terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Trump, o equilibrista




Trump inaugurou essa segunda presidência com uma maneira inusual de governar.
Centralizou o poder em suas mãos, rompendo o modelo politico de governar por delegação e negociar com seus pares políticos.
O problema nesse modelo é que as decisões importantes acabam por se nivelar às demais, prejudicando a agilidade e eficiência da maquina publica. 
De inicio, declarou que encerraria a guerra, provocada pela Russia, com a invasão da Ucrânia, em poucos dias.
Embora tenha dispendido esforços nesse sentido, a guerra continua ate hoje sem um fim. 
Também anunciou sua interferência na infame destruição da Faixa de Gaza pelo governo de Israel.
Conseguiu uma vitoria, com a trégua entre Israel e o Hamas, com a devolução dos prisioneiros, que o Hamas havia sequestrado.
Mas, não avançou na reconstrução daquele território, como também havia prometido faze-lo.
Nem acabou com as intermináveis ações militares praticadas por Israel, que continuaram apos a trégua.
Ainda, nesse primeiro ano, fez varias declarações de anexação de territórios aos EUA, como  a anexação do Canada, da Groenlândia e do canal do Panamá.
Nada avançou nesse sentido.
Agora, no final do ano, voltou com a ameaça de anexação da Groenlândia.
Vamos ver no que dará.
No plano econômico mundial, Trump, para demostrar seu poder, impôs um tarifaço a todos os países que exportassem produtos aos EUA.
Como esperado, ele obrigou as lideranças desses países a fazerem um beija mão, para negociarem com ele e obterem reduções nessas tarifas.  
Seu ego foi à estratosfera!
Nessa mesma toada impôs sanções econômicas à Índia, por desobedecer sua determinação de boicote a produtos exportados pela Russia, como uma das formas de pressão, que ele adotou, para obter o encerramento da guerra russa.
Nesse meio tempo iniciou pressão militar à Venezuela, enviando um poderio naval digno de uma guerra.
Conseguiu capturar o ditador Maduro, numa operação cirúrgica, e o prendeu nos EUA, para um julgamento, onde ele é réu por suposto comando de um cartel de drogas.
Isso sem ter que iniciar uma invasão militar à Venezuela, que quebraria sua promessa eleitoral de não expor a vida de militares americanos numa guerra.
Mesmo justificada, uma guerra colocaria Trump numa situação difícil perante a opinião publica.
O Congresso, de maioria de seu partido, eventualmente, poderia fazer  movimentos que resultariam em um pedido de impeachment contra ele.
Nesse sentido, agiu espertamente.
Ele sabe ate onde pode se arriscar.
Pode ter contribuído, também, as lembranças dos fiascos cometidos por presidentes anteriores, que envolveram os EUA em guerras, que traumatizaram o povo americano.
Trump, apos a derrubada de Maduro, ameaçou fazer o mesmo com o presidente da Colômbia e ameaçou invadir territórios dominados por traficantes no México.
Mas, acabou por abrir diálogos com os presidentes dos respectivos países e o assunto está parado.  
Suas ameaças continuaram à Cuba, onde chegou a afirmar que Marcos Rubio, seu Secretario de Estado, seria um excelente presidente de Cuba.
Com certeza, Trump deve estar engendrando uma maneira cirúrgica de fazer o mesmo que fez com Maduro, na Venezuela, para tirar do poder o ditador cubano Miguel Dias. 
Contra o Irã, ameaçou intervir, se houvesse continuidade de mortos no combate às manifestações de protesto contra a cruel e sanguinária ditadura teocrática, disfarçada de presidencialismo.  
Mas, ficou só na retorica, por enquanto.
Isso sem contar os problemas internos que tem que resolver, a exemplo de sua briga com o presidente do FED, que resiste, corretamente, a abaixar os juros, apenas porque Trump deseja isso.
Com tudo isso em jogo e muito mais, que acabei não relatando, é impossível um presidente completar as missões, que se impôs, com eficiência.
Muitas pontas continuam soltas e suas intervenções voluntariosas resultarão em retrocessos posteriores, quando ele encerrar o mandato.
Restará apenas a marca de um presidente que quis dominar o mundo, fez muito barulho, mas não conseguiu.




2 comentários:

  1. Com tudo isso é passivo de algum maluco jogar u. Foguete no quintal do Trump! Aí segure-se quem puder!

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  2. Trump assumiu com à certeza de sua vulnerabilidade. Uma bala disparada por jovem do grupo lgbt tocou-lhe a orelha e não abriu seu crânio pela Vontade de Deus. Trump está em dívida com Deus e com a humanidade. Não ficou debaixo da mesa e esticou a mão onde há fogo. Não o extinguiu mas o mitigou. Seu raciocínio é pragmático: onde coloca a mão deve haver um ponto de equilíbrio comercial. Se há um retorno calculado então se justifica sua decisão de atuar. Na indústria das drogas a AL está atravessada por grupos guerrilheiros que a pretexto de justiça social estão envenenando as democracias e fazendo seu dinheiro penetrar na politica comprando e patrocinando políticos do mal. Ainda ê cedo para julgar Trump. Ao menos faz uso de sua autoridade num mundo onde as medidas medianas, panos quentes e medo de melindrar fazem sofrer os mesmos povos e a mesma vontade de viver a verdade.
    José Alves Silva

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