Uma coisa é certa, naquele momento, não haveria concorrente forte e Jair Bolsonaro seria reeleito.
Seu governo deveria seguir o rumo de submissão às vontades politicas do "Centrão", que estava instalado em cargos chaves do seu governo, restando a Jair continuar com os entreveros com o Supremo, através de discursos combativos.
Teria, entretanto, a oportunidade de indicar ministros de sua confiança para aquela Corte.
No processo de tarifação imposta por Trump não seriamos contemplados com o tarifaço de 50%, do ano passado, nem os 37,5% atuais.
Assim, não teríamos motivação para a busca por novos destinos dos produtos exportados.
Além de que os exportadores não teriam o apoio de Jair Bolsonaro para ampliar o potencial comercial com outros países, pois em seu governo anterior, nunca demonstrou vontade politica e competência para articulação de busca comercial, como demonstrou Lula em seu governo.
Quanto a questão do gastos públicos, provavelmente, o governo de Jair Bolsonaro II não teria atingido o mesmo patamar do governo Lula, para as rubricas do Orçamento, que Lula executa.
Provavelmente haveria redução de gastos com saúde, educação e assistência social.
Mas, os gastos não seriam arrefecidos, pois os congressistas, com maiores poderes, ampliariam o patrimonialismo, com maior numero de penduricalhos em seus contracheques, assim como aumentariam, sem limites, as verbas para partidos e as verbas eleitorais.
Quanto as emendas parlamentares, estas dominariam os gastos do Orçamento.
Teriam menos transparência, pois não haveria um ministro Dino para tentar frear o impeto irresponsável dos congressistas.
Seria a farra orçamentaria da "direita".
Portanto, provavelmente, o juro da Selic não seria muito menor do que o atual.
Quanto a segurança pública, certamente, a inteligencia daria lugar a um aumento de ações mais violentas, sem câmeras nos policiais, para assegurar-lhes mais liberdade em sua arbitrariedades.
Mas não consigo enxergar que, com isso, haveria redução do crime organizado.
Quanto a eleição de 2026, quem Jair escolheria para substitui-lo?
Uma coisa é certa, Tarcísio de Freitas, novamente, seria carta fora do baralho.
Jair Bolsonaro faria como Lula, que escolheu Dilma para ser seu fantoche?
Para isso Jair Bolsonaro teria que escolher entre Eduardo e Flavio.
Eduardo parece ser mais indomável e poderia agir como Dilma, que criou vida própria e buscou sua reeleição, a contragosto de Lula.
Então, provavelmente a escolha recaria em Flavio, que, tem demonstrado absoluta submissão ao pai e seria facilmente manipulado.
Flavio não tem um perfil de liderança para construir sua candidatura.
Precisa de cartinhas do papai.
Na convenção do PL que o consagrou candidato, Flavio Bolsonaro não teve papel de destaque.
Foi mero coadjuvante.
Parecia ser o vice dele mesmo.
O candidato de verdade foi o pai, que surgiu num vídeo feito por IA.
Aliás, me pergunto se a família Bolsonaro é tola ou se faz de tola para obter alguma suposta vantagem?
Ao divulgar o vídeo de IA com Jair, Flavio se meteu em nova arapuca.
Poderá se ver diante da Justiça para justificar esse ato, que pode penaliza-lo por divulgar imagem de terceiro, para fins eleitorais, sem autorização do retratado.
Ainda que a legislação eleitoral fale que é proibido divulgação de imagens com conteúdo falso ou tentativa de enganar o publico.
O que parece não ser o caso.
Ou fazer com que Alexandre de Moares, que esta na cola de Jair Bolsonaro, o penalize, se este confirmar que permitiu o vídeo.
Essa perseguição de Alexandre a Jair Bolsonaro ficou evidente com a proibição de Flavio Bolsonaro visitar seu pai ate as eleições.
Mesmo com 59% dos eleitores, conforme pesquisa, serem contra essa decisão.
Se de um lado, ha Alexandre de Moares querendo alijar Jair Bolsonaro de qualquer participação nas eleições de 2026, de outro lado ha interferências externas.
Na mesma convenção do PL, o presidente de Argentina, Milei, prestigiou Flavio discursando a seu favor.
Mas, a participação de Milei acabou por mais atrapalhar do que ajudar, pois suas agressões, sem necessidade, às autoridades brasileiras, ensejaram severas criticas, tanto a Milei quanto a Flavio, que assistiu calado.
Contudo, ha outro apoiador forte, Trump, que prorrogou por mas um ano a emergência nacional declarada contra o Brasil.
Embora não possa atingir sanções comerciais, como foi o tarifaço do ano passado, que foi derrubado pela Suprema Corte americana, essa medida pode voltar a punir autoridades brasileiras com sanções financeiras, como foi a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, que foi, depois, também, revogada.
No documento ha menção de que "membros do governo brasileiro estão perseguindo politicamente um ex-presidente do Brasil, sua família e seus seguidores, o que esta contribuindo...para abusos de direitos humanos".
No documento ha menção de que "membros do governo brasileiro estão perseguindo politicamente um ex-presidente do Brasil, sua família e seus seguidores, o que esta contribuindo...para abusos de direitos humanos".
Assim, da cabeça de Trump qualquer coisa pode ser feita para prejudicar a candidatura de Lula, como, por exemplo, que a Lei Magnitsky seja novamente aplicada.
Mas, como da outra vez, não atingiu seus objetivos.
O fato é que Lula continua se safando bem das investidas contra ele.
Deu de ombro, às novas tarifações que Trump impôs ao Brasil, respondendo não com discursos inflamados, mas buscando, de maneira determinada, o aumento das exportações brasileiras para a Asia, Europa e outros países pelo mundo.
Quanto a Milei, fez que nem sabia quem ele era e falou uma frase de estadista,
enfatizando a transitoriedade dos cargos públicos e a continuidade da vida e da política apos ambos deixarem o poder.
Disso tudo, penso que a politica, mesmo ruim como está. deve ser resolvida apenas pelos eleitores, sem interferência nem do Judiciário, nem de presidentes de outros países.