sábado, 13 de junho de 2026

Precisamos de uma Revolução Francesa!




A Revolução Francesa de 1789 não aconteceu do dia para a noite.
Ela foi o resultado de uma combinação explosiva de crise econômica, desigualdade social extrema e novas ideias, que questionavam o poder absoluto do rei.
A vida da alta nobreza na pré-revolução exigia gastos astronômicos para manter um consumo insustentável e era feito através da blindagem nos cargos públicos bem remunerados.
O Estado francês estava quebrado, afogado em dívidas, devido aos gastos da corte e da vida soberba do rei Luís XVI, que gastavam mais do que o Estado arrecadava.
Com a intenção financeira de encontrar uma saída para a falência iminente da França, Luis XVI propôs uma reforma fiscal onde a nobreza e o clero passariam a pagar um imposto sobre a terra.
Como estes recusaram-se a abrir mão da isenção fiscal, o rei convocou uma reunião chamada Estados Gerais, que era composta pelo voto do Clero, da Nobreza e do resto da população, que representava cerca de 98% dos franceses.
Como o Clero e a Aristocracia formavam maioria e votavam pela manutenção de seus privilégios, contra os interesse do povo, acabou por provocar a conhecida Revolução.
No Brasil de hoje vivemos uma situação análoga.
A nossa "Nobreza" são os políticos, que se encastelam no Legislativo e no Executivo, e os membros do alto escalão do Poder Judiciário, que a cada dia aumentam seus privilégios remuneratórios.
A ponto de vários magistrados, que vão desde Juízes, Desembargadores e ate ministros do STJ, defenderem o pagamento de benefícios extras, os chamados "penduricalhos", em sessões oficiais ou reuniões de associações de classe, sem nenhum pudor.
Há vários bordões emanados por eles, que como Maria Antonieta dizia "se não têm pão, que comam brioches".
Ouviram-se frases debochadas como: "o salário mal paga um lanche", "os cortes dos penduricalhos aos magistrados estão caminhando para um trabalho em um regime de escravidão", "não recebo a remuneração à altura do que trabalho pelo país" e outro que pretendia deixar a carreira para advogar porque a remuneração por hora da magistratura havia se tornado "menor do que a do médico do SUS" e inferior à de "um cara que vende sorvete".
Mesmo tendo contracheques que superam os R$ 100 mil brutos em meses com vantagens acumuladas.
De outro lado temos o nosso Clero, que ingressou na politica para manter e obter seus privilégios, levou o Congresso a aprovar a ampliação da imunidade tributária das Igrejas, que já tinham uma absurda isenção de impostos.
Com este novo privilegio será aberto um rombo de R$50 bilhões na arrecadação da União, dos Estados e dos Municípios.
Assim, os estelionatários da fé ficarão cada dia mais bilionários.
Enquanto isso, com essa decisão, você ai contribuinte, para não chama-lo de trouxa, terá que pagar mais impostos para sustentar a gastadora maquina publica.
Ao invés dos nossos Congressistas irresponsáveis, para dizer o minimo, cortarem despesas, aumentam a redução na arrecadação para os privilegiados, obrigando-nos a pagar mais impostos.
O presidente Lula, sequioso pela reeleição, também, partiu para o vale tudo.
Com seu pacote de bondades criou isenções fiscais, credito facilitado e programas sociais eleitoreiros como o Desenrola 2
O programa Desenrola 2, foi feito para ajudar caloteiros, que se endividaram irresponsavelmente e não tem como pagar a divida.
É verdade que, muitas vezes, eles foram induzidos a se endividar pelo agente credor, que facilita a contratação da divida, e pelo estimulo ao consumo desenfreado. 
Entre esse beneficiários estão 96 mil inadimplentes do FIES, que tiveram perdoados R$4 bilhões, que foram pagos para faculdades particulares.
O problema desse alto custo, que pagamos com nossos impostos, é que não foi um investimento para melhorar a educação universitária de brasileiros, que não teriam condições de pagar suas faculdades.  
Uma grande parcela foi parar na mão de picaretas da educação, que arrecadaram dos "alunos trouxas", que acreditaram que a a faculdade, que fizeram, iria melhorar sua vida, mas foi só um diploma que não serve nem para papel higiênico.
Os últimos Índice Geral de Cursos (IGC) resultou que 12% das instituições de ensino tem um padrão insatisfatório, enquanto 60,3% foram considerados satisfatórios e apenas 27,7%, onde se concentram quase todas as Universidades Públicas foram considerados de excelência.
Por isso, depois de formados muitos não conseguem empregos de qualidade e bem remunerados, pois não estão capacitados para o mercado de trabalho.
Razão, inclusive, que os levaram à inadimplência.
As eleições estão ai.
Vamos fazer nossa revolução, tirando toda essa corja que no faz levar uma vida difícil ou somos masoquistas prazerosos do nosso sofrimento?

4 comentários:

  1. Vive le France! Por aqui, Salve-se quem puder. Enquanto não houver uma revolução nada vai mudar. 50 milhões de bolsistas, jamais saíram da rede de descanso para lutar por melhorias sociais. Tá ótimo assim! 2027 será o teste de resistência pata quem ainda acredita no país do futuro.

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  2. Há algumas semanas atrás tentei publicar um post no Facebook na mesma linha de raciocínio: chamando atenção para revolução francesa e o momento atual. Entretanto o Facebook me informou que não poderiam publicar pois tratava-se de assunto sensível. E não publicaram.

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  3. Muito boa a sua comparação com a revolução francesa Geraldo. É o que estamos vivendo nos dias de hoje , como você relatou muito bem citando os privilégios daquela época com os de hoje e indo mais longe referindo aos benefícios e os pacotes de bondades que o governo tenta enganar o povo. Carlos Alves, de Recife.

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  4. No museu de Cera em Londres se reproduzem as cabeças de um rei bonachão e incapaz cujo hobby era a narcena e a construção de miniaturas. Maria Antonieta é mostrada com a cabeça branca e fisionomia depauperada apesar de seus 37 anos. Depois veio o período do Terror onde foi adotada a política do medo, marcada por execuções sumárias. Ainda que os objetivos eram matar nobres e padres, esses foram apenas 16%, enquanto da parte do povo morreram 84% dos falecidos entre camponeses e revoltados. O fracasso de Robespierre é gritante . A lei da tolerância da maçonaria, pregada por Voltaire foi triturada pelo fanatismo.
    Todavia isso não significa que o Brasil não tenha necessidade de uma revolução. Penso numa revolução moral que cobre das consciências individuais a grande lei da moral: fazer o bem e evitar o mal. Nossa população ao votar em bandidos com a Sagrada Bíblia nas mãos é responsável pelo atraso e perda de liderança e empregos no Brasil. O brasileiro vota pessoas pessimas e não pedem explicações. Alguns pedem e são perseguidos. O grupamento de medíocres que infesta o poder publico, a justiça e as instituições é culpa de um povo medíocre que acende uma vela para Deus e outra para o diabo. Ao votar, ganha o diabo.
    Ass.: José Alves Silva Eng. Civil

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