terça-feira, 26 de maio de 2026

A greve nas universidades estaduais paulistas é plausível?



A greve é um instrumento dos trabalhadores como forma de pressão para equilibrar a relação de forças entre o capital e o trabalho.
No Brasil, a greve é um direito garantido pela Constituição Federal.
A greve serve tanto para reivindicar melhorias, como aumento salarial ou melhores condições de trabalho, quanto para resistir a perdas de direitos.
Portanto, como estudantes não têm vínculo empregatício com a universidade ou escola, o termo greve estudantil nas universidades estaduais paulista, tecnicamente, não é uma greve, mas uma paralisação estudantil,  protegida pela Constituição.
Será considerada ilegal se houver impedimento do direito de ir e vir, se houver "piquetes" que barrem fisicamente a entrada de professores, funcionários ou alunos que não aderiram à paralisação.
Assim como, se houver coação com o uso de violência ou ameaça para forçar outros alunos a aderirem ao movimento ou danos ao patrimônio, como depredar carteiras, quebrar equipamentos ou danificar o prédio da instituição durante ocupações.
Como não se trata de uma greve, os estudantes não têm a garantia legal de que suas faltas serão perdoadas.
Se um acordo não for feito com a direção das universidades, para abonar as faltas, os alunos, que faltaram, podem ser reprovados por ausência.
Entendido o conceito, o que levou os estudantes da universidades estaduais paulista permanecerem em paralisação estudantil desde meados de abril?
A paralisação tem como foco a defesa da garantia de condições para que os alunos de baixa renda consigam se manter na universidade.
No fundo trata-se de uma manifestação politica da esquerda para aumento de apoio social.
O movimento estudantil pleiteia políticas de auxílio para alunos de baixa renda ou de outras cidades, moradia estudantil em bom estado de conservação, restaurantes
 universitários, com garantia de acesso e melhoria na qualidade da alimentação.
Embora pareçam legitimas, diante da mudança no perfil socioeconômico dos estudantes nos últimos anos, com aumento de estudantes mais pobres, a questão de apoio social, no Brasil, diante dos governos de esquerda, que assumiram o poder, foi adotar a  politica de dependência do Estado para solucionar o bem estar social.
Diferente do método do idealismo liberal, que acredita que o livre mercado deve ser o fator gerador de riqueza, portanto o melhor programa social que existe.
Nos últimos 30 anos, em razão da prevalência do assistencialismo, ao invés da melhora nas condições estruturais para que o empresario possa gerar mais empregos, com renda maior ao trabalhador, e com maior produtividade, 
desincentivou o trabalho e a produtividade.
Como ilustração, o trabalhador brasileiro produz em média de 25% a 33% do trabalhador norte americano!
O resultado dessa politica foi aumento da carga tributaria, necessária para atender os grandes programa sociais, e o achatamento salarial da classe média, levando-a da depender cada vez mais dos programas sociais.
Para se ter uma ideia do custo das universidades públicas paulistas, ao se dividir pelo número de alunos, chegará a um valor estimado entre R$ 70.000 e R$ 100.000 por aluno ao ano, ou seja. cerca de R$ 6.000 a R$ 8.300 por mês!
Ou seja, é um custo alto.
E a esquerda quer gastar mais!
Os exemplos dos países que adotaram preferencialmente o estado como provedor, como Cuba, vivem em situação de miséria.
Se quisermos ir para o mesmo caminho, reelejam Lula.

4 comentários:

  1. Você começa com um conceito das conquistas laborais que é indiscutível. A greve é um direito dos trabalhadores. O estudante não é trabalhador. Está sendo educado e formado com o sangue suor e lágrimas de seus pais e com o nosso também, que pagamos para sustentar mais esse grupo de parasitas da sociedade. Nós tivemos excelentes professores e uma universidade paga. Nossos pais e até mesmo familiares que ajudaram a construir nosso futuro nunca ouviram essa palavra fracassada na nossa boca. GREVE.
    Papai dizia que quem gosta de greve deveria ir cortar cana, em Cuba.
    Ainda que não seja uma experiência completa o melhor é acabar com a universidade gratuita. A universidade gratuita é uma CRUELDADE conosco, da classe média, que estamos escolados, em carne viva, por pagar impostos.

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  2. Ass. José Alves Silva - engenheiro civil.

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  3. Já foi tentado, mas foi reprimido, quem pode pagar a faculdade pública deve fazê-lo. Fizeram as melhores escolas e cursinhos pegando, porque não?

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  4. Exatamente. Dentro em pouco os grevistas vão querer barbeiro gratuito, corte e lavagem de cabelo com o benefício de matar as pulgas que levam em suas cabeças de “ bicho”.

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