terça-feira, 2 de junho de 2026

Se correr o bicho pega. se ficar o bicho come. Em quem votar em 2026?




A disputa Lula versus Flavio Bolsonaro, muitos dão como fato consumado, com a eleição de um dos dois.
Para os que ficaram de fora, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que era o preferido, ate que Jair Bolsonaro escolhesse o filho, seu olhar esta em 2030.
A importância de 2030 está no fato de que Lula encerra definitivamente, eleito ou não, sua era politica e seu ciclo de vencedor das eleições presidenciais, que começou em 2002.
Com ele, vai embora grande parte do comando do PT, que também envelheceu e busca sua aposentadoria.
O resumo disso é que  o PT perderá sua força, pois Lula impediu o crescimento de novas lideranças.
Mesmo que Lula, se reeleito, queira construir um sucessor, seu governo enfrentará tantos problemas, que o escolhido não terá chances de vencer.
Assim, o caminho ficara mais fácil para a disputa de novos candidatos.
Mas, para a conjunção desse fator é preciso que Flavio Bolsonaro não se eleja em 2026.
Caso Flavio Bolsonaro seja eleito, Tarcísio de Freitas e tantos outros podem buscar outras candidaturas, pois a presidência da Republica será marcada pelo inicio de um novo ciclo de dominação, desta vez protagonizado pela família Bolsonaro.
Jair Bolsonaro será anistiado e todo aquele grupo, que orbitava em torno dele, quando presidente, será reaglutinado, levando-nos para um retrocesso no meio ambiente, na área social, na educação e cultura.
Será inevitável que Jair comande o poder usando Flavio como uma marionete, sem nenhuma dificuldade, pois o filho demonstrou habilidade para subserviência, com louvor.
O problema é que como gestor de situação critica, durante a pandemia, Jair Bolsonaro teve um comportamento deplorável, com suas tentativas de omissão e falas negacionistas, miniminizadoras e de desinformação, demonstrando desdém e irresponsabilidade.
Ainda que a gestão de Jair Bolsonaro tenha avançado em reformas estruturais, por falta de um projeto de governo bem desenhado, foram tímidas.
Diante disso, em 2022, os eleitores, chamados de pendulo, decidiram o resultado, votando em Lula, por acreditar que ele seria melhor do que reeleger Jair Bolsonaro.
Reeleger Lula, em 2026, que seria uma solução, não dá.
Seu terceiro mandato não conquistou o brilho que Lula obteve no seu primeiro mandato.
O mundo mudou e Lula não conseguiu enxergar isso.
Reelege-lo nos manterá ancorados na percepção de corrupção, inflação, frustração com o crescimento econômico e na dificuldade de atender às demandas do mercado financeiro e de conter gastos públicos.
Como sair dessa sinuca de bico?
O próximo presidente, a ser eleito em 2026, terá que ser um hábil gestor para enfrentar os desafios críticos como a intensa polarização política e a insatisfação persistente do eleitorado; a necessidade de governar com um Congresso multipartidário e super empoderado com as emendas parlamentares, que destroem qualquer plano de governo; com a pauta da segurança publica, que exigirá politicas publicas bem elaboradas; com a melhora dos indicadores macroeconômicos, que exigem reformas para a redução dos gastos públicos para que os juros possam baixar.
Isto posto, estamos diante de uma encruzilhada terrível.
Não da para votar nem em Lula, nem em Flavio Bolsonaro. 
De imediato, vemos apenas duas opções:
Ronaldo Caiado e Romeu Zema.
Embora ambos tenham ligações com o bolsonarismo, o máximo que fariam seria anistiar Jair Bolsonaro, mas não o trariam para dentro do governo.
Mas, há uma terceira opção pouco ventilada.
Trata-se de Renan Santos, cuja candidatura a presidente tem crescido, princialmente entre os jovens, e já posa de terceiro colocado.
A decisão de continuarmos ou não no cenário sombrio quer vivemos dependerá de sua lucidez.
No minimo, reflita!
Quem sabe quebre sua rigidez.