sábado, 7 de fevereiro de 2026

Eleição presidencial: Se correr o bicho pega. Se ficar bicho come. Pra onde correr?

 




A ingerência politica do Supremo, quando anulou os processos, que mantinham Lula preso, objetivando trazer para a cena politica um concorrente, que tivesse condições de vencer a tentativa de reeleição de Jair Bolsonaro, demonstrou que fizeram com sucesso o que entendiam como certa.
Se Bolsonaro, realmente, tivesse a intenção de dar um golpe de estado e fosse um golpista perspicaz, teria percebido que aquele era o momento adequado para decretar um estado de exceção, fechando o Congresso e o Supremo.
Não o fez.
Talvez porque sua prepotência o impedisse de enxergar que, mesmo com Lula no tabuleiro eleitoral, sua chance de vencer estava em risco. 
Talvez porque não sentiu que teria o apoio, inevitável, das forças armadas para assegurar sua medida de força.
Talvez porque não teve coragem e ousadia.
Ou, talvez,  todas as alternativas juntas e misturadas. 
O fato é que perdeu tanto a eleição como o momento certo para dar um golpe de estado.
Depois de consumada a eleição, mesmo que tenha planejado uma tentativa de golpe articulada no Palácio do Planalto, Bolsonaro acabou por abandonar o cargo, dias antes do final do mandato, e foi para seu refugio nos EUA.
Ou seja, essa tentativa não ganhou musculatura para se efetivar em nenhum momento.
Mesmo com manifestantes a porta dos quarteis clamando por uma intervenção militar, que culminou numa marcha ate Brasilia e acabou em vandalismo.
Mas, o Supremo que já havia ingerido antes, desta vez resolveu neutralizar Bolsonaro, para que nunca mais concorresse às próximas eleições. 
Para isso formalizou um processo judicial, que concluiu com a prisão de Jair Bolsonaro e outros envolvidos na trama.
Entretanto, assim como ocorre no crime, você elimina o chefe da quadrilha, mas, em seguida, surge um novo chefe.
Jair Bolsonaro, mesmo preso, não foi suficientemente neutralizado.
Indicou como herdeiro politico e candidato, para a próxima eleição presidencial, seu filho Flavio.
Flavio, como foi o pai, é um despreparado para conduzir o pais.
Se ganhar, não tem, além do sobrenome que carrega, nenhum carisma para liderar junto ao Congresso um projeto de governo, que leve o  Brasil para um patamar superior.
Se houver.
Seu governo será, inevitavelmente, refém do Centrão e, para sobreviver, terá que submeter a ele.
Justamente o Centrão que não é nem de direita nem de esquerda.
É o pior conglomerado politico, pois é conservador nos costumes e não liberal na economia.
Seu único objetivo na politica é manter-se no poder, para tirar o máximo de vantagem pecuniária.
Que é o que faz desde sempre. 
Alia-se ao governo de ocasião, seja ele de que matiz politica for.
Por outro lado, ha Lula, todo sequioso para conquistar um quarto mandato.
Lula tem inegável liderança politica para conseguir seus objetivos junto ao Centrão, que o apoia no atual governo.
Embora tenha sofrido algumas derrotas, o Centrão enxergou que obteria  vantagens e permitiu que Lula aprovasse varias medidas.
Além de não incomoda-lo por enfiar o pê no acelerador dos gastos públicos e aumentar a divida publica.
Afinal, os índices econômicos mostram que o Brasil esta dentro da métrica desejada.  
O problema  é que o PT, durante a comemoração de aniversario de sua fundação, na Bahia, pregou a ampliação do gasto publico, no próximo mandato, semelhante ao que foi feito no governo Dilma 2.
Que foi um desastre contido pelo seu impeachment.
Para que consigam ampliar o gasto, foram astutos.
Propuseram que o governo Lula 4 afrouxe a meta inflacionaria.
Com isso, ofereceria ao Banco Central condições técnicas para reduzir a taxa de juros e abrir espaço no Orçamento para gastar mais.
Entretanto, ainda que Lula seja um velho e, se não estiver com a memoria fraca, deve lembrar quanto era prejudicial ao trabalhador, quando havia inflação, Lula deve acatar tal proposta.
Seu conhecimento reduzido de como funciona a economia impede que entenda que inflação a gente sabe como começa, mas não sabe como termina.
Durante a ditadura militar, aconteceu o mesmo traçado que Lula quer fazer.
Deixaram a inflação afrouxar e, ao final da ditadura, fomos contemplados por uma hiperinflação.
Além de uma divida externa impagável, que obrigou o Brasil a recorrer ao FMI.
Esse é outro dado importante.
A divida interna brasileira já esta num nível elevado.
Gastando-se mais teremos mais inflação e mais divida.
Para quem viveu o filme, o fim já conhecemos.
Queremos reviver esse trágico filme antigo?
Assim estamos num dilema.
Um fraco, Flavio, contra um forte, Lula, na liderança politica, ambos com potencial de quebrar a economia do Brasil. 








 




4 comentários:

  1. No momento é o que temos: um incompetente que carrega um sobrenome e um espólio, outro que está de saltos muito altos, certo de que vai se manter na Presidência. Mas o mundo gira. O problema é que nenhum partido formou uma nova liderança nem pensou em um programa de Governo para os dias atuais, sequer para o futuro. Então estamos à mercê da nossa própria sorte. E o Carnaval chegou! Pra que se preocupar com eleições? Este é o nosso país. . Dalva

    ResponderExcluir
  2. Há tempos falamos que é necessário mudar o sistema. O que esses políticos fazem é se perpetuarem no poder, passando de pai para filho. Se fossem honestos e operassem para o cidadão nada a contestar, mas ao que podemos ver e acompanhar desde 1988, só tivemos políticos usurpando a economia, corrupção, formação de facções, e massacre a cidadania! Enquanto não tivermos critérios eleitorais de nada vai adiantar gastos irresponsáveis para eleger-se os mesmos canalhas e congressistas que não nos representam no jogo político.

    ResponderExcluir
  3. É bem triste o quadro político sucessório. Os bons números da economia podem virar com qualquer vento de instabilidade. O “ churrasacão “ é ainda a celebração do PT para saciar a plebe ao invés de eles mesmos darem o exemplo de sobriedade. Flávio Bolsonaro é madeira verde para o peso do cargo que aspira. A classe política do Brasil é objeto de mofa e desprezo. Alguns poucos parlamentares ainda carregam o poder da força da decência contra a maioria esperando o “ churrascao “ para dar espaço à sua voracidade. E o Brasil onde ficará? Ass. José Alves Silva

    ResponderExcluir
  4. De qualquer forma é melhor experimentar uma novidade a permanecer com quem já se sabe que surrupia… Maria Alice Rezende de Campos Prado

    ResponderExcluir

Seu comentário é bem vindo!
Agradeço sua participação.