Diante das pesquisas eleitorais, será eleito como novo presidente da Republica ou Lula ou Flavio Bolsonaro.
Assim, caberá ao escolhido promover reformas estruturais desafiadoras, que, pelo passado de ambos, não vislumbro que tenham capacidade e vontade politica de faze-las.
Na verdade, deveríamos acabar com essa acirrada disputa que vem desde 2018 e que não contribuiu para a melhora do Brasil, elegendo outras alternativas que se apresentaram
Não vivo de sonhos, sei que dificilmente acontecerá.
Mas, ha um fator imponderável, que será a decisão do Supremo quanto a abertura de investigação contra Alexandre de Mores e consequentes investigações sobre o caso Master, que poderá mudar o rumo da eleição.
Tanto Lula, que é associado a fortes ligações com membros do Supremo, que demonstram apoio a Moraes, como Flavio e o desfecho do caso Dark Horse, podem sair ambos, ou pelo menos um deles, prejudicados com o resultado.
Voltando à analise sobre o próximo presidente, entendo que na área econômica, o novo presidente terá que enfrentar questões difíceis e importantes na busca do equilíbrio fiscal, que é fundamental para redução dos juros.
Se não houver perspectiva de redução de juros, a economia reagirá com
demissões de trabalhadores, com fechamento de empresas e com redução das atividades econômicas, que já dão sinais de estar acontecendo.
Outra consequência, será a redução da arrecadação de impostos, que impactará ainda mais o equilíbrio fiscal.
Concomitantemente, os agentes econômicos, para se protegerem, poderão correr para compra de dólares, que como consequência provocara inflação nos produtos com preços internacionais.
Para evitar que o eleito perca sua popularidade, no inicio de seu mandato, ele terá que ser eficiente, com medidas mais rigorosas, do que gostaria qualquer um dos eleitos, na busca do equilíbrio fiscal.
Assim diante do que foi o governo Lula III, não ha sinais de que pense em mudar a cartilha, que usou, e que foi inspirada na cartilha de seus governo anteriores.
No Lula III, mesmo sem os ventos favoráveis da economia, que favoreceram seu projeto em governos anteriores, desta vez, ele teve um relativo sucesso na economia, pelo baixo índice de desemprego, pela inflação oficial controlada, pela balança de pagamentos externo com superavit, não se repetiu o mesmo aumento expressivo da atividade econômica e do PIB, que ocorreu entre junho de 2003 e julho de 2008.
Por que?
Porque neste últimos anos vivemos crises institucionais, tanto no Legislativo como no Judiciário.
No Legislativo, houve um perigoso avanço nos valores das emendas parlamentares, que capturaram cerca de 25% do orçamento livre, as chamadas despesas discricionárias, do governo federal.
A perda dessa fatia do Orçamento tirou do presidente sua capacidade de alocar recursos públicos para projetos de seu governo.
Além da perda do poder de negociação nas votações de interesse do governo, quando aqueles que se aliavam nessas votações, eram recompensados com emendas.
Por outro lado, a capacidade dos parlamentares enviarem recursos para suas bases politicas, fortaleceu-os a ponto de quase 80% dos atuais deputados federais se recandidatarem.
Fazem isso confiantes que vencerão, pois as emendas provocaram um
desequilíbrio na igualdade de condições para que novos políticos possam ascender ao poder, impossibilitando a necessária renovação democrática.
Por isso é um erro deixar para segundo plano a pesquisa e decisão consciente para candidatos do poder Legislativo.
Atualmente, eles são mais importantes do que nunca, pois detém um espaço de poder decisivo na condução do pais.
Ainda com dificuldades para os candidatos novos, devemos votar neles, para tentar ventilar o Legislativo e remover a parte podre que esta destruindo a democracia.
O Judiciário enfrenta uma crise institucional e de imagem, sem precedentes, marcada por conflitos internos recentes e debates sobre a conduta de seus ministros e quebra do principio fundamental do colegiado.
Há um excesso de decisões tomadas por um único ministro, sem passar imediatamente pelo crivo do plenário.
Os ministros passaram a se expor fora do autos, com forte atuação pública, e a personalização das pautas, transformando o tribunal em um polo de disputas políticas, levando à percepção popular de imparcialidade nos julgamentos.
Tudo isso trouxe intranquilidade aos empresários, que contiveram seus investimentos na melhoria da produtividade.
Quanto a Flavio Bolsonaro, é uma incógnita, pois sua popularidade eleitoral não foi construída por uma brilhante carreira politica, mas por herança de votos que Jair Bolsonaro transferiu a ele.
Poderá surpreender, ao avesso do que diz a Lei de Murphy de que "se algo pode dar errado, dará errado".Diante de tantos problemas, que urgem soluções, se o Supremo não tomar o rumo da recuperação de sua imagem negativa, antes das eleições, obrigará o Legislativo que for eleito, em especial o Senado, a dedicar seu precioso tempo em discussões sobre o impeachment de ministros do Supremo.