segunda-feira, 27 de julho de 2026

A Miragem de 2030!



Na eleição presidencial de 2026, pelo que tudo indica, deverá ficar na disputa, iniciada em 2018, entre Bolsonaro e Lula.
Na verdade, ha uma disputa entre os anti petista e anti lulista contra os anti bolsonaristas, e vice versa, que se baseia no medo.
Medo fictício, pois ambos já governaram e não fizeram nada, que nos faça temer deles.
A democracia foi mantida e continuamos com nossa vida do dia a dia, com todos os problemas que enfrentamos.
A questão do medo é que faz com que as pessoas não participem de debates políticos, como outrora, quando havia opositores e não inimigos políticos.
Tem mais.
Influenciadores noticiam, falsamente, que quem faz debate politica será processado criminalmente pelo Supremo.
Mas, de fato, são cancelados nas redes sociais, se não se mantiverem nas lacrações dos mesmos influenciadores, que querem impor seus ideais medíocres e dividir a sociedade do bem contra o mal, que se antagonizam e se revezam no papel dicotômico.
E ficar fora das redes sociais é a morte!
O fato é que nenhum dos dois lados, Lula e Flavio Bolsonaro, tem ideias e propostas políticas para serem debatidas.
Que seria super importante, diante do atual modelo politico degradado.
Resumem a disputa a um embate entre qual é o menos pior.
Interessante que os eleitores não conseguem sair dessa armadilha, mesmo havendo outros candidatos à disposição.
Isso torna a sociedade civil vitima e cúmplice, ao mesmo tempo, do atual estagio de degradação politica que vivemos. 
Fico pasmo em ver o presidente do PSD, Gilberto Kassab, que apresentou um candidato a presidente, Ronaldo Caiado, falando, com a maior tranquilidade, que aceita que o partido faça alianças regionais entre os candidatos parlamentares de seu partido e outro candidato a presidente, seja Lula ou Bolsonaro.
Ou seja, ele mata seu próprio candidato na fonte.
Inclusive Valdemar Costa Neto, presidente do PL, partido de Flavio Bolsonaro, disse, dissimuladamente, que tem mais interesse em eleger uma maior bancada no Congresso do que, efetivamente, eleger Flavio.
Mas, ha uma razão para isso.
A vontade, manifestada por diversos presidentes de partidos, que na verdade deveriam ser chamados de gangues, é de se estruturar no Congresso com o maior numero de congressistas, para ter acesso ao patrimonialismo, criado 
pelas  terríveis reformas politicas, que desaguaram na obrigatoriedade de emendas parlamentares e financiamento publico dos partidos.
Quanto ao financiamento publico, la atrás, foram imaginados como um modelo de combate a corrupção institucional.
Mas, de fato, mostrou-se pior, pois sem correr risco de haver responsabilidade criminal, alcançam o mesmo objetivo, que é obter financiamento de forma legalizada e manterem-se no poder, impedindo uma renovação no Congresso.
Quanto as emendas parlamentares, tiveram dois viés importantes.
O primeiro é que as verbas publicas, que o partido queria, antes, dependia de
nomeações de ministros dos partidos aliados ao presidente, como acontecia no presidencialismo de coalizão.
Agora, por serem obrigatórias, não dependem mais de fazer parte do governo.
Do próprio Congresso, o parlamentar a utiliza para atender seus eleitores de seu reduto eleitoral, sem precisar se submeter ao presidente da republica de plantão.
Por essa razão, o "Centrão" nem tem candidato a presidente, com exceção do PSD, e não esta preocupado em fazer alianças com Flavio Bolsonaro.
Se ele se eleger, ótimo.
Se Lula se eleger, ótimo também.
O segundo é que as emendas financiam a manutenção no poder do grupo que manda nesses partidos.
O fato é que não ha preocupação em atender os interesses do país como um todo.
Mas, ha um problema que vai acontecer.
Nada medida que os eleitores cativos vão recebendo suas "recompensas", pelo processo natural de ambição, vão querer cada vez mais.
Se não forem atendidos, tornar-se-ão ingratas ao parlamentar.
Por haver uma limitação orçamentaria, como resolver o problema?
Os parlamentares optarão por reduzir despesas obrigatórias, como aposentadorias, 
benefícios e assistências social, educação e saúde?
Se reduzidas, provocarão forte reação popular contra o governo!
Ou aumentarão ainda mais o endividamento publico, que ensejará mais juros da SELIC e que reverberá na economia, com fechamento de empresas por inviabilidade financeira.
Com isso provocará desemprego, menos arrecadação tributaria, redução no fornecimento de produtos de consumo e consequente inflação!
Ao final, haverá uma ruptura institucional, com tentativa de golpe de estado, para tentar conter a rebeldia da população, como aconteceu na Venezuela, por outros caminhos.
Com o fim da era lulista e, talvez, da era bolsonarista, em 2030, ha uma expectativa de ficarmos libertos dessa amarra. 
Tudo vai depender do resultado da eleição para presidente de 2026.
Se Lula vencer, é muito provável que a era bolsonarista vá embora junto com ele.
Enfrentaremos mais um governo de gastança, aumento da divida interna e juros altos.
Talvez, mais impostos!
Se Flavio vencer, vai depender de sua atuação politica.
A expetativa é que as promessas de reformas e cortes de despesas dependerão do Congresso.
Não consigo enxergar nele capacidade, experiência, firmeza moral e a bagagem intelectual que uma pessoa tem para lidar com o poder.
Poderá fazer um governo fraco, não se reeleger e jogar a pá de cal nos Bolsonaros. 
Mas, há um preocupação relevante.
Flavio Bolsonaro eleito, anistiará o pai Jair e este poderá se tornar o Rasputin de Flavio, intervindo em seu governo.
Fará com que Flavio aja com revanchismo, que é peculiar a Jair, em especial, na tentativa de limpar o Supremo de seus inimigos.
Mas, Flavio, para isso, dependera do Senado.
Será que os senadores eleitos estarão, de fato, com vontade politica de impichar ministros do Supremo?
Ou irão se lambuzar com as emendas parlamentares, como fazem hoje?
Ai, surge uma questão.
Em não tendo sucesso na limpeza do Supremo, Flavio, sob o comando de Jair, poderá  tentar manobras para uma nova tentativa de golpe de estado?
Mas, o sucesso dessa investida dependera da reação do Congresso, que, pode preferir manter seu poder orçamentario e impichar Flavio.
Qualquer miragem é possível para 2030.
O que, realmente, a sociedade brasileira deveria fazer é buscar uma concertação social, onde todas as forças politicas estivessem focadas na busca pelo bem do Brasil.
Afinal, os nem bolsonaristas, nem lulistas, somos 30%!
Como foi feito durante a ditadura militar, que reuniu diversas correntes politicas, que culminou com o movimento Diretas Já, em busca de um ideal comum, que era exigência da ditadura militar permitir o retorno à democracia.
Ela veio, mas a degradação politica veio junto a partir do momento em que o PSDB, que congregava o verdadeiro centro politico, sumiu da politica nacional.
Não sou saudosista do PSDB, mas esse partido congregava lideranças politicas melhores que encontramos hoje.
Mas, é pagina virada.
Temos que olhar para o futuro e buscar novas lideranças.








3 comentários:

  1. Se está díficil para os políticos, imagina para nós que temos que aguentar toda essa corja de malandros. O que vemos nessa democracia depois de 1988, é um avanço sobre os cofres públicos, sem que ninguém interrompa essa ladroagem estabelecida. Infelizmente, nenhum dos candidatos que ai estão irao resolver os problemas que essa esquerda criou e está montada no cavalo dourado. Só um lunático, temperamental e que possa enfrentar o sistema haverá de colocar ordem no descaramento dessa gente. Estamos precisando de um Milei no processo e acredito que até tenhamos esse soldado, basta deixar que ele atue, e chegada a hora de revolucionar com inteligência, sabedoria e competência. Agora é aguardar 2030.

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  2. O PROGRAMA POLICO DE FLAVIO É SEU CALCANHAR E POR FALTA DE SERIEDADE PODERÁ PERDER AS ELEIÇÕES.
    O jovem advogado Abelardo de La Espriella venceu na COLÔMBIA, a fábrica de cocaína internacional, cortando apoio dos políticos profissionais e das alianças políticas com os dependentes do Estado. Meteu todo seu dinheiro na campanha, com apoio da esposa ANALU e dos 4 filhos. Prometeu cortar gastos e o parasitismo. Recuperar os Estados entregues para a guerrilha FARC que matou outro candidato jovem, o senador de 39 anos, Miguel Uribe Turbay. Uma consternação!
    Nas relações exteriores nomeou um profissional que é uma assumidade. Para reduzir despesas está fechando as seguintes embaixadas:
    Argelia, Azerbaiyán, Barbados, Cuba, Chequia, Etiopía, Ghana, Haití, Hungría, Malasia, Nicaragua, Rumania, Senegal y Sudáfrica entre las embajadas que cerrará.
    Se Flavio não vier a Colômbia para montar um programa de governo PROFISSIONAL passará para a história como um invertebrado, perca ou ganhe de LULA, um cancro no corpo da população brasileira.
    Ass. José Alves Silva

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  3. Vamo que vamo!!!
    É meio que nos cabe
    Rocca

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