sábado, 6 de junho de 2026

Os novos azarões tem chance de serem vitorisos?




A candidatura de Flavio Bolsonaro não tem muito mais a apresentar a seu favor.
A ultima cartada foi a ajuda do governo Trump, que teve momentos positivos, como a obtenção de fotos de Flavio ao lado de Trump, no salão oval da Casa Branca.
Além de que, no seu retorno ao Brasil, Flavio trouxe consigo a classificação do governo Trump de terroristas ao PCC e ao CV, medida que em nada modificará a dinâmica do crime organizado, mas, que provocou um alento para a população carente de reações, quanto a segurança publica.
Se de um lado, teve pontos positivos Flavio, também, teve pontos negativos.
A questão de novas tarifações impostas pelo governo Trump, utilizando-se de argumentos inconsistentes, foi negativo para Flavio, pois trouxe à memoria das pessoas o tarifaço de 2025, que o presidente Trump impôs ao Brasil, por influencia de Eduardo Bolsonaro, que pretendia, com essa estrategia, anular o julgamento contra o pai Jair, que acontecia no Supremo.
Naquela época, como o tarifaço causou panico no empresariado nacional, a estrategia de Eduardo não deu certo e o mesmo foi taxado de traidor da pátria.
Para piorar, acabou revertendo a favor do presidente Lula, com sua defesa da soberania nacional e a conquista da isenção da taxa a expressivo numero de produtos exportados pelo Brasil ao EUA.
Assim, mais uma vez o anuncio de novo tarifaço de Trump cola na família Bolsonaro como traidores da pátria e prejudica a imagem de Flavio.
Resta a Flavio Bolsonaro exibir o filme Dark Horse, ou "O Azarão", como meio de  sensibilizar potenciais eleitores, que são verdadeiras caixas de ressonância, também conhecidos como "audiência engajada", pois reagem exatamente como o esperado, diante de narrativas emocionais que o filme contém. 
Flavio Bolsonaro encontra-se numa encruzilhada quanto a exibição do filme.
Se não exibir o filme Dark Horse, perderá a oportunidade desses potenciais eleitores, que são em numero suficiente ajudar a elege-lo. 
Se exibir, o fantasma do Vorcaro ressurgirá, junto com as cobranças de explicações do financiamento do filme.
O único jeito de se livrar desse fantasma é Vorcaro ser suicidado, pois, com sua morte o impacto vai muito além do fim de uma vida biológica.
No imaginário popular esse momento carrega um peso dramático enorme.
O fenômeno do "arquivo morto" faz com que os segredos sejam enterrados com ele, pois desaparecem informações valiosas sobre esquemas, cúmplices, rotas, subornos e mistérios não resolvidos.
A morte de um grande malfeitor traz um suspiro de alívio velado para pessoas poderosas, que temiam ser delatadas por ele.
O ditado "morto não fala" resume perfeitamente essa dinâmica.
A morte de Vorcaro seria para Flavio, semelhante a ajuda que Adélio Bispo deu na candidatura de Jair Bolsonaro, pois o filme poderia ser exibido sem cobranças.
Por isso, a custodia de Vorcaro deve ficara atenta à manutenção de sua vida.
Diante desse cenário e se não houver fato novo, que prejudique fatalmente a candidatura de Flavio Bolsonaro, os candidatos fortes continuarão sendo Lula e Flavio, mesmo ambos enfrentando taxas de rejeição expressivas, da ordem de 40%. 
Para a direita derrotar Lula, sem maiores incertezas, seria necessário a desistência da candidatura de Flavio Bolsonaro.
Assim, entre os  três "azarões" Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, algum deles teria chance de vitoria contra Lula.
Mas, essa desistência não vai acontecer, pois a maioria dos eleitores, em cada lado dessa dualidade, não conseguem se livrar das amarras da forte polarização política no Brasil.
Atingiram o ponto de tornar suas posições em dogmas religiosos, que impede que se possa convence-los a romper essa continuidade. 
Assim, os eleitores da família Bolsonaro, mesmo vislumbrando uma possível derrota não o trocarão pelos novos azarões.
Para a família Bolsonaro, a vitoria de Flavio seria o melhor dos mundos.
Mas, a derrota dele, frente a reeleição de Lula, também seria uma vitoria, pois o nome da família sobreviveria para a eleição de 2030, com grande chance de vitoria.
Lula não estará no páreo e o estoque de votos conquistados em 2026, se tornará um patrimônio valioso, como acontece hoje com Jair, que transferiu esse ativo para o filho. 
O fato é que essa polarização não ajuda a melhorar o nível da politica nacional e obriga os brasileiros a ver o fim disso só em 2030.

4 comentários:

  1. Excelente observações e constatações!!!
    Rocca

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  2. Apesar de vermos diariamente notícias da direita e esquerda utilizando-se do palanque Trump, difícil acreditar que somos preferidos do governo americano. Nossa representatividade global é muito baixa, e como matar barata, um pisão é estamos fora de cena. Como há muito falado, não há interesse nenhum em acabar com a criminalidade, isso é só bandeira de campanha. No cenário atual não podemos esperar qualquer mudança e que teremos paz. Cada dia está pior. Ainda vamos ter que conviver com ás duas alas esquerda e direita até que chegue o dia da criação do sistema ditador e democrata separados. Isso está aos poucos levando nosso país a se dividir entre vermelhos e azuis, hoje uma tendência muito clara, para quem quiser olhar o futuro, dada as dimensões deste país.

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  3. Um erro provavel, digo sem ter à certeza, é pensar qué Trump gosta dos três irmãos. É provavel qué nas tertulias na Casa Branca, servem um café com um licor e dediquem dois minutos ao tema Brasil ou brasileiro. Brasil é um business center. Enquanto o produto Brasil não for atraente para Trump e seu genro Jared será objeto de burlas e chacotas. Gente pequena não pode governar um país magnifico como somos e não será um grupo de “engajados” 😂, na matinê das 5:00 que vai virar o jogo. Pensar é difícil. Ass. JOSÉ ALVES SILVA - Engenheiro Civil

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  4. Bom vou contra por alguns pontos do seu comentário, referente as besteiras de Flávio concordo total. com você, agora o STF ja sinalizou que iria proibir a exibição do filmes DARK HORSE no Brasil.
    Quanto a Vorcaro, só uma assassinato encomendado, tiraria a vida desse mal feitos do Pais, pois acabou de apresentar um novo acordo de delação mais robusto e com 60 bi de retorno do dinheiro desviado , ( maior dos que os 40 anteriores) o que pega ainda na delação e recusado por André Mendonça, é o prazo de 10 anos para devolução, oras, qualquer menino de primário sabe fazer essa conta 60 bilhões aplicados aqui ou lá fora rendem em 10 anos no mínimo ,mais 30 bi, então não tem essa tem de devolver o valor total imediatamente, minha opinião e do ministro André Mendonça, enfim ele esta bem guardado na sede da PF em Brasília sobre escolta e dezenas de câmeras de segurança monitorado 24 horas por dia , realmente há o interesse não de Flávio, mas de centenas de políticos e autoridades envolvidas nos escândalos do Master, vamos aguardar a decisão de André Mendonça e do PGR.

    Caco Siqueira

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