A democracia encontra-se ameaçada em vários países pelo mundo.
Suas causas foram analisadas no livro "Como as Democracias Morrem", de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt, que alerta que democracias hoje morrem não nas mãos de generais, por golpes militares.
Isso é coisa do passado.
O retrocesso democrático, hoje, começa nas urnas e vai morrendo lentamente pelas mãos de líderes eleitos, sejam presidentes ou primeiro-ministros, que subvertem o próprio processo que os levou ao poder.
Como explica o livro, os falsos democratas subvertem instituições, rejeitam regras democráticas e atacam oponentes, usando a legalidade para corroer o sistema por dentro.
O autoritarismo que esses políticos golpistas mostram esta na negação da legitimidade das regras do jogo democrático, como assistimos quando o presidente Jair Bolsonaro, em defesa da democracia, subvertia a realidade,
afirmando que as urnas eletrônicas eram manipuladas pelo TSE, mesmo sem nunca ter conseguido provar isso.
Na verdade, esse era o pretexto para seu pretendido golpe de estado que, felizmente, não obteve exito.
Digo mais, não o conseguiu não por falta de vontade, mas por incapacidade intelectual.
Ele foi apenas mais um personagem nesse processo que, como dizem os golpistas, que se frustaram com ele, agiu como um frouxo.
Entretanto a erosão à democracia brasileira não começou nem cessou com Jair Bolsonaro, mas está apoiada na corrupção e na impunidade.
Portanto, não é apenas no campo politico.
Avança, também, no Poder Judiciário, com, por exemplo, venda de sentenças.
No âmbito politico, a corrupção, que se sempre existiu, em doses menores, ganhou grandeza nos dois primeiros governos de Lula, quando quase todos os partidos políticos, em especial o que integram o atual "Centrão", se aliaram ao PT e participaram do Mensalão e do Petrolão.
Mesmo com muitos políticos presos, conseguiram dar a volta por cima e continuam, ate hoje, com poder.
Essas lideranças fizeram parte do governo Bolsonaro e continuaram no governo Lula III.
O objetivo deles não é apoiar o governo para construir um Brasil melhor.
Aparelham as Instituições Publicas para se fortalecerem e continuarem no poder.
O resumo disso tudo é que diante desse descalabro, como tantos outros que assistimos no cenário politico nacional, acabam por fazer com que a população, aos poucos, aceite um novo politico "salvador da pátria" contra todo esse sistema corrupto.
Como o fez elegendo Collor e, depois, Jair Bolsonaro, que foi eleito com esse mote de acabar com o PT, que demonizava, mas eleito e no poder, revelou seu verdadeiro intento de ser ditador.
O caso, agora, revelado de que o senador Ciro Nogueira tentou aprovar uma emenda na Constituição, que aumentaria o valor do Fundo Garantidor de Credito, de R$250 mil para R$1 milhão, trata-se de mais um caso de corrupção estrondoso.
Ciro Nogueira não o fez pensando no pequeno investidor, que nunca iria dispor de R$1 milhão para aplicar, mas atendendo pedido de Daniel Vorcaro para que este pudesse potencializar o golpe financeiro, que estava dando.
Caso lograsse exito, o rombo financeiro que acabou acontecendo, mas nos limites inferiores, teria sido catastrófico para o sistema financeiro como um todo.
Na verdade, seria pior, pois na tal emenda era previsto que caberia ao Banco Central honrar o pagamento das indenizações, jogando no colo do contribuinte o custeio do golpe.
A corrupção que envolve Ciro Nogueira, como indica a investigação da Policia Federal, era feita através do recebimento de mesada, além de morar em casa de propriedade de Vorcaro e ter suas contas pagas por ele.
Ciro Nogueira é apenas mais um personagem que age para a corrosão da democracia.
Deverão surgir outros tantos na investigação do banco Master.
A pergunta que fica é como barrarmos essa erosão democrática?
Respondo.
Usando a própria democracia.
Temos que parar de votar no menos pior e nos congressistas, cujo pensamento desconhecemos, mas votamos neles porque são celebridades ou tem poder.
Tanto o poder, como a fama, são efêmeros.
Eles só tem validade enquanto estiverem o exercendo.
No dia seguinte da perda do poder ou da fama, vira um cidadão comum, igual a todos nós.
Repito.
Sejamos consciente na próxima eleição.
Caso contrario, o livro nos determina nosso fim.
Certo! Isso mostra que o poder é o encarceramento do povo é a ambição de qualquer suposto líder! O poder é a maldição da humanidade? Seria bom olharmos o que está acontecendo na China, Rússia, Coreia do Norte, Cuba, Oriente, para termos melhor compreensão sobre poder e ditadura que tiram a liberdade do cidadão.
ResponderExcluir