A confirmação da eleição de mais um direitista, no continente americano, desta vez na Colômbia, junta-se a outros da mesma linha ideológica, que se elegeram na Argentina, El Salvador, EUA, Chile e Equador.
No Brasil, ha grande chance de se repetir tal feito, provavelmente com a eleição de Flavio Bolsonaro.
A conferir.
O foco de, praticamente, todos os presidentes de direita eleitos é a questão da Segurança Publica.
O foco de, praticamente, todos os presidentes de direita eleitos é a questão da Segurança Publica.
Questão esta que, no Brasil, lidera como a principal preocupação elencada no ranking dos maiores problemas do país.
E isso acontece em todo o continente americano.
Como a direita abraçou essa briga como sua, explica-se as eleições na quais a direita se saiu vitoriosa.
De todos esses países de viés de direita, o único a ter sucesso no combate ao crime foi El Salvador, que conseguiu transformar o país de um dos locais mais perigosos do mundo na nação mais segura da América Latina.
A estratégia que El Salvador utilizou no combate a insegurança pública foi idealizada e posta em prática pelo presidente Nayib Bukele.
Essa mudança drástica baseia-se em uma política de "mão de ferro", também conhecida como o "Modelo Bukele" apoiada em pilares específicos, como a implantação de um Estado de Exceção, com prisões de suspeitos sem a formalização jurídica prevista num Estado de Direito.
Que provoca um forte debate internacional sobre direitos humanos.
O fato é que o crime organizado composto pelas facções MS-13 e Barrio 18 tiveram seus territórios ocupados pela saturação militar, que cercou bairros e cidades inteiras controladas por elas.
Enquanto isso, a ofensiva no combate ao crime resultou na prisão de mais de 90 mil pessoas acusadas de ligação com o crime organizado, dando a El Salvador a maior taxa de encarceramento do mundo.
Tudo isso com o apoio Legislativo que estabeleceu mudanças estruturais no código penal salvadorenho.
E mais, o poder Judiciário não se opôs às medidas.
Essa mudança drástica baseia-se em uma política de "mão de ferro", também conhecida como o "Modelo Bukele" apoiada em pilares específicos, como a implantação de um Estado de Exceção, com prisões de suspeitos sem a formalização jurídica prevista num Estado de Direito.
Que provoca um forte debate internacional sobre direitos humanos.
O fato é que o crime organizado composto pelas facções MS-13 e Barrio 18 tiveram seus territórios ocupados pela saturação militar, que cercou bairros e cidades inteiras controladas por elas.
Enquanto isso, a ofensiva no combate ao crime resultou na prisão de mais de 90 mil pessoas acusadas de ligação com o crime organizado, dando a El Salvador a maior taxa de encarceramento do mundo.
Tudo isso com o apoio Legislativo que estabeleceu mudanças estruturais no código penal salvadorenho.
E mais, o poder Judiciário não se opôs às medidas.
O posicionamento do Poder Judiciário de El Salvador, diante do regime de exceção instituído pelo presidente Nayib Bukele, passou de uma resistência inicial a um alinhamento total e cooptação.
O fato é que todas as medidas impostas por Bukele só avançaram porque houve o
alinhamento total do Judiciário com o Executivo, que é um pré-requisito para que esse modelo funcionasse sem travas jurídicas.Diante disso, a conclusão que já cheguei ha algum tempo, e afirmo isso em vários
artigos publicados, é que o maior problema no combate ao crime trata-se do Poder Judiciário, que por diversas razões, passam pela corrupção entre seus membros ate a ideologia politica de fácil soltura de criminosos.
Não basta ter uma policia eficiente, que prende, se o Judiciário solta.
A impunidade revela-se vencedora.
Como, também, não adianta o Legislativo promulgar leis mais duras, se o Judiciário não a aplica com o rigor devido.
Enquanto o Judiciário não sofrer mudanças radicais, que o leve a participar, por vontade própria e ativamente, no combate ao crime, o único caminho que parece viável, infelizmente, é o adotado pelo governo de El Salvador e pelas instituições republicanas daquele pais.
No Brasil, a visão da esquerda sobre o combate ao crime e a segurança pública continua na premissa de que a criminalidade não é apenas um problema de polícia, mas sim o reflexo de profundas desigualdades socioeconômicas e estruturais.
O resultado de anos de governo de esquerda, tanto estaduais como federal, ao invés de ter sucesso com esse pensamento, levou o pais ao domínio incontrolável do crime organizado, em todo território nacional.
A esquerda brasileira não entendeu, ate hoje, uma realidade.
A visão equivocada de filósofos, como Rousseau, que acreditam que o ser humano é inerentemente pacifico e que não precisa de regras sociais complexas, parece que desconhecem a historia da humanidade, repleta de dominações, violências e crimes.
Para o filosofo Hobbes, o ser humano sem regras é governado pelo egoísmo, pelo medo da morte violenta e pelo desejo de poder. Sem leis para nos refrear, viveríamos em uma "guerra de todos contra todos".
Acrescento que não bastam Leis.
É preciso que aja um Poder Judiciário para exigir seu cumprimento.
Mas, sobre o enquadramento do Judiciário para atuar, solidariamente, no combate ao crime, dentro do Estado de Direito, não faz parte do programa de nossos candidatos, tanto de direita como de esquerda.