sábado, 12 de setembro de 2026

A Justiça sob julgamento do povo!



Essa convulsão, que assistimos, neste momento, no Supremo, apesar de estar contida, ate a revelação do áudio entre o golpista Vorcaro e o ministro Alexandre de Moares, estava fermentando ha tempos, aguardando, apenas, o momento certo.
E ele veio com o áudio.
Na verdade, já deveria ter acontecido antes, quando da revelação do envolvimento de outro ministro, Dias Toffoli, com Vorcaro, no episodio do Resort Tayayá, que foi abafado em reunião secreta entre os membros do Supremo.
O presidente do STF, Edson Fachin, agiu dentro dos preceitos corporativistas, com medidas de blindagem à Toffoli, extinguindo formalmente o pedido de suspeição encaminhado pela Policia Federal 
contra ele e mantendo sigilo da decisão.
A contenção do inquérito contra Toffoli ajudou Moraes a se safar, momentaneamente, quando foi revelado pela jornalista Malu Gaspar, da Globo, um contrato entre o escritório de Viviane Barci, esposa dele, e Vorcaro.
Esses dois episódios deveriam ter sido suficientes para abertura de inquérito contra os dois ministros.
Mas, Fachin achou que não.
Com o áudio revelador de conversas entre Moares e Vorcaro, houve a  saturação da tolerância de parte da sociedade mais politizada.
Começou um movimento contra o abafamento de mais esse caso.
Evidentemente, a imprensa livre, tendo em suas pautas diárias o assunto, colaborou com o aumento da indignação popular.
A tal ponto que as discussões sobre eleições ficou para segundo plano.
Só se fala da reunião da próxima terça feira, especulando-se como o Supremo vai reagir, abrindo investigação contra Moraes ou, novamente, abafando o caso, através de vários tipos de manobras elencadas por analistas políticos, como, por exemplo, pedido de vistas com o objetivo de levar a discussão para um futuro distante.
Seja o que for utilizado, para  postergar a decisão correta, os ministros estarão apostando na impunidade a favor deles, acreditando que o tempo favorece essa pretensão.
Mas, não consideram que isso transmitirá à população um aumento do sentimento de impunidade, que poderá desaguar na votação de senadores que se manifestem a favor de um impeachment para ministros do Supremo.
Ou seja, pode não dar certo, num futuro próximo.
Qualquer decisão, que não ofereça uma conclusão que faça a população acreditar que houve justiça contra os poderosos, não é nem a questão pessoal de um ou outro ministro, mas afetará a já desgastada credibilidade na Instituição  Justiça, como um todo.
E isso é péssimo para a democracia.
Se não pudermos confiar na Justiça, em quem confiar?





7 comentários:

  1. O Alexandre de Moraes, jogou no lixo todos os princípios de moralidade e sua biografia de defensor da democracia, ele deve pagar por isso, e não devemos que ele se esconda e se safe por de trás de artimanhas jurídicas, com perfil de justas, mas na verdade uma carapuça da desonestidade.
    Antonio Rocca

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    1. VERDADE. É um vômito sobre a bandeira do Brasil.

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  2. Há quantas décadas sabemos como os poderosos operam? O problema atual foi a sociedade sempre achar que estavam decidindo em favor da justiça com argumentos de dispositivos da lei e da ordem. Doce engano, a venda de sentenças não é um fato novo, o problema atual é que essa contaminação veio dos mesmos julgadores do passado, que ao longo do tempo, foram se especializando na traquinagem, achando que a corte tudo pode. Se enroscaram na própria rede, quero ver como sairão dessa. Certamente irão dar um abafa, e esperar que o fato caia no esquecimento, afinal o brasileiro tem memória curta, e está mais preocupado com a cervejinha, a bet, futebol e pagode. Vai vai Brasil, teu futuro é duvidoso.

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  3. Geraldo, parabéns! Mais um dos seus excelentes textos 👏👏👏

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  4. Parabéns pelo irreparável texto!

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  5. Aguardemos terça para avaliar como procederão.. Depois conversamos. Dalva

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  6. FACHIN NO MEU MODESTO PONTO DE VISTA DEVERIA SER VISTO COMO UMA GILETE. CORTA DOS DOIS LADOS. NÃO SE ENQUADRA NA CATEGORIA DE HOMENS DIGNOS. É UM CORPORATIVISTA MEDROSO, MEDÍOCRE, COVARCE E IRRESPONSÁVEL. ELE É UM GILETE: CORTA DE UM LADO O MAL E, DO OUTRO LADO FATIA O BEM.
    Ass.: José Alves Silva

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