A candidatura de Flavio Bolsonaro não tem muito mais a apresentar a seu favor.
A ultima cartada foi a ajuda do governo Trump, que teve momentos positivos, como a obtenção de fotos de Flavio ao lado de Trump, no salão oval da Casa Branca.
Além de que, no seu retorno ao Brasil, Flavio trouxe consigo a classificação do governo Trump de terroristas ao PCC e ao CV, medida que em nada modificará a dinâmica do crime organizado, mas, que provocou um alento para a população carente de reações, quanto a segurança publica.
Se de um lado, teve pontos positivos Flavio, também, teve pontos negativos.
A questão de novas tarifações impostas pelo governo Trump, utilizando-se de argumentos inconsistentes, foi negativo para Flavio, pois trouxe à memoria das pessoas o tarifaço de 2025, que o presidente Trump impôs ao Brasil, por influencia de Eduardo Bolsonaro, que pretendia, com essa estrategia, anular o julgamento contra o pai Jair, que acontecia no Supremo.
Naquela época, como o tarifaço causou panico no empresariado nacional, a estrategia de Eduardo não deu certo e o mesmo foi taxado de traidor da pátria.
Para piorar, acabou revertendo a favor do presidente Lula, com sua defesa da soberania nacional e a conquista da isenção da taxa a expressivo numero de produtos exportados pelo Brasil ao EUA.
Assim, mais uma vez o anuncio de novo tarifaço de Trump cola na família Bolsonaro como traidores da pátria e prejudica a imagem de Flavio.
Resta a Flavio Bolsonaro exibir o filme Dark Horse, ou "O Azarão", como meio de sensibilizar potenciais eleitores, que são verdadeiras caixas de ressonância, também conhecidos como "audiência engajada", pois reagem exatamente como o esperado, diante de narrativas emocionais que o filme contém.
Flavio Bolsonaro encontra-se numa encruzilhada quanto a exibição do filme.
Se não exibir o filme Dark Horse, perderá a oportunidade desses potenciais eleitores, que são em numero suficiente ajudar a elege-lo.
Se exibir, o fantasma do Vorcaro ressurgirá, junto com as cobranças de explicações do financiamento do filme.
O único jeito de se livrar desse fantasma é Vorcaro ser suicidado, pois, com sua morte o impacto vai muito além do fim de uma vida biológica.
No imaginário popular esse momento carrega um peso dramático enorme.
O fenômeno do "arquivo morto" faz com que os segredos sejam enterrados com ele, pois desaparecem informações valiosas sobre esquemas, cúmplices, rotas, subornos e mistérios não resolvidos.
A morte de um grande malfeitor traz um suspiro de alívio velado para pessoas poderosas, que temiam ser delatadas por ele.
O ditado "morto não fala" resume perfeitamente essa dinâmica.
A morte de Vorcaro seria para Flavio, semelhante a ajuda que Adélio Bispo deu na candidatura de Jair Bolsonaro, pois o filme poderia ser exibido sem cobranças.
Por isso, a custodia de Vorcaro deve ficara atenta à manutenção de sua vida.
No imaginário popular esse momento carrega um peso dramático enorme.
O fenômeno do "arquivo morto" faz com que os segredos sejam enterrados com ele, pois desaparecem informações valiosas sobre esquemas, cúmplices, rotas, subornos e mistérios não resolvidos.
A morte de um grande malfeitor traz um suspiro de alívio velado para pessoas poderosas, que temiam ser delatadas por ele.
O ditado "morto não fala" resume perfeitamente essa dinâmica.
A morte de Vorcaro seria para Flavio, semelhante a ajuda que Adélio Bispo deu na candidatura de Jair Bolsonaro, pois o filme poderia ser exibido sem cobranças.
Por isso, a custodia de Vorcaro deve ficara atenta à manutenção de sua vida.
Diante desse cenário e se não houver fato novo, que prejudique fatalmente a candidatura de Flavio Bolsonaro, os candidatos fortes continuarão sendo Lula e Flavio, mesmo ambos enfrentando taxas de rejeição expressivas, da ordem de 40%.
Para a direita derrotar Lula, sem maiores incertezas, seria necessário a desistência da candidatura de Flavio Bolsonaro.
Assim, entre os três "azarões" Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, algum deles teria chance de vitoria contra Lula.
Mas, essa desistência não vai acontecer, pois a maioria dos eleitores, em cada lado dessa dualidade, não conseguem se livrar das amarras da forte polarização política no Brasil.
Atingiram o ponto de tornar suas posições em dogmas religiosos, que impede que se possa convence-los a romper essa continuidade.
Assim, os eleitores da família Bolsonaro, mesmo vislumbrando uma possível derrota não o trocarão pelos novos azarões.
Para a família Bolsonaro, a vitoria de Flavio seria o melhor dos mundos.
Mas, a derrota dele, frente a reeleição de Lula, também seria uma vitoria, pois o nome da família sobreviveria para a eleição de 2030, com grande chance de vitoria.
Lula não estará no páreo e o estoque de votos conquistados em 2026, se tornará um patrimônio valioso, como acontece hoje com Jair, que transferiu esse ativo para o filho.
O fato é que essa polarização não ajuda a melhorar o nível da politica nacional e obriga os brasileiros a ver o fim disso só em 2030.