Foram extremamente vergonhosas as declarações do presidente Trump e do secretario de estado dos EUA, Marco Rubio, pois demonstraram hostilidade ao Brasil.
Trump, que se classifica como hábil negociador, mais uma vez, recorreu à sua política estrategista de negociação, que consiste em criar obstáculos artificiais ou burocráticos para depois cobrar pela solução.
Trump já havia utilizado do método "criar dificuldades para vender facilidades"
logo apos assumir o atual mandato, quando impôs tarifas para todos os países, que exportavam para os EUA, sem nenhum critério técnico, além de seu achismo, próprias de pessoas com grande poder que acreditam que as boas praticas de negociação e regras normais, sejam morais, éticas ou legais, não se aplicam a elas, justificando seus abusos em nome de um "bem maior" ou de sua própria genialidade.
Como disse, certa vez, o político britânico John Dalberg-Acton, mais conhecido como Lord Acton, numa versão atual de sua reflexão, todos os grande homens são maus, pois são tentados por sua própria grandeza a abusar do poder que exercem sobre os outros.
Como disse, certa vez, o político britânico John Dalberg-Acton, mais conhecido como Lord Acton, numa versão atual de sua reflexão, todos os grande homens são maus, pois são tentados por sua própria grandeza a abusar do poder que exercem sobre os outros.
Mas, Trump, logo em seguida, percebeu a cilada que criara para si, pois esse tarifaço acabou por repercutir, internamente, com alta inflacionaria, que o obrigou a rever tarifas para determinados produtos que afetavam diretamente a economia norte americana.
Desta vez, Trump utilizou-se do Escritório do Representante de Comercio dos EUA, cuja sigla em inglês é USTR, que, através da investigação da seção 301, concluiu que o Brasil faz uso de praticas comercias injustas contra os EUA, utilizando-se de argumentos como o PIX, que prejudica a livre concorrência de empresas americanas de pagamentos; de que ha barreiras protecionistas contra o etanol norte americano; de que há ineficiência no combate à pirataria e não respeita registros de patentes e direitos intelectuais; que utiliza desmatamento ilegal como vantagem competitiva; que pratica tarifas injustas para prejudicar a entrada de bens fabricados nos EUA; que não pratica medidas eficientes contra a corrupção, prejudicando companhias americanas.
Assim, Trump, no dia 1 de junho, impôs, preliminarmente, uma tarifa de 25%, a partir de 15 de julho, mas, como gato escandado tem medo de água fria, selecionou uma série de produtos que ficarão imunes à essa tarifa.
Assim, Trump, no dia 1 de junho, impôs, preliminarmente, uma tarifa de 25%, a partir de 15 de julho, mas, como gato escandado tem medo de água fria, selecionou uma série de produtos que ficarão imunes à essa tarifa.
Não satisfeita, no dia seguinte, a mesma USTR anunciou a imposição de tarifas de 10% a 12,5% para cerca de 60 economias, incluindo o Brasil, que foi contemplado com a tarifa máxima de 12,5%, com a justificativa de falta de mecanismos eficazes para proibir a importação e a circulação de mercadorias produzidas com trabalho forçado, análogo à escravidão.
É notório que Trump, com essas medidas coage o Brasil a negociar temas que ele considera de interesse negocial americano, em condições de inferioridade.
De outro lado, Marco Rubio, que toma decisões com viés ideológico, afirmou que o Brasil não integra o grupo de países considerados "amigáveis" ou aliados aos interesses dos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental.Seu foco é nitidamente eleitoral.
Rubio não quer que Lula seja reeleito, preferindo Flavio Bolsonaro, por acreditar que Flavio seja mais alinhado aos EUA, o que quer dizer que é mais submisso.
Flavio Bolsonaro ao tomar conhecimento do "Tariflavio", que é como as redes sociais chama o novo tarifaço, também, como gato escaldado pelo apoio que deu ao tarifaço de 50%, de julho de 2025, que fora resultado do lobby de seu irmão Eduardo para forçar o governo a suspender o julgamento do pai, Jair, e resultou num desgaste politico contra ele, imediatamente, enviou uma carta a Marco Rubio pleiteando que não taxe as empresas brasileiras, além de declarar que, quando obteve a esperada foto com Trump, já havia pleiteado a mesma coisa.
Independente do resultado das negociações que o governo Lula tentará junto ao governo Trump para anular esse novo tarifaço, Flavio Bolsonaro sofrerá novo desgaste politico.
O fato é que os Trump mais uma vez quer continuar influenciando as eleições em outros países, mesmo sendo pé frio, pois seus escolhidos não foram eleitos, como ocorreu na Hungria e no Canada.