quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Minha filha Michelle, uma guerreira contra o câncer!




Michelle resolveu trocar de estilo de vida profissional.
Deixou seu emprego como Designer na VIVO para se dedicar a Yoga e tornar-se professora autônoma.
Com isso, perdeu seu plano de saúde.  
Foi quando tudo começou.
Ela sentia falta de ar, durante os exercícios, que fazia nas aulas de Yoga.
Quando ela mais ela precisou do plano de saúde, para fazer uma consulta, não tinha um.
Ela achou que estava com asma e iniciou um tratamento com bombinha.
Ate que em 2020, como a falta de ar persistia, decidiu ingressar no plano de saúde da Prevent Sênior.
Uma medica requisitou que fizesse uma tomografia de tórax.
Feita a tomografia, foi diagnosticado que a falta de ar era causada por um tumor cancerígeno na traqueia, próximo ao pulmão, que estava estrangulando a passagem de ar, a asfixiando e a levaria a morte em pouco tempo. 
Entretanto o plano estava em período de carência.
Mesmo assim, diante do resultado alarmante da tomografia a Prevent a internou no Hospital Dubai, imediatamente, e a submeteu a uma cirurgia para desobstrução da traqueia. 
Tivemos que pagar o custo da internação e cirurgia, ainda que com desconto da Prevent, que nos atendeu com humanidade.
Na sequencia, fez 30 sessões de radioterapia. 
Felizmente, ela tem uma família e uma rede de amigos, que deram suporte, acompanhando-a, em revezamento, tanto no hospital, quanto em seu apartamento, onde vive com o filho.
Como ela é profissional autônoma, sem trabalhar, não conseguia recursos.
O suporte também incluiu ajuda financeira, para custear o tratamento hospitalar e, também, para pagar a contas do dia a dia, que não pararam e aumentaram com compras de remédios, suplementos e consultas com oncologista particular, o Dr. Gilberto, do Sírio Libanês.
A partir dai, para acompanhamento do resultado do tratamento na traqueia, ela teve que se submeter a sucessivas tomografias.
Foi, então, detectado vários pequenos nódulos no pulmão.
Ao longo dos últimos anos deu metástase no figado e num dos rins. 
Como ela estava sendo acompanhada pelo Dr. Gilberto, este não adotou o tratamento por quimioterapia convencional, pois não acreditava que trouxesse  resultados promissores.
Assim como a radioterapia, pois como os nódulos eram pequenos, seria difícil atingi-los sem danificar os pulmões.
Assim, o Dr. Gilberto decidiu enviar, para uma Universidade nos EUA, uma lamina com a biopsia do tumor do pulmão, para estudarem a possibilidade de um tratamento por imunoterapia, mas resultou negativamente.
Michelle estava diante de uma situação terrível.
Nenhum tratamento tinha condições de conter o crescimento dos tumores.
Como os tumores eram de crescimento lento a solução foi aguardar que surgisse um novo medicamento.
Mas, um dos tumores do pulmão, que  estava próximo da costela, fez com que Michelle sentisse dores insuportáveis.
Assim, no incio deste ano, o Dr. Gilberto prescreveu primeiro um adesivo a base de morfina, para reduzir o desconforto, e receitou um remédio, em comprimidos, que havia sido lançado no mercado para combater um determinado tipo de câncer.
Como era medicamento novo e, ainda, estava em estudos para combater outros tipos, ele decidiu utilizar, experimentalmente.
Entretanto o remédio custava na faixa de R$25.000,00, por uma caixa com 30 comprimidos, que deviam ser administrados diariamente. 
Conseguimos que a Prevent fornecesse o remédio. 
Assim foi por 4 meses.
O remédio não conteve o crescimento e, pior, causou-lhe debilidade física.
Foi então suspenso.
Como as dores persistiam, o Dr. Gilberto prescreveu sessões de quimioterapia, para combater os tumores e radioterapia focalizada no tumor, que estava encostado na costela, para aliviar a dor.
Ela teve que colocar um tipo de cateter no peito, para receber uma infusão, na clinica da Prevent e, depois, ao longo da semana, receber infusão através de um equipamento portátil junto ao corpo, que continha o remédio, que era bombeado para a veia pelo cateter.
Ela fez uma sessão de quimioterapia e uma sessão de radioterapia.
Isso a debilitou-a a tal ponto que teve que ser internada na unidade Russia da Prevent, onde ficou 12 dias. 
Saiu numa quinta-feira, mas no domingo apresentou febre e baixa oxigenação. Foi internada com pneumonia no Hospital Dubai da Prevent.
Ela tem tido melhoras no estado geral, sob efeito de medicamentos. 
Mas, oscila muito
Cada dia é um novo dia.
Conforme informou a medica para a Cris, minha esposa, a expectativa de melhora da Michelle é baixa. 
Ela não consegue fazer esforço, pois sente falta de ar e o coração acelera. 
Na verdade, Michelle luta duplamente.
Primeiro para se recuperar da debilidade física.
Enquanto isso o câncer continua sem ser combatido e, se recuperando, terá como próximo desafio fazer tratamento quimioterápico e radioterápico. 
Quanto a recuperação física, na vida, tudo pode acontecer.
Eu mesmo fiquei desenganado, quando tive um câncer no figado.
Fiz cirurgia e, no pós operatório, contrai pneumonia e infecção hospitalar dentro da UTI.
Embora com medicamentos de ultima geração para combater a infecção, não melhorava, a ponto de familiares acreditarem que não sobreviveria.
Ate que meu organismo conseguiu reagir e estou vivo ate hoje.
O certo é que nunca se sabe como cada organismo reagirá.
Diante de tudo isso, tenho que agradecer a solidariedade dos parentes e amigos, que estão ajudando muito a Michelle.
A solidariedade é importante, pois, todos precisamos de apoio, independentemente da maneira de como vemos a vida.
Minha maneira de enxergar a vida é realista. 
Assim como a da Michelle.
Isso não impede de termos desejos.
Meu desejo é que Michelle se restabeleça.
Entretanto, nem eu nem ela perdemos a visão da realidade. 
O câncer que ela desenvolveu não tem cura. 
Ainda que tenha desenvolvimento lento, o máximo que ela pode esperar é uma sobrevida ate que se encontre um tratamento definitivo ou ate onde for possível ter uma vida minimamente confortável. 
Portanto, não tenho ilusões de que ela se cure do nada. 
Neste momento, tudo dependerá da reação do organismo dela. 
Determinação para viver ela tem, pois tem um filho de 16 anos e ela gostaria que ele não ficasse órfão de mãe, tão cedo.



4 comentários:

  1. Eu rezo diariamente e acredito na recuperação da Mi!!🙏🙏🙏

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  2. Eu sou suspeita para comentar porque acredito em milagres. Minha filha teve um AVC Que foi considerado caso que iria a óbito isso pois no início de abril deste ano. Ficou em coma induzido três semanas e sem movimentos. Era tubo para todo lado. Foi desesperador. Fizemos uma corrente de oração entre os parentes e amigos e finalmente ela acordou mas parecia que ia ter uma vida vegetativa. tem duas filhas moças e o marido é médico. Para respirar precisou de traqueostemia. Foi recuperando a consciência e precisamos aprender leitura labial porque sua voz não saia. Após três semanas na UTI foi transferida para o quarto normal. Ficou mais 10 dias e como sua voz não saía conseguíamos fazer leitura labial e assim entendemos que ela estava aborrecida A pensar que não poderia mais trabalhar. É uma mulher de muito oração e se uniu a nós mentalmente nas orações. precisou reaprender a mexer braços, mãos, pernas, pés e serviço de fisioterapia, Fono, terapia ocupacional por seus olhos entortaram. depois de seis meses conseguiu voltar para o trabalho com carga menor de trabalho e não foi necessário aposentar-se. Agora foi descoberto o motivo do AVC e ela terá que passar por um procedimento muito raro. A fé dela deu-lhe força de vontade e está bem sendo as dificuldades uma a Uma. Os médicos comentam que ela recebeu a graça do milagre. Sempre contei com isso. Ainda falta a etapa final do procedimento numa válvula do coração. Foi feita muita pesquisa para descobrir o motivo só agora foi eu dado e ela aguarda o procedimento com muita calma. Milagres existem. Maria Alice Rezende de Campos Prado




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  3. Sei que este caminho que você está percorrendo agora é repleto de desafios, medos e dias difíceis. Mas quero que você saiba que, mesmo nas horas mais sombrias, a luz da esperança e da fé brilha intensamente dentro de você.
    A fé é o motor que nos impulsiona para a frente, mesmo quando as forças parecem faltar. É a crença de que existe um poder maior e que, independentemente do que aconteça, você é amada(o) e cuidada(o). A esperança, por sua vez, é a certeza de que dias melhores virão e que a cura é possível.

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  4. Sua filha é uma lutadora! Espero que continue lutando enquanto espera por um remédio que possa surtir efeito. Que a família consiga se fortalecer através do amor que os une.

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