terça-feira, 31 de março de 2026

Caiado surge como a terceira via. Conseguira romper a polarização?


Muito se fala em defesa da democracia.
Jair Bolsonaro foi julgado, condenado e preso pela acusação de planejar acabar com ela.
Mas, de que democracia estamos falando?
O fato de votar não significa que vivemos numa democracia.
Muitos países pelo mundo, nesse sentido, vivem uma democracia.
Mas, de fato, são dominados por ditaduras, como Coreia do Norte, China, Cuba, Venezuela, para falar dos mais conhecidos.
Ate aqui no Brasil, durante a ditadura militar tínhamos o direito de votar.
Não votávamos para presidente, governador, prefeitos das capitais, de estâncias hidrominerais e de cidades consideradas de "segurança nacional".
Mas, elegíamos vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais e senadores. 
O candidato a presidente era sempre um general, que era eleito, de forma indireta, pelo Congresso, enquanto os candidatos a governadores tinham que ser aprovados pelo regime militar e eram eleitos, também, de forma indireta pelas Assembleias Legislativas, enquanto os prefeitos eram nomeados pelo governador.
Com o retorno à eleição direta para todo elenco politico, acreditávamos que vivíamos numa democracia.
Essa percepção, de certa forma, estava correta.
Desconhecíamos o chamado quociente eleitoral, que estabelece que a eleição de um deputado não é apenas pelo numero de votos que obtêm, mas depende dos votos obtidos por seu partido.
Em resumo, o número de votos, por estado, de cada partido, define quantas cadeiras caberão a cada partido na Câmara Federal. 
A partir dessa definição, as cadeiras obtidas pelo partido são ocupadas por seus candidatos mais votados.
O objetivo era fazer com que as urnas refletissem o tamanho das correntes políticas que disputam a eleição. 
O problema é que os partidos não tem conteúdo programático.
Na verdade, são feudos políticos, cujos caciques tornaram-se, legalmente,  
donos das candidaturas politicas.
Além disso, esse sistema causava distorções ao permitir que mesmo candidatos com votação inexpressiva fossem eleitos, beneficiados pelos “puxadores de votos”.
Assim, interessava aos partidos trazer celebridades para ajudar na obtenção de maio numero de votos para o partido.
Dessa forma, apesar de votarmos num candidato, que escolhemos, não era esse o fator que o elegia.
Atualmente, houve alteração para acabar com que os menos votados sejam eleitos. 
Passou a valer que só serão eleitos aqueles que tiveram obtido o equivalente a 10% do numero total de votos do partido, no estado.
Mesmo assim, ha dificuldade para renovar os quadros políticos, pois os que estão no poder dificultavam o ingresso de gente nova.
Só deixam entrar quem os interessa, mas estes são impedidos de alçar voos. 
Essa situação se agravou quando os mais influentes na politica nacional formaram dinastias.
Trouxeram filhos e agregados familiares para participar da  votação de cargos, tanto no legislativo como no executivo.
Estes conseguiam ser eleitos em função da capacidade politica dos titulares.
Formaram-se as grandes famílias, que hoje dominam a politica nacional.
Para assegurar-se da dominação, conseguiram convencer os eleitores que o financiamento privado das campanhas eleitorais ensejava corrupção dos empresários doadores.
Assim acabaram com ela e criaram o fundo publico, que é rateado entre os partidos políticos. 
A corrupção, como se vê, continuou e ate aumentou.
O problema desse fundo publico, que é somado a outros fundos direcionados à manutenção dos partidos, abocanha substancial parcela do Orçamento Nacional, restringindo ainda mais os parcos recursos públicos, que poderiam ser utilizados em investimentos públicos.
E mais, tornou-se interesse dos partidos focarem no uso desse fundo na eleição do maior numero de parlamentares no Congresso, pois é a quantidade de integrantes dessas Casas, que define a cota de participação na divisão de todos os fundos públicos para partidos políticos.
O resultado é que o Congresso atual abriga uma expressiva quantidade de pessoas desqualificadas para representar-nos.
E vai continuar assim.
Como na eleição para os congressistas, também, votamos para escolher o presidente e os governadores, e o alvo dos partidos é obter o maior numero de congressistas eleitos, sera investido neles a maior parte dos recursos do fundo eleitoral.
Assim, poderão manter e ate aumentar sua mordida nos fundos partidários.
Por isso, torna-se difícil quebrar a polarização politica na eleição presidencial, pois, sem recursos suficientes, fica prejudicada o crescimento de uma terceira via, para se viabilizar.
É verdade, que, mesmo com poucos recursos, Jair Bolsonaro foi eleito em 2018.
A razão disso foi a força de atuação de seus correligionários nas mídias sociais, que souberam explorar o anti petismo, que existia.
Em 2022, Bolsonaro perdeu porque surgiu um movimento contra ele e, embora, não tão forte quanto atuação midiática de Bolsonaro, foi o suficiente para que Lula se elegesse. 
Caiado, que se apresenta como a terceira via, certamente, não terá os recursos necessários de seu partido, para conseguir se eleger.
Kassab, como dono dono de seu feudo partidário, quer eleger o maior numero de congressistas.
Será que Caiado terá profissionais capacitados para atuar nas mídias sociais?

segunda-feira, 30 de março de 2026

A força da vontade



Sou, entre muitos, que criticam as mazelas que as estruturas institucionais brasileiras cometem contra o povo.
Tenho ciência de que a trajetória da humanidade sempre foi pontuada por poder excessivo de poucos e uma massa subjugada.
Como seres humanos, melhoramos muito a partir do fim da Idade Media.
Mas, mesmo assim, tivemos tropeços, como os mais recentes, por exemplo, a revolução comunista na Russia, em 1917, e o nazismo na década de 20.
A revolução soviética, apesar de romper com o poder dos Czares, que trazia miséria popular, desigualdade social, atraso econômico, pelo feudalismo no campo e a repressão czarista, apenas substituiu o titular no poder.
O pós-revolução soviética foi marcado por intensa guerra civil até a consolidação do poder bolchevique, que estatizou a economia e formou a URSS, em 1922. 
Sob a liderança de Lênin e, posteriormente, Stalin, a Rússia transformou-se de uma nação agrária em uma potência industrial.
Entretanto o poder implacável do estado montou uma terrível repressão política contra opositores políticos, causando terror à população com a morte de mais de 23 milhões de pessoas.
O nazismo tem uma historia mais conhecida mundialmente, pois foi seu líder, Hitler,  o artífice da dominação da Europa e causador da II Guerra Mundial, causando terror e morte a mais de 6 milhões de judeus, além de dezenas de milhões de mortos pelas invasões e na II Guerra. 
Aqui no Brasil, a ultima vez que nos envolvemos numa guerra foi contra o Paraguai.
Mas, nosso sistema politico faz tantos estragos como se vivêssemos numa guerra constante.
Durante a ditadura militar houve um grupo de contestação ao regime que, equivocadamente, optou pela luta armada sob a forma de terrorismo.
Acreditavam que com a inspiração na revolução castrista, seria suficiente para derrotar as Forças Armadas brasileiras. 
Deram-se mal e muitos foram torturados e mortos.
Além de gerar, por parte dos militares, um aumento na repressão à livre manifestação popular.
Entretanto outro grupo acreditou no dialogo, ainda que não houvesse uma boa interlocução, por parte dos militares
Mas, como esses militares resolveram fingir que vivíamos uma democracia, foi possível abrir uma trincheira de dialogo, através do MDB, que era o partido oficial de oposição, no Congresso nacional.
Dessa forma, aos poucos, com manifestações nas ruas, conseguimos recuperar o poder para as mãos dos civis.
Entretanto, os políticos da "nova republica" não vieram com intenção de fazer do Brasil uma verdadeira democracia.
Igualmente ao que os militares faziam, podemos votar, mas quem escolhe quem vai vencer não somos nós, os eleitores.
Nosso papel é de apenas referendar os escolhidos por esses políticos, que dominam os partidos políticos.
Esses partidos políticos só tem nome de partidos, pois, não nos representam, de fato, e não tem conteúdo programático. 
Na verdade, são feudos políticos, preocupados, apenas, com seus interesses  pessoais.
Todo esse conglomerado se resume numa guerra ideológica polarizada entre Lula e os Bolsonaros.
Jair e Lula cumpriram seus mandatos e fizeram poucos avanços nas reformas politica, previdenciária, jurídica, tributaria e nas estruturas administrativas, que são necessárias para o Brasil.
É preciso que o Brasil saia da instabilidade que se encontra o sistema previdenciário e empresarial, que esta retraído para investimentos, pelas decisões contraditórias da Justiça, pela elevada carga tributaria, mesmo apos a reforma que houve, e mudanças legislativas, que só atrapalham a vida empresarial.  
A estrutura administrativa está inchada, ineficiente e custosa.
Consome, praticamente, toda a arrecadação, restando pouca verba para investimentos públicos, que faz com o que o governo de plantão gaste mais do que pode,  provocando aumento da divida interna e dos juros da SELIC.
Juntaram-se, a essa classe política, os ministros do Supremo Tribunal Federal.
Essa turma, cada um na sua função, instauraram uma ditadura  politica e uma ditadura da toga. 
Institucionalmente, estamos sem uma resistência.
Resta a nós, do povo, derrubar esse regime totalitário.
Não fazendo revoluções armadas, fantasiosas, como tentaram fazer no passado.
Mas, com o povo despertando dessa dominação e através do mesmo processo de manifestação nas ruas, recuperarmos nossa democracia.  
É uma tarefa que parece invencível, mas se formos resilientes, seremos vitoriosos.
Comecemos votando para presidente, em 2026, em candidatos fora dessa polarização.


  



domingo, 29 de março de 2026

Como o brasileiro vai decidir seu candidato nas próximas eleições



As analises politicas, que influenciam o direcionamento das decisões dos eleitores na hora do voto, são feitas, atualmente, pelo viés politico das mídias jornalisticas e das mídias sociais.
No passado, 
a imprensa tinha uma influencia maior e, com isso, detinha mais poder, pois tinha credibilidade nos temas que abordava.
Ainda que os editores focassem assuntos, que dessem mais audiência e, por isso, muitas vezes exploravam determinados assuntos mais do que o necessário, deixando de focar outros temas mais importantes, na verdade, tinham como objetivo, escondido, a venda de mais jornais para obter mais lucro com propagandas.
Embora, a imprensa, assim como as Universidades, sejam conhecidas por ter, entre os seus, mais profissionais identificados com  a ideologia de esquerda, muitas vezes a imprensa se comportou mais à direita.  
Como exemplo, foi a candidatura de Fernando Collor, que fora governador de Alagoas, mas era um politico desconhecido dos brasileiros em geral.
O opositor, com maior chance de vencer aquela eleição, era Lula, mas como, na época, ele tinha um posicionamento mais radical do que hoje, trazia o temor, a muitos brasileiros, de que o governo petista traria junto uma onda comunista à la União Soviética.
Como na época, a rede Globo era a mídia jornalistica de maior influencia, esta percebeu esse temor e decidiu apoiar Collor, criando a imagem de um "mito", que salvaria o Brasil das mãos dos comunistas.
Para isso utilizou-se do que chamamos, hoje, de "fake news" para desgastar a imagem de Lula.
E deu certo.
Collor foi eleito.
Observe que o poder das mídias mudaram de mão, mas, ao longo da historia da humanidade, sempre abusou-se de fake news, que parece coisa recente.
Aliás, o partido nazista utilizou-se do mesmo recurso para chegar ao poder na Alemanha.
Utilizou as mídias, de forma estratégica, para manipular a opinião pública, com técnicas de propaganda para destruir os inimigos e criar o "mito" Hitler, como salvador da Alemanha.
O mesmo fez a Igreja Católica, que utilizou-se de Jesus Cristo como "mito" e salvador da humanidade para dominar o mundo ocidental, durante a Idade Media.
As religiões, em geral, cultuam um "mito", cada uma com seu próprio Deus.
O Islamismo, em especial no Irã, domina a politica com seu estado teocrático e faz com que sua população, embora usufrua da tecnologia atual, tenha semelhantes hábitos morais, que a Igreja Católica adotou na Idade Media, ainda hoje.
Aliás, mais do que qualquer coisa, a população tem Deus e a família como principio fundamental.
Os evangélicos estão sabendo explorar esse tema a seu favor, arrebatando do catolicismo e de outras religiões, uma expressiva quantidade de fieis, a ponto de, no Congresso, existir a bancada dos evangélicos! 
Hoje, eles são os guardiões da moral conservadora, em prejuizo do avanço que a esquerda, não na  politica partidária em si, conseguiu introduzir ao longo dos anos.
Voltando ao debate politico, enquanto o jornalismo foca mais em temas de economia e na falas e atos dos integrantes da politica, por considerar, e está certa nisso, que são temas que deveriam ser objeto de discussão, entre os eleitores, na escolha de seu candidato nas eleições, as mídias sociais estão mais focada em temas culturais e sobre moral.
Isso porque são esses os temas que o povo considera mais importantes.
Lembra do desfile do ultimo carnaval, no qual uma escola de samba prestou uma homenagem a Lula, mas ao desfilar com uma das alas depreciando a religião e a família,  acabou por arranhar a boa imagem, que Lula vem construindo, e poderá ser um dos fatores, que pode prejudicar a campanha de reeleição dele. 
A sociedade é movida por emoções em suas decisões.
Com o desenvolvimento tecnológico, o povo descobriu uma nova forma de interagir com a noticia, sem a necessidade de ter as mídias jornalisticas com  exclusividade.
As mídias sociais permitiram que o povo se sentisse mais dono da veracidade objetiva dos fatos e passou a impor pautas, forma e conteúdos, que antes era de domínio exclusivo das mídias jornalisticas.
Com o horizontalidade da verdade uma pessoa desconhecida pode virar uma autoridade, se agradar os usuários de mídias sociais, e tornar-se um influenciador reconhecido.
Com isso, todo mundo pode produzir noticia baseada em seu viés de como enxerga o mundo, sem compromisso com a verdade, mas que pode ser mais interessante para a população em geral, que encontra, nesses influenciadores, o acolhimento de suas ideias, muitas retrogradas.
A verdade acabou por ser diluída com falsas informações, mentiras e desinformações, que se auto realimentam e prendem a atenção do usuário.
Assim a população, carente das informações divulgadas por esses influenciadores, acaba refém deles e os considera donos da verdade, enquanto critica a imprensa, pois tem a equivocada percepção da parcialidade dela, pois acredita que esta esconde determinados fatos, por ideologia contraria à sua.
E isso acontece dos dois lados polarizados da politica atual no Brasil e no mundo!
Ambos criticam a mesma imprensa! 
Enquanto isso, os algorítimos, que são mais mercadológicos do que ideológicos, 
direcionam os assuntos para manter o usuário mais tempo preso nas redes sociais para vender mais anúncios, como faziam os editores da imprensa no passado.
E nós, povo, deixamos de ter acesso às informações mais relevantes e importantes para decisão, no caso, do futuro do Brasil, nas próximas eleições.

quinta-feira, 26 de março de 2026

O endividamento do brasileiro



Não tenho, em mãos, nenhuma pequisa sobre as razões do endividamento do brasileiro.
Minhas conclusões são resultado da minha observação ao comportamento de uma amostra de pessoas, que converso e do panorama politico e econômico.
Qualquer um pode observar, que ha uma enorme quantidade de publicidade, praticamente, intimando o consumidor a comprar.
Muita gente compra, mesmo sem necessidade, em razão desses impulsos, talvez, para sentir-se acolhida pela onda consumista.
Não sou contra o consumo, ao contrario, é isso que move a economia.
Mas, este, deve ser limitado ao orçamento de cada um.
O brasileiro gasta mais do que ganha!
Além dessa imposição ao consumo, ha outras publicidades ofertando credito de fácil obtenção, por diversas modalidades, como o cartão de credito, o credito consignado, o crediário no varejo, o cheque especial, enfim, uma miríade de oportunidades para o cidadão se endividar e consumir cada vez mais.
Verifico que tem gente com baixo salario, mas, por exemplo, tem um smartphone, de ultima geração, pagos à prestação.
Em resumo, constato que falta educação financeira para o povo.
O resultado, de tudo isso, é o endividamento recorde das famílias brasileiras, que está preocupando o presidente Lula, em sua campanha à reeleição, pois ele vê sua popularidade cair. 
Esse endividamento causa descontentamento aos potenciais eleitores dele e ofusca todos os índices positivos do governo Lula, que ele quer exibir, como inflação em queda, baixo desemprego e crescimento na economia, que a meu ver não é sustentável, pois aumentou, também, o numero de empresas em recuperação judicial ou encerrando suas atividades.
A realidade é que, como sempre, a população acredita que a culpa de seu endividamento fabuloso é causada pelo presidente, que esta no cargo.
Exatamente como faz o presidente Lula, quando diz que "a culpa é dos outros", para evitar ser responsabilizado por problemas, que o aflige.
Na verdade a culpa não é de Lula nem de  nenhum presidente pelo consumismo exagerado e, consequente, endividamento.
A culpa é do próprio cidadão, que não tem nenhuma educação financeira.
Não ha, nas escolas, educação financeira básica para formar novos adultos mais conscientes sobre como conduzir sua vida financeira.
Mas, Lula tem sua parcela de culpa.
Seu governo tem focado na ampliação da oferta de crédito como motor de crescimento econômico.
É valida a intenção de Lula.
Todos os governantes desejam que o povo possa ter uma vida melhor.
Essa opção é boa quando há oferta suficiente para atender a demanda.
Como a oferta é insuficiente, provoca inflação.
Como esta acontecendo com o preço dos combustíveis, pela guerra de Israel contra o Irã, com o apoio dos Estados Unidos.
Cabe ao Banco Central, através do aumento dos juros SELIC tentar conter a inflação, o que tem feito.
Mas, ha outro fator importante que provoca a alta na SELIC.
É a visão de Lula de que o crescimento econômico, alem do consumo, se da através de maior gasto do estado.
Trata-se da teoria econômica keynesiana, que defende que o aumento do gasto público impulsiona o crescimento econômico. 
Para isso ser possível, recomenda que o governo aumente sua tributação para ter mais recursos para gastar, o que o governo Lula fez.
A carga tributaria e a arrecadação batem recordes.
Entretanto essa teoria, também estabelece que o Orçamento publico fique equilibrado, o que Lula não fez, pois continua gastando além do que arrecada, aumentando a divida publica.
Caberia ao Congresso conter Lula.
Mas, este não o fez.
Ao contrario, também, agiu de maneira irresponsável, contribuindo com o aumento de gastos públicos, por diversas formas.
O mesmo acontece com o Judiciário, que dá sentenças, questionáveis, que oneram os cofres públicos, além de aumentar os penduricalhos à nata de seu funcionalismo.
O Brasil vive sua pior crise de responsabilidade fiscal.
Na verdade, a SELIC está elevada.
Mas, se Lula reduzisse o gasto publico até o limite do orçamento, os juros da SELIC cairiam drasticamente.
O fato é que a SELIC contribuí com os juros mais altos no crediário, nos empréstimos bancários, mas não no cartão de credito, que é um dos causadores de endividamento.
O cartão de crédito sempre praticou juros abusivos.
Mesmo assim, na ânsia de comprar mais, o consumidor recorre ao cartão de credito, que é de fácil acesso, para satisfazer seu prazer.
Esse é o pior endividamento.
As preocupações de Lula, quanto sua queda de popularidade, no quesito endividamento, são decorrentes de sua visão equivocada sobre a economia.
Se Lula tivesse visão de estadista e promovesse educação financeira, seja pela mídia, seja nas escolas, e mantivesse um equilíbrio nas contas públicas, isso não seria preocupação dele, hoje.  
Além disso tudo, o Brasil enfrenta seu maior patamar de divida publica, o que também contribui para elevação da SELIC, pois o investidor, que financia o governo, exige taxas  de juros mais altas, pois o risco de calote aumenta. 
Ao invés disso, Lula culpa o Banco Central, como responsável pelo endividamento da população, pois mantem a SELIC em patamar elevado.
Ai forma-se o ciclo vicioso.
Juros altos da SELIC provocam desinvestimentos e, como consequência, a redução na oferta e torna o endividamentos da população impagáveis.
Enquanto estivermos com Lula como presidente, dificilmente, haverá mudança na visão econômica e o problema do crescimento sustentável persistirá.


quarta-feira, 25 de março de 2026

A terceira via acabou?


O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, desde sua eleição, sempre foi citado como presidenciável para a eleição de 2026.
Especulava-se que seria o sucessor de Jair Bolsonaro, por ter um perfil mais técnico, pragmático e focado na gestão, sem carregar a retórica ideológica inflamada e os embates constantes com o Judiciário, marca registrada de Jair.
O centrão, que reúne um agrupamento de partidos políticos, cujo único projeto de governo é manter-se no poder legislativo, seja qual for o governante do executivo da vez, mesmo integrando o governo Lula, apoiava a candidatura de Tarcísio.
Apesar de esquivar-se de sua eventual pre candidatura, dizendo que preferia ser reeleito governador e aguardar sua vez para 2030, Tarcísio alimentava uma chama de esperança de que poderia abandonar o governo de São Paulo e aventurar-se na campanha presidencial de 2026.
Entretanto, para surpresa de todos, Flavio Bolsonaro apresentou-se como o candidato a presidente, ungido pelo pai Jair.
Restou a Tarciso recolher-se, ainda que nutrindo uma nesga de esperança da candidatura de Flavio Bolsonaro não encontrar eco entre os eleitores e ele acabar desistindo.
Os fatos acabaram por encerrar a ultima esperança de Tarcísio quando as pesquisas eleitorais demonstraram que Flavio ganhou musculatura e era um forte concorrente para enfrentar a tentativa de reeleição de Lula.
Nesse meio tempo, surgiram candidaturas alternativas, a chamada terceira via, como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo.
Como o o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que nutre esperança de ser presidente desde a redemocratização, sem ter conseguido atingir os dois dígitos, nos resultado da eleição, quando se candidatou a presidente.
Como o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que tentara se habilitar como candidato a presidente em 2022, pelo PSDB, mas foi atropelado pelo então governador de São Paulo, João Dória,  que conseguiu se habilitar, mas acabou por se enrolar todo, a ponto de desistir da candidatura.
E, finalmente, como o governador do Paraná, Ratinho Junior, que, entre todos, se apresentava no resultado das pesquisas com a melhor performance.
Além de ter uma taxa de rejeição bem menor do que os pre candidatos Lula e Flavio Bolsonaro.
Mas, isso não era suficiente para que o desempenho de Ratinho Junior, nas pesquisas eleitorais, demonstrasse que seria capaz de passar para o segundo turno das eleições.
A força politica, tanto de Lula, quanto de Flavio Bolsonaro, é bem maior do que o potencial de Ratinho Junior, antes do incio da campanha eleitoral.
Isso acontece porque o fanatismo nos nomes de Lula e Bolsonaro é capaz de superar qualquer coisa negativa que atinja ambos.
Parecem blindados.
Esses fatos acabaram por cristalizar em Ratinho Junior a decisão de abandonar sua pre candidatura e encerrar sua carreira politica, por enquanto, como governador do Parana, ao final de seu mandato. 
Assim, restou Zema, Caiado e Eduardo Leite.
Este, apesar de ser, entre os três, o mais legitimo candidato da terceira via pura, pois não é alinhado politicamente nem com Lula nem com os Bolsonaros.
Mas, sua performance, nas pesquisas, é fraca. 
Desta forma, entre os mais cotados, em lugar de Ratinho Junior, são Zema e Caiado.
Ambos estão mais alinhados com o discurso de Jair Bolsonaro, de quem tem admiração.
Pode ser que saiam candidatos ou que um deles decida compor a chapa de Flavio Bolsonaro e ficar como vice.
Como a politica, a todo momento, apresenta surpresas, tudo pode acontecer.
 




segunda-feira, 23 de março de 2026

Por que o Diesel custa caro?


Não é a primeira vez, nos últimos governos, que o preço do diesel tem um aumento por razões alheias à nossa vontade.
Será mesmo?
Em razão do escândalo do Petrolão, no qual a construção da Refinaria Abreu e Lima, entre 2004 e 2014, foi alvo de corrupção e roubalheira, que causou um prejuizo estimado entre R$6 bilhões, sob o ponto de vista da Petrobrás, e mais de R$42 bilhões, segundo a Policia Federal, acabou colocando em risco a sobrevivência da Petrobrás e, por decorrência, fez com que desabasse o valor de suas ações nas Bolsas de Valores do Brasil e dos Estados Unidos.
Diante disso, os governos, que sucederam essa investigação criminosa, para que a Petrobrás se recuperasse financeiramente, estabeleceram a estrategia de exportar petróleo bruto e importar combustíveis produzidos no exterior, além de desinvestimento, com venda de ativos da empresa.
Com a retração de investimentos na construção de novas refinarias de petróleo, esse modelo de exportar petróleo e importar combustíveis persiste ate hoje.
Se houvesse um planejamento estratégico do governo focado em captação de investimentos no estrangeiro para construção de refinarias, ao invés do Brasil exportar petróleo bruto e comprar diesel, produziria aqui mesmo o diesel.
Hoje, talvez, fosse possível mitigar o aumento no preço dos combustíveis, em especial o diesel, que tem o modal rodoviário como responsável por 60% a 75% de movimentação de cargas no Brasil, com caminhões movidos a diesel.   
É certo que, no governo Bolsonaro, houve um aumento do diesel, em parte explicada pela elevação das cotações de petróleo, aliada à aplicação de uma política  de preços da Petrobrás, que previa a paridade em relação ao mercado internacional. 
Em resumo, os preços praticados pela Petrobrás não tinham como referencia seus custos de extração de petróleo, mas o preço internacional do barril.
Com a invasão da Russia na Ucrânia, houve aumento do preço do barril, que em 2018 estava em US$55 por barril, indo a mais de US$100 por barril, no primeiro semestre de 2022, e na sequencia houve um recuo para US$83,46.
Paralelamente a essa causa, houve a desvalorização do real.
Em 2018 o dólar estava cotado em R$3,87 e em 2022 foi cotado em R$5,28.
Assim, com dois componentes da formação do preço forçando a alta do preço dos combustíveis, houve a elevada elevação do preço do diesel nas bombas.
Diante dessa elevação do diesel, em ano de eleição, somado á ignorância generalizada da população sobre o assunto, a culpa do aumento de preços recairia em cima de Bolsonaro. 
Para evitar perder a eleição, por essa razão, Bolsonaro decidiu zerar os impostos federais, PIS e Cofins, e conseguiu aprovar no Congresso a redução do imposto ICMS, cobrado pelos estados, de 25% para de 18%. 
Com essas medidas conseguiu segurar o aumento desenfreado no preço dos combustíveis.
Entretanto, a medida de redução forçada do ICMS fez com que os estados tivessem um prejuizo da  ordem de R$27 bilhões, que exigiram do governo eleito esse pagamento dessa indenização.
Assim coube ao governo Lula pagar a conta.
Agora, em 2026, ano de eleição, Lula enfrenta o mesmo problema de Bolsonaro.
Com a guerra promovida por Israel contra o Irã, com apoio dos EUA, o preço do barril voltou a disparar e, novamente, ultrapassar os US$100 por barril. 
Ainda que, no momento, o dólar não tenha sofrido desvalorização, semelhante a 2022, Lula adotou a mesma medida de Bolsonaro, de zerar os impostos federais e de pedir aos Governadores dos estados que façam o mesmo, reduzindo a taxa do ICMS.
Mas, essa proposta não foi bem recebida por eles, pois teriam redução em sua arrecadação.
Além do fato de Lula estar tentando sua reeleição, este seria um argumento útil para desgastar sua popularidade, pois, como já disse, para a população, o responsável pelo aumento nos combustíveis sempre é o Presidente da Republica. 
Diante disso, Lula pensa em criar compensações para abrandar, em especial, o preço do diesel.
Aguardemos como ele reagirá.
O fato é que, mais uma vez, nossos governantes agem no improviso.
Ninguém tem capacidade de enxergar que o mundo esta em constante conflito e isso atinge diretamente o preço do petróleo.
Precisamos, como resposta, nem votar em Lula, nem em Flavio Bolsonaro e fazer uma limpeza no Congresso.
Toda essa turma que está no poder ha anos, demonstra incapacidade para governar. 

 


domingo, 22 de março de 2026

Temos que acabar com a polarização, no voto.



Embora muitos acreditem que a polarização da politica brasileira se iniciou com o surgimento do bolsonarismo, ela não é de hoje.
O PT sempre agiu como polo de oposição ideológica.
Votou contra a Constituição de 1988, assim como votou contra a aprovação do Plano Real.
Tudo por razões ideológicas. 
Lula e o PT afirmavam que ambas as Leis seriam prejudiciais aos trabalhadores.
Absoluta miopia politica, pois Lula, em seu primeiro mandato, acabou aceitando que a Constituição incluiu várias medidas de interesse do PT.
Assim como seu governo seguiu, fielmente, as regras do Plano Real, pois, finalmente, Lula entendeu que, num pais sem inflação, ha a valorização do salario do trabalhador, além de propiciar a obtenção de credito em financiamentos, pois as parcelas cabiam no bolso do trabalhador.
Mas, a polarização do brasileiro era apenas votar a favor ou contra ao PT. 
Não havia uma direita radicalizada.
A polarização politica se acentuou, no mundo, como resultado de mudanças profundas na economia, que trouxeram aumento das desigualdades econômicas, em especial 
da população de classe média, que tornou-se descontente, pois percebeu que seu sonho de "american way of life" se esvaia.
Os políticos, que provocaram essas mudanças, atenderam os interesses de grandes corporações e se beneficiaram financeiramente.
Enquanto isso, aqueles contrários, não tiveram capacidade de conter essas mudanças, nem de direciona-la para atender, ao menos, parcialmente, aos interesses do povo.
Assim houve uma divisão ideológica, tendo, de um lado, a direita e, de outro, a esquerda, gerando crises politicas, das quais lideranças politicas se beneficiaram do confronto através de discursos populistas, de ambos os lados, cada lado defendendo suas posições. 
A esquerda, no Brasil, como resposta ao descontentamento do povo, ofereceu  ações sociais, para mitigar os efeitos das desigualdades.
Para justificar essa ação, aumentou, drasticamente, a cobrança de impostos da sociedade.
Entretanto, esse aumento da carga tributaria não foi, totalmente, direcionada às ações sociais.
Ao contrario, esta ficou com uma parcela ínfima, diante do acelerado aumento do patrimonialismo de estado, sob o comando da elite do funcionalismo publico, que abocanhou a maior parte desses recursos, com o apoio da esquerda. 
Ou seja, a esquerda agrada os mais pobres e o funcionalismo publico, objetivando retorno eleitoral.
A direita mostrou-se contraria às ações sociais, pois defende a austeridade fiscal,
redução do tamanho do Estado, desburocratização e incentivo ao livre mercado.
Entretanto, no Brasil, ficou só no discurso, pois os políticos que se identificaram com essa opção ideológica não a praticaram, direcionando suas ações em interesses pessoais próprios.
A ponto de, nos governos do PT, Lula e Dilma, envolverem-se junto aos políticos 
de esquerda no Mensalão e no Petrolão.
Foi o momento da politica nacional em que a ideologia politica foi esquecida, prevalecendo o interesse comum focado na corrupção.
Mesmo no governo Bolsonaro, o Parlamento de direita não se alinhou à sua ideologia, preferindo abraçar pautas morais, de costume e religiosas, provocando debate polarizados.
Já o governo bolsonarista, como um todo, passou a nutrir sentimentos de ódio e rejeição ao oponente PT e ao Poder Judiciário, na figura de membros do Supremo Tribunal Federal, trazendo, como consequência, a tentativa de quebra da normalidade democrática.
Com Lula em seu terceiro mandato, as oposições deixaram de cumprir seu papel democrático de fiscalizar a situação e de contribuir com o governo, apresentando suas propostas para, de maneira construtiva, atender os reais interesses do povo.
Assim, tanto a direita, como a esquerda, ignoraram a coexistência
harmônica entre a situação e oposição.
Hoje, os dois lados, acreditam na teoria do quanto pior, melhor, pois assim, podem se apresentar como solução da crise que eles próprios criaram.
Com o advento das redes sociais, houve aumento da disseminação de informações ao acesso da população.
Entretanto, esse meio, ao invés de melhorar o conhecimento e, com isso, melhorar o julgamento politico, levou o povo a se abrigar em bolhas ideológicas.
Dentro dessas bolhas, entre seus integrantes, há um reforço das crenças existentes, limitando o contraditório, pois, ao invés do debate de ideias para construção de um Brasil melhor, ha a difusão de mentiras, desinformações, difamações com o único objetivo de tentar destruir o adversário politico.
Estamos nesta eleição de 2026 diante da possibilidade de quebrar essa polarização, não votando nem em Lula, nem em Flavio Bolsonaro.
Devemos escolher entre as alternativas que forem colocadas em jogo, na tentativa de encerrar esse ciclo perverso, que impede as necessárias reformas que permitirão um impulso na economia, para os brasileiros voltarem a ter confiança nas Instituições. 

quinta-feira, 19 de março de 2026

Quando o desvio de finalidade favorece a impunidade



Nós, brasileiros, consideramos que o nosso sistema de Justiça tende à impunidade.
Ficamos indignados com isso, mas somos os culpados por isso.
Não diretamente, porque não somos, nós o povo, quem julga os criminosos, mas os magistrados.
Nem que os acusa, que cabe à investigações policiais e à formalização pelo Ministério Publico.
Entretanto participamos desse resultado pelas nossas ações.
Diria, melhor dizendo, de nossas reações.
Toda vez que nos deparamos com um escândalo de corrupção, embora divididos conforme a ideologia politica, há uma unanimidade na busca de políticos suspeitos do time de ideologia contrária.
Ou seja, ao invés de focarmos no crime em si e em seus criminosos, esquecemos do principal para se tentar destruir os adversários políticos.
Veja a questão do roubo do INSS.
O que aconteceu contra os Ministros da Previdência e Presidentes do INSS à época das fraudes?
Cabia a eles a responsabilidade de ficar atentos contra fraudes no sistema 
previdenciário.
Ate porque, recorrentemente, essa Instituição é objeto de roubos e fraudes.
Eles foram criminalizados ou sofrem processos de julgamento de culpabilidade?
Que eu saiba foram, apenas, citados nas investigações.
No minimo deveriam ser punidos por prevaricação.
E quanto aos fraudadores?
Alguns foram presos, como o careca do INSS.
E quanto aos funcionários públicos do sistema, que aceitaram o desconto dos aposentados e pensionistas, sem verificar a lisura das autorizações, que providencias foram tomadas contra eles?
Que eu saiba nada foi feito contra eles.
É aquela velha desculpa;
Cumpriam ordens superiores.
Se é para não fiscalizar para que te-los?
Mas, tão importante quanto punir os fraudadores e participes, o que aconteceu quanto a recuperação do total que roubaram?
Muito pouco foi recuperado.
A Justiça fica se enrolando em discussões sobre a legalidade do ato e acaba não tomando medidas certeiras de recuperação do montante.
Nossa atenção deveria focar nisso.
Mas, não, agora o importante é focar no Lulinha, filho do presidente Lula.
O que ele representa diante do montante roubado?
Uma mixaria.
Segundo suspeitas ele teria recebido uma mesada, que seria parte ínfima do dinheiro roubado do INSS, como se dinheiro fosse carimbado com a origem.
Mas, essa mesada não era para dar apoio à roubalheira do INSS, pois, supostamente, a mesada teria como finalidade remunerar Lulinha para fazer lobby em ministérios do governo do pai.
Nem foi detectado que tenha obtido exito no serviço que teria sido pago.
Em resumo, nada a ver com o roubo do INSS.
Mas, ha todo um alvoroço em cima dele, não pelo suposto crime de favorecimento, mas pelo roubo do INSS!
Apenas com o objetivo de devastar a imagem de Lula, que é candidato a reeleição.
Com isso a ala de ideologia contraria à Lula fica feliz e acaba se esquecendo do foco nos verdadeiros culpados que, no final, acabarão impunes, mesmo que parcialmente.
Já que é para focar na politica, por que não se preocupam em buscar a punição dos ex-Ministros e ex-Presidentes do INSS, que serviram tanto no governo Lula como no de Bolsonaro, quando se acentuou a roubalheira, que já era praticada em governos anteriores?
Porque ai é chumbo cruzado e não interessa a ninguém.  


  

quarta-feira, 18 de março de 2026

O sapo e o escorpião

 


Essa charge me lembrou daquela estoria sobre o sapo que dá carona a um escorpião.
Um escorpião pede para atravessar um rio nas costas de um sapo.
Apesar do medo do sapo de ser picado, o escorpião argumenta que, se o fizer, ambos morrerão.
No meio da travessia, o escorpião pica o sapo, e ambos afundam, com o escorpião justificando que agir assim é a sua "natureza".
Tire suas conclusões.

terça-feira, 17 de março de 2026

A reação do Supremo



O Supremo Tribunal Federal vem acumulando constrangimentos, que ultrapassaram a barreira do desgaste, a que qualquer Instituição Publica está sujeita em suas operações, e atingiu o nível de descrédito.
O que é extremamente perigoso para a a nossa combalida democracia.
Esse descrédito já acontece, tanto no Poder Legislativo como no Executivo, graças à corrupção incessante, que é praticada nas entranhas desses poderes.
Restava, como esperança ao povo brasileiro, o Poder Judiciário como a Instituição capaz de combater a corrupção, como aconteceu com nas apurações do Mensalão, que levou parlamentares à prisão, e do Petrolão, que, inclusive, levou à prisão por corrupção um ex-presidente, Lula, fato inédito na historia da Republica brasileira.
Entretanto, com as recentes revelações, que surgiram no âmbito da investigação de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, foi a gota d'água para esse descredito ao Supremo.
A questão de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, que, através de seu escritório de advocacia, tinha um contrato milionário com o banco Master, levantou suspeitas de potencial favorecimento a Vorcaro, caso este necessitasse de apoio incondicional no Supremo.
Ainda que, até o momento, nada de concreto surgisse, além de supostas trocas de mensagens, entre Vorcaro e Moraes, verificada, pela Policia Federal, no smartphone de Vorcaro.
Ha, também, a questão do ministro Dias Toffoli, que havia puxado para si o comando da investigação, na suposta tentativa de abafar o caso, que inclusive, acabou por faze-lo renunciar a relatoria do caso e, depois, declarar-se impedido de julgar Vorcaro.
Mas, vai além disso.
Toffoli teve seu nome citado num negócio, milionário e suspeito, com Vorcaro, que envolvia a venda do Resort Tayayá, do qual o ministro participava da sociedade.  
Como se isso não bastasse, o ministro Alexandre de Moraes voltou a utilizar o inquérito das "fake news", aberto em 2019, dentro do contexto de ataques cibernéticos ao Supremo, durante o processo eleitoral da época, e que deveria ter sido encerrado ao final daquela eleição.
Entretanto, extrapolando os limites da legalidade jurídica, este inquérito se tornou sem fim e virou artilharia contra qualquer um que Alexandre de Moares considere, um agressor contra a Corte, a seu bel prazer, a qualquer tempo.
Assim, em razão do colega, o ministro Flavio Dino, ter sido citado na publicação do jornalista Luis Pablo, que denunciou o uso indevido de familiares dele em veículos do Tribunal de Justiça do Maranhão, Moares determinou à Policia Federal, de forma extremamente arbitraria, que o jornalista fosse investigado.
Esse ato causou estranheza e indignação, por ferir o livre e constitucional 
exercício da profissão de jornalista.
Ainda mais utilizando-se de um inquérito que nem deveria mais existir.  
Ainda que os ministros, que compõe a Corte, não demonstrem reconhecer uma crise institucional, há uma extrema tensão entre eles e divisões internas.
Tudo começou com o presidente da Corte, Edson Fachin, propondo um Código de Ética, que foi rechaçado de pleno por seus colegas.   
Mas, foi o suficiente para tirar a relatoria do caso Master das mãos de Toffoli.
O mesmo Fachin insistiu, em declarações publicas, que ha a necessidade de autocontenção dos membros do Supremo.
Afirmou que autocontenção não é fraqueza, é respeito à separação entre os Poderes, conforme consta na Constituição, cuja defesa é atribuição do próprio Supremo.
Precisando de fatos positivos para melhorar a imagem do Supremo, foi a vez do ministro Flavio Dino, que decidiu, antes tarde do que nunca, que a aposentadoria compulsória, com afastamento remunerado, não deve ser aplicada como punição a juízes e que infrações graves devem ser sancionadas com a perda do cargo.
Revindicação que ha muitos anos era pleiteada pela opinião publica consciente.
Tudo isso merece aplauso, mas a opinião publica somente se sentira, novamente, confiante no Supremo, com o afastamento definitivo de Toffoli e Moraes. 
Que poderá ser feito por vontade própria deles, com pedido antecipado de aposentadoria, ou, pela força, se  houver maioria na próxima legislatura do Senado, que os leve a um impeachment.
  






segunda-feira, 16 de março de 2026

Homofobia não, ciência sim!



Excelente, apropriado e tempestivo o artigo de Lygia Maria.
Essa discussão de gênero tornou-se uma ideologia negacionista contra a ciência.Quanto ao que você quer fazer de seu corpo é um direito seu e ninguém pode repudia-lo por isso.
Não sou homofóbico.
Tenho amigos e parentes que são LGBT e tenho bom relacionamento com eles.
Mas, homem é homem.
Mulher é mulher.
Ponto.
Publico-o a seguir








domingo, 15 de março de 2026

Chega de golpes!




A republica brasileira, ao longo de sua existência, sempre teve tentativas de golpes.
As revoluções ou golpes de estado, no Brasil, sempre foram resultados de insatisfações no pais, que viam a violência como único meio de resolver esses problemas, ao invés de adotarem meios civilizatórios.
A própria republica não foi um anseio popular de mudança de regime.
O povo estava satisfeito com o Império.
Mas, havia uma insatisfação das elites contra o Império, que, através da Princesa Isabel, promulgou a Lei Áurea e acabou com a escravidão no Brasil.
O resultado foi um golpe militar, que proclamou a republica no Brasil. 
Estabelecida a republica, inicialmente, foram dois primeiros Presidentes militares. Em seguida, foi a vez dos civis assumirem a presidência, sendo Prudente de Morais o primeiro civil. 
A partir do presidente Campos Sales foi estabelecida a politica cafe com leite, na qual se revezavam, como Presidentes da Republica, políticos paulistas e mineiros. 
Essa politica despertou um descontentamento no país, que foi se avolumando.
Quando o presidente Washington Luis, paulista, rompeu com essa pratica, indicando como seu sucessor não um mineiro, mas Julio Prestes, um paulista, primeiro os políticos mineiros ficaram indignados.
Mesmo assim, houve uma eleição, da qual Julio ganhou contra Getulio Vargas, então governador do Rio Grande dos Sul.
Inconformado com o resultado da eleição, que dizia ter sido fraudada, Getulio Vargas iniciou uma articulação armada para dar um golpe de estado, conhecido como Revolução de 1930, ano em que tomou o poder da republica.
Getulio teve apoio, dessa iniciativa, de políticos de outros estados, como os de Minas Gerais e da Paraíba. 
Foi assim iniciado o envio tropas militares insurgentes do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais, que  se dirigiam à capital federal, que era no Rio de Janeiro, para derrubar Washington Luis.
Enquanto os insurgentes estavam em confronto com tropas federais, generais, que estavam no Rio de Janeiro,  derrubaram o governo, prendendo o presidente, assumindo o poder, através de uma junta militar, impedindo a posse do presidente eleito Julio Prestes e, em seguida, empossando Getulio Vargas no poder.
A partir do fim da ditadura Vargas, em 1945, muitas crises políticas ameaçaram a estabilidade da  republica. 
Ate que o presidente Jânio Quadros, que se isolara no poder, decidiu renunciar, em 1961.
Suspeita-se que essa renuncia tinha como objetivo uma tentativa de golpe de estado, pois como os militares consideravam o vice de Jânio, João Goulart, um comunista, haveria uma recusa do Congresso à renuncia e assim Jânio retornaria ao poder mais fortalecido e, quiçá, fecharia o Congresso.
Só que o Congresso, que não tem tolo entre o seus, aceitou a renuncia.
Os militares ficaram insatisfeitos e tentaram impedir a posse de João Goulart. 
Como ele estava em viagem para a China, houve tempo suficiente para encontrarem uma solução.
Jango tomou posse sob a republica parlamentarista, na qual seus poderes foram reduzidos!
Esse modelo mostrou-se instável, pois havia muita troca de ministros, criando descontentamento entre os políticos e insatisfação popular.
Assim, em 1963, foi realizado um referendo popular, que teve votação esmagadora a favor do retorno do presidencialismo.
Com isso, João Goulart retomou seus amplos poderes presidenciais, aproximou-se da esquerda, causando instabilidade no país.
As forças conservadoras reagiram e queriam seu impeachment, como exigia o então governador de São Paulo, Ademar de Barros.
A crise politica foi aumentando, com uma crescente oposição à João Goulart.
A população foi convocada para ir às ruas, demonstrar seu descontentamento 
com o governo, culminando com a criação da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, para legitimar uma intervenção militar.
O resultado dessa insatisfação levou à revolução de 1964.
Novamente, os militares derrubaram o presidente, formaram uma junta provisoria e acabaram por empossar o Marechal Castelo Branco como presidente.
Apos 21 anos no poder, os militares devolveram o poder aos civis, que vinha tranquila, ate que foi eleito presidente Jair Bolsonaro.
Durante seu mandato, insinuou que daria um golpe de estado, mas nunca o tentou além de um planejamento mal sucedido.
Com isso ganhou corpo, como defensor da democracia, o Supremo Tribunal Federal.
Diante de tanto poder, este se corrompeu, através de decisões, que ultrapassaram seu desígnio constitucional, a ponto de ser dito, entre o povo, que ha uma ditadura de toga. 
A situação piorou com suspeitas de envolvimento dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o golpistas financeiro Vorcaro, dono do banco Master, que causou um enorme prejuizo entre seus investidores.
Essa situação de descontentamento contra o Supremo vem se avolumando e, neste momento, há uma crise institucional, que poderá levar o Brasil a resolver seu descontentamento, como sempre o fez, ao longo da republica, com um golpe de estado.
O brasileiro é um povo movido por reações emotivas.
Então é preciso que os mais racionais, que estejam em cargos superiores do poder, façam com que esses ministros sejam, no minimo, afastados, definitivamente, de seus cargos, numa tentativa de aplacar essa revolta e evitar-se mais uma ruptura na democracia.
Chega de golpes!

 



sábado, 14 de março de 2026

O duelo que ainda pode ser evitado



O o ex-presidente Jair Bolsonaro, desde sua eleição, em 2018, questionava o sistema eleitoral, contestando a apuração das urnas eletrônicas e o resultado das eleições, apesar de ter sido eleito dessa forma, por suspeitar que o TSE manipulava os resultados a favor do PT.
Havia uma razão para isso.
A eleição, de 2014, ganha por Dima Rousseff, do PT, fora contestada pelo candidato derrotado Aécio Neves, do PSDB, que se apoiava em teorias conspiratórias, que circulavam na internet, de que a eleição fora fraudada.
Embora, tanto o PSDB, quanto Aécio, tenham protocolado pedido de auditoria sobre a apuração da contagem de votos, acabaram acatando a decisão do TSE de que a eleição fora legitima, não se alongando na discussão do tema.
Entretanto, essa manifestação serviu para aumentar a tese bolsonarista de que havia fraudes nas apurações das eleições. 
Essa bandeira de fraude nas urnas eletrônicas, que Jair Bolsonaro assumiu, tinha como base mentiras e desinformações, que ele divulgava com tanta convicção que teve boa aceitação em milhões de eleitores, que o apoiavam.
Aliada à rejeição, que havia contra o PT, Jair se elegeu.
Na presidência, Jair Bolsonaro recrudesceu suas criticas ao TSE e a estendeu ao Supremo, que atuava no combate a diversas ações, discursos  e medidas
praticadas por ele, como:
A divulgação de "fake news", que se dizia serem feitas pelo gabinete de ódio instalado no Planalto, sob a regência de Bolsonaro, que entre outros temas, continuava a questionar a legitimidade das urnas eletrônicas, sem apresentar provas.
Os atos anti democráticos praticados por Bolsonaro em discursos, que ameaçava não cumprir decisões judiciais, e atos, como, por exemplo, o desfile, intimidatório, de tanques, na véspera da eleição do voto impresso, pelo Congresso.    
Além de ataques diretos aos membros do Judiciário, em especial Alexandre de Moraes, a quem chamava-o de canalha.
Esse embate, entre Jair Bolsonaro e o Supremo, provocou uma reação deste, que antevendo uma ameaça à democracia por aquele, fazendo com que o Supremo intervisse, realmente, nas eleições, de 2022, anulando as condenações à Lula, objetivando estabelecer a condição de um candidato apto a derrotar Bolsonaro nas urnas. 
Apesar de Lula não ter numero de votos suficientes para eleger-se, os chamados votos pêndulos, que deram vitoria a Bolsonaro, em 2018, votaram em Lula, elegendo-o presidente.
Isso aconteceu porque Bolsonaro conseguiu construir uma rejeição contra ele mesmo, através de suas falas negacionistas, em especial sobre a pandemia, quando se expressou de maneira não adequada à postura de um presidente.
Jair Bolsonaro tinha intenções de uma revanche contra Lula, nas eleições de 2026, mas foi impedido pelo Supremo, que o condenou à prisão pela trama golpista, num processo com rito acelerado para esse intento.
Impedido de se candidatar Jair indicou seu filho Flavio.
Isso colocou os eleitores diante de uma escolha, não de candidatos com boa aceitação, mas de candidatos com altas taxas de rejeição.
Lula tem 46% e Flavio 45%. 
Apesar de haver outros candidatos aptos a concorrer, como os três do PSD de Kassab, os dois candidatos, nas pesquisas, aparecem como os mais fortes.
Isso porque, devido à rejeição, ha os pêndulos, que votariam em Lula para impedir que um Bolsonaro volte ao poder, e os pêndulos, que votariam em Flavio para impedir a reeleição de Lula.
Se fosse quebrada a opção da volta de um Bolsonaro ao poder, provavelmente, Lula não conseguiria se reeleger contra um candidato, que não estivesse nesse ambiente de duelo politico.
Há um cansaço do eleitor na forma de Lula governar.
Sua gastança além do orçamento, fez com o que o Banco Central elevasse os juros da Selic a  15% ao ano, o suficiente para causar estragos dramáticos junto a empresas, que recuaram seus investimentos, ou, na pior situação, entraram em processos de recuperação judicial.
Esse estresse empresarial acabará por trazer menor crescimento econômico e ate uma aumento na inflação.  
Há uma maneira de acabar com a potencia de Flavio.
E, mais uma vez, com a intervenção do Supremo no processo eleitoral.
Bastaria Dias Toffoli e Alexandre de Moares afastarem-se, em definitivo, do Supremo, antes de abril de 2026.
Dá tempo.
Isso aliviaria a pressão contra eles e contra o Supremo, pois uma vez os dois neutralizados, acabaria o discurso de Flavio de impeachment contra, no minimo, os dois.
Acabaria o duelo, que, também, já cansou os eleitores e o Brasil poderia seguir seu rumo com novas perspectivas.















quarta-feira, 11 de março de 2026

A gastança de Lula!


O modelo de desenvolvimento econômico, que o presidente Lula defende, basicamente, se apoia na manutenção de estatais e na gastança além do que o orçamento determina.
Na verdade, Lula gostaria, mesmo, era de aumentar o numero de estatais, porém não encontra apoio politico no Congresso.
Embora aja parcela significativa de congressistas, que desejam a privatização da maioria das estatais existentes, prevalece a vontade de Lula de mante-las, até porque os congressistas as utilizam para fazer nomeações de correligionários.
Quanto a gastança, Lula acredita na teoria desenvolvimentista keynesiana, que diz que o aumento dos gastos públicos é o motor fundamental para estimular a economia e promover o desenvolvimento econômico e social.  
O resultado dessa gastança desenfreada fez com que houvesse um crescimento do endividamento, catapultando a divida federal para 85% do PIB.
Para evitar que, junto com o endividamento, a inflação disparasse, o Banco Central foi obrigado a elevar os juros da Selic para 15% ao ano.
Criando, inclusive um paradoxo.
Um molha, Lula, e o outro enxuga, o BC.
Ou seja, o Estado, além de ter gastos acima do orçamento, tem que pagar juros altos, aumentando ainda mais a divida interna.
O interessante de tudo isso é que o presidente Lula é muito criticado pela direita, com razão.
Mas, essa mesma direita, em especial aquela que venera a ditadura militar, parece desconhecer que, na ditadura, o governo utilizava-se do mesmo conceito que Lula adota.
Todo aquele desenvolvimento celebrado, que ocorreu, com mais enfase, durante o governo Médici, aconteceu em função de um endividamento externo.
Naquela época, os grandes produtores de petróleo enriqueceram.
Como não tinham o que fazer com o dinheiro arrecadado, os chamados petro-dólares, resolveram emprestar aos países pelo mundo, com juros tentadores.
O Brasil, diante dessa facilidade, captou esse recursos e fez uma gastança em obras publicas, de tal envergadura, que havia empregos sobrando, a renda dos trabalhadores era boa, alavancando um desenvolvimento econômico e social, ate hoje lembrado. 
Saliente-se que não havia a roubalheira, que assistimos em governos civis posteriores.
De outro lado, durante o governo Geisel, foram criadas mais estatais que os governos Lula e Dilma juntos.
A teoria era de que as estatais mantinham altos investimentos para sustentar o crescimento econômico.
O resultado desse desenvolvimento insustentável foi que o Brasil teve um aumento fabuloso na divida externa, que obrigou os presidentes civis, que sucederam a ditadura, a recorrer ao FMI.
Como na época da ditadura o Banco Central não era independente, não foi possível frear a inflação com juros altos da Selic.
Outro resultado, dessa euforia nos gastos, foi que a inflação disparou, chegando a uma hiperinflação em que os preços, nos supermercados, eram atualizados diariamente, quando não duas vezes ao dia.
Lula parece desconhecer os erros, na economia, da ditadura militar.
Na verdade, sua lembrança é de seu primeiro mandato, quando, também, quis adotar a teoria keynesiana, mas deu certo.
Deu certo porque o mundo vivenciava um desenvolvimento econômico fabuloso e o Brasil estava preparado para exportar.
Lula não precisou endividar o Brasil externamente.
Havia uma enxurrada de dólares entrando na economia brasileira, que possibilitou
Lula fazer sua gastança, promovendo um extraordinário desenvolvimento 
econômico, que, também, até hoje, é lembrado. 
Saliente-se que, como sobrava dinheiro, houve uma disparada dos políticos em locupletar-se. 
Assim, chegamos com Lula em seu terceiro mandato.
Sua memoria de desenvolvimento era do seu primeiro mandato.
Lula quis repetir a gastança, mas, desta vez, se apoiou no endividamento interno e no aumento da carga tributária.
A inflação só não disparou porque o Banco Central tem autonomia.
Caso contrario, assistiríamos ao mesmo filme da ditadura militar.



 

terça-feira, 10 de março de 2026

Oferenda para ganhar eleição!

 


Lula, como a maioria das celebridades sofre do mal do ego inflado.
Como acontece com  a maioria dos políticos, aqui e no exterior!
Na verdade, para impulsionar a carreira é preciso ser determinado e ter uma alta dose de obstinação.
Os obstáculos são muitos.
Lula sofreu uma grande derrota em sua carreira, ao ser julgado por corrupção e ser preso.
Entretanto, não se abateu.
Soube se articular o suficiente para ser prestar a ser útil a Alexandre de Moraes, que se encontrava numa disputa com o presidente Jair Bolsonaro e queria impedi-lo de se reeleger em 2022.
Moraes e demais ministros enxergaram em Lula a pessoa em condições de atingir o objetivo de derrotar Bolsonaro numa eleição.
Voltando no tempo para 2018, Lula era candidato a presidente, quando foi decretada sua prisão.
Como ficou impedido de continuar candidato, Lula convocou Haddad para substitui-lo.
Não como um herdeiro politico.
Aliás, Lula nunca pensou em construir um herdeiro para sucede-lo.
Outro defeito de Lula.
A intenção era tão somente usar Haddad para manter viva a imagem de Lula,  junto aos eleitores petistas.
Lula tinha certeza que Haddad não teria condições de se eleger.
E nem queria que isso acontecesse.
Tinha más lembranças da experiência anterior, quando escalou Dilma para sucede-lo, apos dois mandatos, com a intenção de ao final do governo dela, ele se candidatar, novamente, e voltar ao poder.
Mas, foi surpreendido com a vontade de Dilma de se reeleger.
Nesse momento, em que Lula poderia encerrar, por cima, sua carreira politica, abrindo mão de sua candidatura para uma nova liderança petista, o ego o impede de faze-lo.
Talvez, por estar com a idade avançada, pode ate preferir morrer no cargo, pois o transformaria em uma figura histórica, criando um legado de "martírio" ou "dedicação extrema".
Mas, seus planos correm sérios riscos de uma derrota eleitoral.
Flavio Bolsonaro, que ate então era apenas uma especulação do pai Jair, que também sofre do mesmo problema de ego, que Lula tem, começou a ameaçar a supremacia de Lula na eleição.
As ultimas pesquisas sugerem um empate técnico entre Flavio e Lula, que ate então não aparecia.
Mas, não é só isso.
Tem a questão do INSS e do banco Master, que podem causar-lhe incômodos.
Embora tenha resolvido o problema dos aposentados e pensionistas, recompondo os prejuízos, que sofreram, ha suspeitas de que seu filho Lulinha se beneficiou da fraude cometida contra o INSS.
Com relação ao banco Master, ha relações suspeitas do dono, Vorcaro, com políticos petistas, como Jacques Wagner, Rui Costa, Guido Mantega e Ricardo Lewandowsky.
Mas, o que esta causando mais estragos é o envolvimento de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com Vorcaro.
Ambos já eram vistos como "sócios" do governo Lula.
Moares porque virou o herói do PT, ao condenar o inimigo politico, Jair Bolsonaro, à prisão.
E Toffoli, por suas antigas ligações intimas com o PT.
Ha ainda o fator economia, que impediu reeleições de outros candidatos.
O risco de uma alta inflacionaria, causada pela alta do preço do petróleo e seus derivados, em consequência do conflito de Israel e Estados Unidos contra o Irã, esta presente.
Para tentar superar todos esses problemas, Lula terá que fazer uma oferenda aos deuses da eleição.
Novamente, convocou Haddad para ser abatido, desta vez, por Tarcísio, na eleição de governador do estado de São Paulo.
Mas, não é em vão.
Haddad puxa votos.
No ultimo embate que Haddad teve contra o mesmo Tarcísio, no segundo turno, Tarcísio venceu com 55,34% dos votos válidos, mas Haddad, mesmo perdendo, conquistou 44,66%
Essa votação de Haddad pode se repetir, fazendo com que os votos dos paulistas, novamente, ajudem Lula a vencer, como aconteceu em 2022.
O problema sera para Haddad, que colecionará derrotas atras de derrotas, que poderá criar-lhe a pecha de perdedor de eleições e impedir que possa ser o herdeiro de Lula em 2030.