domingo, 8 de março de 2026

Brasil virou republiqueta de zumbis!


A ditadura militar de 1964 não terminou porque os militares viraram bonzinhos e resolveram abrir mão do poder, que detinham, e resolveram devolve-lo aos civis, de onde nunca deveriam ter tirado.
Nem foi por arrependimento dos crimes cometidos pela torturas e assassinatos cometidos nos porões dos quarteis.
Muitas ditaduras, pelo mundo, são cruéis e conseguem se manter no poder indefinidamente.
É o caso da Coreia do Norte, que chegou ao poder pelo avô do atual ditador, e  continua firme como rocha.
O mesmo acontece com Cuba, que foi tomada por Fidel Castro, em 1959, fez sucessores e continua, ainda que titubeando, em razão da pressão dos EUA, mas ainda não se rendeu.
Diferente da Venezuela, cujo ditador Maduro caiu, por interferência direta dos EUA, mas o poder ditatorial continua instalado, sobrevivendo por uma recauchutagem de suas lideranças, que preferiram perder os anéis e não os dedos.
Voltando ao Brasil, a nossa ditadura não era exercida personalisticamente, como acontece em toda ditadura, que consegue se manter no poder por anos.
Havia um revezamento do ditador, que se travestia de "presidente eleito" numa eleição indireta, já ganha antes de ser realizada.
Esse método acabou por colocar no poder Ernesto Geisel, que embora fizesse parte da cúpula militar, tinha idéias de redemocratização.
Ou seja, dentro do próprio poder havia um "desertor" da ditadura.
Geisel arrefeceu o processo de repressão, revogando o AI-5, e iniciando o processo de redemocratização.
Embora em seu governo tenha ocorrido o "suicídio do jornalista Herzog", Geisel reagiu contra a cúpula militar, afastando generais de comandos militares, inclusive seu Ministro do Exercito, Silvio Frota, que era o líder da "linha dura" e se opunha às suas ideias de redemocratização.
Por outro lado, Geisel mantinha a governança, que adotou politicas econômicas
erráticas, que levaram a uma hiperinflação e um endividamento externo impagável.
A queda da ditadura brasileira aconteceu com a eleição do "presidente" João Figueiredo, que não soube lidar com essa grave crise econômica e acabou por entregar sua sucessão a um presidente civil.
Com a instalação da nova republica, consolidada com o retorno da eleição presidencial direta, esta já tropeçou de inicio.
O primeiro presidente eleito cometeu delitos graves e sofreu um processo de impeachment, embora tenha renunciado antes de sua conclusão.
Após a eleição de Lula, começou o processo de desgaste da jovem democracia, com o processo de corrupção, através do Mensalão, onde os congressistas davam apoio ao governo, não por convencimento de ideias, mas por dinheiro.
Na verdade, ainda durante a ditadura militar, que simulava uma democracia, como o Congresso funcionava, para obter apoio desse Congresso, havia barganhas de cargos e verbas publicas, que acabou gerando o"toma lá da cá", que culminou com a famosa frase, de origem católica franciscana, do então deputado Roberto Cardoso Alves, que dizia "é dando que se recebe". 
Mas, foi no governo Lula que esse "toma la da cá" perdeu os limites da moral e ética, levando a outro processo de corrupção generalizada, no Petrolão.
Ate então, o Poder Judiciário aparentava um comportamento ético, independente e imparcial, que transmitia à opinião publica confiança de que se vivia um pleno e legitimo Estado Democrático de Direito. 
Embora, a boca pequena, se soubesse que havia vendas de sentenças dentro sistema judiciário.
Como tal pratica era discreta, permanecia escondida da opinião publica.
Graças a esse comportamento de aparente honestidade, foi possível haver punições tanto no Mensalão como no Petrolão.
Mas, como esses julgamentos foram executados pelo Supremo Tribunal Federal, que ate então era uma instituição desconhecida de grande parte da população, seus membros ganharam notoriedade e seus egos foram inflados.
Apesar da Constituição ser de 1988, o Supremo se continha em suas funções de guardião dela.
Entretanto, com os egos inflados, os ministros do Supremo decidiram ir além dessa fronteira, atribuindo para si  o papel de Poder Moderador.
Assim passaram a usurpar atribuições do Poder Legislativo, que de seu lado, mostravam-se indiferentes e omissos às suas atribuições constitucionais e exclusivas de fazer Leis, e o Supremo passou a fazer Leis, indiretamente, através de interpretações que não lhes competia fazer.   
Uma vez com os egos elevados à altura, se libertaram das amarras ética e morais, agindo, como no caso de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, como cidadãos acima de qualquer suspeita, permitindo-se fazer o que bem entendessem para proveito próprio.
Entretanto, graças à imprensa, ainda, livre, a opinião publica tomou conhecimento desses escândalos, em especial do caso do banco Master.
Daniel Vorcaro, em sua curta carreira de golpista, conseguiu amealhar com suas festas, eventos e corrupção disfarçada de "consultoria", toda a cúpula politica e judiciaria do Brasil, formando um enorme "rabo preso" que une todos eles.
Quem vai julgar quem?
O "telhado de vidro" que todos tem, motiva-os à auto defesa, impossibilitando que  um aponte o dedo para o outro.
Uma possível depuração interna, com o afastamento de "bois de piranha" para conter os estragos cometidos, não parece que vá acontecer.
Não faz parte da cultura brasileira, diferente de outros países, em que quando uma autoridade é suspeita de crimes, renuncia ao mandato.  
O resultado é que, infelizmente, esse descredito geral das instituições publicas,  entre a população, tonará a nova republica numa republiqueta de zumbis.
O pior está por vir.
Como a população está terrivelmente indignada com os abusos cometidos pelos integrantes das instituições, isso tornou-se o cenário propicio, como aconteceu, por exemplo, na Alemanha, para o surgimento de lideres fascistas, que prometem o Éden para a população frustrada. 
O futuro do Brasil é preocupante.

 


  


 


sábado, 7 de março de 2026

A maldição do cargo de juiz

 


Durante o processo da Lava Jato, quando o ex presidente Lula estava sendo julgado por crimes de corrupção, que o levaram a condenação, em três instancias do Judicatório, e à sua prisão, levou muita gente a vivenciar momentos de euforia, semelhante a torcida de times de futebol.
Havia uma indignação contra Lula e o PT, desde as denuncias do Mensalão e do Petrolão, que fez com que houvesse uma torcida para que o juiz Sergio Moro conseguisse condenar Lula.
Cada ação do Ministério Publico, que resultava em decisões do juiz Sergio Moro contra Lula, havia uma celebração, como se um gol tivesse sido feito.
Havia comentários, entre essas pessoas, de que Sergio Moro se portava como um enxadrista assertivo, demonstrando  
um profundo conhecimento tático ao agir com base em análise lógica, planejamento estratégico e controle emocional, evitando impulsividade, mesmo diante das pressões no tabuleiro.
Seguindo seu cronograma, pre estabelecido, Moro tomava suas decisões no tempo certo e cadenciado para, ao final, aplicar um xeque mate em Lula, condenando-o a prisão.
Sergio Moro virou o herói nacional.
Cogitou-se, ate, que seria um excelente candidato a Presidente da Republica.
Essas manifestações de elogios podem ter desencadeado nele uma série de efeitos psicológicos, que fizeram com que a soberba subisse em sua cabeça.
Sentindo-se convocado para exercer seu papel de herói contra a corrupção no Brasil, aceitou o convite para ser Ministro da Justiça, do então eleito presidente Jair Bolsonaro.
E abandonou sua carreira de juiz.
Resolveu entrar numa seara perigosa, que não conhecia, justamente no topo de uma carreira politica, que não admite amadores.
Diferente do cargo de juiz, que não precisa prestar contas à opinião publica e tem autonomia para decidir, na politica é preciso prestar contas e a autonomia é limitada à apreciação de seus pares e de seus eleitores.
Assim, o herói, por insubordinação ao chefe, que queria substituir a direção da Policia Federal, para atender suas conveniências pessoais, foi demitido.
Assim como virou herói para alguns, Moro também conquistou inimigos, do PT,  que queriam vingança por ter condenado Lula. 
E conseguiram.
Encontraram escutas telefônicas, chamada de Vaza Jato, que continham
conversas entre Moro e procuradores do Ministério Publico Federal, cujo conteúdo levantaram suspeitas de imparcialidade dele no processo contra Lula.
O resultado é que o Supremo anulou a condenação de Lula.
Moro de herói se tornou um vilão.
Embora o  mesmo fim ainda não tenha acontecido, mas está a caminho, o ministro Alexandre de Moraes teve uma trajetória semelhante no processo contra Jair Bolsonaro.
Da mesma forma que Moro, Moares virou herói nacional, pela sua atuação no processo no combate à tentativa de golpe de estado. 
Entretanto, antes disso, Moraes já tinha conquistado inimigos, de partidos da direita, que chamavam-no de "ditador" e o acusavam de perseguição política, autoritarismo e abuso de poder devido a inquéritos sobre fake news, utilizando-se do TSE.
Assim, durante o julgamento de Jair Bolsonaro, esses inimigos conseguiram junto ao presidente Trump que lhe fossem, arbitrariamente, aplicadas sanções.
Mas, Moraes não se intimidou.
Agindo como o mesmo enxadrista, que inspirou Moro, prosseguiu no julgamento, consolidando provas, que culminaram na condenação de Bolsonaro a prisão.
Novamente, a maldição do cargo de juiz herói agiu sobre Moraes, que fez com que se sentisse um cidadão acima de qualquer suspeita.
Essa sensação o tornou cego, assim como acontece com  seus colegas do Judiciário, ao principio da moral e ética, utilizado em qualquer pais, que age nos limites da Lei, que impede de atuar nas cortes, em favor de partes, sob sua jurisdição, advogados de parentes próximos ao juiz.
Foi descoberto que o escritório de advocacia da esposa de Moares tinha um contrato milionário com o dono do banco Master.
Até o momento em que o banco não tinha problemas na Justiça, parecia uma coisa normal.
Ainda que o valor do contrato fosse inusual, para o objeto que se destinava, surgiu a suspeita de que Vorcaro pretendia, com isso, conquistar Moares como um amigo, que lhe ajudasse, caso tivesse problemas na Justiça.
Essa suspeita de favorecimento acabou por revelar-se como verdadeira, baseado nas trocas de mensagens entre Moraes e Vorcaro, conforme apuração da Policia Federal.
Culminou com a troca de mensagens entre eles, quando Vorcaro foi preso pela primeira vez.  
Moares não tem chefe para demiti-lo, mas o Congresso se movimenta no sentido de abrir um processo de impeachment contra ele, agora ou no futuro, em 2027, quando ha a possibilidade de novos senadores, que assumirem o cargo, acatarem essa ideia e formarem numero suficiente para executa-la.
Pela reação que Moraes teve na pressão de Trump, enfrentando-a  de cabeça erguida, dificilmente Moares pedira para sair do Supremo e aliviar a pressão que está, atualmente, submetido.
Como será o desfecho dessa novela?
No Japão, por menos, no passado, autoridades cometeram suicido.
Em outros países, simplesmente, renunciam ao cargo.
Mas, vivemos no Brasil, o pais da impunidade!
 



 



sexta-feira, 6 de março de 2026

Lulinha e seus milhões



Depois da porta arrombada, Flavio Dino decidiu colocar a tranca na porta.
Agora é tarde.
Tomamos conhecimento, através da quebra de sigilo bancário, obtida pela CPMI, do Congresso, de que Lulinha movimentou R$19,5 milhões em suas contas bancarias.
Lulinha, embora não seja uma autoridade, é filho do presidente Lula e por essa condição deve uma explicação.
Na gestão anterior do pai, quando se tornou sócio da G4 Entretenimento, houve  suspeitas de favorecimento politico num negocio com a OI.
Desta vez, a suspeita sobre Lulinha é quanto ao recebimento de uma suposta mesada recebida do Careca do INSS, que esteve envolvido em fraudes no INSS.
Para o bem ou para o mal de Lulinha é preciso esclarecer de vez esse assunto. 
Uma vez vazada a informação, os advogados de Lulinha, prontamente, apresentaram alegações de que se trata de bens legais, que foram pagos os impostos devidos, mas isso não é suficiente para uma satisfação transparente à opinião publica, que tem suspeitas de que Lulinha esta envolvido indiretamente na fraude do INSS.
Se, realmente, Lulinha obteve tais recursos de forma licita, que a demonstre e não tente se esconder nas asas do ministro amigo do pai.
Aliás, a operação abafa tentada, por Dino, é inócua.
O próprio Supremo, através do ministro André Mendonça, quebrou o sigilo bancário, fiscal e telemático de Lulinha antes que a CPMI conseguisse.
O estrago politico já foi feito.
E, se não for devidamente esclarecido, será munição para a oposição durante a campanha eleitoral de Lula.

 



Diário de Vorcaro


A descoberta de troca de mensagens, pelo whatsapp, nos celulares apreendidos pela Policia Federal, entre Daniel Vorcaro e sua namorada, a primeira vista, pode parecer um tórrido romance.
Mas, será?
Troca de mensagem amorosas entre namorados não falam de negócios, mas de carinho, cumplicidade e amor.
Por mais que se queira acreditar que houvesse uma prestação de contas do que ele estava fazendo, quando não estivessem juntos, é estranho.
Quando tive um sócio, ainda que, na época, não houvesse smartphones, nem whatsapp, quando havia reuniões externas para tratar de assuntos pertinentes à empresa, ao retornar à empresa limitava-me, e vice versa, a falar o básico de interesse da empresa.
Essa prestação de contas soa mais como um diário, para preservar datas, horários e interlocutores, com o objetivo de ter rastreabilidade e se tornar um arquivo vivo das relações de Vorcaro, para ser usado no futuro como prova de que Vorcaro tinha uma ampla rede de poderosos, que sustentava  seus negócios. 
A par do diário, conversas sigilosas como a que teve no dia 17 de novembro de 2025, quando foi preso, com o ministro Alexandre de Moraes, causa estranheza, pois se tivesse que conversar com alguém, naquele momento, seria com a esposa de Alexandre, com quem o banco Master mantinha um contrato milionário, para tratar de assuntos advocatícios.
Mas, não, ele preferiu falar com a figura mais importante do Supremo, que sabiamente, ao responder enviou uma mensagem configurada para ser apagada apos leitura pelo destinatário.
Tipo aquelas mensagens que o agente do filme "Missão Impossível" recebia e que se autodestruía em 5 segundos, apos recebida, para garantir o sigilo da missão.
Ha outras mensagens recuperadas pela PF,  envolvendo figuras de expressão na politica nacional.
Ha, também, conversas entre Vorcaro e a "A Turma", que era constituída por um grupo de amigos, que lhe davam suporte em informações de instituições publicas, inclusive da segurança publica.
Cabia à essa Mafia, também, contratar influenciadores para falar bem dele e do banco, para fazer vigilância e intimidação a ex funcionários, que lhe faltaram confiança, e ate a sinistra ameaça ao jornalista Lauro Jardim.
Ha muito a se descobrir.
Como dizia o jornalista humorista Zé Simão, essa estoria parece caixa de lenço de papel. Quando se puxa um, vem logo dez!  
 
   




quinta-feira, 5 de março de 2026

A democracia corroída por dentro.


O Supremo, através de sua postura, considerada heroica, durante o julgamento de Jair Bolsonaro, quando o ministro Alexandre de Moraes não se intimidou com as absurdas sanções impostas contra ele, pelo presidente Trump, talvez tenha ficado envaidecido demais e com atos, que sucederam esse episodio, perdeu a percepção popular de uma instituição imparcial e confiável.
A bem da verdade, a turma, que julgou os vândalos, que destruíram o
patrimônio publico das instituições republicanas, cujo relator foi Alexandre de Moares, pesou na mão na aplicação das penalidades, causando indignação de muita gente.
O mesmo aconteceu na aplicação de penalidades a Jair Bolsonaro e seus coadjuvantes na tentava de golpe de estado, a ponto do Congresso aprovar uma Lei para redução da condenação dos apenados.
Ainda que Lula tenha vetado esse projeto de Lei, este deverá, brevemente, ser sancionado pelo Congresso.
Na verdade, o Supremo vem perdendo a legitimidade, que tinha, diante de ações, como a instalação do inquérito das fake news, em 2019.
Por determinação do então presidente do STF, Dias Toffoli, foi escolhido Alexandre de Moraes como relator, infringindo o critério de escolha do relator por sorteio.
Ate a Procuradoria Geral da Republica, Raquel Dogde, à época, solicitou seu arquivamento, mas Moraes não acatou o pedido.
A manutenção desse inquérito é considerada, por vários iminentes juristas, como um abuso de poder.
Ainda mais quando Moares diz pretender manter esse inquérito em vigor ate 2027.
A arbitrariedade nesse inquérito é tamanha que está sendo usada fora de seu proposito inicial, como no caso da investigação de funcionários da Receita Federal, pois Moares acredita que partiu deles o vazamento da informação de que o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, tinha um contrato de R$3,6 milhões por mês com o Banco Master.
Esse e outros desgastes acabaram por provocar mais desequilíbrio na atuação serena da Corte, que é o órgão máximo do Judiciário brasileiro.
No olhar popular tornou-se alvo de descredito, o que, por si, é um golpe na democracia, que tanto defenderam no julgamento de Bolsonaro.
O caso da investigação do banco Master, que o ministro Dias Toffoli puxou essa atribuição para o Supremo, sem que houvesse uma razão que a justificasse, demostra que a arbitrariedade, não democrática, tomou conta da Corte.
Como surgiram evidencias de envolvimento do ministro Toffoli neste caso, criando uma situação constrangedora no Supremo, este "a pedidos" deixou a relatoria da investigação sobre a fraude do banco Master.
Em seu lugar foi designado o ministro André Mendonça, que era relator das investigações sobre as fraudes do INSS.
Assim, tudo o que se referir a esses processos devem, pela ordem natural da Casa, serem apreciados apenas por ele.
Entretanto, sem uma explicação plausível, tanto Gilmar Mendes, como Flavio Dino estão proferindo decisões monocráticas, ignorando o relator.
Gilmar Mendes suspendeu a quebra de sigilo da Maridt Participações, empresa que tem como sócios o colega ministro Dias Toffoli e seus familiares, que havia sido decidida pela CPI do crime organizado, que esta instalada no Senado.
Para o meio jurídico tratou-se de um golpe corporativista inaceitável, pois trata-se de uma suposta blindagem ao ministro Toffoli no caso Master.
Flavio Dino, por sua vez, suspendeu, em caráter liminar, a quebra de sigilo bancário e fiscal de uma amiga de Lulinha, a empresaria Roberta Moreira Luchsinger, que tinha relações comerciais com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Roberta teria recebido do Careca R$1,5 milhão, em parcelas mensais, a titulo de transações comerciais.
Mas, os R$300 mil mensais que Roberta recebeu, supostamente, teriam sido transferidos a Lulinha, a titulo de mesada, a quem o Careca chamava de "o filho do rapaz".
Dai a necessidade de quebra de sigilo da empresaria para confirmar ou não a "doação".
Na CPI isso não poderá mais ser definido.
Aproveitando a deixa, Lulinha também pleiteou a Dino a extensão do mesmo beneficio, uma vez que foi mantida, pelo presidente do Senado, Alcolumbre,
a decisão da CPI mista de quebra de sigilo dele.
Vivemos um momento de insegurança jurídica no país.
Se Lula for reeleito, nada mudará.
Se Flavio for eleito e, se conseguir apoio no Congresso, poderá anistiar seu pai e devolver-lhe a liberdade.
Provavelmente, deverá agir com vontade revanchista e afastar vários ministros do Supremo.
Quem ele irá nomear em seus lugares?
Outros, sem que se tenha uma garantia de serem qualificados, como aconteceu no passado quando, por exemplo, Toffoli foi nomeado, sem ter as qualificações minimas necessárias, apenas por ser do mesmo partido do presidente que o nomeou?
Essas aberrações todas corroem a democracia brasileira.

terça-feira, 3 de março de 2026

A perspectiva para o futuro, com a inteligencia artificial crescente.



Enquanto ficamos debatendo, no Brasil, se a redução da jornada de trabalho trará prejuízos ao empresario e, portanto, não deve ser reduzida, mostra o quanto os debatedores estão alienados da nova realidade do trabalho, que se avizinha.
Nos países desenvolvidos, há anos, as industrias são operadas por robôs industriais, que subsistiram operários, restando aos humanos mais qualificados se concentram em atividades que exigem raciocínio crítico, criatividade, empatia e solução de problemas complexos.
O mesmo aconteceu no agronegócio em que equipamentos computadorizados realizam tarefas, que empregavam um contingente de trabalhadores rurais, restando aos humanos mais qualificados a operação e gerenciamento desses equipamentos. 
Ate operações de transporte dispensam operadores dentro do equipamento, como trens e metros, que são automatizados. 
Aviões ainda mantem pilotos à bordo, apenas para operações no solo. 
A partir da decolagem ate o pouso são realizados sem a interferência direta dos pilotos, que apenas gerenciam as operações.
Com o advento da Inteligencia Artificial até esses empregos podem ser afetados.
Com a disseminação da IA os trabalhadores de empresas de serviços estão passando por situações de incertezas e ansiedade, pois veem-se ameaçados de perder o emprego.
Isso já esta acontecendo.
Há táxis sem motoristas.
Entregadores automatizados.
A empresa de pagamentos Block, de uma tacada só, 
demitiu 4.000 funcionários, que equivalia a 40% dos seus funcionários.
Como premio, pela expectativa de aumento do lucro, o valor de suas ações, na Bolsa de Valores, subiu 20%.
Enquanto isso, empresas, como a IBM, que presta serviço para empresas como a Block,  tiveram queda no valor de suas ações em 13%.
O fato é que a Inteligencia Artificial esta substituindo pessoas e empresas com equipes bem organizadas e
 bem informadas, que prestam serviços corporativos na gestão de projetos, organização de relatórios, planilhas, rotinas, análise jurídicas, contábeis, apresentações, design e programação.
A Inteligencia Artificial é mais eficiente e menos custosa.
Ha uma previsão de que o PIB do trabalho humano caia do atual 56% para 46% , o que gerara mais lucro para a empresa que adotar a Inteligencia Artificial.
E poderá cair ainda mais.
No futuro, com um aumento do mercado de trabalho automatizado, será necessário menos mão de obra humana.
Para evitar desemprego em massa, em determinadas atividades, os governos serão obrigados a impor jornadas de trabalho reduzidas, para adequar a manutenção de empregos.
Caso contrario, haverá um colapso na economia, que depende do poder aquisitivo do consumidor. 
Por outro lado, caso não se consiga empregos suficientes para grande parte dos seres humanos, para garantir a subsistência básica deles, pode se tornar necessária ampliar a ajuda governamental, que, hoje, em vários países do mundo, já é adotada como política de proteção social. 






segunda-feira, 2 de março de 2026

A manifestação nas ruas!

 



Embora não seja bolsonarista, as manifestações de 1º de março, em varias capitais do Brasil, foram legitimas.
É verdade que aproveitaram para promover a candidatura a presidente de Flavio Bolsonaro.
Faz parte.
Por outro lado, a esquerda continua omissa, quanto aos abusos praticados pelo Supremo.
Isso poderá levar à derrota eleitoral de Lula. 
Ninguém aguenta mais a supremacia do Supremo.
Aliás, de todo o poder Judiciário.
Por serem os defensores da Lei deveriam ser os primeiros a cumpri-las!
Mas, não!
Fazem o que bem entendem e se acham impunes.
E são impunes, pois, agindo no corporativismo, um julga o outro, favorecendo-os.
Isso sem falar nos penduricalhos, que, na verdade, são um assalto aos cofres públicos.
Que tornam-se legais, pois são praticados baseados em decisões judiciais, que eles mesmos julgam!
É um acinte!
Quanto as justificativas debochadas, que suas lideranças apresentam, são ofensivas aos brasileiros.
Falam como se fossemos todos imbecis.
Aquele anti-petismo, que levou a vitoria de Jair Bolsonaro, baseado na Lava Jato, se transformou num anti-Supremo, baseado no julgamento do banco Master.
Suponho, inclusive, que com uma eventual vitoria de Flavio Bolsonaro, ministros do Supremo poderão sofrer processos de impeachment.
Ainda que esse ministros tivessem a cautela de se aposentarem antes, como a Lei permite, que não acredito que o farão, seus destinos são sombrios.
Poderão trocar de lugar na cadeia com Jair Bolsonaro, que deverá ser solto.
Num mundo conturbado, em que tudo aquilo que nunca aconteceu antes esta acontecendo, inclusive quebra de rituais seculares, tudo é possível.






domingo, 1 de março de 2026

O verdadeiro desemprego no Brasil!

 


O governo federal explora como ativo politico da eficiência de sua gestão o fato do índice do IBGE apresentar uma baixa taxa de desemprego: 5,1%.
Seria, realmente, para comemorar, se não observássemos que o critério adotado distorce a realidade.
São computados, como desempregados, apenas aqueles que continuam procurando emprego.
Mas não capta aqueles que desistiram de procurar emprego ou, ate, que trabalham, mas menos do que gostariam, fazem os chamados "bicos".
Computados esse contingente, a taxa media de desemprego atual é de 13,4%.
Mas, tem outro nome. 
É taxa de subutilização.
Que para mim, continua sendo de desemprego.
Observe que essa taxa real é mais do que o dobro do que o viés, que interessa ao governo, apresentado como taxa de desemprego.
A situação é mais critica, quando se analisa a taxa de subutilização por região do Brasil.
Olhe o gráfico acima.
Como esperado, o nordeste é onde se tem maior taxa de desocupados: 22,6%!!!
Sendo o estado do Piaui o que apresenta a maior taxa entre os estados nordestinos: 27,8%!
Em contraste com as regiões mais ao sul do país.
Que tem o estado de Santa Catarina com a menor taxa de subutilização: 4,4%!
Números são apenas números, se a discussão se prender a ideologismo politico.
Mais do que aplaudir ou vaiar o governo, é preciso entender a razão dessa discrepância.
Ha uma ala politica que decreta que tal taxa é alta, no nordeste, porque tem o Bolsa Família.
Na verdade é o contrario,
Tem o Bolsa Família porque a taxa é alta.
Conforme estudos do pesquisador Alysson Portella as diferenças regionais estão associadas a problemas históricos.
A começar pela educação, que a região nordeste, apesar de ter melhorado nos últimos anos, era precária.
O índice de analfabetismo na região era gritante.
Apesar de ter reduzido, o índice de analfabetos funcionais continua alta.
E não é só la.
Na região sul e sudeste também encontramos gente com deficiência intelectual.
Entretanto, o nordeste já foi prospero, durante o Ciclo do Açúcar, entre os seculos XVI e XVII, quando a produção de açúcar era a maior do mundo e gerava riqueza para os senhores de engenho e para coroa portuguesa.
Mas, os trabalhadores da época eram escravos!
A partir da concorrência caribenha na produção de açúcar e com a descoberta de ouro em Minas Gerais, o eixo econômico brasileiro deslocou-se para o sudeste, fazendo com que o nordeste apreciasse uma estagnação econômica 
Na sequencia, o sul e sudeste passaram por desenvolvimentos na agricultura, na industria e nos serviços, que possibilitaram tornarem-se a base de sustentação da economia brasileira. 
Ha poucos anos atrás é que o nordeste conseguiu retomar seu crescimento econômico, mas não o suficiente para que sua taxa de desocupados acompanhasse a taxa do sul e do sudeste.
A situação, em especial no nordeste, mas que atinge o Brasil como um todo, é que houve grandes transformações mundiais na tecnologia, obrigando os trabalhadores a serem mais qualificados. 
Hoje encontramos relatos de setores da economia, que nos informam da escassez de profissionais capazes de preencher as vagas disponíveis no mercado de trabalho.
Diante dos fatos, e não de ideologias politicas, o que os políticos tem a oferecer para a solução do problema?
Ate onde posso enxergar, só querem obter privilégios para a nata dos  funcionários públicos e para si próprios, para poderem se reeleger.
Não vejo de nenhum candidato a presidente propostas de projeto de governo que leve a um progresso de todas as regiões brasileiras. 
 


  

sábado, 28 de fevereiro de 2026

O filho do presidente



A nova republica começou com filhos de presidente causando problemas para o pai.
Com a eleição de Lula em 2002, surgiu a suspeita de favorecimento dele a seu filho Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, que, supostamente, era catador de fezes de elefante e se tornou empresario milionário com a ajuda do pai.
Na realidade, isso era difamação rasteira.
Lulinha era biólogo e trabalhava como monitor do Zoológico de São Paulo. 
Um ano após Lula se tornar presidente, Lulinha se tornou sócio dos filhos de Jacó Bittar, este sindicalista e politico petita, amigo de Lula, na empresa campineira G4 empreendimentos, especializada em games, que acabou mudando de nome para Gamecorp.
O status de poder, em qualquer lugar do mundo, permite que associações, nunca imaginadas, se tornam possíveis.
Foi assim que a concessionaria de telefonia Telemar, em 2005, resolveu aportar 
R$ 5 milhões na Gamecorp, para desenvolvimento de um projeto de games na TV, chamado PlayTV, que era transmitido pela TV Bandeirantes e tinha como patrocinador o governo federal. 
Embora tenham surgido denúncias de tráfico de influência e favorecimento na destinação de recursos públicos, nunca houve qualquer processo judicial, pois nada foi constatado de ilegalidade no investimento da Telemar e nem quanto a publicidade na Band, ate porque fazer publicidade em TV é interesse dos governos. 
O tempo se passou e Lulinha se tornou empresario de sucesso, mas sempre foi alvo de fake news, que lhe atribuíam, por exemplo,  ter embolsado 317 milhões de reais da empresa Gamecorp; de ter comprado a maior fazenda do mundo em Goiás, no valor de 4 bilhões de reais; de possuir uma Ferrari banhada a ouro, quando, na verdade, o veiculo pertencia ao príncipe saudita Turki bin Abdullah; e de ter um luxuoso avião a jato de 50 milhões de reais. 
Todas as notícias são falsas e foram divulgadas por sites ou políticos ligados a partidos de oposição a Lula, para atingi-lo.
Agora, surgiu a denuncia de que Lulinha recebia uma mesada de R$300 mil do Careca do INSS, que é acusado de desvio de aposentados do INSS.
Como o presidente Lula reagiu a tudo isso?
Lula afirmou que "se tiver filho meu envolvido nisso, será investigado".
De fato, Lula não interferiu na Policia Federal para impedir qualquer investigação contra seu filho, tanto é que a Policia Federal, no processo de investigação pediu ao ministro Andre Mendonça, do Supremo, e foi autorizada a quebra do sigilo bancário de Lulinha!
Diferente da postura do ex presidente Jair Bolsonaro, que agiu no sentido de impedir investigação contra seu filho Flavio, que era suspeito de pratica de "rachadinha", quando era deputado estadual no Rio de Janeiro.
Aliás, Jair Bolsonaro deu recibo quando confessou, em reunião ministerial gravada, em 22 de abril de 2020, no Palácio do Planalto, a tentativa  de 
interferência na Polícia Federal para não prejudicar sua família.  
Isso resultou no pedido de demissão do então ministro da Justiça, Sergio Moro, que não concordou em substituir o diretor-geral da Policia Federal, pois Bolsonaro queria na direção da Policia Federal quem lhe desse informações sobre investigações sobre familiares e amigos.
Dois presidentes e dois filhos, cada um causando problemas políticos.
O resultado é que na próxima eleição presidencial, haverá uma disputa entre Lula e Flavio Bolsonaro.
Ao invés de termos discussões sobre projetos, que possam melhorar o Brasil, teremos um duelo de destruição de reputações, com o objetivo de aumentar o índice de rejeição do adversário.
Vencerá quem souber melhor explorar a distorção dos fatos para convencer o eleitor a votar no menos corrupto.
 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

A inflação corroí a confiança por anos!



Inspirado em brilhante artigo do Prof. da FEA/USP e da FIA  Business School, Claudio Felisoni, além de presidente do IBEVAR, publicado no Linkedin, que analisa os resultados de estudos, publicados pelo IBEVAR e pela FIA sobre os impactos de curto e longo prazo da inflação na economia, tenho a comentar o seguinte.  
No governo do ex-presidente Bolsonaro havia o negacionismo à ciência, com a repulsa à vacina contra COVID. 
Já no governo Lula, há o negacionismo econômico. 
Lula e sua equipe econômica se recusam a aceitar que a continuidade no desequilíbrio orçamentário já traz um prejuizo na economia.
O Banco Central reagiu elevando a taxa de juros da Selic ate atingir 15% ao ano, com o objetivo de trazer a inflação para a meta.
O resultado surtiu efeito pois houve redução do IPCA de 7,65% ao ano, em 2021 para 4,06% em 2025. 
Entretanto esse remédio amargo, de taxa elevada de juros, só beneficia o investidor rentista, que não gera empregos.
Os empresários, que  são os verdadeiros geradores de emprego e renda para o trabalhador, além de impostos para sustentar a maquina publica, são prejudicados.
Taxa de juros alta inibe investimentos.
Assim como, acaba por inibir o consumidor, pois com o aumento dos juros ha aumento do tíquete da compra financiada, que, ou se endivida e irá aumentar o nível de inadimplência, ou, se for cauteloso, o que em geral só é praticado pela restrição dele a credito, reduz o consumo.
Como Lula e o PT acreditam que não ha teto para gastos e se veem diante do problema da taxa de juros alta, como resposta, para abaixa-la, ao invés de reduzir despesas, ha rumores de que será alterada para cima o valor da meta da inflação. 
Essa é a pior solução.
Com aumento do valor da meta de inflação, o mercado reage inflacionando acima da meta, provocando a chamada bola de neve inflacionaria, que, como já assistimos no passado, tem como resultado uma hiperinflação!
Ou seja, se essa decisão for confirmada será a destruição do plano Real. 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

A erosão da democracia brasileira


As democracias presidencialistas elegem chefes do poder Executivo para exercerem seu mandato em harmonia com os poderes Legislativo e Judiciário.
Quando esse equilíbrio é rompido, em geral, se dá quando o chefe do poder Executivo, de uma nação, dá um golpe de estado, colocando o poder militar nas ruas.
Através do uso da força militar, que detém, subjuga os poderes Legislativos e Judiciário.
Era assim no passado.
Nos últimos tempos, utilizam de um processo gradual, respeitando os meios legais, a começar pela sua eleição.
O primeiro ingrediente para o candidato a ditador é ter carisma.
Depois, deve, em sua campanha eleitoral, fazer promessas de acabar com a corrupção e recuperar a economia para que o povo melhore sua renda.
Com isso, conquista a simpatia e apoio do povo e se elege legalmente. 
Após se eleger, o ditador faz as transformações da democracia para o regime autoritário, sem que aja uma reação do povo.
Quando o povo perceber, a ditadura já está implantada.
Na Venezuela, Hugo Chávez, após ser empossado, convocou uma Assembleia Constituinte, que reescreveu a Constituição, acabando com o Senado e concentrando mais poderes ao Executivo.
Anos depois aumentou o numero de de juízes do Supremo Tribunal, preenchendo as novas vagas com aliados políticos, para garantir que validassem suas violações constitucionais.
Ao mesmo tempo, removeu os chefes militares legalistas e nomeou militares de sua confiança em seus lugares, para garantir a lealdade das forças armadas a seu comando. 
Ai começou a perseguição politica aos opositores, com restrições à liberdade de expressão, fechamento de emissoras jornalisticas opositoras e usando do aparato estatal para controlar a narrativa publica conveniente a ele.
Apesar de Lula não ter seguido essa cartilha, durante seus 8 anos de mandato e outros tantos de Dilma, muita gente tenta compara-lo a Chávez, afirmando que Lula quer implantar o comunismo no Brasil.
Tempo teve. 
Se não o fez, é porque esse nunca foi seu objetivo, apesar de apoiar aquele ditador venezuelano, assim como o cubano.
Ainda que, durante o Mensalão, Lula tenha controlado o poder Legislativo, para aprovar temas de seu interesse.
Mas nunca propôs nada semelhante a ter mais poderes sobre os demais poderes da republica.  
Interessante que a liderança politica brasileira, que usou e abusou dessa narrativa contra Lula, elegeu-se presidente, com o mesmo argumento de Chávez.
Mas, após eleito, não teve a mesma ousadia dele para tomar o poder de forma autoritária.
Faltou-lhe capacidade para planejar e executar o processo gradual semelhante ao chavista.
Na realidade, atropelou o processo, nomeando primeiro militares de sua confiança para posto no governo, sem contudo ter mais efetividade na troca de comandos, como fez Chávez.
Ainda, durante seu mandato, fez ameças ao Supremo, sem, contudo, ter tentado aumentar o numero de juízes, para poder nomear aliados políticos e dominar a Corte.
Talvez tenha acreditado que, o que fez, seria suficiente.
Assim, continuou tramando um golpe de estado, no modelo tradicional, que acabou não tendo sucesso e, hoje, esta preso.
O fato é que nossa democracia está ameaçada não por golpistas no Executivo.
Assim, como temos a jabuticaba, somos o único pais em que o poder Judiciário quer impor uma ditadura da toga.
Não que estejam usurpando das funções dos demais poderes de republica, apesar de que, por muitas vezes, agiram, como Legislativo, estabelecendo entendimentos, que foram seguidos pelos tribunais inferiores e órgãos públicos, como se fossem Leis.
Por outro lado, usa do poder Executivo a Policia Federal, para cumprimento de suas decisões e intimidações, como está acontecendo, tanto aos cidadãos comuns, alguns só pelo fato de criticarem membros do Supremo, mas, também, determinando ações de perda de liberdade parcial de funcionários da Receita Federal, por suspeitar que tenham tido acesso a seus prontuários fiscais, sem que a investigação tenha sido concluída.
O Supremo precisa ser contido, enquanto é tempo, para se manter o Brasil democrático.
Não que que o Supremo conseguira impor uma ditadura, pois falta-lhe o comando militar, indispensável para o exito de uma ditadura.
O problema está no surgimento de um candidato a presidente, que faça promessas de combate aos excessos do Supremo, consiga ser eleito e, após empossado, ele próprio acabe, agindo como Chávez, tornando-se um ditador, que tanto repudiamos.  

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Janja, a mandona

 


Janja, desde que Lula foi eleito, em 2022, sempre quis se exibir e mostrar que mandava.
Foi ela quem organizou o evento da posse a seu gosto.
Embora alguns encarem esse protagonismo como uma forma de enfrentar as estruturas machistas, não sendo apenas cumpridora do papel passivo de primeira-dama, eu discordo.
Janja não foi eleita ou nomeada para nada além disso.
Que cumpra seu papel, como fizeram outras primeiras-damas ou, como fez Ruth Cardoso, no governo FHC, se dedique a politicas sociais, com discrição.
Afinal estar no poder é passageiro, principalmente quando se é agregado, e ha fonalidades que devem ser seguidas protocolarmente.  
Ate os reis, que são eternos enquanto durem, como na Inglaterra, seguem essa conduta.
Janja participa de reuniões sobre pautas de governo e, até, em viagens internacionais, durante eventos, se porta como se fosse chefe de estado, que não é.
Em vária ocasiões manifestou sua opinião causando incômodos diplomáticos desnecessários.
Como aconteceu em maio de 2025, quando, durante um jantar oficial da comitiva presidencial com XI Jinping, ditador da China, ela criticou a rede social Tik Tok.
Pela cultura chinesa, esse comentário de Janja, fora do roteiro protocolar, foi considerado desrespeitoso.
Após a reunião, Janja tentou se justificar dizendo que sua interferência foi porque  não podia se calar ao ver abusos, daquela mídia, com crianças e adolescentes.
Nisso ela esta certa.
Mas, para tudo, quando se esta no poder, tem tempo e hora certa para falar e agir.
Ela não é uma insurgente na multidão, que esbraveja quando sentir vontade.
Se, realmente, é contra os abusos do Tik Tok, que pedisse a seu marido para enviar projeto de Lei ao Congresso para restringir a atuação da rede social, como fizeram alguns países no mundo.
Janja age pretensiosamente sem um idealismo que a norteie.
Como conseguiu fisga-lo, se sente dona de Lula.
E provou que manda mesmo.
Como foi impedida de se exibir, desfilando na Acadêmicos de Niterói, como pretendia, ficou com aquele nó engasgado na garganta.
Lurian, filha de Lula, mesmo autorizada, pelo pai, para entrar no camarote da Marques do Sapucaí, onde assistiam o desfile da escola de samba, que homenageava Lula, acabou pagando o pato.
Foi expulsa do local por Janja! 
Lula assistiu a tudo sem dar um pio.
Lurian rebateu dizendo que Janja não sabia o que é uma estrutura familiar.
E não sabe mesmo.
Só sabe ter o gosto do poder e se lambuza.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Penduricalhos dos Marajás


Ainda que restrito às pessoas mais informadas, ha uma crescente indignação contra a elite dos funcionários públicos, da área do direito, e políticos, que recebem altos salários e, não satisfeitos com isso, criaram os chamados penduricalhos.
Ressalte-se que os penduricalhos estão isentos do pagamento do imposto de renda!!!!
Essa pratica, apesar de tudo, é legal!
Por estarem em posições, que possibilitam aprovar Leis, os membros, tanto do Congresso, como das Assembleias Legislativas e das Câmaras Municipais, Brasil afora, através de malabarismos criativos, conseguiram criar legislações,
que da o suporte jurídico necessário à essa pratica.
Não obstante esse legisladores criarem os penduricalhos para si, os poderes legislativos foram tomados por lobbystas, que representam a elite dos funcionários públicos, que tem a função de sensibilizar os legisladores, dessas casas, para que validem, legalmente, todo o processo, que possibilita a criação de penduricalhos nas Instituições.
O que nos afronta, no caso dos Legislativos, é o fato de estarem la para legislar sobre os interesses públicos e não para legislar em causa própria ou de terceiros já privilegiados.
Isso acabou por virar pratica usual no Brasil, sem nenhum constrangimento deles. 
Quanto às autoridades, que dirigem as Instituições, estas,também, estabelecem meios jurídicos internos, que a Lei permite, para criar penduricalhos a seu bel prazer e conveniência, sem a menor cerimonia.
Alguns, até, debocham, afirmando que ganham pouco e é essa é a unica maneira de recomporem seus rendimentos.
O ministro do Supremo, Flavio Dino, impôs, monocraticamente, restrições ao pagamento e criação de novos penduricalhos.
Entretanto, isso não impediu que, no âmbito estadual, as Instituições burlassem a determinação.
Existe legislação estadual que possibilita o drible.
Nada os contem!
Mesmo a tal propalada Reforma Administrativa, se um dia for aprovada como se deve, será capaz de impedir penduricalhos.
Não será por falta de Lei, que a proíba, mas porque não haverá fiscalização, a nível nacional, que seja capaz de detectar esses abusos e coibi-los.
Os fiscais temerão enfrentar os poderosos, que reagem com represálias, como fazem os milicianos, quando são incomodados.
O exemplo desse autoritarismo esta no próprio Supremo, que por medidas que excedem suas funções constitucionais, usam e abusam de seus poderes, quando sentem-se ameaçados. 
Realmente, o Brasil chegou a um nível autocrático de feudos, que se interagem entre si, e mandam no país.
E nós continuamos acreditando que votar é democrático.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

A escola caiu. E Lula?




A escola de samba Acadêmicos de Niterói teve a liberdade de escolher seu tema para o desfile no sambódromo Marquês de Sapucaí, como qualquer outra.
Adotou a homenagem a uma celebridade, como fizeram outras escolas.
Entretanto sua escolha surpreendeu.
Homenageou um politico, Lula, que ocupa o cargo de presidente da republica.
Caso inédito.
Outros políticos da mesma grandeza, como Juscelino  Kubitschek e Getulio Vargas, foram homenageados, fora de seus cargos.
Agravou-se pelo fato de Lula declarar-se pre candidato à reeleição!
Pela Lei, nessa fase, nenhum pre candidato pode fazer campanha eleitoral, uma vez que as candidaturas não foram oficializadas.
Acho isso uma hipocrisia, mas é Lei.
Aliás, todos os candidatos, em especial aqueles que ocupam cargos públicos,
fazem campanha eleitoral, antes de se oficializar a candidatura, através da divulgação de seus atos.
Mas, o fazem de maneira dissimulada.
Assim é pertinente que, antes do desfile, a oposição à Lula tivesse suspeita de que a escola de samba faria campanha eleitoral antecipada.
Como não poderia deixar de ser, a oposição questionou a legalidade da homenagem na Justiça Eleitoral.
Esta, corretamente, afirmou que não poderia fazer censura antecipada e que se pronunciaria ao final, se fosse confirmado infração à Lei.
Uma homenagem, por óbvio, deve exaltar, estritamente, a historia do homenageado. 
Desta forma, não contaram a historia totalmente como ela foi.
Foram seletivos.
Esconderam o envolvimento de Lula na roubalheira do Mensalão e do Petrolão e sua prisão.
Além de não falar da interferência indevida do Supremo, que anulou as condenações de Lula, que o habilitou para a candidatura a presidente em 2022, na qual foi eleito.
Não obstante isso, a Acadêmicos se apresentou destacando alguns temas descontextualizados com uma homenagem à pessoa de Lula.
Como alas em que se mostrou Michel Temer tomando a faixa presidencial de Dilma, ignorando que ela sofreu impeachment pelo Congresso, com aval do Supremo, que participou do evento!
Houve outra ala em que houve a ridicularização de Jair Bolsonaro, vestido de palhaço Bozo, e dentro da prisão.
Além da ala em que houve o deboche às religiões cristãs, através da critica ao conservadorismo.
O que isso tem a ver com a historia de Lula?
Nada!
Teria mais a ver com a historia do PT, sob o ponto de vista politico eleitoral.
Embora os conselheiros de Lula conseguiram evitar que membros do governo e, ate Janja, desfilassem, para mitigar a infração à Lei eleitoral, faltou prudencia, desses conselheiros.
Deveriam ter visitado, previamente, e a tempo de ajustar mudanças no que seria apresentado, para evitar arroubos, que pudessem ser considerados como propaganda eleitoral antecipada.
Se estiveram na escola de samba, faltou-lhes bom senso por não identificar que essas alas, desconectadas da homenagem, poderiam prejudicar Lula, como acabou acontecendo.
A escola mereceu cair.
Mostrou um vassalismo à Lula, que entendo ser uma propaganda eleitoral dele e não uma homenagem.
Resta ao TSE determinar se nas apresentações das alas fora do contexto da homenagem podem ser consideradas como propaganda eleitoral antecipada.

domingo, 15 de fevereiro de 2026

A escola cívico militar é a solução para melhorar a educação?



A estrutura hierárquica clássica, através do medo, impunha obediência e respeito. Aparentemente, funcionava para uma boa convivência social.
Apesar de que, pelo exagerado autoritarismo, permitia abusos opressores do topo da estrutura aos que estavam mais em baixo.
Assim permaneceu por séculos.
No Brasil, no final dos anos noventa, houve aumento tecnológico, que obrigou as instituições a reinventar seus processos para se adaptarem às mudanças.
Que fazem parte do conceito da evolução natural, em que tudo está em constante movimento e sujeito a mudanças.
Com isso, a hierarquia flexibilizou-se e o comando, que era gerencial, passou a ser através de liderança.
A imposição foi substituída pelo convencimento.
Isso confundiu a cabeça de muita gente.
Fazendo-os acreditar que alguns valores consagrados foram extintos.
Quando na verdade precisavam ser mantidos, pois continuamos vivendo em sociedade.
Na escola, por exemplo, acho importante o respeito e a disciplina.
Valores estes que foram fragilizados nos últimos anos.
A educação também foi objeto de transformação tecnológicas, sociais e estruturais.
O processo de aprendizagem não é mais unidirecional.
O método tradicional, em que o professor ministra uma aula e os alunos recebiam as informações, não é mais funcional. 
O professor atua como um orquestrador da dinâmica na qual os alunos constroem gradativa e coletivamente os próprios conhecimentos.
Mas, um professor continua sendo um professor e não tio ou tia de ninguém.
A utilização desses termos desvaloriza o papel do professor, cuja função é atuar na formação do conhecimento do aluno de maneira profissional e não confundi-lo com um parente, que não requer conhecimentos específicos.
A partir desse titulo iniciou-se o processo de desrespeito ao professor, não só pelos próprios alunos, mas, também, por seus pais, a ponto de acontecer inversões na relação.
Houve casos de alunos agredirem fisicamente professores, por razões fúteis, como tirar uma nota baixa.
Houve casos de pais irem tomar satisfação, de maneira agressiva, do por que o professor deu nota baixa para seu filho, ao invés de querer saber do por que e qual deficiência o filho estava tendo no aprendizado, para reforçar, em casa, aquilo que ele sentisse dificuldade. 
O aluno passou a ser mais importante que o professor.
Essa mudança cultural exigiu que o sistema educacional buscasse sempre inovar ou adotar novas tecnologias que sejam viáveis.
Mas, por deficiência desse sistema, por razões cuja profundidade desconheço, os políticos tomaram para si esta atribuição e, ao invés de pesquisar adaptações a nova realidade, movidos pela ideologia, apresentaram propostas simplistas, como as escolas cívico militares.
Sua pouca experiencia no mundo da educação fez com que acreditassem que a rigidez disciplinar é suficiente para a recuperação dos valores perdidos, além de
melhorar os baixos índices de desenvolvimento escolar.
Parecem desconhecer que as escolas militares acolhem alunos através da seleção dos melhores alunos.
Dai seu desempenho escolar ser maior.
Diferente da escola convencional que abriga a todos sem discriminação.
O que acabou acontecendo foi que as escolas cívico militares não focaram no aspecto pedagógico, que é o essencial para melhorar a qualidade de ensino.
Nem no restabelecimento dos valores essenciais para o convívio social através do convencimento.
Restou apenas acolherem ex-policiais para que estes impusessem,
autoritariamente, regras rígidas à estética corporal dos alunos, como cortes, estilo e cores de cabelo, assim como barbas e  bigodes, que restringe os direitos dos alunos de se expressarem conforme  sua cultura, que é mais permeável do que a disciplina  militar.
Além do potencial de censura a temas, que desagradem esses interventores, e doutrinação a ideologias, que impedem a livre formação critica do jovem.  
Ha manifestação judicial no sentido de que os direitos dos alunos sejam preservados.
Assim, restará a essas escolas apenas maior segurança escolar. 
O que é bom, mas pouco pelo que se propunha a fazer.


 









sábado, 14 de fevereiro de 2026

A democracia ameaçada!



Fico perplexo, toda vez que os poderosos ficam desconfortáveis com situações negativas, que possam prejudica-los, e apelam para a frase ameaçadora:
- A democracia esta ameaçada! 
Como sempre, culpam o mensageiro pela mensagem.
A democracia não esta ameaçada, quando mal feitos são revelados.
Ao contrario, isso só a fortalece.
Quem ameaça a democracia é quem cometeu mal feitos e sai impune, graças ao espirito corporativista da instituição a qual pertence.
A ação nociva de proteger os integrantes da instituição, por eles mesmos, traz um descredito à instituição e ao sistema.
É isso que pode ameaçar a democracia.
Mesmo assim, depois da redemocratização, muitas ações drásticas foram tomadas, como o impeachment de Color e Dilma, e a democracia seguiu
incólume.
É verdade que o povo vai acumulando indignações em cima de indignações e acaba encontrando soluções para o problema elegendo vigaristas, que se dizem anti sistema.
Mas, o próprio sistema acaba por neutraliza-los, como ocorreu com Jair Bolsonaro.
Esse descredito às instituições democráticas, recorrentemente, acontecem no Brasil. 
O ultimo desgaste a uma instituição ocorreu no Supremo.
Depois de longa resistência em permanecer na relatoria da investigação do Master, Toffoli foi afastado, "a pedido", após reunião secreta com os integrantes da corte.
Apesar de secreta, parece que foi gravada, se for confirmada a desgravação publicada pelo site Poder360.
Nela fica evidente que maioria dos ministros tentou, num primeiro momento, desqualificar, totalmente, o relatório da Policia Federal e demonstrar total solidariedade corporativa a Toffoli.
Novamente, mais um chavão protecionista, para desmoralizar a acusação, foi pronunciado na reunião:
- Podemos ser os próximos!
Como assim?
Estão se auto declarando culpados?
Quem não deve, não teme.
No final, houve um arranjo e Toffoli renunciou à relatoria, sem, contudo, serem tomadas outras medidas, que o impeçam de continuar julgando o caso. 
Quanto a gravação, na qual apenas os ministros estavam presentes, quem mais teria interesse em gravar a reunião secreta, que tem conteúdo editado favorável a Toffoli?
Seu objetivo seria demonstrar que ainda tem poder?
Se confirmada a gravação por ele, Toffoli pode ter pisado na bola!
Esse ato somado a divulgação à revelia dos demais ministros pode sugerir quebra de confiança e ele pode se dar mal por isso. 
Muito embora a corte nunca demonstrou vontade de punir os seus.
Mas, pode faze-lo usando terceiros, para não sujar a mão.
Entretanto, se depender do Congresso, que teria meios legais para promover um processo de impeachment contra Toffoli, através do Centrão, demonstrou que 
o protecionismo a ele continua forte. 
Ciro Nogueira, presidente do PP, e Antonio Rueda, presidente da União Brasil, assinaram declaração de solidariedade a Toffoli, utilizando-se da infame frase:
A democracia esta ameaçada!