O povo pensa igual ao presidente que elegeu.
Lula aumentou drasticamente a divida publica, encerrando, em fevereiro de 2026, no valor de R$ 8,840 trilhões.
O povo fez igual.
67% dos brasileiros afirmam ter dividas financeiras.
Trata-se de um numero alarmante nos dois casos.
Como sempre, tanto Lula como o povo repetem o mantra de que a culpa é dos outros.
Lula culpa o Banco Central.
O povo acredita que Lula é o responsável pelo endividamento.
Afinal, tudo de bom ou de ruim que acontece cai na conta do presidente da vez.
Assim, a responsabilização do endividamento popular tornou-se motivo de preocupação do presidente Lula, que pretende se reeleger.
São varias as razões que explicam o endividamento do estado, como da população.
Do estado a razão fundamental é que a máquina estatal cresceu vertiginosamente.
Tanto os que ocupam cargos políticos, como os contratados diretamente e indiretamente, pelo estado.
Ainda que faltem funcionários, em determinadas carreiras, que prestam efetivo serviço publico, ha muita gente que é funcionário apenas para atender os interesses eleitorais dos políticos.
Por outro lado, a nata dos funcionários públicos, nos últimos 40 anos, conquistou aumento salariais e benefícios, que, comparativamente com o que ganhavam ha 40 anos atrás, equivalem, hoje, no total da remuneração, na base do triplo que ganhavam.
Ha casos em que a remuneração é tão elevada que parece inacreditável.
Para cobrir esses gastos cada vez maiores, os governos aumentaram, ao longo dos anos, a carga tributaria, que era abaixo de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) para o patamar de 32,4% do PIB, em 2025.
Mas, os gastos não param por ai.
Para atender aqueles os mais pobres, foram criados diversos planos de assistência social.
O que esta correto.
Entretanto, na maioria desses planos não houve a preocupação de se criar regras para que fossem temporários.
A situação agrava-se, pois, a cada eleição, o presidente da vez quer agradar essa turma, inflando esses planos e os tornando eternos.
Um exemplo é a Previdência Social.
Ha aqueles, como eu, que contribuímos com o sistema previdenciário, pagando, no minimo, por 35 anos para nos aposentarmos.
Entretanto, ha aqueles que nunca contribuíram com a previdência social e adquiriram o mesmo direito.
Concordo que, no passado, muita gente, não importa as razões, não contribuiu.
Para esses, é justo que nesse momento de suas vidas tenham um amparo social.
O problema é que não se estabeleceu um fim para essa situação.
Hoje, ninguém pode mais alegar que não sabia que, para se aposentar, tem que contribuir para a previdência social.
Quando contribuía, como autônomo, pagava 20% do salario minimo ou de múltiplos ate o limite permitido, para me aposentar pelo valor máximo.
Isso foi mudado.
Hoje, ha opção de se pagar 10% do salario minimo e se for inscrito no CadUnico, pode pagar 5%.
Mas, não fico nisso.
A situação ameça agravar ainda mais a arrecadação previdenciária.
Se você tiver uma Micro empresa, você paga uma taxa mensal de R$87,05, que incluí impostos e uma parcela pequena direcionada à previdência social.
Ou seja, foi idealizado um mecanismo para quebrar a previdência social.
Resultado?
Para não quebrar, o Orçamento Publico banca os custos adicionais.
Tudo isso faz com que o Orçamento Publico fique comprometido com esse tipo de gasto, restando muito pouco para investimentos.
Como qualquer governante precisa fazer realizações, não tendo recursos orçamentários, opta pelo endividamento publico e pelo aumento de impostos.
Já o povo, nos últimos 40 anos, perdeu seu poder aquisitivo, ano a ano, enquanto aumentou sua necessidade de gastar mais.
Como seu salario é, realmente, muito abaixo do minimo necessário para uma cobrir os gastos correntes, que suportam impostos caros, somado à imposição de demanda consumista, que estamos submetidos, endivida-se além do que poderia faze-lo.
Para piorar a situação do endividamento, os juros aumentaram.
O Banco Central, com o objetivo de enxugar o gelo que o governo Lula derrete, através do gasto excessivo, aumentou a taxa de juros da Selic.
Como consequência, o sistema financeiro aumentou ainda mais os juros.
Não na mesma proporção.
Aumentou bem mais, alegando que cobra um diferencial maior para cobrir risco de inadimplência.
O que é uma incoerência, pois a inadimplência acontece porque os juros são altos!
O resumão disso tudo é que aqueles adimplentes, que poderiam utilizar-se de empréstimos mais baratos, pagam mais caros e acabam perdendo sua condição de adimplência.
E para o governo pagar os juros da divida publica endivida-se e cobra mais impostos.
Temos que mudar a mentalidade dos nossos governantes.
Como?
Substituindo-os!
Importante descrição sobre a evolução de ganhos dos funcionários públicos, enquanto o privado é corroído dia-dia, além de continuar contribuindo após se aposentar, sem que isso possa retornar como benefício pós aposentadoria. Nenhum trabalhador vive com a aposentadoria depois de 35 anos de contribuição, senão continuar trabalhando. A diferença é que continuar contribuindo para o governo transformar em melhorias dos aposentados do setor público. Verdadeiro tapa na cara de quem trabalhou para quem só se aproveita da proteção ao funcionalismo público.
ResponderExcluirTriste verdade! João Carlos Andrade
ResponderExcluir