domingo, 1 de fevereiro de 2026

Os desempregados ocultos - reféns de Lula




O IBGE estimou, em 2025, que a população brasileira é de 213.421.037.
Desse montante, conforme dados oficiais, 94 milhões de pessoas entre 15 e 64 anos constam no Cadastro Único (CadÚnico) e são dependentes de programas de assistência social e auxílios financeiros do governo federal.
Numa conta básica, isso representa 44% da população brasileira que vive, repito, de programas sociais.
A coisa está um pouco pior.
Sete em cada dez brasileiros, que estão em idade de trabalhar, se cadastraram em programas de assistência do governo federal.
A realidade é que grande parte dos assistidos, cujo numero não é possível apurar, tem a assistência 
social como unica fonte de rendimentos e subsistência.
Outra parte desses assistidos tem outra fonte de renda, os chamados "bicos".
Mesmo assim, se somados seus rendimentos, não deixariam de ser pobres e desempregados.
Ai reside a grande mentira do governo Lula.
O governo se rejubila por ter o menor indicie de desemprego na historia do Brasil e quiça de alguns países europeus.
Divulgou que, em 2025, o Brasil atingiu o índice de  5,1% de desempregados.
Apenas como comparação, a Itália tem um índice de 5,6%, a Alemanha 6,3%, a França 7,7% e a Espanha 9,3%.
Como isso é possível?
Basicamente porque, no Brasil, o critério de estar desempregado não é igual ao numero de pessoas quem não trabalham.
Computa-se como desempregado somente aquele que estiver disponível para trabalhar e procurando uma vaga!! 
Como grande parte dos assistidos sociais, sabe-se la por quais razões intimas, não procuram emprego, estes não entram no computo geral de desempregados.
Se fossem incluídos, o índice de desemprego seria bem maior! 
É verdade que se houvesse demanda de emprego para todos os brasileiros aptos a trabalhar não haveria vagas em numero suficiente.
Faltam empregos!
A situação seria pior se todas as industrias se automatizassem totalmente, como acontece nos países desenvolvidos pelo mundo.
O problema da falta de emprego na industria é que o Brasil encontra-se numa situação de falta de competitividade e desindustrialização.
A participação da industria é de apenas 22% no PIB nacional e tende a reduzir ainda mais.
Enquanto isso o agronegócio cresce, atingindo 30% do PIB.
Embora no passado o Brasil fosse um pais eminentemente rural, hoje o agro negocio tem cada vez menos trabalhadores desqualificados.
No agro, cada vez mais há um reduzido numero de trabalhadores qualificados, que manuseiam os equipamentos.
Ou seja, cada vez menos essas atividades ofertarão empregos.
Desqualificados, então, muito menos.
Isso remete a necessidade de qualificar cada vez mais o trabalhador.
E isso sob dois ângulos.
O primeiro, conhecido de todos, é preciso ensino de qualidade.
Não basta o Brasil ter quantitativo de escolas suficiente para atender a todos os brasileiros.
As escolas não ensinam o minimo necessário.
A ponto de faculdades de medicina, a exemplo de escolas de direito, que se multiplicaram sem a devida qualidade, serem mal avaliadas, o que levará o Brasil a ter que  fazer exame para que o medico formado se habilite na profissão.   
E como no direito, haverá milhares de médicos que não conseguirão obter seu registro profissional.
Toda essa gente ganhará salários não compatíveis e trabalhará em atividades que não tem nada a ver com sua formação,
Como consolo, terão um diploma decorativo para pendurar na parede!
Outro angulo é o imenso contingente de faculdades versus baixo contingente de escolas técnicas.
Ha uma carência de técnicos bem formados.
Ao invés do governo focar em escolas técnicas, foca em faculdades.
Faculdade é para quem gosta de estudar.
A escola técnica é a fornecedora de mão de obra qualificada para a industria e o agronegócio.  
Para finalizar. 
Evidentemente que não se pode deixar de dar assistência social a toda essa gente sem estudo e sem emprego.
Morreriam de fome.
Já que a religião integrou-se, novamente, na politica, não ajuda-los seria uma afronta ao princípios cristãos.
Apesar de muitos cristão serem implacáveis contra o assistencialismo social.
A questão não é ser a favor ou contra.
A questão é que governo tem que ter politicas publicas excelentes para proporcionar aos empregadores melhores condições para que se sintam confortáveis a oferecer mais empregos.
E não ficar apenas divulgando que sua gestão foi maravilhosa pelo índice mentiroso de desemprego.











3 comentários:

  1. Talvez esses ocultos possam ser considerados desempregados mesmo. Até muitos que fizeram faculdades boas possam estar desempregados.

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  2. mto inteligente tuas observações, é apavorantes tbm. E mto triste ver como anda nossa educação e nossos empregos. Esse governo destruiu o pais.

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  3. Há no seu artigo um numero alarmante! 44% por da população está inscrita em programas sociais do governo e considera-se desempregado o desocupado circunstancial. Existe manipulação com fins eleitoreiros. Um país que depende da força de trabalho ativa está enfermo e visivelmente defasado do padrão de vida, saúde , consumo e educação. Agrada ao governo o país dos coitadinhos onde ha muitos que arrancam do estado sua existência sem dar nada ou quase nada a sociedade. É a síntese de uma concepção de governo mentirosa é medíocre. Quem poderia depurar esses números é o Congresso e o Senado. Todavia os deputados e senadores têm seus interesses na próxima eleição mesmo que isso ocorra ao preço de aumentar para 50%, por assim dizer, o numero de dependentes de programas sociais.
    Ass. José Alves Silva

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