segunda-feira, 26 de outubro de 2026

A vitoria de Lula!



Lula foi reeleito, no segundo turno, com 64,2 milhões de votos, para exercer um quarto mandato, frustando a expectativa dos 59,8 milhões que votaram em Flavio Bolsonaro. 
Expectativa esta criada a partir dos 56,1 milhões de votos, que Flavio conquistou no primeiro turno, contra os 53,8 milhões de Lula.
O que aconteceu para esta surpreendente virada?
Embora pareça contraditório que o partido PL, de Flavio Bolsonaro, tenha conquistado um espaço importante no Congresso nacional e o candidato Flavio tenha perdido a eleição, ha uma explicação.
Os eleitores dos congressistas, que votaram em candidatos do PL, o fizeram porque tinham como objetivo eleger candidatos da direita.
Da mesma forma aconteceu com a eleição de candidatos a governador da direita.
Acontece que entre esses eleitores, que garantiram a vitoria de congressistas e governadores da direita, houve aqueles que mudaram o voto para presidente no segundo turno.
Isso aconteceu, por exemplo, em Minas Gerais, conhecida como aquele estado em que o candidato a presidente que vencer nele, vence no Brasil.
No primeiro turno Minas elegeu um governador apoiador de Flavio, que possibilitou uma vitoria de Flavio com 48,24% dos votos válidos contra os 43,33% de Lula.
Mas, no segundo turno houve uma forte inversão, com Lula conquistando 50,20% dos votos válidos e Flavio apenas 49,80%.
Tudo começou com susto da campanha de Lula com a vitoria inesperada de Flavio Bolsonaro no primeiro turno.
A campanha de Lula reagiu com a criação do exercito de Lula comandado pelo deputado Janones, que arrebatou mais de 10 milhões de seguidores na mídia social.
Este fator teve uma contribuição importante.
Ate o primeiro turno, muita gente que conheci ao longo da minha vida, se apoiavam Lula, não demostravam claramente. 
Mas, apos a vitoria de Flavio no primeiro turno, essa gente emergiu, participando das manifestações de rua, enquanto outros foram para as redes sociais fazerem depoimentos inéditos a favor de Lula.
Lula, por sua vez, abusando dos poderes que o cargo permite, entrou de cabeça no modo populista, tomando decisões politicas para agradar o eleitor com suas benesses imediatistas e promessas futuras, comprometendo ainda mais o Orçamento e a Divida Publica do Estado brasileiro.
Todo esse populismo pode ter conquistado votos, mas não foram o suficiente para a vitoria de Lula no segundo turno, ate porque no primeiro turno muitas bondades eleitorais tinham sido praticadas e, mesmo assim, houve a vitoria de Flavio.
Na verdade agradou mais aqueles que já votavam em Lula.
Ou seja, gastos desnecessários, mas como em qualquer disputa o vale tudo prevalece.
Na verdade, o fator decisivo para a vitoria de Lula no segundo turno, foi a exploração do medo!
Medo de que com a vitoria de Flavio ressurgisse o fantasma golpista que assombrou o Brasil antes e depois da eleição de Lula em 2022.
Esse foi o grande erro da direita.
Colocar Flavio Bolsonaro na disputa.
Por mais que Flavio não seja Jair, a família Bolsonaro contribuiu com esse temor.
A ação de Eduardo Bolsonaro influenciando o governo Trump a impor tarifaço ao Brasil, ficou na memoria de muita gente.
Quando Flavio falou em mudar a Constituição do Brasil reviveu na memoria de muita gente a tentativa de golpe de Jair Bolsonaro, acentuando o medo explorado pelos PTistas de que a família Bolsonaro é golpista. 
A responsabilidade de Flavio ter perdido a eleição foi da direita, que deveria ter reagido e exigido que Tarcísio de Freitas fosse o candidato.
Lula temia que Tarcísio fosse o candidato, pois sabia que ele teria um apoio maior que Flavio teve e as chances dele vencer seriam maiores, apenas pelo fato de não carregar o sobrenome Bolsonaro.
Entretanto, a direita era apenas o partido PL, que concedeu a Jair Bolsonaro o direito da escolha do candidato a presidente.
Jair Bolsonaro, ambicioso em manter o poder em suas mãos, obviamente escolheu o filho.
Mesmo sabendo da alta rejeição que Flavio Bolsonaro carregava, preferiu correr o risco de perder a eleição, do que ceder o poder a outra pessoa que pudesse encerrar o clã Bolsonaro no poder. 
O centrão apoiava Tarcísio, mas como é um aglomerado politico interesseiro, que se aproxima sempre do vencedor, não quis enfrentar a decisão de Jair.
Temia que se o fizesse, a expectativa do patrimônio de votos que Jair carregava, este se recusasse a disponibilizar.
O que foi uma má avaliação, pois a direita, com ou sem Bolsonaro, votaria num candidato da direita.
Mas, a decisão foi aceita pelo Centrão, que, como resposta, não apoiou Flavio, só o fazendo apos a vitoria de Flavio no primeiro turno.
Mas, ai já era tarde.
Além de que o apoio foi mais formal do que arregaçar as mangas da camisa e sair lutando em favor de Flavio.
O fato é que Lula foi eleito e devemos aceitar a decisão do povo.
Mas, Lula deveria saber que sua eleição foi conquistada não pelos seu méritos em seu terceiro mandato, mas pelo medo aos Bolsonaros.
E que enfrentará um Congresso mais hostil.

    






























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8 comentários:

  1. Vamos ter que esperar mais 4 anos e não esquecer que será um mandato do ódio. Infelizmente não temos políticos com interesse no país!

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  2. A minha opinião é muito clara sobre isso: independentemente de qualquer acusação ou processo, o grande problema da família Bolsonaro sempre foi a junção de soberba e falta de estratégia. Jair Bolsonaro teve em mãos a oportunidade de fazer um bom mandato, mas a arrogância e os erros de condução falaram mais alto. Quando veio a pandemia, em vez de demonstrar liderança, preferiu o confronto e o negacionismo, queimando todo o seu capital político. E o pior é ver que os filhos continuam replicando essa mesma postura, achando que o eleitorado não percebe o amadorismo da família.

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  3. Estranhíssimo. Em poucas horas, Lula sai da maior rejeição em 30 anos como político para o maior fenômeno eleitoral da história do Brasil. Fenômeno absoluto em estados profundamente conservadores como GO, MT, SC, PR e RS.

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  4. Geraldo, texto longo mas, absolutamente, didático. Parabéns
    Eu somente acrescentaria o fato de que a expansão de duas horas não deve ser usada como argumento para tanta celeuma querendo a anulação do pleito pois a diferença de 4Mi deixa clara a vitória pois estes votos, seguramente, não poderiam ter sido obtidos neste curto espaço de tempo. Concordo com a falha do TSE em não responder âs solicitações de ambas campanhas e o Zanin não deveria ter se metido. Entretanto saliento que o Fachin determinou o sorteio que caiu com o Zanin e não que este tenha sido “escolhido” para relatar pelo PT como deu s entende o advogado do Trump. Eleição limpa e justa como vc bem relata todo o procedimento!
    Vida que segue 🤞🤞👍👍

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  5. Parabéns pela análise, Flávio perde a oportunidade de se tornar uma liderança de direita, admitindo a derrota e buscando a união da direita, e insanamente cria um factoide de fraude, mesma posição do pai quanto às fraudes das urnas.
    Antonio

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  6. Gostei deste artigo. Fico dando voltas se não houve manipulação digital. Segundo: por quê tantos eleitores mudaram de opinião no segundo turno? Estranho!
    Fico com a hipótese de fraude digital nas urnas eletrônicas. A mafia que se apossou do Brasil acaba de implantar o que ocorre na China: “ para os “nossos “ o direito de viver, para os outros vale a lei da exclusão. É o estado polvo que apanha e devora os direitos dos cidadãos opositores da corrupção, da Injustiça e da extrapola de poderes de um Judiciário corrompido pelo gosto do poder.
    Ass.: JOSÉ ALVES SILVA

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  7. ​O que a oposição chama de "exploração do medo" tem, na verdade, um fundamento muito concreto. O receio de boa parte do eleitorado não é irracional: trata-se do medo real de perder o poder de compra e o amparo de programas sociais consolidados pelo PT. Eles são efetivos no combate à desigualdade socioeconômica e contam com resultados comprovados.
    ​Enquanto a direita continuar encarando o voto no PT como mero fruto de "populismo", continuará errando no diagnóstico. O PT não promete o que não pode entregar, e as previsões catastróficas sobre a falência do país nunca se confirmaram. Existem pesquisas e lógica social por trás dessas ações.
    ​Vale lembrar: o Brasil não é um país de esquerda (apenas cerca de 15% das prefeituras são governadas pela esquerda). O eleitorado é majoritariamente de centro e direita. Se a direita brasileira compreendesse essa dinâmica e incorporasse a agenda de proteção social de forma genuína (não apenas como oportunismo eleitoreiro), reconquistaria a capacidade de vencer eleições presidenciais e teríamos um país muito melhor.

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  8. O bolsonarismo tem q acabar. mari duarte

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