terça-feira, 25 de novembro de 2025

Lula enfrenta o maior desafio em sua historia.



A estrutura multi partidária, que prevalece na republica brasileira ha anos, obriga o presidente da republica a fazer coalizões com outros partidos para que, junto com o seu partido, consiga aprovar seus projetos e governar com certa tranquilidade .
Como essa pluralização partidária não é fundamentalmente ideológica, apesar de vários partidos terem matizes ideológicas semelhantes, o que, realmente, é determinante é o fato dos partidos terem donos.
Assim, os donos dos partidos procuram abrigar um maior numero de políticos, que se submetam à sua liderança, em especial na esfera federal, para que sirvam de massa de manobra nas votações, que interessem ao presidente da republica, quando este, antecipadamente, tem um acordo com o dono do partido.
Como o pais é imenso, esse multipartidarismo não é suficiente para uma coesão, havendo dentro dos partidos outras tantas divisões, para atender interesses de lideranças regionais.
Desta forma, como os partidos, internamente, não tem um perfil bem  definido, 
acabam por não terem um programa partidário, mas um amontoado de ideias difusas e algumas vezes conflitantes.
Some-se a isso, no Congresso, há existência das bancadas temáticas, como a da bala, a evangélica, a ruralista, entre outras.   
Seus membros estão distribuídos em vários partidos, complicando ainda mais a identidade partidária.
Ainda no plano federal, apesar de haver alguns ministros de partidos, que não se alinham politicamente com o presidente, mas que estão la para atender acordos entre o dono do partido e o presidente, nas votações no Congresso, políticos do mesmo partido do ministro votam contrariamente aos interesses do presidente.
Ou seja, nem estando dentro do governo ha segurança de fidelidade no Congresso.
Como se diz popularmente, o Brasil não é para amadores.
Desde a saída dos militares do poder, os presidentes conseguiam administrar esse problema com indicações dos congressistas a cargos na maquina publica e a distribuição de verbas para uso do parlamentar.
Era o chamado governo de coalizão.
Lula, em seu primeiro mandato, conseguiu ser eleito pela habilidade ao se apresentar como o Lulinha paz e amor.
Prometeu e cumpriu um governo de coalizão com outros partidos.
Ate que Lula, sob a influencia de Zé Dirceu, caiu na ambição de dominar os parlamentares com pagamento de verbas mensais em troca de votos favoráveis a seu governo, que ficou conhecido como Mensalão.   
Essa pratica, que quase custou o mandato de Lula, foi revelada por um dos integrantes do esquema, o deputado Roberto Jefferson, que se postou de herói nacional, mas na verdade só revelou porque sentia-se injustiçado com seu quinhão.
Entretanto, Lula ainda conseguiu se manter e se reeleger, utilizando-se do governo de coalizão e por manter um bom relacionamento com os presidentes da Câmara e do Senado.
Tudo seguia o rito usual ate que, durante o segundo mandato do governo Dilma, 
seu governo estava mal avaliado pela população, por erráticas decisões econômicas.
Além disso, Dilma se indispôs com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha.
Foi fatal.
Cunha abriu um processo de impeachment e Dilma foi afastada do cargo.
Mas, ainda no governo Dilma e depois, no governo de Temer e de Bolsonaro, o Congresso foi mudando a regra do jogo de governo de coalizão e os deputados e senadores passaram a administrar verbas orçamentarias, sem precisar ocupar ministérios para transferir recursos para suas bases eleitorais, nem depender da benesse da distribuição de verbas pelo presidente da republica.
No governo Bolsonaro, no ultimo ano de mandato, quem geria as verbas eram congressistas, dentro do governo e no Congresso.
Quando Lula assumiu seu terceiro mandato, se viu diante da perda da autoridade que tinha em seus dois mandatos anteriores.
Mesmo assim, vinha conseguindo aprovar alguns de seus projetos, mas enfrentou varias derrotas.
Na atual gestão dos presidentes da Câmara e do Senado, Lula conseguiu maior adesão de apoio do presidente do senado, Davi Alcolumbre, enquanto tentava se equilibrar na Câmara com o presidente Hugo Motta, que enfrenta seus próprios  problemas de liderança, sem apoio do governo Lula. 
Essa  situação levou a desgastes na relação do governo Lula  com Motta, a ponto deste romper com o presidente do PT, Lindbergh Faria.
O que deveria ser motivo de preocupação para Lula, pois Dilma perdeu o mandato numa dessas.
O problema se agrava porque Alcolumbre também demonstra insatisfação com Lula pelo fato da indicação de Jorge Messias para o Supremo, contra  a indicação que Alcolumbre queria, a do ex-presidente do senado, Rodrigo Pacheco. 
Estamos diante de uma situação inédita, que obrigara Lula a usar de toda sua habilidade politica para não ver seu mandato encerrado ou virar pato manco em seu final de mandato e esquecer da reeleição.
Isso para não falar dos desdobramentos políticos pela prisão de Bolsonaro, que é tema para outra ocasião.
Brasil é o melhor seriado de intrigas e ambições, nunca imaginado pelos cineastas de Hollywood, que assistimos ao vivo e a cores.

   
 


2 comentários:

  1. Neste caso, quem tem medo do governo Lula? Ele não manda nada! É um fantoche que acabou sendo manipulado por quem ele queria que fosse fantoche dele: o STF. E esse vem comandando Brasil pelo medo. Prisões arbitrárias, te dando a liberdade de manifestações Contrárias a eles e o sonho de todos os brasileiros no momento é ver o impeachment de 11 juízes porque de um só não resolve. Vou repetir: quem tem medo do Lula????? Mas medo de ir para uma prisão arbitrariamente todo mundo tem. Isso é que precisa acabar. Mas quem vai colocar o guizo No pescoço do gato??????

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  2. Assinando acima: Maria Alice Rezende de Campos Prado

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