No passado, a imprensa tinha uma influencia maior e, com isso, detinha mais poder, pois tinha credibilidade nos temas que abordava.
Ainda que os editores focassem assuntos, que dessem mais audiência e, por isso, muitas vezes exploravam determinados assuntos mais do que o necessário, deixando de focar outros temas mais importantes, na verdade, tinham como objetivo, escondido, a venda de mais jornais para obter mais lucro com propagandas.
Embora, a imprensa, assim como as Universidades, sejam conhecidas por ter, entre os seus, mais profissionais identificados com a ideologia de esquerda, muitas vezes a imprensa se comportou mais à direita.
Como exemplo, foi a candidatura de Fernando Collor, que fora governador de Alagoas, mas era um politico desconhecido dos brasileiros em geral.
O opositor, com maior chance de vencer aquela eleição, era Lula, mas como, na época, ele tinha um posicionamento mais radical do que hoje, trazia o temor, a muitos brasileiros, de que o governo petista traria junto uma onda comunista à la União Soviética.
Como na época, a rede Globo era a mídia jornalistica de maior influencia, esta percebeu esse temor e decidiu apoiar Collor, criando a imagem de um "mito", que salvaria o Brasil das mãos dos comunistas.
Para isso utilizou-se do que chamamos, hoje, de "fake news" para desgastar a imagem de Lula.
E deu certo.
Collor foi eleito.
Observe que o poder das mídias mudaram de mão, mas, ao longo da historia da humanidade, sempre abusou-se de fake news, que parece coisa recente.
Aliás, o partido nazista utilizou-se do mesmo recurso para chegar ao poder na Alemanha.
Utilizou as mídias, de forma estratégica, para manipular a opinião pública, com técnicas de propaganda para destruir os inimigos e criar o "mito" Hitler, como salvador da Alemanha.
Como exemplo, foi a candidatura de Fernando Collor, que fora governador de Alagoas, mas era um politico desconhecido dos brasileiros em geral.
O opositor, com maior chance de vencer aquela eleição, era Lula, mas como, na época, ele tinha um posicionamento mais radical do que hoje, trazia o temor, a muitos brasileiros, de que o governo petista traria junto uma onda comunista à la União Soviética.
Como na época, a rede Globo era a mídia jornalistica de maior influencia, esta percebeu esse temor e decidiu apoiar Collor, criando a imagem de um "mito", que salvaria o Brasil das mãos dos comunistas.
Para isso utilizou-se do que chamamos, hoje, de "fake news" para desgastar a imagem de Lula.
E deu certo.
Collor foi eleito.
Observe que o poder das mídias mudaram de mão, mas, ao longo da historia da humanidade, sempre abusou-se de fake news, que parece coisa recente.
Aliás, o partido nazista utilizou-se do mesmo recurso para chegar ao poder na Alemanha.
Utilizou as mídias, de forma estratégica, para manipular a opinião pública, com técnicas de propaganda para destruir os inimigos e criar o "mito" Hitler, como salvador da Alemanha.
O mesmo fez a Igreja Católica, que utilizou-se de Jesus Cristo como "mito" e salvador da humanidade para dominar o mundo ocidental, durante a Idade Media.
As religiões, em geral, cultuam um "mito", cada uma com seu próprio Deus.
O Islamismo, em especial no Irã, domina a politica com seu estado teocrático e faz com que sua população, embora usufrua da tecnologia atual, tenha semelhantes hábitos morais, que a Igreja Católica adotou na Idade Media, ainda hoje.
Aliás, mais do que qualquer coisa, a população tem Deus e a família como principio fundamental.
Os evangélicos estão sabendo explorar esse tema a seu favor, arrebatando do catolicismo e de outras religiões, uma expressiva quantidade de fieis, a ponto de, no Congresso, existir a bancada dos evangélicos!
Hoje, eles são os guardiões da moral conservadora, em prejuizo do avanço que a esquerda, não na politica partidária em si, conseguiu introduzir ao longo dos anos.
Voltando ao debate politico, enquanto o jornalismo foca mais em temas de economia e na falas e atos dos integrantes da politica, por considerar, e está certa nisso, que são temas que deveriam ser objeto de discussão, entre os eleitores, na escolha de seu candidato nas eleições, as mídias sociais estão mais focada em temas culturais e sobre moral.
Isso porque são esses os temas que o povo considera mais importantes.
Lembra do desfile do ultimo carnaval, no qual uma escola de samba prestou uma homenagem a Lula, mas ao desfilar com uma das alas depreciando a religião e a família, acabou por arranhar a boa imagem, que Lula vem construindo, e poderá ser um dos fatores, que pode prejudicar a campanha de reeleição dele.
A sociedade é movida por emoções em suas decisões.
Com o desenvolvimento tecnológico, o povo descobriu uma nova forma de interagir com a noticia, sem a necessidade de ter as mídias jornalisticas com exclusividade.
As mídias sociais permitiram que o povo se sentisse mais dono da veracidade objetiva dos fatos e passou a impor pautas, forma e conteúdos, que antes era de domínio exclusivo das mídias jornalisticas.
Com o horizontalidade da verdade uma pessoa desconhecida pode virar uma autoridade, se agradar os usuários de mídias sociais, e tornar-se um influenciador reconhecido.
Com isso, todo mundo pode produzir noticia baseada em seu viés de como enxerga o mundo, sem compromisso com a verdade, mas que pode ser mais interessante para a população em geral, que encontra, nesses influenciadores, o acolhimento de suas ideias, muitas retrogradas.
A verdade acabou por ser diluída com falsas informações, mentiras e desinformações, que se auto realimentam e prendem a atenção do usuário.
Assim a população, carente das informações divulgadas por esses influenciadores, acaba refém deles e os considera donos da verdade, enquanto critica a imprensa, pois tem a equivocada percepção da parcialidade dela, pois acredita que esta esconde determinados fatos, por ideologia contraria à sua.
E isso acontece dos dois lados polarizados da politica atual no Brasil e no mundo!
Ambos criticam a mesma imprensa!
Enquanto isso, os algorítimos, que são mais mercadológicos do que ideológicos,
direcionam os assuntos para manter o usuário mais tempo preso nas redes sociais para vender mais anúncios, como faziam os editores da imprensa no passado.
E nós, povo, deixamos de ter acesso às informações mais relevantes e importantes para decisão, no caso, do futuro do Brasil, nas próximas eleições.