O PT e Lula exploram, desde que surgiram na politica, a cultura do medo ao risco à democracia.
Naquele momento havia uma razão de ser, no entendimento deles, pela recente saída do regime ditatorial.
Acreditavam que eram os defensores da bandeira da democracia, esquecendo-se que a volta democrática foi uma conquista do povo brasileiro que, independente de partidos, estava unido nas ruas clamando pelo retorno democrático.
Somou-se a isso a falência do governo ditatorial, que enredou o Brasil numa divida externa impagável e uma hiperinflação, que prejudicava a economia, e não sabiam como sair dela.
Preferiram entregar o governo aos civis para que resolvessem a situação que eles criaram.
A partir do momento em que o PT se chegou ao poder, com a eleição de Lula, em 2002, continuaram insistindo no populismo eleitoral de que sem eles no poder haveria um risco à democracia.
Quando o governo Dilma, em seu segundo mandato, perdeu a mão da direção econômica, que resultou em seu impeachment, novamente, levantaram a bandeira do risco à democracia, chamando o legitimo afastamento de Dilma como um golpe.
Mesmo, este processo de impeachment tendo sido realizado sob os protocolos legais e com a supervisão do ministro do Supremo, Ricardo Lewandowski intimamente ligado ao PTismo.
Apos a eleição de Jair Bolsonaro e sua tentativa frustada de um golpe de estado, foi crida a munição para a confirmação dos PTistas de que apenas com Lula no poder aquele golpe foi evitado.
Esqueceram, mais uma vez, que foram as instituições republicanas brasileira que impediram o golpe, com as Forças Armadas repudiando seu apoio, e, depois, com a Justiça julgando e punindo seus autores.
Além de que foi a própria população brasileira que não se engajou, como um todo, na aventura golpista e a repudiou, não reelegendo Jair Bolsonaro.
Ainda que, a Justiça, aproveitando-se da defesa da democracia, também, se arvorou como a unica defensora da democracia, não foi ela a razão exclusiva da manutenção democrática.
Essa tomada da bandeira em defesa da democracia, pela Justiça, aconteceu porque parte da população aceitou que a Justiça ultrapassasse seus limites constitucionais, acreditando que era necessário para defender a democracia.
O resultado foi que o Supremo tornou-se um poder incontrolável, com abusos, como o uso excessivo do inquérito das fake news para perseguir inimigos do PT, que tinha como relator Alexandre de Moares, que era enxergado como o ditador de toga.
Felizmente, entre eles mesmos, surgiram desavenças, impedindo o crescimento ainda maior daquele poder
Novamente, Lula e o PT, na disputa eleitoral contra Flavio Bolsonaro, explora o risco à democracia a depender se Flavio ganhar a eleição.
Trata-se de uma desonestidade intelectual.
A democracia não tem dono nem da direita nem da esquerda.
Ela só existe se for a vontade predominante do povo.
Se a manutenção da democracia dependesse exclusivamente da reeleição de Lula, significa que as instituições estão fragilizadas.
Assim, passa Lula a ser o risco à democracia, pois o pensamento de um ditador é justamente é a de que ele é o pai de todos e, como tal, sua permanência no poder é permanente, exatamente como fizeram Fidel Castro, Hugo Chávez, a dinastia do herdeiro atual Kim Jong-un, Putin, e tantos outros que se encastelaram no poder em nome da democracia,.











