nos determina nosso fim.

  

 

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Os privilegiados do serviço publico!


Realmente, a "turminha" dos privilegiados do Poder Judiciário merece a charge acima!
Impressionante como o Poder Judiciário inventa meios para legitimar o pagamento de penduricalhos à sua elite, que são os que tem os melhores salários no serviço publico, para auferirem renda superior ao teto salarial do funcionalismo publico.
Mesmo após o Supremo ter limitado os penduricalhos a juízes e promotores. 
Eles, simplesmente, não acataram essas limitações e continuam criando penduricalhos, buscando subterfúgios para contornar a proibição, e justificando seus atos com soberba, como se fossemos todos tolos.
O Ministério Publico de São Paulo criou adicional para custear quem atua em locais de difícil acesso.
Como assim?
O estado de São Paulo esta cheio de acesso fácil para qualquer canto do estado!
Ninguém terá que desbravar uma floresta inexpugnável para exercer seu oficio.
Já a Justiça Militar criou resoluções para permitir que os juízes da Corte Militar continuem recebendo gratificações, como, por exemplo, por acumulo de funções!
E mais, como essas gratificações são consideradas como indenizações, são isentas do pagamento de Imposto de Renda!!!
Ou seja, aquela isenção de Imposto de Renda, para quem ganha ate míseros
R$5mil por mês, enviada pelo presidente Lula ao Congresso, que a aprovou, só foi possível por compensação tributaria.
Em resumo, para terem isenção, houve aumento na carga tributaria para nós cidadão que pagamos impostos.  
Essa turma nem precisou ganhar pouco.
Ganhando muito foi contemplada com isenção com rendimento bem maior!
E ainda acreditamos que ha Justiça no Brasil!
Não fica por ai.
Cada dia que passa, outras categorias de profissionais da elite do funcionalismo
publico continuam com seus dribles à restrição.
Agora, servidores públicos federais, que atuam como Procuradores Federais, da Fazenda e do Banco Central, além dos Advogados da União, estão fazendo lobby para que seja aprovado no Congresso mais um ato do Poder Judiciário para beneficia-los.
Querem ter a liberdade para exercer a advocacia e concorrer, de maneira desleal, com os advogados comuns, que exercem sua profissão.
Essa concorrência desleal acontece porque o potencial cliente, incorretamente, acredita que, pelo fato desses advogados pertencerem ao "sistema judiciário", serão privilegiados, se contrata-los.
Isso ficou evidente quando Vorcaro, ex-dono do banco Master, contratou vários escritórios de advogacia, regiamente pagos, cujos integrantes atuavam no serviço publico ou eram parentes de membros de autoridades publicas!
Cadê a OAB para defender seus associados, que não desfrutam do privilégio de pertencer ao serviço publico?
Toda vez que assisto a esses descalabros morais, não me sinto bem, provocando-me um sentimento de indignação e revolta pois, a cada dia, isso se torna mais usual.
Que tipo de democracia é essa, que temos, que não é capaz de dar um basta nos abusos cometidos por esse Poder?

terça-feira, 5 de maio de 2026

Quando o governo ensina a ser caloteiro

 


A maioria das pessoas, muitas com muito esforço, honram seus compromissos financeiros.
Não são apenas pessoas com melhor condição financeira.
Ha muita gente pobre, que se desdobra em outras atividades, além do seu trabalho normal, para poder pagar suas contas no final do mês.
O que me faz concluir que, ainda, esta presente, dentro da sociedade, a determinação de ser honrado.
Como estão se sentindo essas pessoas, diante de mais um programa do governo Lula, na mesma gestão, concedendo perdão de dividas?
No minimo, devem estar se sentindo otárias.
De que valeu todo seu esforço para ser uma pessoa honrada no credito, se o governo, que ha menos de 3 anos atrás fez o mesmo programa de quitação de dividas, o repete agora?
Certamente, o devedor de outrora, que foi beneficiado pelo programa, não aprendeu a gastar dentro de suas possibilidades e deve, novamente, ser atendido pelo mesmo programa.
O cidadão, que gasta alem de suas possibilidades, ao invés de fazer esforço para evitar repetir a situação de insolvência, fica motivado a "quitar" sua divida atual, bem mais barata, e se prepara para novo endividamento, pois acredita que, adiante, o governo vai lhe garantir uma nova quitação vantajosa, que virou rotina o governo conceder.
E não fica apenas na pessoa física.
As empresas, também, tem seus programas de quitação de dividas ao Estado, através de Refis.
Essa mentalidade de dar calote é um exemplo que vem de cima.
O governo Lula gasta alem do Orçamento Publico, aumentando, diariamente, a divida publica do Estado.
E não é só ele.
Governadores e Prefeitos seguem a mesma rotina de gastar além de suas possibilidades orçamentarias.
Dai que o Banco Central, para segurar a inflação, que decorreria desse endividamento publico, mantem os juros da SELIC em alto patamar.
Ou seja, o governo paga juros escorchantes para manter uma divida crescente.
Se a divida fosse reduzida, ou pelo menos, mantida, ao invés de pagar esses juros altos, eventualmente, com adequações orçamentarias, estes poderiam ser direcionados para gastos com investimentos públicos.
Com juros básicos da economia altos, o cidadão comum, também, é atingido. 
Sua divida fica mais cara e acaba por se endividar ainda mais.
Diante desse mal exemplo do governo Lula, de gastar alem do Orçamento, somado com o programa de governo de quitação de divida com desconto, cada dia mais pessoas deixam de ser honradas e muitas delas acabam integrando o governo.
Ou damos um basta nessa nova ordem ou, aos poucos, seremos um pais de desonestos.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Castelo de areia




Quando criança e ia à praia, era usual construir castelos de areia, na área
próxima ao espraiamento das ondas.
Tinha ciência de que, apos construído o castelo, se uma onda se espraiasse além do local onde estava, inevitavelmente, o castelo desmantelaria.
Mas, isso nunca me obrigou a construir minhas edificações praianas mais distante dessa zona de espraiamento.
O objetivo era esse mesmo, desafiar as águas do mar, construindo barreiras de areia, para impedir a destruição total.
Essas barreiras ate poderiam ser parcialmente destruídas, fazia parte da estrategia,  mas a edificação principal mantinha-se firme.
Sem entender que na vida vivemos algo semelhante, me divertia com a vitoria da sobrevivência da minha construção. 
As lideranças, em nossa sociedade, são como castelos de areia.
São construídas em zonas de espraiamento.
O tempo todo sofrem o risco de se desmantelar ao sabor das ondas.
A sobrevivência, por mais sólidos que estejam, depende da imponderável onda que surja no horizonte.
Interessante que as ondas a que eles estão submetidos somos nós, o povo.
Acredito que saibamos da nossa força.
Então, por que não nos tornamos um tsunami e destruímos os políticos indesejados?
Na historia da humanidade surgiram algumas revoltas populares que destruíram castelos políticos.
No geral, mesmo insatisfeitos e indignados, continuamos como o mar que, por vezes, parecendo que vieram com força à beira os castelos, mas nada fazem.
Vivemos, no Brasil de hoje, indignados com tanta corrupção e desfaçatez de membros de toda estrutura democrática, que nos parecem fortes, como uma fortaleza à beira mar, mas na realidade são apenas falsos castelos de areia, que podemos destruir com nosso voto consciente.
Temos que nos unir e limpar a praia desses dejetos, que querem se parecer inocentes castelos de areia. 
Não sejamos uma onda frouxa nas próximas eleições.