Em 2025, havia uma grande expectativa da direita em ter como candidato a presidente da republica em 2026 o governador Tarcísio de Freitas, que mostrava-se, com cautela, disposto a essa missão.
Sua eleição para governador de São Paulo, em 2022, foi basicamente por indicação do então presidente Jair Bolsonaro, que tentava sua reeleição.
E não foi o único eleito como governador, senador ou deputado federal sem a chancela de Jair.
Muitos deles, sem esse apoio explicito, certamente, não seriam eleitos, pois muitos eram desconhecidos do eleitor.
Tarcísio reconhecendo a dependência total de nova chancela de Jair Bolsonaro, para que herdasse deste os potenciais votos, que as pesquisas demonstram que Jair tem, ele agiu com cautela na decisão de aceitar sua candidatura a presidente.
Aguardou, pacientemente, a manifestação de Jair.
Entretanto, Jair, surpreendentemente, lançou a candidatura de seu filho Flavio Bolsonaro, fazendo com que Tarcísio recuasse de sua candidatura a presidente e decidisse se colocar como candidato a reeleição a governador.
Embora parecesse surpreendente, a decisão de Jair, para quem conhece sua maneira de pensar, não causou nenhuma surpresa.
Flavio Bolsonaro só é candidato porque é filho de Jair!
Jair quando fala da defesa da família, ele esta falando da sua e com seu sangue.
Por isso, sua esposa Michelle nunca teve alguma chance de ser escolhida como candidata a vice de Tarcísio, como se especulava à época, para que a marca família Bolsonaro estivesse presente na eleição presidencial.
A decisão egoísta de Jair fez com Flavio Bolsonaro não conquistasse apoio dos partidos do Centrão, que apoiavam Tarcísio.
Flavio não conseguiu liderar nenhuma coligação que lhe desse mais amplitude em sua candidatura.
Diante desse isolamento, mas com intenções de votos que podem leva-lo ao segundo turno, Flavio ressente do apoio do apoio explicito tanto de Tarcísio, de Michelle e de Nikolas Ferreira.
Aliás, com Michelle, Flavio teve um entrevero, que arranhou sua candidatura, mas foi debelada a crise por intervenção exitosa do presidente do PL Valdemar Costa Neto.
O fato é que Michelle, como muita gente, não tinha engolido a opção Flavio que Jair fez.
Ainda que nunca tenha sido dito, de maneira explicita, que Tarcísio seria o candidato da direita em 2030, ele nutre essa expectativa, com a perspectiva de que a partir de 2030 Lula encerraria de vez sua vida politica e ficaria mais fácil ele ganhar a eleição.
Mas, ha um outro problema.
Se Flavio Bolsonaro ganhar a eleição em 2026, certamente, ele será o candidato da direita para reeleição, escanteando Tarcísio mais uma vez.
Flavio parece que entendeu que Tarcísio, não declaradamente, faz corpo mole em apoia-lo, com base nas premissas acima.
Assim, Flavio teria tido uma ideia esperta.
Segundo fala-se nos bastidores, Flavio, para obter o apoio mais firme à sua candidatura, teria dito a Tarcísio que se ele ganhasse em 2026 não concorreria a eleição em 2030.
Flavio pode querer ser esperto, mas Tarcísio não é bobo.
Ate porque há um precedente.
Quando Lula convidou Dilma para ser a candidata em 2010, havia um acordo para que ela não tentasse a reeleição em 2014, para que ele Lula retornasse ao poder.
Só que, como todos que chegam ao poder, Dilma sentiu cocegas em manter-se no cargo e rompeu o acordo, aborrecendo Lula, que, mesmo assim, não deu recibo de otário.
É impressionante como a família Bolsonaro, por todas suas espertezas que fizeram, acabam, no final, dando-se mal.
Basta ver o inacreditável fato de Jair Bolsonaro estar preso, por não ter avaliado que depois que saísse da presidência, pelo fato de ter fustigado Alexandre de Moraes, enquanto tinha poder, seria, inquestionavelmente, alvo de uma vingança dele, como de fato aconteceu.
Jair quando fala da defesa da família, ele esta falando da sua e com seu sangue.
Por isso, sua esposa Michelle nunca teve alguma chance de ser escolhida como candidata a vice de Tarcísio, como se especulava à época, para que a marca família Bolsonaro estivesse presente na eleição presidencial.
A decisão egoísta de Jair fez com Flavio Bolsonaro não conquistasse apoio dos partidos do Centrão, que apoiavam Tarcísio.
Flavio não conseguiu liderar nenhuma coligação que lhe desse mais amplitude em sua candidatura.
Diante desse isolamento, mas com intenções de votos que podem leva-lo ao segundo turno, Flavio ressente do apoio do apoio explicito tanto de Tarcísio, de Michelle e de Nikolas Ferreira.
Aliás, com Michelle, Flavio teve um entrevero, que arranhou sua candidatura, mas foi debelada a crise por intervenção exitosa do presidente do PL Valdemar Costa Neto.
O fato é que Michelle, como muita gente, não tinha engolido a opção Flavio que Jair fez.
Ainda que nunca tenha sido dito, de maneira explicita, que Tarcísio seria o candidato da direita em 2030, ele nutre essa expectativa, com a perspectiva de que a partir de 2030 Lula encerraria de vez sua vida politica e ficaria mais fácil ele ganhar a eleição.
Mas, ha um outro problema.
Se Flavio Bolsonaro ganhar a eleição em 2026, certamente, ele será o candidato da direita para reeleição, escanteando Tarcísio mais uma vez.
Flavio parece que entendeu que Tarcísio, não declaradamente, faz corpo mole em apoia-lo, com base nas premissas acima.
Assim, Flavio teria tido uma ideia esperta.
Segundo fala-se nos bastidores, Flavio, para obter o apoio mais firme à sua candidatura, teria dito a Tarcísio que se ele ganhasse em 2026 não concorreria a eleição em 2030.
Flavio pode querer ser esperto, mas Tarcísio não é bobo.
Ate porque há um precedente.
Quando Lula convidou Dilma para ser a candidata em 2010, havia um acordo para que ela não tentasse a reeleição em 2014, para que ele Lula retornasse ao poder.
Só que, como todos que chegam ao poder, Dilma sentiu cocegas em manter-se no cargo e rompeu o acordo, aborrecendo Lula, que, mesmo assim, não deu recibo de otário.
É impressionante como a família Bolsonaro, por todas suas espertezas que fizeram, acabam, no final, dando-se mal.
Basta ver o inacreditável fato de Jair Bolsonaro estar preso, por não ter avaliado que depois que saísse da presidência, pelo fato de ter fustigado Alexandre de Moraes, enquanto tinha poder, seria, inquestionavelmente, alvo de uma vingança dele, como de fato aconteceu.