A sociedade brasileira tem uma cultura religiosa predominantemente católica, que traz consigo todos aqueles resquícios dos tempos da Inquisição, misturada com a cultura protestante, que sempre foi pequena.
Nos últimos quarenta anos somou-se a essa cultura os evangélicos neo pentecostais, que estão, ano a ano, ganhando espaço sobre o catolicismo, competindo com ela, em numero de fieis que a seguem.
Entretanto a conquista dos fiéis, que eram católicos, trouxe junto com eles parte dos trejeitos católicos, que se misturaram com os conceitos da nova igreja.
Como todas tem em comum seus próprios dogmas, as religiões cristãs impedem seus seguidores de ter uma visão mais ampla dos problemas que enfrentamos, restringindo-se a interpretações, que são próprias, dependendo das diversas seitas, mas tem como fundo a leitura do livro, que consideram sagrado.
Nos últimos anos, essa sociedade, que ate então era passiva politicamente, passou a dividir-se entre a direita e a esquerda e a defender com mais ardor e paixão suas ideologias.
Além disso, essa sociedade, por deficiências no sistema de ensino e falta de motivação para conquistar alunos interessados em aprender, ampliou, em seu meio, pessoas com baixíssima escolaridade, em todos os níveis sociais.
Somando todos esses ingredientes, o resultado foi uma sociedade que sente dificuldade em desenvolver raciocínios mais elaborados, tonando o exercício da democracia emperrado.
Como vivemos numa democracia, essa sociedade elege representantes políticos, que vem carregados de toda essa cultura, pois são brasileiros, para que façam as discussões que interessam à nação.
Entretanto as discussões politicas tem objetivos difusos, sem objetividade naquilo que importa decidir, misturando em suas decisões conceitos religiosos e ideológicos e suas deficiências intelectuais.
São discussões conflituosas, pois não se busca o consenso, pois cada lado se porta como dono da verdade, na defesa intransigente de sua maneira de pensar.
O resultado leva a sociedade a entrar num circulo vicioso perverso, sem avançar para um mundo melhor, acentuando ainda mais a desigualdade econômica, social e intelectual.
Depois reclamam que a sociedade tornou-se mais violenta e desumana, em absoluta contradição com os preceitos religiosos que professam.
A sociedade brasileira perdeu o sentido do bel e do mal. Infelizmente toda essa liberdade, ideologias, direitos, fizeram com que todos possam ser melhores, entretanto falta entendimento sobre personalidade, intelectualidade e o que é ser honesto. Desde a lei de Gerson estamos caminhando para um abismo sem retorno. Faltam leis e regramento social que deveriam ser ensinados nas escolas, mas ao contrário conseguimos destruir a educação. Será difícil retornarmos ao mundo normal.
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