Antes da internet, dentro das sociedades, os cidadãos recebiam as informações pelas mídias jornalisticas com um "delay" provocado pela demora que havia entre a identificação da noticia, processa-la nos instrumentos dessa mídia e torna-la publica.
Com isso as reações pela opinião publica eram atenuadas, pelo diferente tempo em que cada cidadão acessava essa mídia e tomava conhecimento da noticia.
Além dessas reações serem difusas, pois dependiam do interesse de cada cidadão em tomar conhecimento do mundo que o cercava.
Com isso, antes de ser formada, a opinião publica era mais qualificada, pois havia tempo para que houvesse uma reflexão mais apurada, com possibilidade de confirmação ou não dos fatos.
Com as mídias sociais tudo mudou.
Em poucos minutos, apos ocorrer um fato, torna-se de conhecimento publico e, em função da republicação generalizada, não necessita mais do interesse do cidadão.
Ele recebe a informação sem ter interesse no assunto.
E seu consumismo exacerbado o obriga a ler, ouvir ou ver o material recebido.
Todos recebem a informação quase ao mesmo tempo, muitas vezes truncada.
Não ha tempo para complementa-la, processa-la, confirma-la.
Vai do jeito que, quem fez a primeira divulgação, entendeu.
Quem recebe não tem tempo para reflexão.
Acredita e a republica exponencialmente.
O resultado é que passamos a julgar sumariamente e é formada a opinião publica
sem qualificação.
Isso tornou-se ruim quando recebemos uma informação mentirosa ou desinformações, muito comum em grupos, que querem destruir reputações por interesses ideológicos ou pessoais.
Formou-se um consenso de decretar um linchamento publico daqueles que acreditamos serem culpados, mesmo sem provas.
Mas, é bom quando nos deparamos com os mal feitos cometidos pelos membros da instituições republicanas e democráticas.
Nossa reação de repudio é imediata.
Já fez congressistas mudarem de opinião, por exemplo, na aprovação, pela Câmara Federal, da PEC da blindagem dos parlamentares.
Diante da reação da opinião publica foi revogada por unanimidade pelos senadores.
Entretanto, no Supremo e mesmo na Justiça, essa reação não surte efeito, pois
seus membros não ocupam cargos eletivos.
Por um lado é bom, pois possibilita que a Justiça julgue um caso com base na legislação e respeitando o processo legal, que é fundamentado em provas e argumentos.Mas, de outro é ruim, pois impossibilita que cometam excessos e mal feitos.
Mesmo assim, o Supremo está sendo criticado.
Diferente de como criticava Bolsonaro.
Suas criticas tinham como objetivo atender seus interesses estritamente pessoais.
Atualmente, a opinião publica foi cientificada, ficou atenta ao comportamento impróprio de alguns ministros da corte e faz criticas, veementes, objetivas e corretas, ao Supremo.
A ponto do presidente do STF, Edson Fachin, após constatar a baixa reputação e credibilidade da casa, decidiu tentar impor um Código de Ética com o objetivo de estancar essa sangria.
Entretanto, temos Leis suficiente para isso.
Basta aplicar o que diz o artigo 37 da Constituição Federal de 1988.
Esse artigo estabelece os princípios fundamentais da Administração Pública de todos os Poderes e entes federativos, o tal do LIMPE, que significa: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência.
Muitos ministros estão agindo em afronta a itens do LIMPE.
Já que o Supremo é a instituição que tem por obrigação defender a Constituição, por que não enquadrar os membros delituosos e julga-los nos termos da Lei?
Não precisa de um mais um Código, só para inglês ver.
Isso vale para os parlamentares, que com suas emendas de orçamento, tem agido em desconformidade com o LIMPE.
E o próprio presidente da republica, quando comete delitos.
Entretanto, vivemos dentro da cultura da impunidade.
Obvio, que para os poderosos.
As autoridades e servidores públicos da elite tornaram-se mais ousados diante da corrupção, do avanço no patrimonialismo e na roubalheira do dinheiro publico, sem que sejam punidos.
Os freios e contrapesos não funcionam mais, quando estão no poder.
O ex-presidente Jair Bolsonaro só foi julgado e preso porque estava fora do poder.
Já o povo continua sendo punido.
O excesso de presos que o digam.
Para complicar mais a vida do cidadão comum, o crime organizado entrou de vez nas instituições.
Como sairemos dessa, mesmo sabendo de tudo com mais agilidade?
Quem seria o maior mentiroso nos meios das mídias atuais? Olha o gás! Olha a picanha e a cervejinha! Sinceramente, estamos sendo governados por um bando de psicopatas! Mal caráter, usurpadores e canalhas. Não está fácil mudar nosso cenário político quando de Olha para a Câmara e o Senado! A corte não é necessário comentar!
ResponderExcluirNão sairemos. Alguns cientistas já dizem que a rapidez dessas informações está deixando o cérebro menos ativo. A pessoa lê, e não se dá ao trabalho de análise, concluindo: eu penso assim e assim é o certo. A mudança coletiva requer mais instrução e ponderação. Não vejo interesse nisso por parte de Governo nenhum. Dalva.
ResponderExcluirO linchamento público é uma explosão da revolta interior que sufoca a capacidade de análise da população. A maioria sabe que está errado o autoritarismo do STF, a língua presa do
ResponderExcluirBoi Castrado, a apatia dos legisladores que preferem defender um mínimo prestígio passageiro que verdades não negociáveis. O Brasil está doente e o voto individual já não é a maior riqueza da democracia brasileira. Os resultados são afetados por interesses próprios de políticos e de suas quadrilhas que se ganham poderão ganhar muito mais. Mais o quê? Dinheiro 💰.