domingo, 22 de março de 2026

Temos que acabar com a polarização, no voto.



Embora muitos acreditem que a polarização da politica brasileira se iniciou com o surgimento do bolsonarismo, ela não é de hoje.
O PT sempre agiu como polo de oposição ideológica.
Votou contra a Constituição de 1988, assim como votou contra a aprovação do Plano Real.
Tudo por razões ideológicas. 
Lula e o PT afirmavam que ambas as Leis seriam prejudiciais aos trabalhadores.
Absoluta miopia politica, pois Lula, em seu primeiro mandato, acabou aceitando que a Constituição incluiu várias medidas de interesse do PT.
Assim como seu governo seguiu, fielmente, as regras do Plano Real, pois, finalmente, Lula entendeu que, num pais sem inflação, ha a valorização do salario do trabalhador, além de propiciar a obtenção de credito em financiamentos, pois as parcelas cabiam no bolso do trabalhador.
Mas, a polarização do brasileiro era apenas votar a favor ou contra ao PT. 
Não havia uma direita radicalizada.
A polarização politica se acentuou, no mundo, como resultado de mudanças profundas na economia, que trouxeram aumento das desigualdades econômicas, em especial 
da população de classe média, que tornou-se descontente, pois percebeu que seu sonho de "american way of life" se esvaia.
Os políticos, que provocaram essas mudanças, atenderam os interesses de grandes corporações e se beneficiaram financeiramente.
Enquanto isso, aqueles contrários, não tiveram capacidade de conter essas mudanças, nem de direciona-la para atender, ao menos, parcialmente, aos interesses do povo.
Assim houve uma divisão ideológica, tendo, de um lado, a direita e, de outro, a esquerda, gerando crises politicas, das quais lideranças politicas se beneficiaram do confronto através de discursos populistas, de ambos os lados, cada lado defendendo suas posições. 
A esquerda, no Brasil, como resposta ao descontentamento do povo, ofereceu  ações sociais, para mitigar os efeitos das desigualdades.
Para justificar essa ação, aumentou, drasticamente, a cobrança de impostos da sociedade.
Entretanto, esse aumento da carga tributaria não foi, totalmente, direcionada às ações sociais.
Ao contrario, esta ficou com uma parcela ínfima, diante do acelerado aumento do patrimonialismo de estado, sob o comando da elite do funcionalismo publico, que abocanhou a maior parte desses recursos, com o apoio da esquerda. 
Ou seja, a esquerda agrada os mais pobres e o funcionalismo publico, objetivando retorno eleitoral.
A direita mostrou-se contraria às ações sociais, pois defende a austeridade fiscal,
redução do tamanho do Estado, desburocratização e incentivo ao livre mercado.
Entretanto, no Brasil, ficou só no discurso, pois os políticos que se identificaram com essa opção ideológica não a praticaram, direcionando suas ações em interesses pessoais próprios.
A ponto de, nos governos do PT, Lula e Dilma, envolverem-se junto aos políticos 
de esquerda no Mensalão e no Petrolão.
Foi o momento da politica nacional em que a ideologia politica foi esquecida, prevalecendo o interesse comum focado na corrupção.
Mesmo no governo Bolsonaro, o Parlamento de direita não se alinhou à sua ideologia, preferindo abraçar pautas morais, de costume e religiosas, provocando debate polarizados.
Já o governo bolsonarista, como um todo, passou a nutrir sentimentos de ódio e rejeição ao oponente PT e ao Poder Judiciário, na figura de membros do Supremo Tribunal Federal, trazendo, como consequência, a tentativa de quebra da normalidade democrática.
Com Lula em seu terceiro mandato, as oposições deixaram de cumprir seu papel democrático de fiscalizar a situação e de contribuir com o governo, apresentando suas propostas para, de maneira construtiva, atender os reais interesses do povo.
Assim, tanto a direita, como a esquerda, ignoraram a coexistência
harmônica entre a situação e oposição.
Hoje, os dois lados, acreditam na teoria do quanto pior, melhor, pois assim, podem se apresentar como solução da crise que eles próprios criaram.
Com o advento das redes sociais, houve aumento da disseminação de informações ao acesso da população.
Entretanto, esse meio, ao invés de melhorar o conhecimento e, com isso, melhorar o julgamento politico, levou o povo a se abrigar em bolhas ideológicas.
Dentro dessas bolhas, entre seus integrantes, há um reforço das crenças existentes, limitando o contraditório, pois, ao invés do debate de ideias para construção de um Brasil melhor, ha a difusão de mentiras, desinformações, difamações com o único objetivo de tentar destruir o adversário politico.
Estamos nesta eleição de 2026 diante da possibilidade de quebrar essa polarização, não votando nem em Lula, nem em Flavio Bolsonaro.
Devemos escolher entre as alternativas que forem colocadas em jogo, na tentativa de encerrar esse ciclo perverso, que impede as necessárias reformas que permitirão um impulso na economia, para os brasileiros voltarem a ter confiança nas Instituições. 

2 comentários:

  1. Estou contigo concordo totalmente em gênero e número ,precisamos acabar de vez com este vai e vem e são sempre os mesmos , precisamos urgentemente de uma reforma geral , chega de ministros do supremo ficarem no cargo até se aposentarem , mudar geral com relação aos deputados , vereadores , so poderão se reeleger apenas duas vezes , não podemos admitir Telos como carreira e sim a conscientização de servir ao País para o bem do seu povo e não pessoal com regras duras de combate a corrupção

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  2. Vc diz que o Lula entendeu? O que será que ele entendeu? Não situação que nós encontramos dificilmente teremos alguma mudança nos próximos 10 anos. Não vejo nenhum político com essa capacidade. Nem nesta geração 2000. Pobre Brasil, cada vez pior na República das bananas.

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