domingo, 31 de maio de 2026

O crime organizado, sendo terrorista, vai acabar?



Flavio Bolsonaro, na volta de sua viagem para tirar uma foto ao lado de Trump,
trouxe na bagagem a bombástica noticia de que os USA classificaram o PCC e o CV como facção terrorista.
Com isso, conseguiu tirar de foco das mídias a explicações sobre seu relacionamento incestuoso com Daniel Vorcaro.
Agora o tema do debate nacional é sobre essa classificação de terrorismo.
Com isso, estanca a sangria na candidatura de Flavio Bolsonaro sobre o tema de explicações.
E será esquecido, pois outros fatos sensacionais virão adiante para dominar a discussão nas mídias.
O fato é que Trump não acordou naquele dia e teve essa brilhante ideia.
A classificação de facções criminosas como terroristas no Brasil, já estavam sendo discutidas no governo dele ha algum tempo.
Desde o primeiro dia de seu segundo mandato, Trump determinou a classificação de cartéis e facções criminosas como terroristas, citando Mara Salvatrucha 13 , de origem salvadorenha, o Tren de Aragua, venezuelana e os cartéis mexicanos que atuam na fronteira sul dos EUA.
Tanto o PCC como o CV faziam parte do radar do governo Trump.
Isso se confirmou durante a reunião, que o presidente Lula teve com o presidente Trump, quando foi discutida a oportunidade imediata dessa declaração.
Lula foi contra.
Mal sabia Lula que estava sendo gestada pela dupla dinâmica, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, uma reunião de Flavio Bolsonaro com Trump, quando então essa declaração seria anunciada, como se fosse uma conquista de Flavio.
A dupla acertou no marketing.
Segurança publica é o tema principal dessa eleição.
E gerou uma grande discussão nacional.
De um lado estão o que apoiam a declaração de terroristas do PCC e CV e, de outro lado, os que são contra.
Mas, o objetivo da discussão é apenas eleitoral.
Quando deveria ser uma discussão se a solução do combate ao crime organizado será resolvida ou não com essa declaração.
Vamos á realidade.
Os EUA sempre tiveram em mente o "American First".
Traduzindo, eles não estão preocupados com o resto do mundo.
Suas interferências são para atender suas conveniências.
Trump não tirou Maduro porque queria que o povo venezuelano tivesse a liberdade de escolher seu presidente.
Tanto é verdade que quem comanda a Venezuela hoje era uma aliada de Maduro, que o traiu para tomar seu lugar.
Para Trump o importante foi ter o domínio da exploração do petróleo venezuelano, que a presidente venezuelana Delcy Rodríguez aquiesceu prontamente.
De resto, a Venezuela continua com seus problemas, que se arrastam ha anos!
Portanto, não se espere que Trump vá atuar no combate interno contra o PCC e o CV.
Se fizer qualquer coisa será para obter, em contra partia, alguma facilidade que interesse à ele e aos EUA, como o fornecimento de terras raras.
Não espere de Trump tenha a grandeza do presidente Rooselvet, que enfrentou o movimento "American First" e ajudou a Inglaterra na II Guerra Mundial, antes de entrar na guerra.
Ou quando Rooselvet, para conquistar a adesão do Brasil à II Guerra, financiou  a construção da Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda, além de  enviar equipamentos militares, aviões, navios, jipes e suprimentos, modernizando completamente as Forças Armadas Brasileiras, que até então eram sucateadas.
Trump não tem essa estatura.
Essa batalha é nossa e devemos agir firmemente.
Não adianta ficar com discursos fúteis e irreais.
Virou um mantra em minhas publicações sobre o tema Segurança Publica.
Assim, repito que temos que combater, antes de tudo, a corrupção e a impunidade praticada no Judiciário.
Tudo o que se fizer de bom no âmbito policial, se não tiver um Judiciário alinhado no combate ao crime organizado, será enxugar gelo no deserto.
Para encerrar não posso deixar de comentar que os EUA é o maior consumidor de drogas no mundo, mesmo tendo o
 arsenal mais robusto, caro e complexo do mundo!
Isso acontece porque a corrupção, também, esta presente por la.
Não é só isso.
Não ha um combate firme e inteligente contra o consumo de drogas.
O fato é que o consumo de álcool e de outras drogas psicoativas representa um dos maiores desafios de saúde pública global. 
Simplesmente proibir não resolve.
O exemplo clássico foi a proibição de bebidas alcoólicas nos EUA, com a Lei Seca.
Houve um efeito reverso.
Foi criado o mercado clandestino e a ascensão do crime organizado, com seus gangsteres, que construíram impérios milionários através da violência, corrupção e suborno de policiais e políticos.
O resultado foi que liberaram o consumo de bebida alcoólicas.
Mas, não acabaram com a corrupção.



 













3 comentários:

  1. Exato, enquanto não resolvermos nossos problemas internos de corrupção e a bandidagem instalada no governo que perpétua há 20 anos, e cada dia pior, que digam o roubo dos velhinhos e banco Master, esqueçamos que nossos aliados irão intervir. Eles sabem que se interromper esse fluxo, uma 3a guerra é provável. Aqui é só uma questão de quem melhor se beneficia! O mal do mundo é acreditar que os políticos podem resolver os grandes temas mundiais, enquanto o povo é manipulado ora para esquerda ora para a direita, coisa que nenhum cidadão consegue explicar.

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  2. Voce destaca uma questão delicada. Nao se pode usar uma ferida purulenta, que é o tráfico de drogas com oportunismo político. De fato esse tráfico gera bilhões e o dinheiro é o deus que submete as consciências. Isso vem crescendo pouco a pouco e chegou silencioso para entrar na classe média. Na Colômbia, me informaram que uma desconfiança social é enorme se criou na sociedade. Apenas como um pequeno exemplo, um general. irmão da vice-presidente, Marta Ramirez, uma senhora de categoria e fineza, foi preso em Miami por causa de uma célula do tráfico por ele favorecida. O barco estado também se encontra no comércio mundial de armas, o que os vincula ao terror. Razão pela qual Trump, que “caga e anda” tanto para Bolsonaro como Lula, colocou uma Lula. Uma investigação do canal alemão DW demonstrou que o HIZBOLLAH se abastec
    e da indústria macabra do narcotráfico para se armar. Ass.: JOSÉ ALVES SILVA Eng. Civil

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  3. Já podíamos ter reduzido a ação dessa bandidagem, mas há tanta corrupção do lado legislativo e judiciário, que ninguém se mexe.
    Quem sabe? Agora? Duvido. Somos um povo que não cobra. Só reclama. Nas eleições, reelegem os mesmos de sempre. Vamos ver no que vai dar. Pra mim, EM NADA. Dalva

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