Há um discurso fantasioso de que se Flavio Bolsonaro ganhar, como ira, o Brasil vai virar colonia americana.
Acabou colando na cabeça de muita gente.
É natural que aja essa percepção devido às tratativas de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, em 2025, que conseguiram sensibilizar Trump a impor o primeiro tarifaço aos produtos exportados pelo Brasil aos EUA.Dai, advêm o raciocínio de que será cobrada uma fatura de Trump contra Flávio Bolsonaro, com a entrega dos minerais raros aos EUA.
Entretanto, é um pensamento sem fundamentos.
Na sequencia, por pressão do povo americano, Trump recuou da taxação numa lista de produtos que causavam inflação nos preços de produtos importados e consumidos pelo americano comum.
Meses depois, Trump, através de conversas com Lula, acabou relaxando um pouco mais, ate que a Corte americana julgou ilegal aquela taxação.
O fundamental disso tudo foi que o objetivo daquele tarifaço acabou não ajudando em nada a suspensão do julgamento, que acabou com a condenação de Jair Bolsonaro à prisão.
Portanto, não ha fatura a ser cobrada.
Ah! Mas, há uma ideologia de direita que Flavio compartilha com Trump.
Refletindo sobre essa questão, por acaso, o Brasil virou colonia chinesa só porque Lula se aproximou mais de Xi Jinping, de quem teria um compartilhamento de ideologia politica?
Claro que não.
Foi graças à aproximação comercial com a China que o agronegócio brasileiro se tornou poderoso através da exportação de produtos para a China.
A China é o principal destino das exportações brasileiras, respondendo por quase 33% das vendas externas do país, enquanto os Estados Unidos representam quase 10%.
Certamente, o futuro presidente Flavio Bolsonaro não será maluco de brigar com a China e perder esse alto parceiro comercial, em prejuizo do agronegócio.
O Brasil não tem um dono.
A República brasileira, com suas instituições capengando, ainda tem autonomia individual com força de impedir que alguém se árvore dono do país e faça tolices.
Dilma e Jair Bolsonaro, cada um por razões próprias, que o digam.
O fato de um governo ser mais próximo de outro só acontece por interesse comercial.
Lula também não se afastou dos EUA, apesar da aproximação com a China.
Ao contrario, quis manter boas relações comerciais com Trump.
Se Flavio se aproximar mais dos EUA é bom, pois é um pais que se sempre foi amigo e investiu muito por aqui.
Essa conversa de colonização, me faz lembrar de quando era adolescente e ouvia narrativas sobre o imperialismo americano, enquanto a esquerda da época bradava Fora Ianque!
Mas, o que de fato aconteceu é que houve maciço investimento dos americanos no Brasil, que geraram emprego e renda para os brasileiros e não houve submissão nenhuma.
Para finalizar, nem D. Pedro I que era filho do rei de Portugal quis continuar como colonia portuguesa e proclamou a Independência!
Então, meu amigo, reflita melhor para não cair nessa conversa fiada!
Sei que alguns ainda não ficarão satisfeitos com as explicações que dei.
Trarão à tona a questão da Venezuela, para argumentar sobre a dominação dos EUA nas Américas.
Trump, pessoalmente, quer ganhar dinheiro em tudo.
É o maior corrupto dos presidentes americanos.
Faz tudo não por ideologia politica.
Mas, por dinheiro.
Não quer tornar a Venezuela uma colonia.
Se tivesse ambição de colonizar tirava a Delcy Rodríguez e colocava um interventor americano, como faziam os colonizadores espanhóis e portugueses no passado.
O que aconteceu é que a falsa vice, oportunista que é, atende as demandas americanas para se manter no poder.
Ela não esta la democraticamente, provando que Trump nunca esteve nem ai para que a Venezuela voltasse a ter uma democracia.
É puro interesse financeiro, para não dizer que esta se apropriando criminalmente do petróleo venezuelano.
Bem diferente da condição e Flavio que se eleito, e sera, não precisara de Trump para se manter no poder.
Com Flavio, como disse antes, ele não precisa da chancela de Trump para continuar no poder.
Vai precisar, sim, se compor com os políticos no Brasil, como todos os presidentes fizeram, para se manter no poder e conseguir impor parte de sua agenda politica..
Para finalizar, Milei, da Argentina, se aproximou de Trump por ideologia politica.
Trump chegou a interferir nas eleições parlamentares argentinas, com a promessa de um empréstimo de US$ 20 bilhões, como socorro cambial, condicionado à vitoria de apoiadores de Milei no Parlamento argentino, que acabou acontecendo.
Embora com a ajuda dada, com uma redução para US$5 bilhões, não houve submissão da Argentina aos EUA.
Mesmo com o envio de tropas americanas e equipamentos militares para países
da a América Latina, em outubro de 2026, sob a justificativa de combater o narcotráfico e os cartéis de drogas na região, os países contemplados como Panamá, Colômbia, Equador e Honduras, não foram por imposição, mas para atender pedidos dos respectivos países.
Diante disso, não vejo razão para preocupação para mais uma narrativa eleitoreira de Lula, que tenta ganhar votos com esse papo de soberania nacional.