sábado, 7 de fevereiro de 2026

Eleição presidencial: Se correr o bicho pega. Se ficar bicho come. Pra onde correr?

 




A ingerência politica do Supremo, quando anulou os processos, que mantinham Lula preso, objetivando trazer para a cena politica um concorrente, que tivesse condições de vencer a tentativa de reeleição de Jair Bolsonaro, demonstrou que fizeram com sucesso o que entendiam como certa.
Se Bolsonaro, realmente, tivesse a intenção de dar um golpe de estado e fosse um golpista perspicaz, teria percebido que aquele era o momento adequado para decretar um estado de exceção, fechando o Congresso e o Supremo.
Não o fez.
Talvez porque sua prepotência o impedisse de enxergar que, mesmo com Lula no tabuleiro eleitoral, sua chance de vencer estava em risco. 
Talvez porque não sentiu que teria o apoio, inevitável, das forças armadas para assegurar sua medida de força.
Talvez porque não teve coragem e ousadia.
Ou, talvez,  todas as alternativas juntas e misturadas. 
O fato é que perdeu tanto a eleição como o momento certo para dar um golpe de estado.
Depois de consumada a eleição, mesmo que tenha planejado uma tentativa de golpe articulada no Palácio do Planalto, Bolsonaro acabou por abandonar o cargo, dias antes do final do mandato, e foi para seu refugio nos EUA.
Ou seja, essa tentativa não ganhou musculatura para se efetivar em nenhum momento.
Mesmo com manifestantes a porta dos quarteis clamando por uma intervenção militar, que culminou numa marcha ate Brasilia e acabou em vandalismo.
Mas, o Supremo que já havia ingerido antes, desta vez resolveu neutralizar Bolsonaro, para que nunca mais concorresse às próximas eleições. 
Para isso formalizou um processo judicial, que concluiu com a prisão de Jair Bolsonaro e outros envolvidos na trama.
Entretanto, assim como ocorre no crime, você elimina o chefe da quadrilha, mas, em seguida, surge um novo chefe.
Jair Bolsonaro, mesmo preso, não foi suficientemente neutralizado.
Indicou como herdeiro politico e candidato, para a próxima eleição presidencial, seu filho Flavio.
Flavio, como foi o pai, é um despreparado para conduzir o pais.
Se ganhar, não tem, além do sobrenome que carrega, nenhum carisma para liderar junto ao Congresso um projeto de governo, que leve o  Brasil para um patamar superior.
Se houver.
Seu governo será, inevitavelmente, refém do Centrão e, para sobreviver, terá que submeter a ele.
Justamente o Centrão que não é nem de direita nem de esquerda.
É o pior conglomerado politico, pois é conservador nos costumes e não liberal na economia.
Seu único objetivo na politica é manter-se no poder, para tirar o máximo de vantagem pecuniária.
Que é o que faz desde sempre. 
Alia-se ao governo de ocasião, seja ele de que matiz politica for.
Por outro lado, ha Lula, todo sequioso para conquistar um quarto mandato.
Lula tem inegável liderança politica para conseguir seus objetivos junto ao Centrão, que o apoia no atual governo.
Embora tenha sofrido algumas derrotas, o Centrão enxergou que obteria  vantagens e permitiu que Lula aprovasse varias medidas.
Além de não incomoda-lo por enfiar o pê no acelerador dos gastos públicos e aumentar a divida publica.
Afinal, os índices econômicos mostram que o Brasil esta dentro da métrica desejada.  
O problema  é que o PT, durante a comemoração de aniversario de sua fundação, na Bahia, pregou a ampliação do gasto publico, no próximo mandato, semelhante ao que foi feito no governo Dilma 2.
Que foi um desastre contido pelo seu impeachment.
Para que consigam ampliar o gasto, foram astutos.
Propuseram que o governo Lula 4 afrouxe a meta inflacionaria.
Com isso, ofereceria ao Banco Central condições técnicas para reduzir a taxa de juros e abrir espaço no Orçamento para gastar mais.
Entretanto, ainda que Lula seja um velho e, se não estiver com a memoria fraca, deve lembrar quanto era prejudicial ao trabalhador, quando havia inflação, Lula deve acatar tal proposta.
Seu conhecimento reduzido de como funciona a economia impede que entenda que inflação a gente sabe como começa, mas não sabe como termina.
Durante a ditadura militar, aconteceu o mesmo traçado que Lula quer fazer.
Deixaram a inflação afrouxar e, ao final da ditadura, fomos contemplados por uma hiperinflação.
Além de uma divida externa impagável, que obrigou o Brasil a recorrer ao FMI.
Esse é outro dado importante.
A divida interna brasileira já esta num nível elevado.
Gastando-se mais teremos mais inflação e mais divida.
Para quem viveu o filme, o fim já conhecemos.
Queremos reviver esse trágico filme antigo?
Assim estamos num dilema.
Um fraco, Flavio, contra um forte, Lula, na liderança politica, ambos com potencial de quebrar a economia do Brasil. 








 




sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Nossas autoridades são transparentes, sim!!!!



Sempre exigimos, com razão, transparência de nossas autoridades.
Incomodávamos com suas ações tomadas na calada da noite.
E passamos a exigir mais transparência.
Eles, finalmente, nos atenderam!!
Nesta semana, logo apos o inicio das sessões legislativas, a luz do sol, os congressistas aprovaram Lei que concede aumentos e privilégios indecorosos a suas assessorias.
Uns cogitam que, assim, aumentaria a parte da rachadinha que, supostamente,  alguns congressistas praticam.
Quanto a preocupação de buscar equilíbrio orçamentário, de forma transparente, os congressistas demonstraram que era só balela.
Aumentam os gastos, como se sobrasse recursos!
Lula, de seu lado, conseguiu aprovar, no Congresso, mais uma despesa para aumentar os gastos sociais com o curral eleitoral.
O vale gás!
Parece que nos tornamos um pais comunista, como Cuba, que fornece a "libreta de abastecimiento" para os mais pobres.
Meteram o pé no acelerador de gastos e foram juntos comemorar, de forma transparente, com um jantar com Lula na Granja do Torto.
Aliás, nome adequado para reunir essa turma que não anda direito.
Lula aproveitou a festa com seus entusiastas e, distribuindo sorrisos, afirmou que se sagraria vitorioso nas próximas eleições, para alegria dos convidados, que querem participar de um novo governo para, de forma transparente, poderem participar do butim governamental. 
Tudo ao som de um play list para enaltecer Lula, que culminou com um samba-enredo da Acadêmicos de Niterói, que se apresentará no desfile de carnaval carioca, que tem o seguinte refrão:
Olê, olê, olê, olá. Lula, Lula.
Nada como um ato de campanha que, de forma transparente, dribla as regras de propaganda eleitoral e com financiamento publico!
Afinal, o carnaval é um dos palcos com maior numero de espectadores.
No Judiciário, de forma transparente, os ministros repudiaram firmemente o código de ética.
Eles podem fazer tudo o que quiserem.
Imagina que desaforo deuses, cidadãos acima de qualquer suspeita, precisarem de regramento para colocarem-lhes freio.
Aliás, um código de ética para eles, feito por eles, é como a raposa impor ética de como as raposas devem agir no galinheiro! 
Fora que o código de ética não afetará a farra dos privilégios que atende magistrados e afins, que compõe a elite do Judiciário.
Sendo a aposentadoria compulsória, quando um deles pratica mal feitos, o maior escarnio.
Um tapa na cara do contribuinte, que sustenta criminosos em sua prazerosa 
aposentadoria.  
Veja o caso do ministro do Superior Tribunal de Justiça, Marco Buzzi, envolvido em denuncia de importunação sexual, que, se for condenado, no máximo, será aposentado!
Isso sem contar a participação de autoridades, de todos os poderes republicanos, envolvidos em diferentes graus, na fraude do Banco Master.
Semelhante ao que acontecia na escola, quando a maioria dos alunos eram reprovados na prova e a prova era anulada, na apuração da fraude do Master todos acabarão inocentados.
Com transparência!
Ser cínico, agora, é transparente e sem nenhum pudor! 



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Cogio de ética no Supremo



Embora tenha serias restrições à atuação de Fachin, como ministro do STF, em especial pela anulação dos processos que condenaram Lula, neste momento, ele tem meu apoio quanto a criação de um código de ética para o STF.
A bem da verdade, nem deveria haver um código de ética imposto.
Deveria ser uma coisa intrínseca.
Os próprios ministros, em razão de ocuparem os cargos máximos no judiciário brasileiro, deveriam saber das restrições, que se pretende implantar no código.
A necessidade de um código de ética demonstra o quanto a instituição está mal servida.
Afinal, são eles que decidem em ultima instancia tudo o que lhes diz respeito julgar, em defesa da preservação da Constituição.
Numa Constituição cheia de regras, muitas das quais deveriam ser Leis comuns.
Ai começa o problema.
Há alguns anos, eles, por terem muito poder, fraquejaram na auto contenção e puxaram para si atribuições além daquelas previstas na Constituição.
Tanto a sociedade, como os representantes no Congresso, assistiram, passivamente, esses excessos.
Algumas vezes, ate aplaudiram, pois lhes interessou as investidas do Supremo, que acabaram deliberando sobre temas, que competiam ao Congresso toma-las e não as tomavam.
Desta forma, suponho, os ministros do Supremo passaram a acreditar que ultrapassar os limites de suas atribuições era um bem que faziam à sociedade e, assim, tornaram essa prática usual.
O problema do ser humano é que, quando o poder sobe a cabeça, ele perde a sensatez e passa a agir impulsivamente e sua inteligencia fica comprometida.
Já dizia Maquiavel: Dê o poder ao homem, e descobrirá quem ele realmente é. 
O resultado esta ai.
Passaram a acreditar que poderiam aceitar que parentes próximos defendessem representados, cujo julgamento transitava naquela corte.
Nem, sequer, sentiam-se a obrigação de se declararem impedidos.
Mesmo quando não fizessem parte da turma que julgaria, haveria, supostamente, na melhor das hipóteses, a intimidação.
Afinal era um parente de um colega, que atuava na ação.
Querendo ou não, é comum a gente sentir-se na obrigação de, no minimo, procurar enxergar facilitadores para beneficiar a tese do parente de um colega.
O tal espirito de corpo corporativo.
Mas, na hipótese mais usual, aqueles que detêm poder sem escrúpulos, acabam praticando a troca de favores cruzada.
Eu julgo, hoje, a favor de seu parente e, amanhã, quando for o meu, você faz igual.  
Tudo é possível, quando a ética que se espera foi corrompida.
Para demonstrar essa convicção, o próprio STF, em 2023, impediu que fosse introduzido no Código Civil a restrição da atuação de magistrados em processos em que uma das partes fosse cliente de parentes.
Foi o liberou geral nas instancias inferiores.
Péssimo para a credibilidade da Justiça.
Agora, Fachin tenta dar uma freada de arrumação, com a imposição de um codigo de ética.
Num mundo atual em que o respeito ao próximo não tem mais valor,  sera que terá sucesso?
Ha ruídos de resistência!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

O outro lado dos desempregados ocultos



Um amigo, empresario varejista no nordeste, apos ler meu artigo sobre "Os desempregados ocultos - reféns de Lula", me procurou para dizer que meus argumentos estão certos, sob um ponto de vista, e errado, noutro.
Como assim?
Ele disse que a estatística do governo está certa, quanto a um baixo nível de desemprego.
Ele, como outros empresários amigos dele, da região, alguns de outras atividades, sentem dificuldades em contratar mão de obra para suas empresas.
Contatei amigos meus, empresários paulistas da área de construção civil, que confirmaram a mesma dificuldade em encontrar pessoal para trabalhar em suas obras.
Meu amigo nordestino disse que, quando encontra candidatos, a maioria não quer ser registrada pela CLT, com medo de perder os benefícios sociais do governo. 
Outros porque estão recebendo auxilio desemprego e não querem perder esse beneficio, se forem registrados.
Complementou dizendo que, no final do ano, por conta do aumento sazonal de vendas e pela escassez de gente disposta a trabalhar registrado, acabou contratando funcionários temporários sem o devido registro formal.   
E ai, disse ele, é que estou certo, quando em meu texto disse: "Outra parte desses assistidos tem outra fonte de renda, os chamados "bicos".
Baseou-se no fato de que, enquanto pensava como agiria, passado o período temporário, se manteria sem registro ou demitiria os temporários, o dilema foi resolvido sozinho.
Os contratados temporários faltavam demais, sem justificativas, ou desistiam do emprego no meio do contrato.
O que confirmou a percepção dele de que o assistencialismo social estava prejudicando a contratação de empregados, pois desestimula o pessoal a trabalhar registrado e por mais tempo, gerando uma rotatividade muito grande.
Indaguei a ele como explicar tal fato.
Ele me contou que conversando com esses trabalhadores, perguntou-lhes qual era a razão para justificar a desistência do emprego.
Disseram-lhe, com suas palavras, o que ele sintetizou da seguinte forma.
Aceitavam trabalhar nesse período apenas para aumentar a renda, mas que não queriam continuar no emprego, pois não compensava. 
Diziam que ganhavam pouco, tinham que trabalhar aos domingos e não tinham a flexilidade que tem, quando fazem "bicos" ou mesmo quando trabalham como entregadores ou motoristas de aplicativos.
Pesquisando o assunto, encontrei estudos que dizem que, hoje, as pessoas não tem a mesma percepção, que havia no passado, de ter lealdade e dedicação à empresa, em troca da garantia de um emprego formal por longo tempo.
Em especial, os mais jovens que estão desapegados dos empregos formais, pois se sentem desvalorizados com os baixos salários, que é um fato real.
Alguns se contentam com o assistencialismo social e o trabalho eventual.
Comparativamente com 50 anos atrás, os salários da classe media estão baixos.
Quando me formei o salario de engenheiro civil era suficiente para ter uma vida confortável.
Hoje, o sujeito se forma engenheiro civil e ganha pouco. 
Se trabalhar, por exemplo, com Uber, pode ate ganhar mais!
Se para um profissional qualificado a situação salarial é ruim, imagina para um trabalhador menos qualificado.
Muitos preferem nem trabalhar, se for para ganhar pouco.
Além de preferirem trabalhar de forma autônoma, para poderem sentir-se livres das amarras do trabalho formal, que os obriga a cumprir uma jornada de muita dedicação exclusiva ao emprego, e ate ganhar mais.
A conclusão que chego é que é preciso repensar a CLT, trocando todos aqueles direitos trabalhistas, que muitos não entendem que compões o salario, mas que custam caro ao empregador, por salários mais altos e com uma jornada de trabalho mais flexível e com menos dedicação de tempo.
Ou teremos cada vez mais taxas de desemprego formais baixas e dificuldades em contratar mão de obra nas empresas. 



domingo, 1 de fevereiro de 2026

Os desempregados ocultos - reféns de Lula




O IBGE estimou, em 2025, que a população brasileira é de 213.421.037.
Desse montante, conforme dados oficiais, 94 milhões de pessoas entre 15 e 64 anos constam no Cadastro Único (CadÚnico) e são dependentes de programas de assistência social e auxílios financeiros do governo federal.
Numa conta básica, isso representa 44% da população brasileira que vive, repito, de programas sociais.
A coisa está um pouco pior.
Sete em cada dez brasileiros, que estão em idade de trabalhar, se cadastraram em programas de assistência do governo federal.
A realidade é que grande parte dos assistidos, cujo numero não é possível apurar, tem a assistência 
social como unica fonte de rendimentos e subsistência.
Outra parte desses assistidos tem outra fonte de renda, os chamados "bicos".
Mesmo assim, se somados seus rendimentos, não deixariam de ser pobres e desempregados.
Ai reside a grande mentira do governo Lula.
O governo se rejubila por ter o menor indicie de desemprego na historia do Brasil e quiça de alguns países europeus.
Divulgou que, em 2025, o Brasil atingiu o índice de  5,1% de desempregados.
Apenas como comparação, a Itália tem um índice de 5,6%, a Alemanha 6,3%, a França 7,7% e a Espanha 9,3%.
Como isso é possível?
Basicamente porque, no Brasil, o critério de estar desempregado não é igual ao numero de pessoas quem não trabalham.
Computa-se como desempregado somente aquele que estiver disponível para trabalhar e procurando uma vaga!! 
Como grande parte dos assistidos sociais, sabe-se la por quais razões intimas, não procuram emprego, estes não entram no computo geral de desempregados.
Se fossem incluídos, o índice de desemprego seria bem maior! 
É verdade que se houvesse demanda de emprego para todos os brasileiros aptos a trabalhar não haveria vagas em numero suficiente.
Faltam empregos!
A situação seria pior se todas as industrias se automatizassem totalmente, como acontece nos países desenvolvidos pelo mundo.
O problema da falta de emprego na industria é que o Brasil encontra-se numa situação de falta de competitividade e desindustrialização.
A participação da industria é de apenas 22% no PIB nacional e tende a reduzir ainda mais.
Enquanto isso o agronegócio cresce, atingindo 30% do PIB.
Embora no passado o Brasil fosse um pais eminentemente rural, hoje o agro negocio tem cada vez menos trabalhadores desqualificados.
No agro, cada vez mais há um reduzido numero de trabalhadores qualificados, que manuseiam os equipamentos.
Ou seja, cada vez menos essas atividades ofertarão empregos.
Desqualificados, então, muito menos.
Isso remete a necessidade de qualificar cada vez mais o trabalhador.
E isso sob dois ângulos.
O primeiro, conhecido de todos, é preciso ensino de qualidade.
Não basta o Brasil ter quantitativo de escolas suficiente para atender a todos os brasileiros.
As escolas não ensinam o minimo necessário.
A ponto de faculdades de medicina, a exemplo de escolas de direito, que se multiplicaram sem a devida qualidade, serem mal avaliadas, o que levará o Brasil a ter que  fazer exame para que o medico formado se habilite na profissão.   
E como no direito, haverá milhares de médicos que não conseguirão obter seu registro profissional.
Toda essa gente ganhará salários não compatíveis e trabalhará em atividades que não tem nada a ver com sua formação,
Como consolo, terão um diploma decorativo para pendurar na parede!
Outro angulo é o imenso contingente de faculdades versus baixo contingente de escolas técnicas.
Ha uma carência de técnicos bem formados.
Ao invés do governo focar em escolas técnicas, foca em faculdades.
Faculdade é para quem gosta de estudar.
A escola técnica é a fornecedora de mão de obra qualificada para a industria e o agronegócio.  
Para finalizar. 
Evidentemente que não se pode deixar de dar assistência social a toda essa gente sem estudo e sem emprego.
Morreriam de fome.
Já que a religião integrou-se, novamente, na politica, não ajuda-los seria uma afronta ao princípios cristãos.
Apesar de muitos cristão serem implacáveis contra o assistencialismo social.
A questão não é ser a favor ou contra.
A questão é que governo tem que ter politicas publicas excelentes para proporcionar aos empregadores melhores condições para que se sintam confortáveis a oferecer mais empregos.
E não ficar apenas divulgando que sua gestão foi maravilhosa pelo índice mentiroso de desemprego.











sábado, 31 de janeiro de 2026

Todos contra o Sistema!


Lula abandonou o tema União e Reconstrução, que utilizou em sua campanha de 22, para se contrapor a Bolsonaro, na sua quarta tentativa de continuar no poder. 
Apesar de ter-se mostrado poderosa, a ponto de ajuda-lo a se eleger no terceiro mandato, ao longo do tempo, esse tema perdeu credibilidade, pois mostrou-se uma enganação.
Lula não se mostrou disposto a unir o Brasil, como prometera.
Não fez o minimo esforço nesse sentido.
Já no inicio de seu mandato, estruturou seu ministério privilegiando petistas e afins.
Nomeou sua gente nos ministérios que concentram maior poder de decisões governamentais.
E, para fingir que cumpria seu tema, deu aos aliados do "Centrão" apenas ministérios considerados anéis de bijuterias. 
Que parece que se contentaram, pois  Lula conseguiu administrar seu governo, conquistando parte de seus intentos.
Mas, o "Centrão" não deu recibo de otário. 
Lula pagou um preço alto, fora de sua vontade.
Submeteu-se sem reclamar, com veemência, às emendas de orçamento, que já vinham de governos anteriores, e pior, os congressistas conquistaram fatia maior 
das verbas de investimentos, subtraindo de Lula parte relevante das verbas discricionárias.
Na verdade, com essa alternativa, não precisam mais de ministérios para usar verbas publicas, pois tem a vantagem da liberdade para usar onde e como quiser, sem a responsabilidade de prestar contas.
Agora Lula adotou um nova tema.
Trata-se do nós contra eles ou os ricos contra os pobres. 
Tema oposto de sua candidatura anterior, pois trata-se de um discurso de ódio divisionista, que radicaliza ainda mais a já dividida sociedade brasileira e não traz beneficio nenhum.
Aliás, a extrema direita usa desse mesmo discurso de ódio para demonstrar sua intolerância, predominantemente, racista, religiosa e sexista.
Assim, Lula vai se posicionar contra o Sistema.
Entretanto, o Sistema que ele se refere trata-se do mercado financeiro, também conhecido como Faria Lima, que, segundo ele, provoca juros altos da SELIC e tenta impedi-lo de gastar o que não tem.
Apesar de não conseguirem, pois Lula não se intimidou em elevar a divida interna a valores estratosféricos, para que, com seu populismo, pudesse gastar e agradar os eleitores com migalhas sociais e outras benesses.
Aproveitando que Segurança Publica será tema inevitável na campanha eleitoral, cuja atuação do governo Lula não conseguiu ter sucesso, Lula deve associar ao Sistema os sócios do crime organizado, que envolveram-se na lavagem de dinheiro.
Diferente do Sistema que Bolsonaro e seus seguidores consideram como tal.
Para Bolsonaro o Sistema é composto pela elite politica e judiciaria, com quem durante seu governo teve atritos.
Num primeiro momento do governo Bolsonaro, ele montou seu ministério com militares e políticos aliados próximos.
Só alterou parte dessa composição, quando trouxe o "Centrão" para dentro de seu governo, na tentativa de aumentar sua base de poder, pois, se não o fizesse, correria risco de um impeachment.
Agora nas eleições de 26, o candidato ungido por Jair Bolsonaro, dentro de seu egocentrismo, foi seu filho Flavio.
Que segue a mesma cartilha do pai contra seu Sistema, embora tente mostrar-se menos radical.
Mas, vire e mexe, cai em tentação e mostra sua verdadeira cara.
Enquanto eles se digladiam contra o Sistema, nós brasileiros temos que, também, lutar contra o Sistema, não elegendo nem Lula nem Flavio.
Esse Sistema já deu sua contribuição.
Cada um avalie pessoalmente se foi bom ou ruim.
Mas o fato é que estão superados.    
Precisamos encontrar e eleger outro candidato.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

O banco Master e seus tentáculos



O ex ministro do Supremo Ricardo Lewandowski, assim que deixou o STF assinou contrato de consultoria jurídica com o Banco Master, 
através de seu escritório de advocacia, e o mantevemesmo após assumir a pasta de Ministro da Justiça.
Ainda que nada surgiu, que o desabone legalmente, ate o momento, mas, a manutenção desse contrato é no minimo anti ética.
Como um ministro de estado pode estar envolvido com alguém que o mercado financeiro suspeitava de ser um golpista?
No minimo, quando surgiram suspeições, deveria ter encerrado tal contrato.
Ainda que eu pense que o certo seria te-lo feito assim que foi nomeado ministro de estado.
Mesmo que Lewandowski alegue que seus filhos eram quem prestasse o serviço, a sua figura foi decisiva para que Vorcaro, dono do banco fraudulento, contratasse seu escritório.
Por que Vorcaro não contratou outro escritório de advocacia, cujos integrantes não fossem autoridades publicas? 
Óbvio!
Vorcaro queria Lewandowski, assim como outras autoridades republicanas ou seus parentes, como o contrato feito com a esposa do ministro Alexandre de Moares, para, no minimo, explorar suas influencias em situações que demandassem necessidade.
Diante da injustificada atuação de Dias Toffoli no caso Master, só falta descobrir que ele, também, tinha parentes com contrato com o banco Master.
O fato é que o Supremo, através do ministro Flavio Dino, exige dos congressistas, com razão, publicidade e eficiência na aplicação de verbas oriundas das emendas parlamentares.
Toda autoridade publica deve zelar pelos princípios constitucionais de
Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência. 
Mas, o próprio Supremo, guardião da Constituição, não dá nenhuma explicação de ações suspeitas de impessoalidade e moralidade de seus integrantes!
Por que?
No estado do Rio de Janeiro, o presidente da Rio previdência, Deivis Marcon Antunes, foi demitido pelo governador do estado, por ser suspeito de irregularidades em aplicações no banco Master.
Quando apurados em outros municípios, cujos presidentes de institutos de previdência fizeram o mesmo, teremos outras demissões?
Mas, quanto ao prejuizo que essas instituições terão que arcar?
Vai ficar por isso mesmo?
Pelo jeito, sim.
Ai entra outra questão.
Os escritórios de advocacia, regiamente pagos, por menos qualificados que fossem, não conseguiram enxergar que havia indícios de fraude e, como consultores, que eram, apresentarem relatórios à direção do banco para evitar que cometessem crimes? 
Ah! Mas, eles não eram auditores financeiros.
Realmente não eram.
Mas, deveriam, como consultores jurídicos, pesquisar junto aos auditores se havia algo suspeito, para que dessem soluções jurídicas para sanear o problema.
Como nem os auditores detectaram nada suspeito, apesar de estar na cara deles indícios de irregularidade, ali, todos os contratados tinham, como único trabalho, receber honorários.
Entretanto surgiram evidencias de fraude, que veio a publico, ha algum tempo.
Por que os escritórios dos "famosos" não encerraram. imediatamente, seus contratos, para que não tivessem seus nomes envolvidos?
Tudo isso fede!



terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Os cidadãos acima de qualquer suspeita!




Veja você, ate Lula se irritou com a atuação controversa de Toffoli na relatoria do caso Master, no Supremo, e desabafou entre paredes que apoia a ideia de que ele renuncie ou peça para se aposentar!
Mesmo tendo Toffoli sido indicado por ele, em mandato anterior.
Lula já tinha tomado na mão a bandeira do nacionalismo, que a oposição
 à ele
detinha, por ocasião das sanções impostas por Trump.
Agora, Lula toma mais uma bandeira da oposição ao criticar um ministro do Supremo!
O que não faz uma campanha eleitoral!
É verdade que Lula não tomará nenhuma iniciativa no sentido de afastar Toffoli.
Até porque quem deveria tomar alguma medida contra o Toffoli seriam os senadores, que pelo jeito, nada farão, pois o presidente de Senado, Alcolumbre, é contra, por principio.
Ja que Lula esta insatisfeito com Toffoli, que o PT se alinhe a ele e se movimente no Senado para afastar Toffoli do Supremo.
Agradaria muita gente.
Ainda que grande parte da população queira mais cabeças rolando no Supremo. 
O fato é que o Supremo perdeu legitimidade.
Seus membros rasgaram, ha tempos, a imparcialidade, a ética e a moralidade publica.
Só o fato de haver 1.925 processos, que transitaram tanto no Superior Tribunal de Justiça, como no Supremo Tribunal Federal, que tem parentes de 1º grau dos julgadores atuando como advogados de parte interessada, isso já seria uma indecência nunca vista antes.
A ponto de surgir um movimento para se estabelecer um código de condutas que  discipline a atuação dos ministros e evite tanta imoralidade.
Mas, ha uma enorme resistência dos ministros, que dificultam qualquer aprovação de um código de condutas.  
Acham-se cidadãos acima de qualquer suspeita!
Com tudo isso, ha munição para que a oposição tente arregimentar maior contingente de candidatos ao Senado nas próximas eleições, para que formem maioria para tentar excluir diversos ministros do Supremo, cujas atuações são criticadas.

domingo, 25 de janeiro de 2026

Trump e seu egocentrismo.



Mais um americano, Alex Pretti, foi morto pelo ICE, em Mineápolis!
Cidade que virou alvo dos agentes de imigração americana, por abrigar contingente de imigrantes somalis.
Que Trump qualifica como "lixo".
Some-se, ainda que é o estado de Minnesota é governado por um filiado ao partido Democrata, que é o partido adversário politico de Trump.
Como se não bastasse a morte cruel de Renée Good, que sem agredir um agente da ICE foi executada só porque decidiu abandonar, com seu carro, o local onde estavam os agentes em ação, os agente do ICE matam, sem ser por legitima defesa, mais um americano, desta vez porque protestava contra as ações do ICE.
E mais uma vez Trump, com seu cinismo característico, defende a trágica ação.
Que Trump queira impor regramento à imigração é legitimo, desde que seja dentro da legalidade e conveniência, debatida pelo Congresso americano.
Mas, Trump deu carta branca ao ICE que, com suas ações sem limites, trouxe panico a qualquer imigrante, ilegal ou não.
Os agente do ICE cometem prisões arbitrarias nas ruas, chegando ao ponto de prenderem uma criança de 5 anos, quando esta voltava da escola.
Como se isso não bastasse, por determinação de Trump, os agentes do ICE podem entrar nas casas, para prenderem imigrantes irregulares, sem um mandato judicial!
Isso é romper com o estado democrático de direito.
Com essas mortes, tornaram-se uma ameaça inclusive para os próprios
americanos.
A Gestapo agia igual.
Não que Trump seja um Hitler, mas tem a mesma psicopatia de querer ser dono do mundo!
Isso é perigoso!
Mas, felizmente, Trump não tem o mesmo índice de maldade de Hitler.
Tem é um excesso de egocentrismo e ambições comerciais, próprias de seu estilo empreendedor.
Ainda que Trump tenha demonstrado o mesmo fascínio de Hitler de querer invadir outros países, por enquanto, ficou só na retorica. 
No inicio de seu mandato declarou que pretendia anexar o Canadá, a Groenlândia e o canal do Panamá.
Depois, agindo como um xerife da America Latina, sequestrou o cruel e corrupto ditador Maduro.
Não por ideais democráticos de encerrar a ditadura chavista, como era a expectativa de muita gente no mundo.
Continua no poder toda a horda sanguinária, torturadora e assassina de corruptos, que comanda a Venezuela, e que trouxe a miséria ao povo venezuelano.
É verdade que Trump agiu com cautela, pois sabe que uma aventura de derrubada de poder traz consequências piores, como aconteceu em outras invasões americanas, no passado.
Mas, conseguiu manipular esses mercenários que, para continuarem no poder, submeteram-se à vontade de Trump de administrar, sob mão militar, o potencial 
petrolífero da Venezuela e proporcionar incremento nos interesses comerciais dos empresários aliados. 
Se Trump agisse dentro de um processo de mudança de poder ao longo do tempo, talvez, conseguisse recuperar a democracia venezuelana.
Mas, do jeito que tem pressa, para divulgar seus feitos nas mídias sociais, isso será apenas mais um sonho caribenho.
Na verdade, o que interessa a Trump é mostrar seu poder.
Assim, novamente, em 2026, Trump volta a falar em anexar a Groenlândia, agora mais enfático.
Fez ameças de taxar países europeus contrários à sua vontade.
E ate de invadir militarmente a Groenlândia.
Que não seria necessário, pois, legalmente, os EUA estão autorizados a instalar o que quiserem, em termos militares, em nome da defesa da OTAN.
Mas, ha interesses comerciais por trás disso tudo.
Trump quer explorar as riquezas minerais, que ate então estavam cobertas sob o manto de gelo.  
Ou seja, diferente de Hitler, que queria o poder pelo poder, Trump quer exibir seu poder, para atender seu ego e para incrementar seus interesses comerciais.
Os americanos estão deixando a corda esticar.
Ate onde e quando?


 

sábado, 24 de janeiro de 2026

Toffoli e o banco Master



O ministro Dias Toffoli, do STF, está, novamente, na berlinda, por sua atuação controversa na investigação do banco Master.
Na verdade, Toffoli sempre foi alvo de criticas.
Sua carreira jurídica nunca indicou notório saber, que justificasse sua nomeação para ministro do Supremo.
Ha informações, de conhecimento publico, de que não passou, por duas vezes, em concurso para juiz de primeiro grau.
Tampouco fez doutorado, ate porque, para faze-lo, deveria ter feito, antes, mestrado, que, também, não o fez.
Nem escreveu nenhum livro, que o notabilizasse como jurista.
Seu currículo Lattes é fraco!
Em condições normais, nunca poderia ter sido indicado para atuar na Suprema Corte.
Mas, Lula, em 2009, nomeou-o ministro do Supremo, com a concordância do Senado, que, contrariamente à sua obrigação de fazer, não avaliou que Toffoli não atendia o requisito de notório saber e ratificou a indicação de Lula. 
Sabe-se que sua nomeação foi em razão dele ter atuado como advogado do PT e de Lula e, supostamente, para que, num eventual processo envolvendo gente do PT no STF, pudessem contar com sua disposição para contemporizar a favor deles.
O que de fato aconteceu, quando, no processo do Mensalão, Toffoli votou a favor da absolvição de Jose Dirceu, o todo poderosos do PT, que, mesmo assim, foi condenado.
Isso sem contar suas decisões sem fundamento, que contribuíram para beneficiar acusados de corrupção na Lava Jato.
Na verdade, Toffoli tem, ha tempos,  é um currículo para ser removido do STF.
Desta vez, Toffoli exorbitou.
Sem uma explicação convincente, puxou, para sua relatoria, no Supremo, a investigação do banco Master, que transitava em primeiro grau, e decretou sigilo absoluto no processo.   
Diante das medidas tomadas por Toffoli, que foram consideradas incomuns, houve reações críticas no mundo político e jurídico, que acabaram provocando, nas mídias jornalisticas, investigações sobre a vida privada de Toffoli, com o objetivo de identificar o por quê  do sigilo.
O resultado foi que identificaram seu envolvimento no resort Tayayá, no Paraná, que teria sido comprado por fundos do banco Master.
Para piorar essa situação, as investigações aprofundaram-se e descobriram que a alegada participação na sociedade do resort não ser dele, mas de seus irmãos,  era, supostamente, mentirosa.
A esposa de seu irmão José Eugênio, Cassia Pires, quando entrevistada disse:
"Moço, dá uma olhada na minha casa. Você está vendo a situação da minha casa? Eu não tenho nem dinheiro para arrumar as coisas da minha casa. Se você entrar dentro, vai ficar assustado. O que está lá (na junta comercial), eu não sei. Eu sei que moro aqui há 24 anos e não sei de nada que é sede (da Maridt) aqui. Aqui é onde eu moro".
Essa declaração criou no imaginário popular que Toffoli usou seus irmãos como laranjas, para se distanciar de um envolvimento, que o comprometesse. 
Isso sem contar os videos, que circulam nas mídias sociais, que mostram Toffoli frequentando, em varias ocasiões, o tal resort, sempre acompanhado por seguranças que custaram, no minimo, R$ 460 mil aos cofres públicos.
Apesar de suspeições, sabemos que Toffoli não sofrerá qualquer punição.
O espirito de corpo da Corte o protegerá, como toda corporação faz com seus pares.
O Senado não mostra disposição em envolve-lo num processo de impeachment.
Mas, ha preocupação, entre os ministros do Supremo, de um mais desgaste na atual reputação negativa da Casa.
Diante disso, o presidente dela, Edson Fachin devera intervir, discretamente, para que o processo seja devolvido à primeira instancia e com isso abrandar as criticas ao Supremo.
O fato é que as instituições brasileiras, em geral, passam por uma crise moral e ética, que incomoda muito o cidadão brasileiro, a ponto de ressurgir uma indignação contra os políticos e as estruturas de poder, manifestada nas ruas e nas mídias sociais, que poderão resultar em surpresas nas próximas eleições.
Os políticos perceberam isso.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, manifestou-se a respeito.
Lula também, ao afirmar em seu discurso, ontem, em Maceió, que falta vergonha na cara dos que defendem Vorcaro, dono do banco Master, que aplicou golpe de R$ 40 bilhões.
O momento de botarmos o Brasil nos trilhos é agora.
Mexamo-nos!





sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Por que Lula não pode ser reeleito?



Muita gente esta insatisfeita com o governo Lula.
A taxa de aprovação de seu governo, dependendo do órgão de pesquisa, situa-se em torno de 47% contra 49% de desaprovação.
Além disso, Lula tem da alta rejeição, algo como 49%, também, dependendo do órgão de pesquisa.
Mesmo assim, em pesquisa eleitoral, ele é o candidato mais forte perante os demais.
Não irei me ater nas explicações sobre esses números.
Quero focar naquilo que a população, em geral, não se atenta. 
Lula, como já fez em governos anteriores, novamente, aumentou a carga tributaria, tornando o Brasil num dos países que mais arrecada no mundo! 
A carga tributaria roda em torno de 32% do PIB!
Como consequência dessa alta na carga tributaria, houve novos recordes na arrecadação, nesse governo!
Seria ótimo se Lula aproveitasse esse aumento da arrecadação e equilibrasse o Orçamento Publico.
Com essa medida, certamente o Banco Central reduziria a alta taxa de juros.
Que esta prejudicando investimentos privados e que trará consequências tanto na quantidade de empregos como na renda do trabalhador.
Mas, isso Lula faz que não entende.
Na cabeça de Lula, quanto mais o estado gastar, mais a economia rodará.
Ele ainda acredita na velha crença de que quanto mais o estado fizer investimentos, impulsionará a economia, gerando mais negócios, empregos e renda.
Isso valia quando o estado conseguia arrecadar o suficiente para investir.
Não é o caso do Brasil, que apesar de arrecadar muito, precisa se endividar para gastar.
E pagando juros alto!
Com isso a divida publica federal aumentou mais, atingindo o patamar de R$8,5 trilhões, o equivalente a 90% do PIB!
E mais, o gasto publico não tem qualidade.
Gasta-se sem critérios técnicos e com as emendas de relator, isso só piorou.
Por outro lado, a nata do funcionalismo publico adotou, ha anos, o patrimonialismo como forma de se enriquecer.
Isso sem contar o excesso de funcionalismo publico, para dar cargos à base politica, enquanto atividades que demandam mais funcionários é deficitária.
Mas, não é só eles.
Empresas privadas, também, ao longo de décadas, conquistaram benefícios 
fiscais, cujo objetivo declarado era incentivar a produção, mas que, na verdade, servem para aumentar seus lucros.
Este governo sabe disso.
O ministro Haddad já comentou sobre isso.
De qualquer forma, não tem vontade nem coragem politica para acabar com toda essa farra.  
As razões expostas, para qualquer cidadão consciente, seria o suficiente para não reeleger Lula.
Se reeleito, ele dará continuidade a essa situação calamitosa.
A mesma situação, que aconteceu na Argentina, no passado recente, em razão dos dirigentes de lá pensarem igual a Lula.
A situação argentina deteriorou tanto que a população concluiu que a unica alternativa para buscar o reequilibro fiscal era votar em Javier Milei.
Mesmo sabendo que ele imporia rigorosas ações, como impôs, que causou, aos mais pobres, condições terríveis.
Felizmente, a Argentina esta se recuperando.
Mas a duras penas.
Embora a população em geral desconheça tudo isso, segundo projeções dos especialistas, talvez no próximo governo chegaremos numa situação insustentável, que trará uma estagnação no governo e a população sofrerá, como aconteceu com os argentinos.
Será que precisamos descer ate o fundo do poço para que o eleitor aja com responsabilidade?
 


quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

A intrigante investigação do banco Master



Ainda que o ministro Dias Toffoli tenha definido o Supremo Tribunal Federal como competente para investigar a fraude praticada pelo banco Master, com base numa ligação do caso com o deputado federal João Carlos Bacelar, que teria foro especial, ate o momento, não se demonstrou nenhum fato que comprovasse essa suposta ligação.
A unica ligação, para que essa definição ocorresse, foi a viagem ao Peru, para assistir uma partida de futebol, num avião particular no qual Toffoli estava acompanhado de um dos advogados do banco Master.
Qual seria a intenção do eventual pedido do advogado à Toffoli, durante a viagem? 
Não se sabe.
Mas causou estranheza que, apos a viagem de Toffoli, este tenha decretado sigilo total aos autos.
Qual a razão desse sigilo, se todos os prejudicados pela fraude querem saber, exatamente, quem são os responsáveis pelo enorme prejuizo, que tiveram, e que punições eles estarão submetidos.
Essa é outra questão sem uma resposta convincente.
Para completar essas duvidas, ha outro ingrediente, que foi a descoberta de que a esposa de outro ministro do STF, Alexandre de Moraes, detêm, em seu escritório, um contrato milionário com o banco Master. 
Queria Toffoli preservar a imagem do colega?
Se o contrato for legal, nada ha que se preservar.
Embora não seja ilegal, conforme entendeu o Procurador Geral d Republica, Paulo Gonet, haveria impedimento do ministro Alexandre de Moares de julgar o caso, conforme estabelece legislação vigente, além de infringir a moralidade e ética, conforme entendem especialistas no assunto.
Para que fossem respeitados esses entendimentos, bastaria Moraes se declarar impedido e, se fosse este o caso, não haveria necessidade do processo ser sigiloso.
Esse caso rumoro tem outras anomalias.
Outra instituição publica, que, segundo especialistas, não deveria ter se intrometido, foi a investigação que o Tribunal de Contas da União se prontificou a fazer.  
Lembrando que a maioria dos integrantes do TCU são ex-congressistas.
Teriam os atuais congressistas, com ligações com os ministros do TCU, de alguma forma participado das fraudes no banco Master e, preocupados com sua exposição num eventual  envolvimento, estarem tentando abortar as investigações para não serem alcançados pela Lei?
Se realmente houver ligações de congressistas no caso, embora, ate o momento, não tenham surgidos nomes, a menos do deputado, que nada tem a ver com o caso, mas  usado como justificativa por Toffoli, este estaria agindo corretamente ao puxar da primeira instancia para o STF a investigação.
A Lei prevê que congressistas tenham foro especial.
Mas, não explica o sigilo total.
Ou é, exatamente, por envolver congressistas que Toffoli, sabendo de antemão disso, impôs sigilo total para que, supostamente, o STF manipule o julgamento para inocentar os congressistas amigos e ninguém fique sabendo?
O fato é que a correta liquidação do banco Master causara imenso prejuizo a investidores, em especial, aqueles cujas aplicações superam o valor máximo preservado pelo Fundo Garantidor de Credito, assim como aos Fundos de Pensão de funcionários públicos, de municípios e estados, cujos gestores agiram sem a devida cautela, que se espera de quem administra bem publico.
E os responsáveis direta e indiretamente pela fraude ficarão impunes?    
Na medida que os pesos e contrapesos institucionais forem corroídos, pelos seus integrantes, que colocam seus interesse pessoais acima do interesse publico, resultando em proteções mutuas entre eles, nossa democracia corre serio risco. 



quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

A reação aos abusos das autoridades


Temos assistido, quase que diariamente, abusos das autoridades, que perderam o pudor e estão cada dia mais ousados.
Fazem isso porque acreditam em sua invulnerabilidade e, se pegos em seus malfeitos, em sua impunidade.
De fato, estão certos.
Isso tornou-se realidade.
Mas, isso só acontece porque sabem que temos medo de derruba-los.
Interessante que nosso medo é contra o poder, que é algo intangível, pois o poder é efêmero.
Quantos já não o tiveram, por um tempo, e depois perderam.
O exemplo próximo é Jair Bolsonaro, que foi Presidente da Republica, cheio de poder e hoje esta preso.
Imaginamos que, como eles tem poder, podem nos manietar.
E conseguem porque aceitamos passivamente esse medo.
Veja o resultado daqueles que participaram do ato de 8 de janeiro de 2023, que foram presos e condenados.
Isso só aconteceu porque o ideal desse grupo não sensibilizou grande parte da população.
Se fossem em maior numero, teriam tido sucesso e os que os condenaram é que estariam presos.
Então, no momento em que nos sentirmos, realmente, indignados com tudo o que acontece no andar de cima do poder, o medo se dissipará e trilharemos o mesmo caminho, que outras nações fizeram, quando a saturação chegou no limite.
Ainda que não possa parecer, vivemos numa democracia não autoritária.
Não ha soldados nos espreitando em cada esquina para nos intimidar.
Como acontece, por exemplo, nas ditaduras de Cuba, da Coreia do Norte e da Venezuela, que prendem e matam quem for contra o governo.
Quando ha intimidação explicita, o medo é real.
Se reagirmos nos matam sem piedade, como fizeram e fazem governos tiranos, como vemos o que acontece, agora, no Irã, diante das manifestações contra o governo.
Mas, mesmo assim, o povo iraniano chegou em seu limite de tolerância e continuam a contestar e a enfrentar o governo.  
Talvez, consigam derruba-lo.
Não será tarefa fácil, pois o povo não tem armas
Quem as tem é o poder.
Aqui no Brasil, percebi que, no momento seguinte á prisão dos insurgentes de 2023, fomos tomados pelo medo e nos recolhemos calados.
Mas, as vozes de contestação a tudo de ruim que assistimos voltaram com vigor.
Assistimos, abertamente, nas mídias jornalisticas criticas contundentes contra autoridades, que ate então não eram feitas.
Nas mídias sociais, acontece o mesmo.
Ha um processo de ebulição contra esse abusos.
Tanto o é que, por exemplo, o ministro Fachin, percebendo a crise envolvendo Alexandre de Moares e Dias Toffoli, no caso Master, retornou, antecipadamente, das suas ferias para tentar convencer seus pares da necessidade de um código de ética.
Se não houver contenção dos abusos das autoridades haverá um momento em que poderemos ter uma revolução francesa.


terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Haddad vai ou fica?

 


Haddad é o sucessor natural de Lula como candidato a Presidente em 2030, quando se encerra a era lulista como candidato único do PT a Presidente.
Foi seu fantoche na eleição de 2018, quando Lula, que estava preso, manteve sua candidatura ate o ultimo momento e empurrou Haddad para a derrota frente a Bolsonaro.
Na politica, dizem, ser Governador do estado de São Paulo, é um passaporte para se habilitar a candidatura à Presidente da Republica.
Embora, o ultimo Governador de São Paulo, que se elegeu Presidente foi Jânio Quadros, em 1960!
De la pra cá, todos tentaram sem sucesso:
Paulo Maluf, em 1984, em eleição indireta, e em 1989; Jose Serra, em 2002 e em 2010; Geraldo Alckmin, em 2006 e em 2018, e ate João Doria, em 2022, mas abandonou a candidatura no meio do caminho.
Lula quer que Haddad se candidate a Governador no estado de São Paulo, em 2026, acreditando que consiga vencer e se habilitar para sucede-lo em 2030.
Além, é obvio, de Lula precisar de um candidato no estado, que possa lhe trazer votos em sua candidatura a reeleição a Presidente.
Haddad esta cauteloso diante da incerteza de quem sera o candidato da direita a Governador, pois embora o atual Governador Tarcísio afirme que se candidatara à reeleição, ainda não foi encerrada em definitivo sua candidatura a Presidente.
Por isso Haddad mantem sua posição de não candidato.
Não é tolo.
Sabe que, se Tarcísio tentar a reeleição, terá mais uma derrota para acrescentar em seu currículo, que foram: reeleição à Prefeito da cidade de São Paulo, em 2016; a Presidente, em 2018, e a Governador de São Paulo, em 2022, justamente para Tarcísio.
Mais uma derrota poderá queimar suas pretensões para 2030!
Se Tarcísio mantiver sua candidatura à reeleição a Governador, restará a Haddad tentar uma das duas cadeiras ao Senado, que também é objeto de cobiça de Lula e do PT para tentar quebrar a hegemonia, que a direita quer emplacar no Senado.



segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Quando a privatização é necessária


É praxe ouvir da turma da direita que a turma da esquerda é contra privatização por ideologia politica.  
Ainda que, no passado, os governos, pelo mundo, tenham adotado, com mais ou menos determinação, o conceito de que cabe ao estado fomentar o desenvolvimento e o crescimento econômico, através de investimentos públicos, essa teoria esgotou-se, diante da necessidade cada vez maior de investimentos, que o estado não conseguia disponibilizar.
O resultado disso, sem falar na habitual corrupção, é que os governos de esquerda, pelo mundo, por manter esse conceito não conseguiram acompanhar o desenvolvimento mundial.
No Brasil, essa ideologia de esquerda não é por acreditar que mantida a estatal, o serviço será melhor prestado e terá custo operacional menor.
Ao contrario, como se vê nos Correios, ha uma falta de compromisso dos dirigentes das estatais em melhorar a qualidade dos serviços e de administrar com eficiência, para que o preço do serviço seja competitivo e suficiente para manter o equilíbrio financeiro.
O que se observa são excessos de empregados e altos salários, com o único objetivo de atender a clientela politica, que exige cargos para apoiar o governo.
Dai advêm o prejuizo, que experimentam.
Diante da redução orçamentaria para investimento, que chegou a 2% do PIB durante a ditadura militar e que veio reduzindo ano apos ano, chegando hoje na casa de 0,5% do PIB, os governos tiveram que adotar a concessão na infraestrutura, para evitar um colapso,  que impediria o desenvolvimento do Brasil.
A concessão é um dos modelos de privatização, pois quem passa a prestar o serviço não é mais o estado, mas a iniciativa privada, sem que o governo precise abrir mão de seu patrimônio
Não que o modelo de concessão seja uma novidade.
No passado, em razão da arredação de impostos ser bem menor, comparada com a de hoje, havia carência de recursos para investimentos públicos.
Assim, já naquela época se adotou o modelo de concessão.
No Brasil Império, foi feita a mais significativa dela com a concessão da primeira estrada de ferro, em 1852, para o Barão de Mauá.
Outras tantas foram feitas, como a concessão do porto de Santos, em 1890, para um grupo de empresários, entre eles a família Guinle. 
Outra importante concessão foi dada à Light, em 1905, para operar no Rio de Janeiro.
Assim, desde 1995, durante o governo FHC, que aprovou a Lei das concessões, deu-se inicio a implementação desse modelo, com FHC realizando, em 8 anos, 26 concessões.
Ate hoje foram implementadas 160 concessões em infraestrutura.
Lula começou a adotar esse modelo só a partir de 2007, em seu segundo governo.
Interessante que no governo de direita de Bolsonaro foram realizadas 45 concessões e no governo de esquerda de Lula 3 foram 50!
Paralelamente à concessão também foi adotada a Parceria Publico Privada, que está alavancando e modernizando diversos serviços públicos, que estavam defasados.
Elas foram formalizadas a partir de Lei de 2004, durante o governo Lula.
A esquerda é a ideológica ate onde não lhe quebrar as pernas.
Mas, mesmo com as concessões em numero expressivo ainda é preciso o governo aceitar que a privatização é a melhor maneira de evitar rombos orçamentários e mover o estado para sua função principal, que não é ser empresario, mas ter uma administração burocrática com menor intervenção em investimentos, garantir a ordem, a justiça, a proteção dos direitos e das instituições do estado, assim como promover ações para mitigar desigualdades sociais.