domingo, 4 de janeiro de 2026

Soberania nacional?



Depois que o presidente Trump impôs sanções econômicas ao Brasil e a aplicação da Lei Magnitsky ao Alexandre de Moraes, surgiu uma indignação contra essas medidas, por parte da sociedade brasileira, liderada por Lula, que hasteou, em praça publica, a bandeira da soberania nacional.
Soberania nacional que simboliza a independência do Brasil, perante o mundo, sem interferência externa e a autonomia politica nacional, através das instituições republicanas exercidas, de maneira independente, pelas instituições constituídas pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Belo discurso!
Como sempre, na pratica a teoria é outra.
Falo especificamente da autonomia politica!
Como podemos aceitar essa teoria se, na pratica, o Supremo, que, no passado, travava embates com o então presidente Bolsonaro, interveio no processo eleitoral das eleições a presidente, em 2022! 
Como resposta aos embates, o Supremo, de canetada, anulou a condenação de Lula, para permitir que este concorresse com Bolsonaro, pois ele era, segundo a visão do STF e, posteriormente, confirmada, o único candidato que venceria Bolsonaro.
Naquele momento foi ferida a autonomia da politica nacional, mas a sociedade aceitou tal medida, passivamente, pois havia algo mais nobre, que justificava tal medida.
Bolsonaro mostrou-se um mau caráter durante sua gestão, quando lamentou que a ditadura militar não matara  todos os presos e torturados; quando disse "eu não sou coveiro" em reação aos 700 mil mortos pela Covid, entre outras barbaridades ditas por ele.
Não merecia, mesmo, ser reconduzido ao cargo de presidente, por isso perdeu a eleição.
Levaria paginas e mais paginas para escrever outros casos nacionais que demonstram que a nossa soberania esta corroída.
Vou resumir nas seguintes questões:
No Executivo, Lula nomeou um Ministro  da Previdência, que permitiu a visível roubalheira do INSS. Só não viu quem era cúmplice.
Lula agiu com irresponsabilidade, colocando nos Correios uma diretoria incapaz, que provocou prejuizo bilionário à estatal.
E ficou por isso mesmo.
Continua presidente e candidato a reeleição, com chances de vencer.
No Legislativo, o Congresso não cumpriu sua obrigação de fiscalizar aqueles problemas do Executivo e brincou de fazer CPI, que terminam em pizza.
Mas, fez pior.
Focou seu trabalho em abocanhar mais e mais verbas para financiar partidos  políticos e as eleições, além de pegar uma fatia importante do Orçamento Publico para suas emendas parlamentares, cuja destinação está sob suspeita de corrupção.
No Judiciário, o Supremo ultrapassou suas atribuições constitucionais, invadindo atribuições do Legislativo, ao promulgar Leis, que entende que deveriam ser feitas.
Não satisfeitos, ministros do Supremo aceitam, tranquilamente, que parentes seus, de primeiro grau, atuem em escritórios de advogacia, que defendem empresas, que estão sendo julgadas nesse Tribunal.
E tem gente que acredita na soberania nacional brasileira!
O fato é que estamos impotentes, diante dessa falsa democracia, e não sabemos como quebrar essa "ditadura" institucional.
Engana-se quem, elegendo qualquer candidato a presidente, que não seja o Lula, acredita que será mudada toda essa situação.
Não vai.
Uma andorinha não faz verão.
Por outro lado, não vejo nos pre candidatos, que se apresentaram, nenhum líder de massas capaz de conduzir o pais para uma reforma. 
Então, será preciso haver uma renovação no Legislativo.
Um Legislativo bem configurado, por ter o poder de fazer Leis, poderia ser o caminho para implementar as mudanças necessárias.
Mas, isso é impossível.
Os "donos" dos partidos manipulam o cardápio de candidatos.
Só permitem que participem quem eles quiserem.
Impedem a entrada de novos políticos, em absoluta  afronta a democracia.
Na Venezuela estava pior.
A oposição foi arrasada.
Houve uma numerosa fuga da população para encontrar destinos, que melhor os acolhessem. 
Por isso, apoiei a intervenção dos EUA na Venezuela, derrubando Maduro.
Papo furado esse de que foi quebrada a soberania nacional.
Que soberania?
A ditadura de Maduro dominava todas as instituições, alem das forças armadas.
Não havia mais soberania nacional interna na Venezuela.
Sei que as chances do povo venezuelano recuperar sua soberania são remotas.
Nas outras intervenções, que houve no mundo, o resultado foi ruim.
Mas, o primeiro passo foi dado.
Será preciso que Trump continue disposto a combater os criminosos, que continuam ativos, para tira-los do poder, em especial nos cargos chaves da maquina de governo venezuelano.
Quanto ao povo venezuelano, este precisa acordar da letargia, que foi submetido ha anos.
Por aqui, por enquanto, depende apenas de nós!

4 comentários:

  1. Vivemos uma ditadura travestida de democracia, esse é dem dúvida o.pior congresso edos ultimos tempos, como também um Suptemo.omisso e submisso aos desejos dos governantes aguais, um STF parcial e Politizado, tomando decisões de interesse do Governo e não do povo" O STF DEIXO DE SER TÉCNICO E PASSOU A SER POLITICO A ALGUM TEMPO" " Disse Luiz Roberto Barroso, em entrevista a Vera Magalhães no programa roda viva em 2022

    ResponderExcluir
  2. O texto levanta um ponto relevante ao diferenciar discurso de soberania e capacidade real de exercício soberano. Soberania não é apenas ausência de intervenção externa; é funcionamento efetivo, legítimo e equilibrado das instituições por dentro.

    Onde há captura institucional, judicialização excessiva da política ou assimetria permanente entre poderes, a soberania já está corroída antes de qualquer ator externo agir.

    Dito isso, há um risco na conclusão: usar a falência institucional interna como justificativa automática para intervenções externas. Isso resolve um problema imediato, mas cria outro maior ao normalizar a exceção como método.

    ResponderExcluir
  3. Agradeço seu artigo, equilibrado e conceitual. Em nome da autonomia e da soberania o obtuso presidente do Brasil protestou contra a prisão do “ Urso
    Grande “ , Maduro. Lula sempre nos envergonha. Porquê não referir aos 9 milhões de venezuelanos que abandonaram seu país, Venezuela, a partir de 2013 ? Esse é um exemplo da sua demagogia barata de boteco de bebuns. A diáspora venezuelana é um convite para meditar na descomposição da direita e da esquerda venezuelana ao longo dos anos. No Brasil acontece o mesmo e para isso seu líder reclama autonomia quando se entrega como um esposo lavanda nos braços de outro poder: O Judiciário. 🥲🥲🥲 José Alves Silva - Engenheiro Civil

    ResponderExcluir
  4. É isso!!👏

    Quem defende a “soberania” de ditaduras não está protegendo cidadãos - está blindando regimes.

    Soberania real não existe onde o povo não pode falar, votar, circular ou discordar.

    ResponderExcluir

Seu comentário é bem vindo!
Agradeço sua participação.