segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Segurança Publica



Quando se fala em Segurança Publica, imediatamente, associamos à ação da Policia.
Entendo que a Policia é um dos componentes, mas a Justiça é outro fator tão importante.
O tema virou debate tanto na direita, como na esquerda.
O diagnostico é o mesmo.
O crime, que operava na ilegalidades como trafico de drogas e armas, contrabandos, extorsões na comunidade, assaltos e homicídios, era composto, no máximo, por pequenas quadrilhas, que, invariavelmente, se confrontavam entre si.
Virou crime organizado quando os criminosos se aglomeraram em poucas facções dominantes, se estruturam empresarialmente e se estabeleceram na industria e no comercio.
Não satisfeitos, para ampliar seu poder, infiltraram-se na politica.   
Apesar de atingir a todos, cada lado enxerga um modelo de solução, que abrigam propostas, em alguns casos, antagônicas.
Dai que não se chega a um consenso para resolver o problema e continuaremos em panico.
Ha propostas boas e ruins, em cada visão.
Deveria haver um consenso nas propostas boas, mas as ideologias politicas impedem isso.
Um dos pontos, que considero fundamental, mas cuja discussão passa longe das discussões politicas, é como enquadrar o Poder Judiciário para ser melhor no combate ao crime.
Sem um Poder Judiciário não corrupto, qualquer solução não funcionará.
O primeiro passo deveria ser dado no sentido de acabar com a aposentadoria compulsória, quando um membro do Poder Judiciário é pego cometendo mal feitos.
Deveria ser demitido a bem do serviço publico.
Ai entra outro elemento, a união da classe, que evita punir um dos seus.
Isso acontece em todo serviço publico.
Quando fui Secretario de Obras, cargo de confiança do prefeito, foi flagrada a corrupção do chefe da fiscalização.
Desde a procuradoria ao prefeito todos foram contra minha decisão de abrir um processo para demitir o corrupto.
Advertiram-me que ele tinha família, com filhos pequenos, era parente de político na cidade e o melhor seria transferi-lo de função, que acabei aceitando para não ter eu que me demitir.
Se o fizesse, não mudaria nada.
O corrupto foi transferido e ficou por la ate eu deixar o cargo.
No dia seguinte ele voltou às suas funções originais.
É assim que funciona.
Por isso, continuaremos assistindo a Policia prender e a Justiça ou vendendo sentenças ou por razões estruturais soltando o suspeito. 
É verdade que, em poucos casos, a Justiça não é corrupta, mas seus integrantes tem uma visão de que o criminoso é vitima da sociedade e suas decisões acabam sendo complacentes.
O mesmo acontece quando a Policia não apresenta evidencias contundentes, muitas vezes por corrupção, outras porque é ineficiente mesmo.
A Promotoria, por outro lado, não exige melhor apuração.
O resultado é que ela elabora uma acusação fraca, que faz com que o juiz inocente o réu.  
Em resumo, sem uma Justiça, uma Policia e uma Promotoria  eficiente e honesta,  o criminoso continuará acreditando em sua impunidade.
Sabendo disso, muita gente aceita soluções como bandido bom é bandido morto.
Nessa  visão simplista o bandido é julgado culpado e tem como sentença sumaria  de pena de morte, sem precisar de um processo legal que, costumeiramente, resulta em sua liberdade.


3 comentários:

  1. Esse é o grande problema da nossa in Justiça!!! Você acaba sempre batendo na trave!!!

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  2. Enquanto houver ou existir o corrupto nada mudará. A falta de vergonha se alastrou a todos os cantos do país. Qualquer dos 5.570 municípios vc vai encontrar essa ladainha. Não há como combater esse dilúvio corruptívo, considerando que o mandatário e sua corte são os maiores beneficiários. Só uma revolução de moral será viável, o que é impossível, mas o ser humano, principalmente o brasileiro não consegue viver com valores para mante-lo, ele precisa ser diferente, melhor que todos, essa luta por quem tem mais nos leva a essa situação dr inçacidade de reagir. Nada vão mudar enquanto o objetivo é ter sempre mais. Se vc vê um caso como o Banco Master tão próximo dessa corte, há de se prever que alguns outros abaixo estão alimentando o dragas! Salve-se quem puder, 2026 saberemos qual o caminho!

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  3. Excelente reflexão: realista e concreta. Permito-me agregar o triste papel de escritórios de advocacia, operados por advogados bandidos, advogados gangsters que fazem parte da intermediação com o judiciário aos olhos de uma falida corporação: OAB -,ordem dos advogados bandidos. José Alves Silva

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