segunda-feira, 4 de maio de 2026

Castelo de areia




Quando criança e ia à praia, era usual construir castelos de areia, na área
próxima ao espraiamento das ondas.
Tinha ciência de que, apos construído o castelo, se uma onda se espraiasse além do local onde estava, inevitavelmente, o castelo desmantelaria.
Mas, isso nunca me obrigou a construir minhas edificações praianas mais distante dessa zona de espraiamento.
O objetivo era esse mesmo, desafiar as águas do mar, construindo barreiras de areia, para impedir a destruição total.
Essas barreiras ate poderiam ser parcialmente destruídas, fazia parte da estrategia,  mas a edificação principal mantinha-se firme.
Sem entender que na vida vivemos algo semelhante, me divertia com a vitoria da sobrevivência da minha construção. 
As lideranças, em nossa sociedade, são como castelos de areia.
São construídas em zonas de espraiamento.
O tempo todo sofrem o risco de se desmantelar ao sabor das ondas.
A sobrevivência, por mais sólidos que estejam, depende da imponderável onda que surja no horizonte.
Interessante que as ondas a que eles estão submetidos somos nós, o povo.
Acredito que saibamos da nossa força.
Então, por que não nos tornamos um tsunami e destruímos os políticos indesejados?
Na historia da humanidade surgiram algumas revoltas populares que destruíram castelos políticos.
No geral, mesmo insatisfeitos e indignados, continuamos como o mar que, por vezes, parecendo que vieram com força à beira os castelos, mas nada fazem.
Vivemos, no Brasil de hoje, indignados com tanta corrupção e desfaçatez de membros de toda estrutura democrática, que nos parecem fortes, como uma fortaleza à beira mar, mas na realidade são apenas falsos castelos de areia, que podemos destruir com nosso voto consciente.
Temos que nos unir e limpar a praia desses dejetos, que querem se parecer inocentes castelos de areia. 
Não sejamos uma onda frouxa nas próximas eleições.