sábado, 11 de julho de 2026

A conspiração dos Intocavéis.



Embora a maioria dos ministros do STF, que participaram do julgamento do Mensalão, em 2012, tivessem sido indicados anteriormente por Lula e por Dilma, eles julgaram os envolvidos sem um viés em defesa dos envolvidos da cúpula PTista.
Houve apenas a divergência de Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, mais próximos à Lula, que votaram pela absolvição de vários réus, como Jose Dirceu, Jose Genuíno e outros PTistas.
Mas, ao final, houve um julgamento no qual todos os envolvidos no crime tiveram um julgamento imparcial e a condenação à prisão de políticos de vários partidos, inclusive o PT.
Entretanto, depois desse julgamento, houve a saída dos ministros Joaquim Barbosa, Ayres Britto, Cezar Peluzzo e Celso de Mello e o ingresso dos ministros Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Nunes Marques e André Mendonça.
Com essa mudança estrutural houve, também, uma mudança radical na atuação do Supremo, que avançou além de suas prerrogativas constitucionais como "guardiã da Constituição" e passou a praticar o ativismo judicial excessivo.
Isso ocorreu quando a Corte passou a interferir nas competências exclusivas dos Poderes Executivo e Legislativo, quando criou leis em vez de apenas interpretá-las.
Não satisfeitos, passaram a atuar politicamente.
Assim, a nova composição votou por 8 votos a 3, em 2021, pela anulação das condenações do ex presidente Lula, no processo da Lava Jato, comandado pelo juiz Sergio Moro, pois Andre Mendonça ainda não fora empossado no cargo, se não, poderia ter sido 7 a 4.
O suposto objetivo dessa anulação foi criar um candidato com força de derrotar a reeleição do então presidente Jair Bolsonaro, que mostrava-se hostil ao Supremo.
A partir da eleição de Lula, o Supremo de maneira explicita passou a apoiar o governo dele, com decisões alinhadas em pautas progressistas em sintonia com temas da agenda defendida pelo governo.
E se tornou com maior peso politico com a indicação de Cristiano Zanin e Flavio Dino, fervorosos amigos de Lula e de sua extrema confiança.
Assim, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi julgado pela Primeira Turma do STF no processo sobre a trama golpista, que tinha como membros Alexandre de Moraes,  Flávio Dino, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Luiz Fux. 
A ação penal contra Jair foi julgada em 153 dias, da fase de denúncia até a condenação.
O tempo é muito mais curto do que a média de 722 dias que o STF costuma levar para julgar ações semelhantes.
Desta forma, o que dentro de um processo normal acabaria condenando Jair Bolsonaro, mais uma vez, na minha percepção, houve uma suposta interferência politica do STF, com o objetivo de eliminar Jair Bolsonaro do confronto eleitoral no processo de reeleição de Lula.
Com a retirada de Jair Bolsonaro do jogo politico, este indicou seu filho Flavio.
Entretanto, Flavio não tem o mesmo carisma do pai e junto com seu irmão, Eduardo, tropeçaram em diversas atuações para viabilizar sua candidatura à eleição, como seu envolvimento na taxação de Trump sobre produtos exportados pelo Brasil aos EUA, ano passado, e, recentemente, em nova taxação e declaração de terrorismo praticado pelo PCC e CV impostas por Trump, apos reunião com os irmãos Bolsonaro.
Flavio Bolsonaro, ainda, teve contra si a revelação, ate então desconhecida de seus apoiadores, e, inicialmente, negada, de sua relação com Daniel Vorcaro, no suposto financiamento do filme Dark Horse, cujo esclarecimento esta pendente.
A cereja do bolo na destruição da campanha de Flavio foi através da declaração de sua madrasta Michelle, que o detonou.  
Ou seja, Flavio Bolsonaro, por si mesmo, pode não conseguir se eleger presidente.
Lula não precisa de ajuda, mas, nos últimos meses, houve uma intensificação nas ações da Policia Federal contra opositores à Lula, mesmo Lula negando sua influencia na PF.
Ainda que os envolvidos nas investigações, supostamente, tenham praticados atos ilícitos, o fato é que a PF esta agindo mirando aliados de Flavio, sob o comando do STF. 
Embora a PF tenha apresentado denuncia contra o senador Jaques Wagner, do PT, com exposição de fotos com dólares, nada de mais grave houve contra ele.
Jaques continua com sua campanha na Bahia para reeleição a senador e ate teve uma visita de Lula, quando este foi a uma inauguração na Bahia.
Durante a cerimônia, Lula fez um discurso exaltando sua longa amizade com o senador baiano.
Ou seja, embora tenha parecido fogo amigo, Jaques Wagner estava intimamente ligado ao caso Master e evitar uma investigação, que o envolvesse, seria demasiadamente explicito que a PF age de maneira seletiva em seu trabalho.
De outro lado, o STF tem agido contra aliados de Flavio, como foi a ultima investigação envolvendo Valdemar Costa Neto, presidente do PL.
No estado do Rio de Janeiro, base eleitoral da família Bolsonaro, todos seus aliados foram eliminados por comprovados atos de corrupção. 
Com a renuncia do governador Claudio Castro, com a renuncia, anterior, de seu vice, que fora enviado para o Tribunal de Contas do RJ, com o presidente da
Assembleia Legislativa do RJ, deputado Rodrigo Bacellar com seu mandato cassado pelo TSE, na linha sucessória restou a assunção ao cargo de governador ao desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal do RJ.
Por mais que se goste da gestão redutora de indevidos gastos públicos com funcionários fantasmas e contratos fraudulentos, a permanência de Couto
não obedece o regramento legal, pois caberia o cargo de governador ao presidente da Assembleia Legislativa do RJ, o deputado estadual Douglas Ruas, do
PL, que foi eleito presidente da ALERJ em abril.
Com a posse de Douglas no governo do RJ, haveria um palanque mais forte à Flavio Bolsonaro, no estado. 
Mas, os ministros do STF Cristiano Zanin e Luiz Fux, negaram os pedidos de posse feitos pelo deputado Douglas Ruas, e mantiveram Couto no cargo, sem apresentar razões jurídicas que embasassem suas decisões.
Sem me alongar demais, o fato é que paira uma suspeita de conspiração em andamento, não combinada entre as partes, mas segue o principio básico de evitar a eleição de um Bolsonaro e reeleger Lula.




2 comentários:

  1. A considerar que a bandidagem evolui a passos largos no país, o terminal 3 continua sendo a única solução para quem quer ter uma vida com dignidade, segurança e evolução social. Se ficar vai ter que conviver com os piores marginais de nossa história dos últimos 25 anos! Tomaram o país na mão grande e não tem ninguém que mude a situação.

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