quarta-feira, 13 de maio de 2026

O preço dos combustíveis e o governo



O presidente Lula afirmou varias vezes que é contra a privatização da Petrobrás.
É um direito dele ter essa opinião e, como Presidente da Republica que é, impor essa opinião como projeto de seu governo.
Por outro lado, em momento algum deu sinais de que pretendesse estatizar a Petrobras e torna-la uma estatal pura.
Sempre demostrou que aceitava manter a empresa como de economia mista.
Parte de suas ações pertencem ao Estado brasileiro e parte é privado, negociada na Bolsa de Valores.
Ainda bem!
Se a Petrobrás tivesse virado estatal pura, como fez Hugo Chaves, na Venezuela, com a PDVSA, hoje ela estaria nas mesmas condições da estatal venezuelana, que está marcada por produção estagnada e infraestrutura sucateada.
Isso aconteceu porque, por vários anos, houve má gestão e falta de investimentos, somado a denúncias de corrupção e desvio de verbas, com alta influência do governo.
Infelizmente os governantes latinos envolvem-se com essas práticas.
Aqui não seria diferente.
Basta ver a situação degradante que se encontra a estatal pura Correios.
Prejuízo atrás de prejuizo.
O problema é quando o Estado, através da gestão do governante de plantão, no caso Lula, mistura as estações e quer tratar a empresa de economia mista como se fosse estatal pura.
É o que Lula esta fazendo.
Diante da alta internacional de preços do petróleo, causada pela absurda guerra contra o Irã, promovida por Israel, levando consigo os EUA, a Petrobrás é a unica petrolífera no mundo que não lucrou com a alta do petróleo. 
Com a divulgação da Petrobrás da queda de 7,2% em seu lucro liquido, suas ações na Bolsa de Valores tiveram queda, no dia 12 de maio, mesmo em um dia de ganhos para o petróleo.
Isso tem uma explicação.
Trata-se da consequência da nomeação da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, que para ser indicada, supostamente aceitou ser submissa à vontades de Lula sobre a politica de preços dos combustíveis.
Igualmente aconteceu com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que, no ano de sua  reeleição, enfrentou alta no preço do petróleo e manipulou o preço dos combustíveis, objetivando não perder a eleição por conta desse aumento, Lula enfrenta o mesmo problema e reage igual.
Essa atitude é decorrente de dois fatos que estão na cabeça do brasileiro:
Primeiro, não aceita o livre mercado.
Acredita que somos comandados pelo paizão, o Presidente da Republica.
Todos os preços de tudo que consome são de responsabilidade do Presidente.
Segundo, todo brasileiro cresceu escutando o mantra: o petróleo é nosso.
Isso acabou por induzir-nos a acreditar que sempre teríamos o preço dos combustíveis abaixo do praticado no mundo.
O que não é verdade.
O que tem de imposto federal e estadual  sobre os combustíveis é inacreditável.
Assim, ficamos bravos com o Presidente quando o preço dos combustíveis
aumenta.
Mesmo não determinando diretamente à Magda que segurasse o preço dos combustíveis, esse freio esta acontecendo na pratica.
Magda mantem  o preço dos combustíveis inalterados diante da alta do petróleo.
No mesmo dia da queda das ações, Magda afirmou que vai acontecer ja, ja um aumento no preço da gasolina.
Aguarda a aprovação, pelo Congresso, da isenção de impostos, que compensaria o aumento, tornando o valor final do combustível neutro, para o consumidor.
Com essa fala fica demonstrado que Magda não zela pelo interesse do investidor, mas zela pelo interesse eleitoral de Lula!

  


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