quinta-feira, 2 de abril de 2026

O petróleo é nosso?




Diante das tentativas de empresas estrangeiras de explorar petróleo no Brasil, surgiu uma campanha nacionalista, entre os anos 1940 e 1950, que criou o lema:
"O petróleo é nosso!"
Diante da descoberta de reservas de petróleo na Bahia, pela iniciativa privada, Getúlio Vargas, com o  objetivo de garantir a soberania nacional sobre o petróleo, adotou essa frase e criou a Petrobras, sob a forma de monopólio estatal da exploração, do refino e do transporte, visando a autonomia energética e a industrialização nacional.
Como no final do século XIX e início do século XX, não havia a exploração de petróleo no Brasil, mas havia uma crescente demanda de uso de  combustíveis 
derivados do petróleo, estes eram importados.
Assim, iniciou-se a distribuição de combustíveis com a instalação de grandes companhias internacionais.
A partir da exploração e refino do petróleo pela Petrobras, parte dos derivados de petróleo passaram a ser produzidos no Brasil, sendo que, em 1960, com a ampliação de suas refinarias, a Petrobras atingiu a auto suficiência na produção dos derivados de petróleo. 
Para alivio dos brasileiros, tanto em 1989, como em 1994, Lula não foi eleito presidente.
Se Lula tivesse sido eleito, diante da situação de auto suficiência do petróleo, iria agir como fez o governo Chaves, na Venezuela, que, tinha a estatal PDVSA sob seu controle.
Desta forma, Chaves acreditou que poderia manipular o preço dos derivados de petróleo como bem entendesse, pois, para a esquerda latina, não existe limite para o gasto publico.
Chaves, então, decidiu impor uma redução drástica no preço dos combustíveis, pois agindo assim, acreditava que iria beneficiar o povo venezuelano.
O resultado foi que levou a Venezuela para a uma pobreza terrível e a PDVSA ao sucateamento. 
No Brasil, sem esquerda, houve aumento da demanda de derivados, obrigando a Petrobras a investir para atender a demanda.
Mas, pelo fato do Brasil viver um momento de alto endividamento externo, a estatal Petrobrás tinha poucos recursos para investir.
Assim, tinha que fazer uma escolha de investimento.
Optou em investir no aumento da exploração de petróleo, deixando de investir na construção de novas refinarias.
O resultado foi que, embora as refinarias existentes operassem no limite da produção, surgiu a necessidade de importação de derivados.
Com a eleição de FHC, foi levado à discussão a privatização da Petrobrás, que assim, privatizada, poderia fazer todos os investimentos necessários.
Mas, seu projeto sofreu oposição de políticos, que tinham a mesma visão míope da esquerda, de que a Petrobrás é do povo brasileiro e o "petróleo é nosso".
Assim, tanto esses políticos, como os da esquerda, não enxergavam a incapacidade de investimentos da Petrobras.
Como unica opção, em 1995, restou ao governo FHC, por emenda constitucional, quebrar o monopólio da Petrobrás, permitindo que empresas privadas atuassem na exploração e refino do petróleo. 
Como FHC observou o crescimento da esquerda e de Lula, decidiu criar uma vacina para impedir que, se Lula fosse eleito presidente, agisse como agiu Chaves. 
Em 1997, o governo FHC fez a abertura do capital da Petrobrás, que, passou a ter ações na Bolsa de Valores de São Paulo e ter acionistas, sem deixar de ser o acionista controlador.
Com essa decisão a Petrobrás ficou impossibilitada de ter o preço dos  combustíveis manipulados pelo governante da vez.
Para aumentar a dose da vacina, em 1999, FHC anunciou que a partir do ano 2000 as ações da  a Petrobrás também seriam negociadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque. 
Graças as iniciativas de FHC e, depois, com a descoberta do pré sal, hoje o Brasil tornou-se autossuficiente na produção de petróleo.
Mas, continua insuficiente no refino de derivados.
Para resolver esse problema, no governo Lula, foi tentado o aumento na produção de refino, com a construção da Refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco.
Mas, a construção dessa refinaria se perdeu na maior corrupção havida no Brasil, conhecido como Petrolão,  elevando seu custo inicial de US$2,4 bilhões para US$18 bilhões, sem conclui-la, pois teve suas obras paralisadas com o escândalo.
No governo Lula 3 as obras da Abreu e Lima  foram retomadas com um custo orçado em mais US$8 bilhões!!!!
Mas, não foi suficiente para atender a demanda de diesel e produtos para o agronegócio, como fertilizantes .
Quase 30% do consumo de diesel tem que ser importado.
Por decisões equivocadas dos políticos, no passado, com a crise internacional do petróleo, não bastou "O petróleo ser nosso".
Estamos sujeitos ao preço internacional.
Se os governos, tanto executivo, como legislativo, no passado,  tivessem sido mais eficazes em soluções reais e não em fantasias infantis, talvez hoje o Brasil pudesse ter a sua disposição para consumo interno, todos os derivados de petróleo,  como combustíveis e fertilizantes, refinados aqui. 




Um comentário:

  1. A média de consumo diario no mundo é 105 milhões de Barris por dia sendo às maiores reservas, às da Venezuela, Arábia Saudi e Iran. A torpe ação dos políticos: câmara e senado, somadas as limitações mentais de Lula não lhes permite ver o tamanho desse cenário político e econômico e muitas colheres na mesma panela desandam a comida. O petróleo, tem mais 30 anos de vida e começara a cair seu consumo. Somos obrigados a viver num país de avanços de tartaruga pois não temos energia barata. Com esse balaio de gatos que junta governo, Petrobras, Sete Brasil e outras empresas de construção pesada estancadas não have Energia barata no Brasil. Isso explica a paciência cirúrgica do presidente Trump com a Venezuela. Quanto ao Brasil nossa geração terá que passar não por falta de Mestres e Doutores e sim por falta de um nacionalismo com virtudes. Ass: José Alves Silva

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