O modelo de desenvolvimento econômico, que o presidente Lula defende, basicamente, se apoia na manutenção de estatais e na gastança além do que o orçamento determina.
Na verdade, Lula gostaria, mesmo, era de aumentar o numero de estatais, porém não encontra apoio politico no Congresso.
Embora aja parcela significativa de congressistas, que desejam a privatização da maioria das estatais existentes, prevalece a vontade de Lula de mante-las, até porque os congressistas as utilizam para fazer nomeações de correligionários.
Quanto a gastança, Lula acredita na teoria desenvolvimentista keynesiana, que diz que o aumento dos gastos públicos é o motor fundamental para estimular a economia e promover o desenvolvimento econômico e social.
O resultado dessa gastança desenfreada fez com que houvesse um crescimento do endividamento, catapultando a divida federal para 85% do PIB.
Para evitar que, junto com o endividamento, a inflação disparasse, o Banco Central foi obrigado a elevar os juros da Selic para 15% ao ano.
Criando, inclusive um paradoxo.
Um molha, Lula, e o outro enxuga, o BC.
Ou seja, o Estado, além de ter gastos acima do orçamento, tem que pagar juros altos, aumentando ainda mais a divida interna.
O interessante de tudo isso é que o presidente Lula é muito criticado pela direita, com razão.
Mas, essa mesma direita, em especial aquela que venera a ditadura militar, parece desconhecer que, na ditadura, o governo utilizava-se do mesmo conceito que Lula adota.
Todo aquele desenvolvimento celebrado, que ocorreu, com mais enfase, durante o governo Médici, aconteceu em função de um endividamento externo.
Naquela época, os grandes produtores de petróleo enriqueceram.
Como não tinham o que fazer com o dinheiro arrecadado, os chamados petro-dólares, resolveram emprestar aos países pelo mundo, com juros tentadores.
O Brasil, diante dessa facilidade, captou esse recursos e fez uma gastança em obras publicas, de tal envergadura, que havia empregos sobrando, a renda dos trabalhadores era boa, alavancando um desenvolvimento econômico e social, ate hoje lembrado.
Saliente-se que não havia a roubalheira, que assistimos em governos civis posteriores.
De outro lado, durante o governo Geisel, foram criadas mais estatais que os governos Lula e Dilma juntos.
A teoria era de que as estatais mantinham altos investimentos para sustentar o crescimento econômico.
O resultado desse desenvolvimento insustentável foi que o Brasil teve um aumento fabuloso na divida externa, que obrigou os presidentes civis, que sucederam a ditadura, a recorrer ao FMI.
Como na época da ditadura o Banco Central não era independente, não foi possível frear a inflação com juros altos da Selic.
Outro resultado, dessa euforia nos gastos, foi que a inflação disparou, chegando a uma hiperinflação em que os preços, nos supermercados, eram atualizados diariamente, quando não duas vezes ao dia.
Lula parece desconhecer os erros, na economia, da ditadura militar.
Na verdade, sua lembrança é de seu primeiro mandato, quando, também, quis adotar a teoria keynesiana, mas deu certo.
Deu certo porque o mundo vivenciava um desenvolvimento econômico fabuloso e o Brasil estava preparado para exportar.
Lula não precisou endividar o Brasil externamente.
Havia uma enxurrada de dólares entrando na economia brasileira, que possibilitou
Lula fazer sua gastança, promovendo um extraordinário desenvolvimento
econômico, que, também, até hoje, é lembrado.
Saliente-se que, como sobrava dinheiro, houve uma disparada dos políticos em locupletar-se.
Assim, chegamos com Lula em seu terceiro mandato.
Sua memoria de desenvolvimento era do seu primeiro mandato.
Lula quis repetir a gastança, mas, desta vez, se apoiou no endividamento interno e no aumento da carga tributária.
A inflação só não disparou porque o Banco Central tem autonomia.
Caso contrario, assistiríamos ao mesmo filme da ditadura militar.
100.000 mil colaboradores do Banco Itaú, líder financeiro do mercado, geram 25 bilhões de impostos anuais. Será necessário multiplicar por 4 esse valor para cobrir os gastos com carros oficiais e equipes de motoristas e escoltas. Um exemplo do mau exemplo dos funcionários públicos acostumados a serem comprados com esses símbolos ilusórios de poder. Lula corrompe e é corrompido ao fazer o que fazia o divertido apresentador Chacrinha: Vocês querem bacalhau? Tomem! E arremessava bacalhau na plateia. Esses são os burocratas dos três poderes apegados aos seus carros e falsa imagem de poder transitório.
ResponderExcluirAss. José Alves Silva
Muito bem definido, Geraldo!!!🙏🙏🙏❤️❤️❤️
ResponderExcluirUm deboche ao povo, que ainda acredita que saiu da miséria. Soma-se a isso 17.000 novos cargos comissionados, deve ser o exército para ganhar as eleições. Só falta saber qual será o montante que será despejado a esse exército para as cestas básicas a serem distribuídas nesse Brasil, escorraçado, corrompido, roubado e mal tratado!
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