Ha uma enorme desigualdade sócio-econômica no Brasil, que, embora traga uma insatisfação, é aceita pela sociedade.
Isso se constata pelo pouco que se faz para transforma-la.
É verdade que houve, ao longo dos últimos 30 e pouco anos, uma melhora para os menos favorecidos, com ações governamentais eficazes, como foi a implantação do plano Real.
Esse plano acabou com inflação e com a frenética corrida às compras dos empregados, imediatamente apos receberem seus salários, pois, os preços das mercadorias, que, ate então, eram remarcadas, para cima, ao longo do dia, se estabilizaram e , assim, os mais pobres puderam manter seus parcos salários, ao longo do mês, para consumir quando quisessem.
Além disso, abriu-se a porta aos financiamentos, que antes eram impossíveis de acesso para os mais pobres.
Assim, o mercado consumidor brasileiro foi ampliado e deu dinamismo na economia, possibilitando um crescimento no PIB.
Também, houve o aumento no valor do salario minimo, que, ate então era inferior a US$100.
Embora, ao longo dos anos, que se passaram desde esse evento, tenha aumentado acima da inflação oficial, não foi o suficiente para melhorar a vida dos que ganham nessa faixa salarial.
Assim, o mercado consumidor brasileiro foi ampliado e deu dinamismo na economia, possibilitando um crescimento no PIB.
Também, houve o aumento no valor do salario minimo, que, ate então era inferior a US$100.
Embora, ao longo dos anos, que se passaram desde esse evento, tenha aumentado acima da inflação oficial, não foi o suficiente para melhorar a vida dos que ganham nessa faixa salarial.
O salario minimo brasileiro é uma dos mais baixos no mundo desenvolvido.
Ainda no pacote de melhorias surgiram os programas sociais, o aumento na oferta de escolas e atendimento na saúde publica, mas não foram o suficiente para melhorar a vida das classes mais pobres.
Apesar das ações governamentais citadas, nem a esquerda, nem a direita conseguiram reduzir a desigualdade.
A maneira como cada lado apresenta suas soluções acabam parecendo ser antagônicas.
Apesar das ações governamentais citadas, nem a esquerda, nem a direita conseguiram reduzir a desigualdade.
A maneira como cada lado apresenta suas soluções acabam parecendo ser antagônicas.
E cada lado impede um avanço para o bem coletivo.
Isso por falta de um consenso, na sociedade.
As ações políticas, na busca por uma solução para diminuir essa desigualdade, passam por um apoio social pelo prazo suficiente para o apoiado encontrar um emprego, que possa lhe dar dignidade humana.
Para isso, também, é preciso criar condições favoráveis, com menos impostos e com segurança jurídica e financiamento com juros razoáveis, para que o empresariado possa crescer e gerar empregos.
Como essa segunda parte não avança, as ações politicas ficam patinando no apoio social.
Diante dessa situação, cada um procura uma saída para resolver seus problemas pessoais, sem pensar na sociedade como um todo.
Assim, oportunisticamente, uma parte da sociedade, próxima ao poder, se preocupou em avançar mais nos privilégios que tinham.
Houve, nos mesmos 30 e pouco anos, um aumento substancial nos salários de funcionários públicos, fazendo com que, na iniciativa privada, com exceção dos professores do ensino fundamental e médio, vários profissionais passassem a ganhar menos do que o cargo similar no serviço publico.
Mas, não ficou por ai
Os políticos e a nata dos funcionários públicos conquistaram aumentos fabulosos, enriquecendo-os à custa do erário publico, aumentando ainda mais a desigualdade entre os extremos.
Enquanto isso, a classe média sofreu um achatamento salarial.
Isso gerou frustrações, levando a uma divisão da sociedade, que resultou no nós contra eles.
Isso por falta de um consenso, na sociedade.
As ações políticas, na busca por uma solução para diminuir essa desigualdade, passam por um apoio social pelo prazo suficiente para o apoiado encontrar um emprego, que possa lhe dar dignidade humana.
Para isso, também, é preciso criar condições favoráveis, com menos impostos e com segurança jurídica e financiamento com juros razoáveis, para que o empresariado possa crescer e gerar empregos.
Como essa segunda parte não avança, as ações politicas ficam patinando no apoio social.
Diante dessa situação, cada um procura uma saída para resolver seus problemas pessoais, sem pensar na sociedade como um todo.
Assim, oportunisticamente, uma parte da sociedade, próxima ao poder, se preocupou em avançar mais nos privilégios que tinham.
Houve, nos mesmos 30 e pouco anos, um aumento substancial nos salários de funcionários públicos, fazendo com que, na iniciativa privada, com exceção dos professores do ensino fundamental e médio, vários profissionais passassem a ganhar menos do que o cargo similar no serviço publico.
Mas, não ficou por ai
Os políticos e a nata dos funcionários públicos conquistaram aumentos fabulosos, enriquecendo-os à custa do erário publico, aumentando ainda mais a desigualdade entre os extremos.
Enquanto isso, a classe média sofreu um achatamento salarial.
Isso gerou frustrações, levando a uma divisão da sociedade, que resultou no nós contra eles.
Some-se a isso, o desgaste das instituições republicanas.
A divisão dos poderes acabou funcionalmente.
Cada um dos poderes esta invadindo a atribuição do outro e deixando de cumprir sua obrigação constitucional, causou mais frustrações e insatisfações na população.
E a cereja do bolo é o alto grau de corrupção que permeia, por dentro, todas as instituições.
Todos sentem que estão perdendo alguma coisa.
Por que, então, não ha uma revolução no Brasil, já que ha uma tensão na sociedade?
Porque revoluções não acontecem apenas por frustrações e insatisfações.
Isso pode ser visto por ocasião da tentativa de golpe de estado planejada por Jair Bolsonaro, pois havia uma insatisfação com a eleição de Lula.
Porque revoluções não acontecem apenas por frustrações e insatisfações.
Isso pode ser visto por ocasião da tentativa de golpe de estado planejada por Jair Bolsonaro, pois havia uma insatisfação com a eleição de Lula.
Mesmo ele tendo quase a metade dos eleitores, que votaram nele, Jair Bolsonaro não conseguiu reunir um contingente numeroso o suficiente para uma revolução.
Isso porque ha uma divisão em diferentes grupos de pensamento na maneira de como enxergar qual a direção a ser tomada para se chegar aonde queremos.
Para isso é preciso haver um consenso.
Isso porque ha uma divisão em diferentes grupos de pensamento na maneira de como enxergar qual a direção a ser tomada para se chegar aonde queremos.
Para isso é preciso haver um consenso.
Mas, o brasileiro, talvez, por sua constituição migratória desenvolveu a condição de acreditar que surja um salvador da pátria para resolver os problemas.
E assim, passivamente, vai construindo e destruindo seus mitos, ate que surja um novo.