quarta-feira, 8 de julho de 2026

O terrível imposto de importação!!!




A questão do imposto de importação americano, que Trump impôs ao Brasil,  tornou-se alvo de exploração politica, tanto do presidente Lula, que pretende se reeleger, quanto do pre candidato Flavio Bolsonaro.
O presidente Lula argumentou que as razões utilizadas por Trump para impor tarifas elevadas aos produtos que o Brasil exporta para os EUA são insustentáveis, pois as alegações apresentadas não correspondem à realidade das acusações que o levaram a agir assim.
A contestação do governo brasileiro foram bem elaboradas e diante de um julgamento justo, deveriam ser acatadas.
Entretanto, por parte dos EUA, não se trata de uma tarifação baseada apenas  em argumentos técnicos, mas é decorrente de uma taxação politica gestada, anteriormente, por Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, quando pretendiam tentar chantagear o governo brasileiro, através da imposição de sanções, sob forma de alto imposto de importação de produtos brasileiros,  pelo presidente Trump, objetivando a anulação do julgamento do ex-presidente golpista, Jair Bolsonaro.
Embora sem sucesso, pois o julgamento prosseguiu e o STF mandou prender Jair Bolsonaro, o presidente Trump, por pressão interna, excluiu uma lista abrangente de produtos daquela taxação.
Mas, restava, ainda, algo como 1/3 dos produtos exportados, que continuavam submetidos à sanção.de Trump.
Como aquela primeira taxação foi considerada ilegal pelo Tribunal americano, Trump, para retomar sua politica protecionista, precisou utilizar outros artifícios jurídicos, que dessem sustentação à sua saga de taxação mundial de produtos importados.
Ao Brasil, além da taxação básica de 10%, adotada para o resto do mundo, foi utilizada a aplicação de Seção 301 da Lei de Comercio americana, que prevê uma taxação extra de até 25%.
Mas, para ser imposta, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, USTR, tem que promover uma investigação sobre praticas comerciais estrangeiras, que prejudiquem o comercio dos EUA.
A USTR, para justificar suas investigações, listou as seguintes denuncias contra o Brasil: sistema PIX; desmatamento ilegal; tarifas do etanol; não cumprimento das regras de propriedade intelectual; acordos comerciais desleais e medidas sem eficacia no combate à corrupção, que o Brasil estaria praticando em prejuizo dos EUA.
Somou-se, ainda, a denuncia de pratica de trabalho assemelhado a escravo, supostamente, praticada no Brasil, para justificar o acréscimo de uma outra tarifa de 12,5%.
O pre candidato Flavio Bolsonaro, para tentar se esquivar da primeira investida sobre taxação, na qual ele mesmo, na época, comemorou como vitoria do irmão Eduardo, pois percebeu que ao invés de ajuda-lo acabou por ajudar ao presidente Lula, 
desta vez, de imediato, se manifestou contra a medida a ser aplicada  a partir de 15 de julho, por Trump.
E prontificou-se a ir numa audiência publica da USTR com esse proposito.
Na audiência, que foi junto com o irmão Eduardo, ao invés de, enfaticamente, defender os interesses do Brasil, contestando todas as acusações, aproveitou seus minutos de exposição para explorar politicamente e agradar seu publico cativo, argumentando que esse era o pior momento para adoção das taxações extras pelos EUA, pois prejudicaria sua campanha eleitoral e pediu que a mesma fosse adiada ate a definição do próximo presidente eleito.
E mais, concordou com um dos itens da investigação, que fala sobre a leniência do atual governo no combate à corrupção e mencionou que a corrupção esta ligada aos governos de Lula.
Ou seja, lavou roupa suja la fora, concordando que os EUA punam o Brasil sobre esse tema, caso Lula seja reeleito, como se aquele pais fosse o Corregedor do Mundo!
E mais, Flavio se apresenta como exemplo de honestidade.
Mas, ate hoje, não teve devidamente esclarecido seu envolvimento nas rachadinhas, nem deu as necessárias explicações sobre o financiamento do filme sobre seu pai Jair, cujo recurso tomou de Vorcaro, do banco Master.
Esqueceu-se, ainda, que o presidente de seu partido PL, Valdemar Costa Neto, foi condenado pelo STF e preso, no passado,  por estar envolvido na corrupção do Mensalão!!
Mas, o assunto não morre por ai.
Embora a maioria dos brasileiros, que viajam ao exterior ou mesmo quando compram produtos importados aqui mesmo, fique indignada com a constatação de que os produtos la fora são bem mais baratos do que aqui, não se dá conta do por que disso.
Vou te explicar.
O Brasil, também, adota politica de protecionismo, desde sempre.
Os importadores brasileiros estão sujeitos aos seguintes impostos federais: Imposto de Importação, que pode chegar a 35%, como o aplicado a automóveis.
Imposto sobre Produtos Industrializados, cuja alíquota varia por produto.
PIS/Pasep-Importação e Cofins-Importação.
Além disso, há a cobrança de ICMS, que é um imposto estadual, que varia entre 17% e 22%, dependendo do estado de destino da mercadoria, com o agravante que é calculado sobre a soma de todos os custos e impostos anteriores.
Por isso, tanto você, como eu, que somos contra a absurda taxação de Trump temos que exigir, como fizeram os americanos, que não estão acostumados a pagar tanto imposto no consumo, quando Trump impôs a taxação e o o obrigou a contemplar vários itens fora da taxação.
O Brasil é pior que os EUA na cobrança de impostos!
Mas, disso, nem Lula nem Flavio Bolsonaro falam!

 

3 comentários:

  1. O COMÉRCIO INTERNACIONAL É CHAVE PARA ABRIR CAMINHOS PARA O BRASIL SEJA IMPORTANDO, SEJA EXPORTANDO. UM CANALHA COMO O PRESIDENTE NÃO TEM CONDIÇÕES TECNICAD E NEM INTELECTUAIS PARA ABORDAR O TEMA COM VISÃO DE LONGO PRAZO. FLAVIO NÃO DEMONSTROU QUALIDADES INTELECTUAIS E NÃO SE CERCOU DE DOS MAIORES ESPECIALISTAS. 🥲 José A Silva

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  2. O Flávio está se vendendo e vendendo o que puder para alçar a presidência, nem pela ideologia de direita, muito menos pelo Brasil, e sim para o seu clã!
    Rocca

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  3. As dinastias políticas acabam se tornando um problema é um tumor no Brasil.

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