A eleição de Trump para presidente dos EUA, em 2024, é resultado do avanço da tomada de poder da direita, no mundo.
Em especial no continente americano, que começou antes de Trump, com a eleição dos presidentes Jair Bolsonaro, no Brasil, em 2018, que não conseguiu se reeleger em 2022, levando o Brasil para a esquerda, com a eleição de Lula; Nayib Bukele, em El Salvador, em 2019; Rodrigo Chaves, na Costa Rica, em 2022; José Raúl Mulino, no Panamá, em 2022 e Javier Milei, na Argentina, em 2023.
Após a eleição de Trump, em 2025, foram eleitos Jose Kast, no Chile; Rodrigo Paz, na Bolívia e Daniel Noboa, no Equador.
Todos eles se alinharam com Trump.
Aqui no Brasil, no inicio do governo Lula, houve uma insurgência popular, resultado de tentativa de golpe de estado para impedir que Lula, após eleito, tomasse posse.
Embora não tenha acontecido, a ideia de impedir que Lula continuasse no poder continuou viva, com os insurgentes mantendo-se nas portas dos quartéis, clamando por um golpe militar, e encerrou-se na frustada tomada de poder pela invasão do Palácio do Planalto, do Congresso e do Supremo.
Diante dos fatos, iniciou-se um processo, célere, no Supremo, que julgou e condenou centenas de manifestantes, assim como contra o ex presidente Jair Bolsonaro e integrantes, próximos a ele, que participaram da tentativa de golpe.
Nesse meio tempo, uma das medidas que Trump impôs aos mundo, foi o estabelecimento de tarifas de importação de produtos.
O filho de Jair Bolsonaro, Eduardo, inconformado com o processo judicial contra o pai, foi para os EUA e aliou-se a Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente ditador, João Figueiredo, para tentar viabilizar propostas, objetivando o encerramento do processo judicial contra Jair Bolsonaro, junto a Trump, que acreditavam ser um grande amigo dele.
Através de relações com integrantes do governo Trump, conseguiram que Trump tomasse medidas de retaliação contra o governo brasileiro, impondo uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros exportados para os EUA.
É de conhecimento geral que, quando há ataques externos, surge uma união nacional, apartidária, em defesa do país.
Diante da agressão de Trump ao Brasil, ao invés do povo ficar contra o presidente Lula, o povo se solidarizou a ele.
O presidente Lula, então, tomou a bandeira nacionalista da direita e saiu-se em defesa da soberania nacional, recuperando sua popularidade que estava em queda.
Como o processo contra Jair Bolsonaro continuou, Eduardo surgiu com a ideia da aplicação da Lei Magnisty contra Alexandre de Moraes, que Trump gostou e aplicou.
Entretanto nada deteu o Supremo de julgar e condenar Jair Bolsonaro.
Trump sempre gosta de estar por cima, mesmo quando a situação não lhe é favorável, e de se aliar a vencedores.
Quando percebeu que Jair tornou-se um perdedor e Lula um ganhador, resolveu se aliar a Lua, dizendo que havia uma química entre eles.
Como resultado dessa falsa aliança, reduziu o tarifaço para um grande parcela de produtos brasileiros e revogou a aplicação da Lei Magnisty contra Alexandre de Moraes.
Agora em 2026, o Brasil terá eleição e os candidatos com maior expressão são Lula, que tentara a reeleição e um Bolsonaro, representado pelo filho de Jair, Flavio.
Novamente, a família Bolsonaro acredita que Trump ira ajudar na campanha de Flavio, como ele fez na eleição legislativa da Argentina, em apoio ao presidente da republica, o direitista Milei.
Assim, o próprio foi aos EUA, onde participou, no Texas, de uma reunião da extrema direita, denominada CPAC, pedindo intervenção diplomática para evitar que Lula seja reeleito.
Além disso, na expectativa de bajular Trump, afirmou que o Brasil pode se tornar um fornecedor estável e seguro de minerais críticos para os Estados Unidos.
Trump, que sempre surge com oportunismo mirabolantes, pode ate tentar ajudar Flavio.
Entretanto, se essa ajuda, de alguma forma, prejudicar os interesses dos brasileiros, poderá se repetir o mesmo que aconteceu com tarifaço e levar Lula para a reeleição, ainda que apertada, com foi em 2022.