Quando foi revelado pelo ministro Andre Mendonça supostas conversações entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes ja pesava sobre este a suspeita de um milionário contrato entre o Banco Master e a esposa de Moraes, Viviane Barci.
Naquele momento da revelação da existência do contrato, Moraes já deveria ter sido investigado, mas a Corte não entendeu assim.
A suposta conversa, que foi revelada meses depois, foi o que faltava para confirmar a suspeita consensual entre aqueles, que acompanham, de maneira isenta, os fatos políticos, de que houve, sim, um suposto ato de prevaricação de Moraes.
Se, realmente, Moares fosse inocente nessa estoria e tivesse sido indevidamente utilizado por Vorcaro para falsear ligações para ele, sabe-se la com qual intuito, bastaria Moares se colocar a disposição para os esclarecimentos e provar que houve falsidade ideológica de Vorcaro.
Mas, Moares reusou-se a defender-se.
Pior, utilizando-se de instrumento autoritário, semelhante ao que se vê em ditaduras, partiu para o ataque com golpe baixo contra Mendonça.
Indiciou Mendonça no inquérito das fake news sem obedecer o rito, que agora exige que seja feito para ele, de pedir autorização para que Mendonça fosse investigado.
Por sorte, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu tirar a relatoria desse interminável inquérito, que Moares detinha desde 2019, e anulou o arbitrário ato.
Nesse momento, Moares perdeu parte de seu autoritário poder, que prejudicou muita gente inocente.
Agindo assim, Moares cometeu mais um suposto crime, semelhante àquele que tentou imputar a Mendonça, que foi objeto de uma petição, a qual o presidente Fachin estabeleceu uma data para ser apreciado pela Corte.
Moares, também, deveria ser objeto de mais essa suspeita.
Pelos supostos contatos telefônicos e de reuniões entre Moares e Vorcaro, o que houve foi uma audiência, que aconteceu no dia 15 de setembro, para apreciação, pela Corte, da procedência ou não de abertura de investigação contra Moares.
É bom lembrar que investigar é uma obrigação, quando se ha suspeitas.
Não se trata de julgar, nem criminalizar ninguém, na qualidade de réu.Mas, a apreciação acabou sendo impedida de acontecer, diante de chicanas praticadas por Flavio Dino e Gilmar Mendes, semelhantes àquelas utilizadas por advogados canalhas e que são objeto de repulsa por juízes idôneos.
Essa atitude envergonhou o digno oficio da magistratura, pois nunca poderia acontecer na mais alta corte do Brasil.
São manchas negativas que comporão o currículo desses ministros.
Mas, parece que não se preocupam com isso, pois a chicana maior foi o pedido de vista de Dino, que, no meu entender, é indevido, pois o que se discutia não era um processo, mas uma questão de ordem, que é administrativa.
O pior é que esse pedido foi feito após Dino ter votado.
Diante da iminente perda da questão de ordem, pelo voto da ministra Carmen Lucia, utilizou-se desse vil procedimento.
Com todo esse aparato de blindagem a Moares, fica implícito, para quem assiste a tudo isso, que Moraes reconhece, intimamente, que deveria ser réu e tenta escapar de uma possível condenação, evitando ser julgado!
Diante dessa divisão da Corte a favor da impunidade a um de seus membros, a Republica vê-se ameaçada e traz intranquilidade a todos.
Diante dessa divisão da Corte a favor da impunidade a um de seus membros, a Republica vê-se ameaçada e traz intranquilidade a todos.
Resta aos senadores agirem com dignidade, abrindo imediatamente um pedido de IMPEACHMENT contra Alexandre de Moraes, Flavio Dino e Gilberto Mendes.
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