sábado, 4 de julho de 2026

A polarização politica sem sentido







Contemplo a discussão politica acalorado entre as pessoas, divertindo-me com os argumentos utilizados tanto pelos que se dizem de direita, como aqueles que se dizem de esquerda.
Conforme resultado da pesquisa do Datafolha 15% se identificam como de direita e 13% como de esquerda, enquanto a somatória dos grupo compostos por centro são 17%, centro esquerda são 26% e centro direita são 29% resultando num centro expandido de 72% dos entrevistados.
Ou seja, os polos direita e esquerda são minorias!
Não justificaria tanta polarização, que afasta amigos e familiares.
Já se aglutinarmos os de direita com centro direita encontraremos 44%, enquanto os de esquerda com centro esquerda somam 39% e apenas 17% seriam de centro.
Entretanto, as identificações não foram obtidas por perguntas diretas de como o entrevistado se define, mas através de pontuação de respostas a uma serie de perguntas sobre valores sociais, políticos e econômicos sobre temas como armas, pobreza, criminalidade, homossexualidade, religião, impostos, leis trabalhistas e atuação do governo.
Acredito que seja a melhor maneira para a classificação, pois pouco são os que conhecem a definição de cada ideologia.
O mesmo acontece com os políticos, que são contraditórios aos rótulos que adotam.
No Congresso nacional, tanto a direita como a esquerda, só existem no imaginário das pessoas.
Analisemos as razões sob o foco na área econômica.
A direita e parte do centro defendem o Estado Menor.
Enquanto a esquerda tem como princípios que o Estado deve ser o indutor do crescimento econômico e o garantidor da justiça social.
Para que isso acontecesse, tanto pela direita, como pela esquerda, o primeiro passo em suas intenções deveria ser cumprir a legislação da Responsabilidade Fiscal.
Mas, nem o Executivo, nem o Legislativo, nem o Judiciário cumprem essa regra.
O Executivo cria gastos além do Orçamento, classificando-o como exceções, tonando o deficit fiscal estabelecido no Orçamento uma peça de ficção literária, porque é bem maior do que aquele previsto.
Com isso, gera uma fabulosa e impagável Divida Publica e, por consequência, juros exorbitantes da SELIC.
Ou seja, o governo Lula não busca Justiça Social com sua atuação de indutor do crescimento econômico, provocando juros altos. 
O problema é que o Congresso aprova tais medidas.
Esse contorcionismo do governo Lula, tornou-se pratica desde o governo Dilma.
E foi praticado também no governo de ultra direita de Jair Bolsonaro.
O Judiciário, aproveitando-se da flexibilidade dos outros dois poderes entrou na farra, abocanhando, há anos, parte do Orçamento em proporção bem maior do que ha em outros países, tornando-se um dos mais caros do mundo.
A fiscalização compete ao Legislativo, mas, na pratica, este não exerce a necessária fiscalização.
O Congresso, tanto da direita, como da esquerda, aceita essas manobras.
E as agravou, após a criação das Emendas Parlamentares Impositivas, a partir de 2015, que foram ganhando dimensão, a cada governo posterior, a ponto de hoje corresponderem a um valor bem maior que o Executivo tem para investimentos.
Não satisfeitos, aprovam mais despesas sem a correspondente comprovação de que há recursos para paga-la.
O fato é que não há nenhuma pauta para rediscutir a estrutura do Estado, com ajustes nessa estrutura, para se obter cortes de despesas.
Nem reavaliação das variadas isenções fiscais, que, se fossem reduzidas, gerariam mais receitas, com consequente equilíbrio Orçamentário.
A unica intenção que ha é aumentar a carga tributaria.
Que fere o principio da direita que prega a Redução de Impostos.
E da esquerda, também, que prega o princípio de que os mais ricos devem pagar mais impostos, mas na prática, aumenta os impostos de todo mundo.
Em resumo, é Irresponsabilidade Fiscal para todo lado.
Mas, se formos analisar mais itens, como as Privatizações e Desestatização, embora aja maioria da direita no Congresso, representada pelos partidos conhecidos como Centrão, não há no Congresso nenhum movimento para exigir do Executivo a privatização ou o encerramento de várias estatais que sobrevivem a custa do Orçamento do Estado.
O exemplo é a estatal Correios, que era para ter sido privatizada no governo Jair Bolsonaro, e, com a eleição de Lula,  teve esse projeto cancelado.
O que era esperado, pois como o governo Lula é de esquerda, a manutenção da estatização faz parte de seus ideais.
Mas, pior do que o cancelamento da privatização dos Correios é o fato do governo Lula exercer uma má gestão nos Correios, que tem prejuizo em cima de prejuizo e o Congresso não agir com rigor para responsabilizar os responsáveis pela má gestão.
Outra questão é o Bolsa Família, criticado pela direita com argumento de que provoca dependência do Estado e é um assistencialismo eleitoreiro, por ser utilizado como ferramenta para criar uma base eleitoral cativa e dependente da esquerda.
Esquecem-se que o ultradireitista Jair Bolsonaro, em sua campanha para reeleição, em 2022, renomeou o Bolsa Família para Auxilo Brasil, elevando o valor que era de R$400,00 para R$600,00, com o único objetivo de atrair os mesmos eleitores, que criticava a esquerda fazer.
Na verdade, o Bolsa Família ou Auxilio Brasil são pautas populistas utilizadas tanto pela esquerda como pela direita para conquistar votos.
Entretanto, os programas de auxílio assistencial, conhecidos como programas de Transferência de Renda são utilizados por governos do mundo que vão muito além de simplesmente "entregar dinheiro", funcionando como ferramentas de desenvolvimento econômico e social.
Ao contrário do que se pensa, o dinheiro aplicado em programas assistenciais retorna rapidamente para o mercado, pois as famílias de baixa renda tendem a gastar o benefício, imediatamente, no comércio local, injetando liquidez na economia de municípios menores e periferias, gerando empregos e movimentando o comércio da região.
Enquanto isso, vivenciamos um clima de divisão de ideologias, uns defendendo Lula e no outro extremo os que defendem a direita, na figura da extrema direita do bolsonarismo.
No fundo, são todos iguais.
Querem apenas se manter no poder!


Um comentário:

  1. Exceleante e sútil colocação:: no Convresso Nacional tanto a Direita como a Esquerda só existem no imaginário do povo. A imaginação do povo é muito pobre quando se trata do Estado. As novelas que durante 30 anos vem erodindo o discernimento do povo, é o teto do imaginário.
    Quando se fala em déficit fiscal primário ou a descarada perseguição aos jornalistas no exterior o povao pensão que é propaganda de intervalo de novela.
    Deixemos que a Copa do Mundo nos distraia um pouco pois se formos apurar os resultados do governo Lula e dos membros da direita e da esquerda vamos conseguir eleger a náusea do Albert CAMUS como presidente!
    Ass.: KOSE ALVES SILVA, Eng. Civil

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