O Senador da Republica, Alessandro Vieira, que diz estar municiado de provas, que constam nos autos da CPI, da qual era relator, propôs o indiciamento de Juízes da Corte e do Procurador Geral da Republica.
Por dever de oficio, cabe ao Senador, como a qualquer congressista, o direito de
investigar, através de Comissões Parlamentares tudo o que diz respeito aos interesses da nação.
Para isso tem imunidade parlamentar sobre suas opiniões, palavras e votos.
Ao tomar conhecimento do teor do relatório, do alto do Monte Olimpo, os Deuses do Supremo, ficaram indignados, não com os supostos malfeitos dos colegas, que o Senador apontou em seu relatório, mas com a pretensão de tentar aplicar-lhes a Lei, que rege os homens.
investigar, através de Comissões Parlamentares tudo o que diz respeito aos interesses da nação.
Para isso tem imunidade parlamentar sobre suas opiniões, palavras e votos.
Ao tomar conhecimento do teor do relatório, do alto do Monte Olimpo, os Deuses do Supremo, ficaram indignados, não com os supostos malfeitos dos colegas, que o Senador apontou em seu relatório, mas com a pretensão de tentar aplicar-lhes a Lei, que rege os homens.
Afinal, são divindades!
Reagiram como se a Instituição, que merece ser defendida, a bem da democracia,
tivesse sido atacada.
A Instituição não foi, sequer, arranhada por forças externas à Corte, mas, sim, por, supostas, forças internas, através de seus membros.
Por outro lado, o relatório não foi aprovado pelos demais membros da Comissão, por manobras do presidente do Senado.
Diante disso, o assunto encerrou-se.
Não houve outros desdobramentos sobre a proposta do Senador.
Mas, os Deuses, que não conseguem lidar com a auto censura, diante da crise de credibilidade que atravessa o Supremo, postaram-se armados e dispostos a utilizar de todo o amplo arsenal legal, que construíram ao longo dos últimos anos, à revelia de sua atribuição constitucional, contra o Senador.
Não em defesa da Instituição em si, mas em defesa de seus membros, que sentiram-se atingidos por um relatório, que não tem mais valor nenhum.
Deveriam, simplesmente, ignorar tal relatório, sem contudo ignorar a crise que o Supremo atravessa.
O bom senso recomenda que agissem com serenidade e se debruçassem em reflexões sobre os problemas de conduta de juízes, que vieram ao conhecimento publico, que nos indignou, e de excessos de poder na atuação da Corte.
O próprio presidente do Supremo, embora não esteja acompanhado pelos demais membros, reconhece que o Supremo está imerso em crises e precisa, como um todo, fazer a reflexão necessária para corrigi-las.
Tenho dito em outras analises, que tenho feito sobre o tema, que ou o Supremo toma a responsabilidade de auto contenção e reposicionamento dentro de suas atribuições legais, ou, inevitavelmente, o Senado, que se sera eleito, agirá, em 2027, com poderes para colocar um freio de arrumação no Supremo, quiça, com expurgos de alguns de seus membros.