segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

O outro lado dos desempregados ocultos



Um amigo, empresario varejista no nordeste, apos ler meu artigo sobre "Os desempregados ocultos - reféns de Lula", me procurou para dizer que meus argumentos estão certos, sob um ponto de vista, e errado, noutro.
Como assim?
Ele disse que a estatística do governo está certa, quanto a um baixo nível de desemprego.
Ele, como outros empresários amigos dele, da região, alguns de outras atividades, sentem dificuldades em contratar mão de obra para suas empresas.
Contatei amigos meus, empresários paulistas da área de construção civil, que confirmaram a mesma dificuldade em encontrar pessoal para trabalhar em suas obras.
Meu amigo nordestino disse que, quando encontra candidatos, a maioria não quer ser registrada pela CLT, com medo de perder os benefícios sociais do governo. 
Outros porque estão recebendo auxilio desemprego e não querem perder esse beneficio, se forem registrados.
Complementou dizendo que, no final do ano, por conta do aumento sazonal de vendas e pela escassez de gente disposta a trabalhar registrado, acabou contratando funcionários temporários sem o devido registro formal.   
E ai, disse ele, é que estou certo, quando em meu texto disse: "Outra parte desses assistidos tem outra fonte de renda, os chamados "bicos".
Baseou-se no fato de que, enquanto pensava como agiria, passado o período temporário, se manteria sem registro ou demitiria os temporários, o dilema foi resolvido sozinho.
Os contratados temporários faltavam demais, sem justificativas, ou desistiam do emprego no meio do contrato.
O que confirmou a percepção dele de que o assistencialismo social estava prejudicando a contratação de empregados, pois desestimula o pessoal a trabalhar registrado e por mais tempo, gerando uma rotatividade muito grande.
Indaguei a ele como explicar tal fato.
Ele me contou que conversando com esses trabalhadores, perguntou-lhes qual era a razão para justificar a desistência do emprego.
Disseram-lhe, com suas palavras, o que ele sintetizou da seguinte forma.
Aceitavam trabalhar nesse período apenas para aumentar a renda, mas que não queriam continuar no emprego, pois não compensava. 
Diziam que ganhavam pouco, tinham que trabalhar aos domingos e não tinham a flexilidade que tem, quando fazem "bicos" ou mesmo quando trabalham como entregadores ou motoristas de aplicativos.
Pesquisando o assunto, encontrei estudos que dizem que, hoje, as pessoas não tem a mesma percepção, que havia no passado, de ter lealdade e dedicação à empresa, em troca da garantia de um emprego formal por longo tempo.
Em especial, os mais jovens que estão desapegados dos empregos formais, pois se sentem desvalorizados com os baixos salários, que é um fato real.
Alguns se contentam com o assistencialismo social e o trabalho eventual.
Comparativamente com 50 anos atrás, os salários da classe media estão baixos.
Quando me formei o salario de engenheiro civil era suficiente para ter uma vida confortável.
Hoje, o sujeito se forma engenheiro civil e ganha pouco. 
Se trabalhar, por exemplo, com Uber, pode ate ganhar mais!
Se para um profissional qualificado a situação salarial é ruim, imagina para um trabalhador menos qualificado.
Muitos preferem nem trabalhar, se for para ganhar pouco.
Além de preferirem trabalhar de forma autônoma, para poderem sentir-se livres das amarras do trabalho formal, que os obriga a cumprir uma jornada de muita dedicação exclusiva ao emprego, e ate ganhar mais.
A conclusão que chego é que é preciso repensar a CLT, trocando todos aqueles direitos trabalhistas, que muitos não entendem que compões o salario, mas que custam caro ao empregador, por salários mais altos e com uma jornada de trabalho mais flexível e com menos dedicação de tempo.
Ou teremos cada vez mais taxas de desemprego formais baixas e dificuldades em contratar mão de obra nas empresas. 



domingo, 1 de fevereiro de 2026

Os desempregados ocultos - reféns de Lula




O IBGE estimou, em 2025, que a população brasileira é de 213.421.037.
Desse montante, conforme dados oficiais, 94 milhões de pessoas entre 15 e 64 anos constam no Cadastro Único (CadÚnico) e são dependentes de programas de assistência social e auxílios financeiros do governo federal.
Numa conta básica, isso representa 44% da população brasileira que vive, repito, de programas sociais.
A coisa está um pouco pior.
Sete em cada dez brasileiros, que estão em idade de trabalhar, se cadastraram em programas de assistência do governo federal.
A realidade é que grande parte dos assistidos, cujo numero não é possível apurar, tem a assistência 
social como unica fonte de rendimentos e subsistência.
Outra parte desses assistidos tem outra fonte de renda, os chamados "bicos".
Mesmo assim, se somados seus rendimentos, não deixariam de ser pobres e desempregados.
Ai reside a grande mentira do governo Lula.
O governo se rejubila por ter o menor indicie de desemprego na historia do Brasil e quiça de alguns países europeus.
Divulgou que, em 2025, o Brasil atingiu o índice de  5,1% de desempregados.
Apenas como comparação, a Itália tem um índice de 5,6%, a Alemanha 6,3%, a França 7,7% e a Espanha 9,3%.
Como isso é possível?
Basicamente porque, no Brasil, o critério de estar desempregado não é igual ao numero de pessoas quem não trabalham.
Computa-se como desempregado somente aquele que estiver disponível para trabalhar e procurando uma vaga!! 
Como grande parte dos assistidos sociais, sabe-se la por quais razões intimas, não procuram emprego, estes não entram no computo geral de desempregados.
Se fossem incluídos, o índice de desemprego seria bem maior! 
É verdade que se houvesse demanda de emprego para todos os brasileiros aptos a trabalhar não haveria vagas em numero suficiente.
Faltam empregos!
A situação seria pior se todas as industrias se automatizassem totalmente, como acontece nos países desenvolvidos pelo mundo.
O problema da falta de emprego na industria é que o Brasil encontra-se numa situação de falta de competitividade e desindustrialização.
A participação da industria é de apenas 22% no PIB nacional e tende a reduzir ainda mais.
Enquanto isso o agronegócio cresce, atingindo 30% do PIB.
Embora no passado o Brasil fosse um pais eminentemente rural, hoje o agro negocio tem cada vez menos trabalhadores desqualificados.
No agro, cada vez mais há um reduzido numero de trabalhadores qualificados, que manuseiam os equipamentos.
Ou seja, cada vez menos essas atividades ofertarão empregos.
Desqualificados, então, muito menos.
Isso remete a necessidade de qualificar cada vez mais o trabalhador.
E isso sob dois ângulos.
O primeiro, conhecido de todos, é preciso ensino de qualidade.
Não basta o Brasil ter quantitativo de escolas suficiente para atender a todos os brasileiros.
As escolas não ensinam o minimo necessário.
A ponto de faculdades de medicina, a exemplo de escolas de direito, que se multiplicaram sem a devida qualidade, serem mal avaliadas, o que levará o Brasil a ter que  fazer exame para que o medico formado se habilite na profissão.   
E como no direito, haverá milhares de médicos que não conseguirão obter seu registro profissional.
Toda essa gente ganhará salários não compatíveis e trabalhará em atividades que não tem nada a ver com sua formação,
Como consolo, terão um diploma decorativo para pendurar na parede!
Outro angulo é o imenso contingente de faculdades versus baixo contingente de escolas técnicas.
Ha uma carência de técnicos bem formados.
Ao invés do governo focar em escolas técnicas, foca em faculdades.
Faculdade é para quem gosta de estudar.
A escola técnica é a fornecedora de mão de obra qualificada para a industria e o agronegócio.  
Para finalizar. 
Evidentemente que não se pode deixar de dar assistência social a toda essa gente sem estudo e sem emprego.
Morreriam de fome.
Já que a religião integrou-se, novamente, na politica, não ajuda-los seria uma afronta ao princípios cristãos.
Apesar de muitos cristão serem implacáveis contra o assistencialismo social.
A questão não é ser a favor ou contra.
A questão é que governo tem que ter politicas publicas excelentes para proporcionar aos empregadores melhores condições para que se sintam confortáveis a oferecer mais empregos.
E não ficar apenas divulgando que sua gestão foi maravilhosa pelo índice mentiroso de desemprego.