O poder tem uma força intrínseca que torna inatingível quem o detenha.
Isso só é possível porque ter o poder permite ao detentor que manobre as ações contra ele, de maneira a torna-lo um cidadão acima de qualquer suspeita.
Quanto mais poder ele tem, mais blindado fica.
No caso dos membros do Supremo eles tem uma forte blindagem, que os protegem mais que congressistas e presidentes da republica, que, mesmo tendo sido eleitos e tendo poder, algumas vezes são alcançados pela Lei, no exercício dele.
Presidentes da republica, durante seu mandato, perderam o cargo por impeachment!
Os dois presidentes, Color e Dilma, só o foram porque não foram habilidosos e perderam sustentação politica.
Mas isso não aconteceu com outros presidentes que, enquanto detinham o poder, souberam maneja-lo a seu favor.
Quando Lula foi presidente, pela primeira vez, surgiu a denuncia sobre o Mensalão, razão suficiente para ser afastado e não o foi.
Todos os envolvidos no caso sofreram processos e foram condenados, exceto Lula, que era o chefe da corrupção.
Mas, Lula conseguiu se manter intocável e, de lambuja, se reelegeu.
Só foi atingido, após perder o poder, no caso da investigação do Petrolão, pela operação Lava Jato, quando foi condenado a prisão e por la ficou por quase 2 anos.
O mesmo aconteceu quando Jair Bolsonaro foi presidente.
Mesmo tendo cometido, durante seu mandato, atos que, eventualmente, poderiam ser razão para afasta-lo, não o foi.
Mas, ao perder o poder foi submetido a julgamento e esta preso.
Congressistas, também, durante seus mandatos, foram expulsos do Congresso por má conduta.
Mas, quando se trata do Supremo, estes são intocáveis.
No escandaloso caso Master, de pronto, o ministro Dias Toffoli puxou para si a relatoria da investigação no Supremo.
O ato, em si, causou estranheza e despertou suspeita de um eventual interesse pessoal de Toffoli na causa.
A suspeita aumentou quando, apos viajem de entretenimento, em um jato particular para o exterior, descobriu-se que ele estava acompanhado no voo por um advogado do Master, em um ato contrario a impessoalidade de um magistrado, e impôs sigilo na investigação.
Entretanto, por deter um poder que beira o absolutismo, pois ministros da Suprema Corte, sem necessidade de uso de força militar, detêm mais poder que um presidente da republica, Toffoli continua sentado no processo e diz que não vai larga-lo antes do fim.
Nem agora em que a policia federal fez um relatório, com base em escutas telefônicas entre ele e o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, que o envolve em transações com o banco, Toffoli se declara impedido de continuar no caso.
Ao contrario, afirmou, em nota, que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela PF trata de ilações.
Mesmo corroendo a já desgastada confiança que o povo tem na Justiça, Toffoli resiste.
Ate quando?
Seco povo não fizer um auê vai acabar em pizza. Que degradação de valores entre as “autoridades “. Dalva
ResponderExcluirCorrigindo: Se o povo …
ResponderExcluirSe o povo não fizer …
ResponderExcluirApesar da blindagem, a chapa está queimando para o ministro. Ele já foi chamado pelo Lula, que sugeriu sua saída. Ele já tinha se indisposto com o Lula por não permitir que ele fosse ao velório do irmão e muitos dos seus atos procuraram o perdão do presidente.
ResponderExcluirA bola está com o presidente do Supremo, que pode iniciar uma investigação cujo resultado será submetido ao plenário, em sessão secreta. Ele pode ser o primeiro ministro na história do tribunal a ser exonerado. E dependendo da intensidade da fritura, poderíamos ter a abertura de um processo de impeachment no Senado. Ele pode acabar sendo o bode expiatório do caso Master.
Não há como admitir qualquer tipo de composição quanto ao comportamento dos dois ministros Toffoli e Moraes. Esse ultimo foi um agente policial que estava incompatibilizado por ser advogado do PCC, que imagino lhe pagou gordos honorários. Toffoli passou de comedor de quentinha no
ResponderExcluirABC a jantares refinados em boas e seletas companhias e ainda alavancando o escritório de advocacia de sua companheira com doutos conselhos. Se esses dois senhores não forem afastados de suas funções a Justiça do Brasil que já está colapsada desde a primeira instância devorará suas chagas num processo de autofagia e de insignificância do Direito.
Ass.: José Alves Silva
E pensar q Flavio, se for eleito, vai enterrar o caso Master.
ResponderExcluirMari Duarte.