Fugiu para a Itália, na tentativa de não ser presa no Brasil, pois possuía
passaporte italiano.
Mas, acabou sendo presa em Roma, em julho de 2025, durante uma ação da Interpol na Itália.
O Supremo, através do canais competentes solicitou sua extradição ao Brasil para cumprir as penas impostas.
O pedido de extradição seguia normal, mantendo Zambelli presa na Itália.
Apos a Corte de Apelação italiana autorizar a extradição de Zambelli, seu advogado Pieremilio Sammarco recorreu e conseguiu sensibilizar a Corte Suprema de Cassação.
Assim, no dia 22 de maio,a Corte Suprema anulou a decisão da Corte de Apelação e decretou sua soltura imediata.
Que foi feita.
Dos argumentos que Sammarco utilizou, o mais marcante foi o fato de convencer os juízes da Corte Suprema de que Zambelli, como outros políticos brasileiros, sofrem perseguição politica.
Muita embora Trump tenha revogado a aplicação da Lei Magnitsky, que aplicou contra o ministro Alexandre de Moares, alegando violações de graves direitos humanos e censura, através da promoção de uma "caça às bruxas", autorização de detenções arbitrárias e supressão da liberdade de expressão, com foco específico na perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro, essa imagem deve ter influenciado a decisão dos juízes italianos.
Para completar, o Supremo mantem ate hoje o inquérito das Fake News, instalada em 2019, tendo como relator o ministro Alexandre de Moares.
Tal inquérito foi aberto pelo então presidente do STF Dias Toffoli sem a provocação inicial do Ministério Publico.
O que é atípico no sistema Judiciário.
Para piorar, mesmo sendo criticado por parlamentares, juristas e a propria OAB, permanece aberto até hoje, sem data para terminar, tornando-se alvo de ameças à liberdade de expressão dos brasileiros.
Com tudo isso foi fácil para Sammarco provar que Zambelli não era uma criminosa comum, mas uma perseguida politica.
Isso é mal para a imagem da democracia brasileira.
Zambelli deveria ser punida pelos seus crimes, sim.
Deveria ser extradita, sim.
Mas, enquanto o Supremo não retornar à sua normalidade constitucional, continuara ensejando criticas à democracia brasileira, no exterior, provocando injustiças a quem merece ser punido.