A pronta resposta do governo Lula à taxação de 25%, imposta aos produtos brasileiros exportados para os EUA, foi excelente.
Reuniram-se o vice presidente, ministros e o presidente do BC para, numa transmissão por rede de TV, refutarem item por item cada um dos argumentos utilizados pelo Escritório do Representante Comercial Americano, USTR, que serviu de base para que Trump desse legitimidade na imposição do tarifaço.
Já a campanha eleitoral de Flavio Bolsonaro adotou a divulgação de que Lula não soube negociar com os EUA, causando a taxação ao Brasil, sem, contudo, contestar a cobrança do imposto, parecendo compactuar com isso.
A resposta de Lula, com a reunião transmitida pela TV, confirmou que a narrativa bolsonarista é inconsistente, como já estava precificado nas pesquisas que mostram que a maioria da população atribui a Flavio Bolsonaro a taxação dos EUA.
Politicamente, provou ao povo brasileiro médio que os impostos americanos foram devidamente refutados na mesa de negociação, ainda que, por parte do governo americano, estes fizeram ouvido moco para as convincentes explicações do governo brasileiro.
Pena que o povo americano médio não terá acesso à essa transmissão para tomar conhecimento da farsa que seu presidente Trump montou.
No caso da taxação dos países, que exportam aos EUA, o correto seria Trump levar ao Congresso americano para que discutissem o tema, como se espera de uma democracia.
Trump não agiu democraticamente porque se o tema fosse discutido no Congresso poderia levar um tempo a mais na aplicação das taxas de importação e, mesmo tendo a maioria nas duas casas daquele Congresso, poderia correr o risco de não ter exito em seu proposito.
Assim, para que não ficasse evidente sua maneira ditatorial de governar, Trump utilizou-se da USTR para dissimular a farsa democrática, justificando que foi um agente legitimo do Estado americano que concluiu que o Brasil era merecedor de uma sanção, através de uma alta alíquota de importação.
E ele, simplesmente, sentiu-se na obrigação de cumprir as conclusões daquele Órgão.
Cara de pau!
E, como presidente, competiu-lhe apenas abrir algumas exceções ao tarifaço, para não prejudicar a economia americana.
A criação dos impostos de importação foi a maneira que Trump encontrou para
E, como presidente, competiu-lhe apenas abrir algumas exceções ao tarifaço, para não prejudicar a economia americana.
A criação dos impostos de importação foi a maneira que Trump encontrou para
arrecadar mais impostos e poder gastar mais.
Aqui no Brasil tivemos algo semelhante com a taxa das blusinhas.
Desde 1980 havia isenção da taxa de importação para valores de ate 100 dólares.
Em 1994 esse limite caiu para 50 dólares e regulamentado que tal isenção valia apenas para produtos enviados de pessoa física para pessoa física.
As importações de empresas para pessoas físicas deveriam pagar a taxação da alíquota legal.
Com o aumento na importação de produtos chineses, o governo Lula, sob pressão das industrias e varejo nacional, justificou a aplicação da cobrança de taxa de importação.
Mas, de fato, tanto la como cá, o governo quer arrecadar mais, para gastar mais e mostrar que faz um bom governo.
Voltando a Trump, como esse imposto aumenta o preço dos produtos internamente nos EUA, ele inventou a justificativa de que estaria protegendo os interesses americanos, tanto dos empresários, que poderiam retornar a investir por la, tendo competitividade no mercado externo, como dos empregados americanos, que teriam seus empregos de volta.
Além disso, Trump usa das tarifas de importação como meio de chantagear os países nas negociações da tarifa, para obter vantagens, pela força, num jogo em que ele ganha e o outro perde.
Quanto ao Brasil, Trump não esta nem ai.
Capaz de nem achar no mapa múndi onde o Brasil fica.
Quem, realmente, tem o Brasil em seu radar é Marco Rubio, a quem lhe foi concedido exercer poder sobre os países da America Latina.
É Marco Rubio quem manipula o governo da Venezuela e quer fazer o mesmo com Cuba.
Seu interesse é formar um colchão de governos de direita na America Latina, para demonstrar ter poder e se apresentar como futuro candidato à presidência dos EUA, representando a ala mais ultra direitista daquele pais.
Dai acreditar que apoiando Flavio Bolsonaro, se for eleito, será mais um manipulado por ele.
Isso ficou claro com a afirmação grosseira e arrogante de Rubio, nas redes sociais, de que o governo Lula não negociou de boa fé, com o objetivo de desprestigiar a candidatura de Lula.
Mal sabe Rubio que essa taxação trara mais vantagem politica para Lula, que se sairá como o defensor da soberania nacional, enquanto Flavio Bolsonaro será emplacado com a pecha de autor das tarifas, que alias já aconteceu, com a denominação do imposto de Tariflavio.
Como resposta a essa interferência indevida, o Brasil não deveria retaliar com imposição de barreiras alfandegarias contra os EUA, como esta previsto na Lei de Reciprocidade.
O Brasil já tem uma politica protecionista, que impede a inovação, faz com que o consumidor brasileiro pague preços de produtos importados muito mais caro que no exterior e acomoda o empresariado a não participar da competitividade internacional, que promove a busca por maior produtividade e eficiência.
Aumentar ainda mais o custo de importação só agravará mais as condições negativas acima elencadas.
Quem, realmente, tem o Brasil em seu radar é Marco Rubio, a quem lhe foi concedido exercer poder sobre os países da America Latina.
É Marco Rubio quem manipula o governo da Venezuela e quer fazer o mesmo com Cuba.
Seu interesse é formar um colchão de governos de direita na America Latina, para demonstrar ter poder e se apresentar como futuro candidato à presidência dos EUA, representando a ala mais ultra direitista daquele pais.
Dai acreditar que apoiando Flavio Bolsonaro, se for eleito, será mais um manipulado por ele.
Isso ficou claro com a afirmação grosseira e arrogante de Rubio, nas redes sociais, de que o governo Lula não negociou de boa fé, com o objetivo de desprestigiar a candidatura de Lula.
Mal sabe Rubio que essa taxação trara mais vantagem politica para Lula, que se sairá como o defensor da soberania nacional, enquanto Flavio Bolsonaro será emplacado com a pecha de autor das tarifas, que alias já aconteceu, com a denominação do imposto de Tariflavio.
Como resposta a essa interferência indevida, o Brasil não deveria retaliar com imposição de barreiras alfandegarias contra os EUA, como esta previsto na Lei de Reciprocidade.
O Brasil já tem uma politica protecionista, que impede a inovação, faz com que o consumidor brasileiro pague preços de produtos importados muito mais caro que no exterior e acomoda o empresariado a não participar da competitividade internacional, que promove a busca por maior produtividade e eficiência.
Aumentar ainda mais o custo de importação só agravará mais as condições negativas acima elencadas.