terça-feira, 1 de setembro de 2026

As consequências econômicas do governo Lula preocupam?




As realidades dos governos de Lula diferem significativamente entre as suas passagens pela presidência.
Enquanto os dois primeiros mandatos, entre 2003 a 2010, foram marcados por um forte crescimento puxado pelo cenário externo favorável que permitiu que o governo tivesse pontos favoráveis à sua gestão, como a alta na exportação, que permitiu saldos positivos na balança comercial, e, mesmo com aumento nos gastos públicos, que Lula aprecia fazer, conseguiu superavit no Orçamento Federal, o terceiro mandato, iniciado em 2023, enfrenta restrições fiscais severas, pressões inflacionárias e um cenário global mais complexo.
O ponto fundamental, que provocou efeitos negativos na economia, no terceiro mandato de Lula, foram os desdobramentos,  que a pandemia produziu e que continuam atormentando a economia mundial e a brasileira.
Quando presidente, Jair Bolsonaro sabia que todo o aparato necessário no combate à pandemia iria prejudicar seu governo.
Como de fato aconteceu.
Todas aquelas projetos, que seu ministro da economia queria produzir, e, diga-se de passagem, eram ótimos, foram prejudicados.
Por isso, Jair entrou no modo desespero.
Sua reação imediata foi minimizar a gravidade da doença e, pior, contestou o isolamento social, obviamente imprescindível, para tentar conter a proliferação do vírus.
Se não tivesse acontecido o isolamento, ainda que parcial, muito mais gente teria morrido.
Independentemente da vontade de Jair Bolsonaro tentar conter os 
efeitos econômicos negativos, o fato é que a pandemia causou, e ainda causa, problemas.
Com a necessidade de prestação de atendimento emergencial de socorro às vitimas da pandemia, além da ajuda aos empregadores para não demitirem seus empregados, o governo Bolsonaro teve que gastar alem do Orçamento.
Iniciou-se, nesse momento, o furo no teto de gastos do Orçamento, que foi um excelente projeto implementado pelo governo de Michel Temer, com o objetivo de blindar o orçamento público através do reequilíbrio das contas públicas e conter o crescimento da dívida, após o país registrar sucessivos déficits fiscais herdados do governo Dilma.
A partir dai o Estado brasileiro passou, novamente, a ter aumento da divida publica. 
Lula, em seu terceiro mandato, voltou acreditando que vinha acompanhado da mesma sorte que teve em seu primeiro mandato.
Só que não.
Continuou com a ideia de que poderia gastar o que precisasse para manter a avaliação de seu governo em patamar elevado, para poder encerrar sua carreira politica cheio de louros.
Chegou ate a falar, no inicio de seu governo, que não tentaria a reeleição.
Mas, a realidade foi outra.
Lula abandonou o Teto de Gastos e criou seu próprio programa, que chamou de Novo Arcabouço Fiscal, que estabelecia metas anuais para buscar o equilíbrio.
Entretanto, Lula realizou despesas expressivas fora das regras e metas fiscais tradicionais, desde o final de 2022, como a PEC da Transição, e ao longo de seu mandato vem acumulando centenas de bilhões de reais em exceções, que provocaram a exorbitante divida publica.
Essa foi a verdadeira razão da alta dos juros da Selic, que Lula recusa-se aceitar, e que continua provocando o endividamento que afeta tanto os empresários, como o cidadão comum.
O endividamento das pessoas, aconteceu por vários fatores, mas o essencial é que os salários, em especial na iniciativa privada, são muito baixos. 
O fato é que o governo Lula estimulou as pessoas a gastar, no inicio de seu governo, quando os juros estavam mais baixos.
Com o aumento dos juros, o tíquete médio das parcelas financiadas aumentaram de valor, mas não intimidaram o consumidor.
Como os salários estão baixos para o consumo desejado, com a legalização das Bets, a pessoas acreditaram que poderiam aumentar sua renda jogando.
Incrível como, ate hoje, as pessoas não entenderam que, quando você entra num cassino, quem ganha é o cassino. 
Você só perde.
Assim, esse fator também contribuiu para aumentar o endividamento.
O consumidor continuou gastando e tendo dificuldade em pagar suas dividas, como acontece no governo Lula.
Para ajudar as pessoas a reduzir o nível de endividamento, o governo criou o programa Desenrola 1.
Mas, essa ajuda não resolveu o problema da divida.
Ao contrario, permitiu que o cidadão aumentasse ainda mais seu endividamento, pois com o nome limpo o consumidor, avido por comprar, continuou gastando o que não tinha, levando o governo a criar o programa Desenrola 2.
O resultado desse endividamento das pessoas, acabou levando a uma redução nas compras.
Ai foram as varejistas que sentiram o peso dessa redução, provocando o endividamento acima do sustentável de algumas empresas, que tiveram que  entrar em processo de recuperação, judicial ou não.
Mas, o endividamento do varejo começou la na pandemia e se agravou com os juros altos. 
Os juros altos são terríveis, mas a gestão dessas empresas, também, não foi das melhores.
A direção das empresas não percebeu, ou não quis enxergar, uma mudança no comportamento do consumidor, que, desde a pandemia, passou a comprar produtos mais pela internet e no varejo de comida passou a comprar por aplicativo, deixando as custosas lojas vazias e cheias de funcionários sem ter o que fazer.
Os bancos foram espertos. 
Há alguns anos vieram fechando agencias e enxugando o numero de bancários. Faltou essa visão aos empresários, que hoje estão em dificuldade.
Como já fui empresario da construção civil, eu entendo a dificuldade dos dirigentes da empresas em enfrentar a adversidade com racionalidade e pragmatismo.
O empresario, de maneira geral, nutre a esperança de que dias melhores virão, impedindo-o de fazer adaptações, que reduzam o tamanho da sua empresa.
Felizmente, eu pensava como os banqueiros e, nos primeiros sinais de dificuldades, na década de 1990, com os juros da Selic ultrapassando os 25% ao ano, durante o governo FHC, reagi sem paixão e comecei um processo de enxugamento da empresa ate ficar eu, meu ex-sócio e uma secretaria. 
Além disso, estabeleci como meta o ano 2000 para que houvesse uma recuperação do mercado imobiliário.
Quando chegou o ano 2000, como a situação continuava difícil, eu quis fechar o que restava da empresa, mas meu ex-sócio quis ficar com ela.
Então, dividimos o que restava de patrimônio da empresa e eu praticamente a dei para ele.
Para encerrar, há uma preocupação dos empresários e eleitores de quem for eleito presidente como enfrentará o necessário ajuste na economia.
Flavio Bolsonaro participou de um jantar com lideranças de grandes bancos e empresários.
Quando questionado sobre seus planos para o ajuste fiscal, ao invés dele mesmo responder, passou a palavra para Daniella Marques, coordenadora do programa econômico da campanha, que o acompanhava, que fez uma boa apresentação, mas sem detalhamentos. 
Essa postura acabou por deixar, nos participantes, uma impressão de falta de entusiamo de como sera o futuro governo Flavio, se ganhar a eleição.
Lula não deixou passar batido  e convidou a mesma turma para um jantar no Alvorada.
Por ser mais habilidoso, Lula tentou passar a imagem de que não é um
irresponsável, mudando o tom, que havia dado, numa entrevista no Jornal Nacional, quando disse que não se preocupava com o alto endividamento do Estado.
Desta vez, seguindo os conselhos de seu ministro da Fazenda, Lula admitiu, de viva voz, que buscaria reduzir os gastos públicos para redução dos juros.
Além disso, com a intenção de agradar os donos do PIB brasileiro, informou que apresentou ao Congresso uma proposta de Orçamento, para 2027, com superavit de quase R$19 bilhões.
Ainda que esse projeto de Orçamento, para ser crível, necessite de uma ampla reforma nos gastos públicos, alem de ter uma previsão de arrecadação fantasiosa, Lula, também, não detalhou como fará os ajustes.
Seja quem for eleito presidente, é certo que haverá muita pressão para que seja encontrado uma solução para redução dos juros e restabelecimento da economia. 






3 comentários:

  1. LULA É UM HOMEM MAU. ESTÁ VENDO AD EMPRESAS IREM EMBORA, OU QUEBRAREM, A JUSTIÇA INVADIR SEU ESPAÇO E LULA FICA DE QUATRO E AGORA DEIXA AS FINANÇAS DO BRASIL ARREBENTADAS PARA O PRÓXIMO . É COMO SE LILA FOSSE AO BANHEIRO PUBLUCO E DEIXASSE A TÁBUA DO VASO SANITÁRIO SUJA E NÃO PUXASSE A DESCARGA. 🙀
    Ass. JOSÉ ALVES SILVA - ENGENHEIRO CIVIL

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  2. E o pior que vamos ter que aguentar e acabar de quebrar o país com esse energumeno.

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  3. Só é cego quem não quer ver. Fizeram a corrente da felicidade, dê dinheiro para o povo, que retomamos com os impostos. Façam dívidas, que assim cresceremos. Incentivos ao comércio, vendas à prazo sem juros, antecipem seus recebiveis. Está equação funciona enquanto tem mais gente entrando no processo, no momento que se tira uma peça do tabuleiro, começa a desmoronar o castelo. Enquanto não houver a diminuição dos gastos públicos, reforma administrativa, redução do contingente de uma máquina com tantos operadores, de nada adianta buscar soluções paliativas para o ano. No próximo reiniciamos o jogo. Que a população possa ter conciência e saber que só o trabalho contrói. Assistêncialismo é bom para quem precisa e não possa trabalhar, mas dívida eterna é melhor lembrar que um dia acaba, e outro vem em seu lugar. Que possamos encontrar uma solução urgente, caso não, o futuro é cruel.

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