domingo, 21 de junho de 2026

Tanto faz!



As pesquisas de intenção de votos para presidente, mais uma vez, neste ano, confirma a polarização entre o presidente Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro, neste momento, na figura de seu filho Flavio.
Há um empate, que oscila conforme os humores sobre os dois candidatos.
Entretanto, essas pesquisas, também, mostram que ha muita gente sem entusiamo.
Na ultima pesquisa do DataFolha, pode-se notar que entre intenção de votos em branco, nulos, nenhum e não sabe, correspondem a 11% do eleitorado.
Bem superior ao que se verifica nas intenções de voto entre as opções de terceira via, onde se observa um empate técnico, em 3%, entre Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema.
O que surpreende é que eles estão em níveis tão baixos, que se equiparam com outros candidatos menos expressivos, que rondam em torno de 2%.
Somados todas as opções de intenção de votos, excluindo as de Lula e Flavio Bolsonaro, chega-se a 30%!!!
Numero próximo a 31% atribuído a Flavio Bolsonaro.
Ou seja,  esse volume de potenciais votos de 30% podem, no dia das eleições, definir para um lado ou para outro entre os majoritários ou surpreender e levar um terceiro candidato, que, hoje, parece invisível, para concorrer no segundo turno com Lula, que, na pesquisa, continua na frente, desta vez, com 41%.
O fato é que 1/3 dos votantes parece rejeitar os 2 candidatos majoritários.
Mas, não tem força o suficiente para mandar Lula para casa e encerrar a dinastia Bolsonaro.
Mesmo os eleitores fanatizados, tanto por Lula quanto para a família Bolsonaro, não consigo enxergar um entusiamo, que acontecia no passado.
Ha uma desilusão completa com os políticos.
Sem o menor pudor estes praticam manipulação de recursos públicos, através das emendas parlamentares, para se beneficiarem, impossibilitando qualquer plano de governo que um presidente eleito possa implementar.  
E não ha perspectiva, no âmbito da democracia, que possa mudar esse status quo.
O povo, que, ate hoje, não consegue entender a dadiva que tem em poder escolher seus governantes, continua votando em políticos ou seus indicados, que jogam-lhe migalhas para contenta-los.
Por outro lado, o contrapeso institucional, que é o Poder Judiciário, também, é motivo de desalento.
A corrupção tomou conta desse poder, que vendendo sentenças ou adotando uma postura de soltura de pessoas presas ou investigadas, transmitem sensação de impunidade e consequente reincidência criminal.
Para piorar, nos deparamos com o patrimonialismo de estado praticado pelos membros desse mesmo poder, que cometem verdadeiros assaltos, travestido de legalidade, ao cofre publico, com seus penduricalhos, cada dia maiores.
A impressão que nos passa é que, igual aos políticos, não estão nem ai para o povo, que enfrenta dificuldades.
O que importa é terem uma vida de riqueza e opulência.
Eles se sentem  acima de todos e nos tratam como seres desprezíveis, de quem só interessa o voto.
Some-se a isso as suspeitas de envolvimento no caso Master de membros da corte do STF e o descaramento na tentativa de criar "pelo em ovo" para anular as investigações.
A verdade é que tanto faz quem ganhar as eleições.
Nada vai mudar.
A menos que aconteça algo surpreendente, que sonhadores imaginam encontrar no estrangeiro.
O que falta-lhes entender é que nós, para eles, somos apenas uteis enquanto tivermos a oferecer algo que lhes interessa.
Depois seremos descartados, como sempre foi.
O fato é que devemos, cada um de nós, arregaçar as mangas da camisa e sairmos, confiantes, na busca de nossos interesses coletivos.
Podem me chamar de utópico.


 

Um comentário:

  1. A luta para consolidar um império! Como os brasileiros estão e continuam sendo mal representados. Fecharam o cercadinho e ninguém mais entra ninguém mais sai. Fora co cercadinho tentam puxar pelas pernas os malandros que se acham acima de atual quer suspeita. Basta passar em casa para o cala boca com dinheiro vivo. Venham todos ao circo onde os palhaços contratados divertem o povo!

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