domingo, 7 de dezembro de 2025

Nem Lula, nem Bolsonaro. Temos que arejar a politica nacional!




Na cabeça dos eleitores, entre os partidos políticos brasileiros, ha uma divisão de esquerda e de direita.
Entretanto, na pratica, são todos iguais, na enfase populista.para agradar seus eleitores.
Não ha um projeto politico, em nenhum partido, que o identifique como tendo uma proposta de governo.
Todos os partidos tem "dono" e estes donos tem projeto de assumir o poder, junto com os seus filiados eleitos, e de la nunca mais saírem.
Não que esse posicionamento esteja errado.
Um bom politico tem que ter uma carreira politica, sim.
É importante que, ao longo de sua vida, se relacione com os demais políticos e pratique, evolutivamente, o comportamento de um politico que represente bem seu eleitorado.
Mas, infelizmente, não é isso que vemos.
Cumprem a premissa de serem carreiristas, mas, quanto a representação, ficam a desejar.
No que diz respeito à divisão de esquerda e direita, no âmbito congressual, ha a fila da esquerda e ha a fila da direita, que se encontram no Orçamento Publico.
Por essa razão, o Orçamento Publico é conhecido como Buraco Negro, aquele objeto astronômico que tem força gravitacional tão intensa ,que atrai para si tudo a seu redor.
Com a criação das emendas impositivas, cada parlamentar tem sua cota para gastar como quiser e, evidentemente, o faz para atender seus interesses pessoais de se manter no poder.
Nenhum direitista age como um liberal.
Age igual ao esquerdista na aplicação "social" de sua verba.. 
No fundo, acabam utilizando, de forma fatiada entre eles, grande parte do poder orçamentário não obrigatório, sem que sejam responsabilizados pelos erros cometidos, como acontece com o chefe do executivo.
Nesse sentido, é bem melhor, hoje, ser um parlamentar do que um presidente da republica.
Embora um presidente continue exercendo suas vontades,sendo limitadas pela conjuntura de ter ou não apoiadores no Congresso, ele tem espaço suficiente para manter sua visão econômica para o país.
No governo Bolsonaro, que se posicionou como de direita, portanto, supostamente, acreditando na privatização, este não conseguiu, em seus 4 anos de mandato, privatizar as empresas estatais.
Mesmo tendo um Congresso que, na sua maioria, também ,era considerado de direita!
Ai fica confirmada a tese que iniciei este artigo.
Isso porque Bolsonaro não teve um projeto de governo consistente.
Tanto o é que no ultimo  ano de seu mandato acabou aderindo ao populismo, que a esquerda, costumeiramente, adota quando esta no poder.
Assim Bolsonaro, entre outros populismos, abaixou por decreto o preço de combustível, aumentou  o valor do  bolsa família mais do que os governos de esquerda fizeram.
Com a volta de Lula a presidência, este adotou seu modelo estatizador, desarticulando os processos de privatização, que estavam encaminhados.
Para o cidadão comum, pouco importa se tal empresa é publica ou privada.
Para ele, o que importa é ser bem atendido.
A própria NASA, nos EUA, que um pais essencialmente de direita, é uma estatal.
Teve o reconhecimento que teve, por ser bem gerida.
Aqui no Brasil, foi nos governos de direita militares, que foram criadas centenas de estatais.  
Então, a existência de estatais não esta no fato de cria-las ou mante-las.
Está em geri-las bem, coisa que  a esquerda insiste em não fazer.
Ao invés dos chefes dos executivos de esquerda nomearem, nas estatais, diretores profissionais, se possível fruto de seleção por headhunteres, nomeia políticos, sem a menor habilitação e senso de coisa publica.
Não satisfeitos, os chefes dos executivos aumentam o numero de diretorias,desnecessárias para uma boa operação, com o único objetivo de acomodar indicações politicas do partido ou de seus aliados. 
Esta diretoria, por sua vez, ao invés de estruturar a empresa com apenas colaboradores necessários, adotam o mesmo principio do chefe do executivo da esquerda.
E incham as estatais com um numero excessivo de correligionários, desnecessários, visando que estes, no futuro eleitoral, sejam articuladores dos candidatos dos partidos de esquerda.   
Essa é a razão das empresas estatais darem prejuizo nos governos de esquerda.
O exemplo clássico são os Correios.
Como explicar um prejuizo fabuloso?
Eles não explicam, mas eu explico, como fiz acima.
Entretanto, como os defensores dos partidos da esquerda ainda acreditarem que só a esquerda traz prosperidade para o cidadão comum, acabam por se cegar frente a realidade.
Nos países de esquerda, em especial nos latinos, todos fizeram gestões, que levaram o pais a uma situação catastrófica.
Embora considerem a China como um pais comunista, portanto de esquerda, enquanto era dominada pela mente esquerdista de Mao Tse Tung, o pais realmente estava numa situação péssima.
Isso mudou, embora continue sendo uma ditadura, dita comunista, a partir de Deng Xiaoping, que deu uma guinada para a direita na economia, acreditando na gestão profissional e na iniciativa privada.
O cidadão chinês, a partir da década de 70, começou a sentir a prosperidade, que os países de esquerda radical nunca assistiram.  
O fato é que num pais no qual se busca o crescimento sustentável, tanto faz ser de direita ou de esquerda. 
O que importa e ser administrado de forma profissional e não popularesca. 

 


sábado, 6 de dezembro de 2025

Flavio, candidatíssimo a presidente em 2026?




Como concluí em minha análise, neste blog, sob o titulo  "Quem Bolsonaro apoiara como candidato a presidente?", de que Jair Bolsonaro iria escolher Flávio como seu sucessor e candidato a presidente, agora se confirmou.
Lamentável e péssima escolha.
Flavio não tem o mesmo carisma que o pai.
Junto com os votos que herdará dele, que não serão todos, herdará o repudio à sua família pelas ações nocivas que seu irmão Eduardo fez junto ao governo americano de Trump.
A prova disso foi o reerguimento da popularidade de Lula, que estava em baixa.
Com as sanções econômicas impostas por Trump, Lula conseguiu inverter sua queda em ascensão, levantando a bandeira da defesa da soberania nacional. 
Portanto, os votos que Flavio herdará do pai não serão suficientes para ele ganhar de Lula com tranquilidade.
O resumo é que a escolha de Flavio foi péssima. 
O mercado financeiro reagiu prontamente, fazendo cair o índice da Bolsa de Valores e aumentando a cotação do dólar.
Aliás, as escolhas de Jair tem se mostrado péssimas.
Não é de hoje. 
A ultima escolha, de tentar abrir a tornozeleira eletrônica, só piorou sua situação.
Perdeu a condição de prisão domiciliar e adiantou sua prisão definitiva, numa unidade da Policia Federal, resultado de sua condenação no processo que tramitou no Supremo e cuja decretação veio na sequencia.
Suponho que a decisão antecipada de Jair se deu por 2 razões, a saber:
1) Michelle teve um atrito com os filhos dele, em razão de decisão de apoio do PL a Ciro Gomes, no Ceara, supostamente com o aval de Jair, decisão esta que ela era contra.
Ainda que depois apaziguada, Jair quis demonstrar seu apoio ao filho.
2) Reação impulsiva à decisão do ministro do Supremo, Gilmar Mendes, de mudar a forma do pedido de impeachment, assim como no quorum minimo para concretizar o impeachment de ministros da Corte.
Gilmar, astutamente, agiu assim para blindar o Supremo contra a estrategia de Jair Bolsonaro de eleger senadores, em 2026, em numero suficiente para afastar, em especial, Alexandre de Moares, como revanche à sua condenação. 
Jair entendeu que com Flavio eleito presidente, este escolheria um PGR que, pela definição de Gilmar, poderia ingressar com pedido de impeachment contra ministros do STF, driblando a blindagem de Gilmar.
Quanto a escolha de Flavio como candidato a presidente, entendo que não sera unica.
Caiado já se apresentou, antes, como pre candidato.
Sua candidatura ainda depende de seu partido referendar.
Mas, também não tem chance de ganhar de Lula.
Tarcísio, que era o favorito da direita, percebeu sinais de que seu padrinho Jair iria apoiar Flavio.
Ha tempos vem dizendo que não é candidato a presidente, mas é candidato à sua reeleição a governador de São Paulo.
Preferiu aguardar para se candidatar em 2030.
Não sem razão.
Mesmo sendo forte candidato, sabe que a disputa com Lula seria difícil.
Deixando para 2030, se Lula conquistar um quarto mandato, não terá que enfrenta-lo na disputa.
Mas, ha outros governadores, que estão em seu segundo mandato e não poderão tentar a reeleição para governador.
Entre eles está Ratinho Jr., que  deve se apresentar como candidato e, dentre os demais, é quem, acredito, tem mais chances de ir para um segundo turno com Lula.
Mas, pelas movimentações recentes, não me surpreendera se Michelle revindicar uma disputa interna no PL contra Flavio.
O "dono" do PL, Valdemar da Costa Neto, apesar de comemorar a decisão de Jair Bolsonaro escolhendo Flavio, apos analises de potencial de votos, se Michelle aparecer com melhor desempenho do que Flavio, poderá mudar de ideia.
O fato é que não ate as eleições muita coisa pode acontecer e, quem sabe, surgir um candidato que não esteja em nosso radar.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Ditadura do Supremo?



É fato que o Supremo vem tomando, nos últimos anos, diversas medidas que contrariaram a expectativa de muita gente.
A questão do julgamento dos insurgentes de 8 de janeiro e do ex-presidente Jair Bolsonaro e associados na tentativa de golpe, foi uma medida correta. 
Ainda que, a meu ver, com excesso de rigor na aplicação das penas aos envolvidos.
Isso gerou inconformismos nos aliados de Jair,  a ponto de Eduardo Bolsonaro ter ido buscar, junto ao governo dos EUA, punição aos membros da Corte e as conseguiu.
Foi alem.
Conseguiu que fosse aplicado a Alexandre de Moraes a lei americana Magnitsky, antes do julgamento do pai Jair, para intimida-lo e não condenar seu pai.
Mesmo assim a corte seguiu soberana e concluiu o julgamento e prendeu Jair Bolsonaro.   
Mas, o Supremo, também, tomou diversas outras medidas, que contrariaram muita gente, entre tantas outras, como soltura de criminosos do crime organizado, o cancelamento de vários julgamentos da Lava a Jato, inclusive com a anulação da condenação do atual presidente Lula, que estava preso por quase 2 anos, apos confirmação do julgamento por instancias superiores e transitado em julgado.  
Isso provocou, ate no meio jurídico, indignação por medidas tomadas pelo Supremo que ultrapassavam em muito suas designações constitucionais. 
Mas, ninguém se atreveu a botar o guiso no gato do Supremo.
Mas, diante de todos essas decisões do Supremo, que desagradavam a muita gente, dentro e fora do Congresso, surgiu a hipótese de ser levado a plenário no Senado o impeachment de alguns ministros do Supremo.
Em razão do julgamento de Jair Bolsonaro, o impeachment de Alexandre de Moares foi o mais desejado. 
Entretanto, o presidente do Senado recebeu vários pedidos, mas não deu seguimento a nenhum, por não entender procedentes.
Mas, os descontentes não esmoreceram com a falta de punição aos ministros do Supremo, pelo Senado.
A direita elaborou uma estrategia de eleger um numero de senadores, em 2026, que sejam suficientes e estejam comprometidos e determinados a promover os impeachment dos ministros do Supremo, que foram represados pela atual presidência do Senado.   
Tudo isso pode ter influenciado o decano do Supremo, Gilmar Mendes, a tomar uma decisão preventiva para blindar os membros do Supremo contra eventual sucesso eleitoral da direita no Senado.
Evidentemente que, antes de tomar sua decisão, que alterou a lei que regula o impeachment, deve ter consultado seus pares para concluir que sua decisão, quando levada a plenário, poderá ser aprovada por maioria.
A surpresa desagradável da decisão de Gilmar Mendes, é que, de plano, trata-se de uma invasão indevida nas atribuições do poder Legislativo. 
E ainda pior, foi tomada monocraticamente!
Evidentemente, não se trata de uma ação para conter riscos imediatos, portanto essa decisão deveria ser tomada apos discussão pelo colegiado do Supremo.
É verdade que será levada a discussão pela corte.
Mas, se for aprovada pela maioria, serão quebrados vários  princípios 
democráticos, a saber:
O artigo 1º da Constituição, em seu paragrafo único, diz:
" Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição".
Portanto, alterar uma Lei, sem que tenha sido pelo Legislativo, que é o Poder constitucional eleito pelo povo, para representa-lo, é descumprir a Constituição, que deveria ser objeto de defesa do Supremo!  
Por outro lado, impedir que o povo aja diretamente, como consta na decisão de Gilmar, impondo essa atribuição ao Procurador Geral da Republica, é outro descumprimento da Constituição.
É tirar o direito constitucional do povo exercer seu poder diretamente.
Ha vários outros artigos que foram corrompidos, mas deixo isso para os especialistas apresentarem suas  teses.
O fato é que a decisão de Gilmar visa impedir o funcionamento dos tais pesos e contrapesos constitucionais, que regem, de forma harmoniosa, a democracia, tornando o Supremo uma instituição blindada, sem controle democrático e, por conseguinte, tornando-se assemelhado a um poder ditatorial.
Fico impressionado com a vontade dos poderosos quererem se blindar.
Lula, indicou 2 ministros e pretende indicar um terceiro, objetivando criar um escudo para o futuro não ter problemas, como teve com o Supremo no Mensalão e ate, por por grande parte do processo, no Petrolão.
O Congresso tentou, sem sucesso, criar a PEC da blindagem, que foi derrotada graças a mobilização popular.
Agora vem o Supremo com a mesma vontade.
O fato é que não é necessário blindagem nenhuma.
Todos devem ser tratados por igual perante a Lei.
Basta cada um cumprir com suas obrigações, que serão preservados de qualquer punição.
O Supremo deveria, ao invés de pensar em blindagem, recolher-se a sua atribuição constitucional e não interferir em assuntos que não lhe dizem respeito.
O problema é dominar o ego daqueles que enebriam com o poder e querem se sentir mais poderosos do que o poder lhes confere!


  


quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

No pais da impunidade, o crime compensa.



Quando pensamos em crime, de imediato, nos vem a cabeça aquele sujeito que nos assalta, descaradamente, no meio da rua, de preferencia com moto.
Evidente que há diversas modalidades de crimes, que afetam, diretamente, a vitima.
Todos praticados por pessoas comuns. 
Alguns desses criminosos são presos, condenados e ficam algum tempo encarcerado.
Para esses criminosos, muita gente partilha com a ideia de autoria do falecido delegado carioca Sivuca, que diz:
"Bandido bom é bandido morto."
Sivuca completava seu pensamento simplista com:
"E enterrado em pé, para não ocupar muito espaço."  
Eram tempos da ditadura militar e do esquadrão da morte, que matou milhares de bandidos sem julgamentos e de forma sumaria.
Entretanto, essa forma de combate ao crime não acabou com a criminalidade.
Na verdade, ela só aumentou e tornou  os criminosos mais violentos.
Ate em países em que a pena de morte era praticada legalmente, essa penalidade não fez com que houvesse a redução da criminalidade.
Mas, ate hoje, esse pensamento doentio é repetido por vários políticos, para demonstrar a seu eleitorado, sua indignação contra o crime.
E tem muitos adeptos que pensam igual.
Entretanto, esse conceito só vale para os bandidos chamados "pés de chinelo".
Os integrantes do crime do colarinho branco não são vistos, por grande parte da sociedade, como bandidos.
Mas, estes causam tão ou mais mal ao cidadão, que não se apercebe, pois esses crimes os atingem de forma indireta.
Em geral é dinheiro publico roubado pela corrupção, que poderiam ser utilizados em benfeitorias, que melhorariam a vida do cidadão comum. 
Por não ser uma perda pessoal, isso não nos sensibiliza.
Um ou outro torce o nariz indignado e fica por isso. 
Mas, ha outros roubos, como aqueles praticados contra aposentados ou fundo de pensão para futuros aposentados, que são praticados e muitas vezes os criminosos saem ilesos.
E não causam indignação relevantes a ponto de autoridades e políticos temerem uma forte reação popular.
A própria Justiça os trata diferentemente.
As razões para isso, são, no minimo, suspeitas de mais corrupção.
Ou, se formos condescendentes, as razões são porque os que participam do julgamento não os considerem violentos e podem aplicar penas mais brandas ou mesmo inocenta-los, por faltas de provas mais contundentes que a própria evidencia dos fatos, que por si deveria ser suficiente. 
Basta ver os processos contra aqueles que roubaram os aposentados, por fraudes praticadas na cara da autoridade competente, cujos autores continuam livres, leves e soltos.
Como o governo indenizou, rapidamente, a maioria dos aposentados, o problema, para eles, deixou de existir.
A vida que segue.
No caso do banco Master, que foi um golpe contra fundos de pensão, e que, certamente, aconteceu por corrupção dos responsáveis por gerir esses fundos, junto com políticos, que tem ascendência sobres esse gestores, seja por indicação politica ou por interesses escusos, pelo caminhar das investigações será mais um crime que ficará impune.
Basta ver a situação do dono do banco,  que, quando estava na ativa, soube cultivar bons relacionamentos, que podem lhe garantir a impunidade, seja por facilitação à sua fuga, seja por julgamento que conclua por sua inocência. 
Já assistimos muitos casos semelhantes, no passado.
Não pensem que é só por aqui que isso acontece.
No mundo todo, quem tem um pouco mais de poder, vira cidadão acima de qualquer suspeita.
No Brasil, apesar de haver muita gente presa, o que temos é um alto índice de impunidade para os do andar de cima.
Para eles, vale outra máxima:
"O crime compensa". 


segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Quem Bolsonaro apoiara como candidato a presidente?



A quebra da disputa politica enter PSDB e PT, desde a redemocratização, aconteceu com a eleição de Bolsonaro em 2018.
Entre uma das razões dessa quebra, deu-se pelo fato do PT ter vencido sucessivas eleições a partir de 2002, quando Lula conseguiu seu primeiro mandato.
Esse domínio do PT trouxe junto alguns famosos casos de corrupção, como o Mensalão e o  Petrolão, que acabaram corroendo os governos petistas a ponto de ser possível ser criada uma onda anti petista, a qual Bolsonaro liderava.
No meu ponto de vista, Bolsonaro alem do anti petismo carregava a bandeira contra as instituições.
Bolsonaro carregava essa bandeira desde a década de 1990, quando numa entrevista, ao ser perguntado sobre o que faria se eleito presidente, ele afirmou que fecharia o Congresso e mataria FHC, então presidente da republica.
Na época, o senador ACM, da direita, quis sua cassação, mas a Câmara Federal acabou não acatando sua vontade.   
Bolsonaro seguiu sua inexpressiva carreira politica na Câmara Federal, ate que desavenças, nessa casa, com a petista Maria do Rosário, deu-lhe protagonismo como líder do anti petismo.
Somado a isso, a Lava Jato, sem julgar o mérito, destruiu a reputação dos políticos em geral, possibilitando o crescimento de uma candidatura a presidente de um personagem que não representasse a classe politica dominante. 
A campanha de Bolsonaro, também, criticava a lisura das urnas eletrônicas, pois ele acreditava que as sucessivas vitorias dos petista, desde 2002, deu-se por fraude na apuração do resultados. 
Muita gente já estava convencida disso, criando musculatura para crescer a candidatura dele.
Apesar das mesmas urnas darem como resultado sua vitoria, o que provava o contrario de sua tese.
Depois de eleito, Bolsonaro continuou sua luta contra o TSE, que estendeu-se ao Supremo deforma persistente e ameaçadora.
Certa vez, seu filho Eduardo afirmou que com um soldado e um cabo fecharia o Supremo.
Essa animosidade de Bolsonaro contra o STF, supostamente, fez com que o STF considerasse necessário impedir sua reeleição.
Assim os processos contra Lula, que fora condenado e preso, foram anulados, Lula foi solto apos quase 2 anos de prisão, e restabelecida sua condição de elegibilidade.
Mesmo sofrendo condenações, Lula não perdeu seu cacife politico e conseguiu derrotar Bolsonaro em 2020.
Mas, Bolsonaro poderia retornar como candidato em 2026!
Novamente o Supremo se mexeu para impedir que Bolsonaro pudesse ganhar a eleição.
Sem julgar o mérito, Bolsonaro foi considerado inelegível pelo TSE e, em seguida, sofreu um processo, conduzido pelo Supremo, que com uma tramitação acelerada, diante dos padrões de julgamentos na Justiça, que, finalmente, o condenou a 27 anos de cadeia. 
Bolsonaro, como aconteceu com Lula, esta impedido de ser candidato.
Mas, assim como Lula, seu cacife politico não foi perdido.
Diante da iminente disputa entre o lulo petismo e o bolsonarismo quem será o candidato que Bolsonaro apoiara?
Um fato é indiscutível.
Ninguém vai se aventurar a enfrentar uma possível candidatura de Lula, sem o aval de Bolsonaro.
Os candidatos da direita, que se apresentaram ate agora, são jovens o suficiente para poderem esperar a eleição de 2030, quando Lula estará totalmente fora do páreo.   
Com exceção de Caiado, que sabe que esta será sua ultima chance de concorrer a presidência. 
Portanto este, certamente será uma dos candidatos, com ou sem apoio de Bolsonaro.
Tarcísio, que pode ser reeleito governador, acredito, não trocara o certo pelo duvidoso.
Vai aguardar 2030, junto com os demais pretendentes.
A família considera-se no direito de pleitear a condição de candidato nativo, pois, como acontece na maioria dos políticos nacionais, acreditam que são os legítimos herdeiros da coroa.
Assim, tentarão fazer Jair apoiar um familiar.
E não sera difícil que isso aconteça.
Mas, Jair Bolsonaro tem certas características próprias.
Como é machista, é certo que Michelle não será a escolhida.
Jair Bolsonaro sempre pensou em si em primeiro lugar.
E seu atual preocupação é sair da prisão o mais breve possível.
Então, seu apoio será para aquele que ele acreditar que, sem nenhuma duvida, lhe conceda um perdão presidencial como primeiro ato de governo, para que ele fique novamente livre.
Por  outro lado, Jair Bolsonaro nunca cumpriu acordos.
Além de deixar ao relento seus amigos próximos, quando caíram em desgraça.
Não confia em ninguém, pois deve pensar que farão o mesmo com ele.
Para confirmar essa preocupação, quem o delatou no STF foi seu ajudante de ordens na presidência.
Diante disso, acredito, que a opção será Flavio, seu filho mais velho, que ele confia.
Afinal seu outro filho Eduardo mostrou fidelidade canina ao jogar seu futuro politico pela janela, com sua investidas junto ao governo Trump, para forçar que seu julgamento fosse suspenso.








 



sábado, 29 de novembro de 2025

Qual deve ser objetivo do licenciamento ambiental?

 


As Leis foram criadas para disciplinar o comportamento das pessoas, organizar a sociedade e garantir a justiça e a ordem para que aja harmonia na convivência social.
Se todos pensassem assim, teríamos melhor convivência. 
Infelizmente, isso não acontece como gostaria.
Embora as Leis imponham restrições, deveriam preservar ao máximo a vontade individual ate o limite de comprometer o interesse coletivo.
Mas, a saga de se criar invasão na privacidade do cidadão é muito grande e se cria regulamentações, que não deveriam existir.
Quanto menos regulações ao desejo individual houver, proporcionaria menos criminalização e evitaria demandas judiciais desnecessárias, além de aumentar o numero de pessoas que cumpririam as Leis.
É verdade que sempre ha aqueles que optam por agir na ilegalidade.
Para estes, tantos faz se ha demasiado rigor, ou não, nas Leis.
Não irão cumpri-las nunca.
Dai que o aumento da criminalidade, nunca será contido pelo excesso de legislação.
Que é o que se busca hoje no combate ao crime organizado.
Entretanto, não se discute o aspecto mais importante para o cumprimento da Lei que é a punição rigorosa..
Quando se tem certeza da impunidade, que, no Brasil, virou rotina,.não ha Lei que funcione.
Por outro lado, a impunidade acontece porque ha intensa corrupção daqueles que deveriam zelar pelo cumprimento das Leis. 
No caso de licenciamentos em geral é imperativo que a legislação não crie tanta burocracia, muitas vezes redundante, nem tenha como analistas ou fiscais servidores públicos que dificultem ao máximo o atendimento às exigências legais e acabam por desmotivar aqueles que procuram atender as Leis.
Até o Judiciário, muitas vezes intervem não para ajudar, mas para complicar.
Seja porque enxergam o interessado como alvo de corrupção e praticam o conhecido criar dificuldades para vendar facilidades, seja porque não veem o interessado como um amigo das Leis, seja porque seu ego necessite exercer seus pequenos poderes, seja por desleixo mesmo..
Isso acontece muito nos licenciamentos que envolve o uso de solo urbano.
Ha um expressivo numero de habitações e de loteamentos executados sem licenciamento publico.
Especificamente na legislação ambiental, aqueles que procuram os órgãos públicos para obter licenciamento são aqueles que querem fazer a coisa certa.
Os que devastam florestas e o meio ambiente, não estão nem ai para a Lei.
Continuarão agindo na ilegalidade, pois tem certeza de que a corrupção resolvera seu problema no futuro.
É sabido que a legislação ambiental tem como objetivo preservar o meio ambiente, tão importante para que tenhamos uma vida confortável, tanto na saúde como na preservação da biodiversidade.
Mas, não pode ser objeto de impedir o uso da terra, dentro dos conceitos mínimos de sustentabilidade,pelos que lá moram e vivem de seu trabalho na terra.
Desta forma, a legislação deve observar seu papel em defesa do meio ambiente e, ao mesmo tempo, criar mecanismos operacionais  para facilitar a obtenção dos licenciamentos, com servidores tratando os que estão na tentativa de obter licenciamento como amigos do meio ambiente e não como inimigos.
Inimigos são aqueles que não respeitam as Leis e optam, deliberadamente, pela ilegalidade nos licenciamentos, não importa se a lei é facilitadora ou crie obstáculos.. 
Concluindo, a legislação ambiental aprovada no Congresso, depois com vetos do presidente e novamente reanalisada pelos Congresso, com a derrubada de vetos, é, essencialmente, boa.
No final, acaba por atender ate as demandas do Executivo que tem seus projetos, que envolvam licenciamento ambiental, muitas vezes emperradas pela burocracia, que a legislação acaba criando.
 

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Bolsonaro num pais da impunidade


Embora nunca tenha gostado do jeito de Jair Bolsonaro ser, desde o tempo que foi um deputado do baixo clero, ate quando se tornou presidente da republica, não vou comemorar o final de seu julgamento pelo Supremo, com a decretação da prisão dele e de seus comparsas na tentativa de golpe.
Comemorar o que?
Desde a proclamação da republica, que foi um golpe militar bem sucedido, houve outros golpes militares, ao longo de nossa republica, e todos os atores ou não foram punidos ou foram anistiados.
Bolsonaro mesmo, enquanto militar da ativa, foi "anistiado" pelos seus pares numa tentativa de insubordinação.  
Portanto, é seguro que os apoiadores de Bolsonaro continuarão tentando um jeito de tira-lo da cadeia.
Suponho que em algum momento irão conseguir.
Caso não consigam aprovar com os atuais congressistas, se for eleito, em 2026, um presidente, que tenha admiração por Bolsonaro, poderá indultar todos que foram condenados pela tentativa de golpe, ou, diante da possibilidade de indicar 3 novos ministros ao Supremo, somado com os 2 indicados por Bolsonaro e Fux, que abraçou a causa de Bolsonaro, numa votação colegiada serão maioria de 6 entre os 11 e farão o mesmo que os atuais fizeram com Lula, que também preso teve seu processo cancelado.
Assim como aconteceu com todos aqueles envolvidos no Mensalão ou no Petrolão, ao longo do tempo, tiveram suas penas suspensas.
O fato é que dependendo das condições do momento, aqueles que passaram pelo poder sempre acabaram tendo suas punições, de alguma forma, anuladas.
Pode ate demorar, mas um dia Bolsonaro terá sua pena cancelada.
Então, comemorar o que?
O Brasil continuara sendo um pais da impunidade!

 

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Lula enfrenta o maior desafio em sua historia.



A estrutura multi partidária, que prevalece na republica brasileira ha anos, obriga o presidente da republica a fazer coalizões com outros partidos para que, junto com o seu partido, consiga aprovar seus projetos e governar com certa tranquilidade .
Como essa pluralização partidária não é fundamentalmente ideológica, apesar de vários partidos terem matizes ideológicas semelhantes, o que, realmente, é determinante é o fato dos partidos terem donos.
Assim, os donos dos partidos procuram abrigar um maior numero de políticos, que se submetam à sua liderança, em especial na esfera federal, para que sirvam de massa de manobra nas votações, que interessem ao presidente da republica, quando este, antecipadamente, tem um acordo com o dono do partido.
Como o pais é imenso, esse multipartidarismo não é suficiente para uma coesão, havendo dentro dos partidos outras tantas divisões, para atender interesses de lideranças regionais.
Desta forma, como os partidos, internamente, não tem um perfil bem  definido, 
acabam por não terem um programa partidário, mas um amontoado de ideias difusas e algumas vezes conflitantes.
Some-se a isso, no Congresso, há existência das bancadas temáticas, como a da bala, a evangélica, a ruralista, entre outras.   
Seus membros estão distribuídos em vários partidos, complicando ainda mais a identidade partidária.
Ainda no plano federal, apesar de haver alguns ministros de partidos, que não se alinham politicamente com o presidente, mas que estão la para atender acordos entre o dono do partido e o presidente, nas votações no Congresso, políticos do mesmo partido do ministro votam contrariamente aos interesses do presidente.
Ou seja, nem estando dentro do governo ha segurança de fidelidade no Congresso.
Como se diz popularmente, o Brasil não é para amadores.
Desde a saída dos militares do poder, os presidentes conseguiam administrar esse problema com indicações dos congressistas a cargos na maquina publica e a distribuição de verbas para uso do parlamentar.
Era o chamado governo de coalizão.
Lula, em seu primeiro mandato, conseguiu ser eleito pela habilidade ao se apresentar como o Lulinha paz e amor.
Prometeu e cumpriu um governo de coalizão com outros partidos.
Ate que Lula, sob a influencia de Zé Dirceu, caiu na ambição de dominar os parlamentares com pagamento de verbas mensais em troca de votos favoráveis a seu governo, que ficou conhecido como Mensalão.   
Essa pratica, que quase custou o mandato de Lula, foi revelada por um dos integrantes do esquema, o deputado Roberto Jefferson, que se postou de herói nacional, mas na verdade só revelou porque sentia-se injustiçado com seu quinhão.
Entretanto, Lula ainda conseguiu se manter e se reeleger, utilizando-se do governo de coalizão e por manter um bom relacionamento com os presidentes da Câmara e do Senado.
Tudo seguia o rito usual ate que, durante o segundo mandato do governo Dilma, 
seu governo estava mal avaliado pela população, por erráticas decisões econômicas.
Além disso, Dilma se indispôs com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha.
Foi fatal.
Cunha abriu um processo de impeachment e Dilma foi afastada do cargo.
Mas, ainda no governo Dilma e depois, no governo de Temer e de Bolsonaro, o Congresso foi mudando a regra do jogo de governo de coalizão e os deputados e senadores passaram a administrar verbas orçamentarias, sem precisar ocupar ministérios para transferir recursos para suas bases eleitorais, nem depender da benesse da distribuição de verbas pelo presidente da republica.
No governo Bolsonaro, no ultimo ano de mandato, quem geria as verbas eram congressistas, dentro do governo e no Congresso.
Quando Lula assumiu seu terceiro mandato, se viu diante da perda da autoridade que tinha em seus dois mandatos anteriores.
Mesmo assim, vinha conseguindo aprovar alguns de seus projetos, mas enfrentou varias derrotas.
Na atual gestão dos presidentes da Câmara e do Senado, Lula conseguiu maior adesão de apoio do presidente do senado, Davi Alcolumbre, enquanto tentava se equilibrar na Câmara com o presidente Hugo Motta, que enfrenta seus próprios  problemas de liderança, sem apoio do governo Lula. 
Essa  situação levou a desgastes na relação do governo Lula  com Motta, a ponto deste romper com o presidente do PT, Lindbergh Faria.
O que deveria ser motivo de preocupação para Lula, pois Dilma perdeu o mandato numa dessas.
O problema se agrava porque Alcolumbre também demonstra insatisfação com Lula pelo fato da indicação de Jorge Messias para o Supremo, contra  a indicação que Alcolumbre queria, a do ex-presidente do senado, Rodrigo Pacheco. 
Estamos diante de uma situação inédita, que obrigara Lula a usar de toda sua habilidade politica para não ver seu mandato encerrado ou virar pato manco em seu final de mandato e esquecer da reeleição.
Isso para não falar dos desdobramentos políticos pela prisão de Bolsonaro, que é tema para outra ocasião.
Brasil é o melhor seriado de intrigas e ambições, nunca imaginado pelos cineastas de Hollywood, que assistimos ao vivo e a cores.

   
 


domingo, 23 de novembro de 2025

Mais uma tentativa de livrar Bolsonaro da prisão.




Não sou adepto de teorias de conspiração, para explicar fatos inexplicáveis.
Entretanto, desde o inicio do processo de condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, foram tentados varias formas de evitar o cumprimento da pena, que estava precificada desde o inicio.
No Congresso, os membros do partido PL de Bolsonaro, articularam propostas de anistia aos condenados pelo Supremo, por terem participado do ataque às instituições em Brasilia, no fatídico 8 de janeiro, que embutia, nas entrelinhas, a extinção da futura pena que Bolsonaro ainda seria condenado.  
Não emplacou.
Em seguida, nos EUA, o filho Eduardo Bolsonaro, com o apoio de Paulo Figueiredo, articularam junto ao recém empossado governo Trump sanções econômicas aos produtos exportados pelo Brasil, com o tarifaço de 50%,  e politicas com a aplicação  da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes e a suspensão de visto americano dos integrantes da corte que participavam do julgamento de Bolsonaro.
Eduardo acreditava que com essas medidas duras, seu pai seria poupado da condenação.
Entretanto, tal plano não funcionou, pois não intimidou as autoridades brasileiras e seu pai acabou por ser condenado.
De outro lado, a deputada bolsonarista Carla Zambelli, também condenada pelo Supremo, por outros crimes, fugiu para Itália, na tentativa de escapar da prisão no Brasil.
Devido as articulações de Eduardo, de manifestações nas redes sociais, em descumprimento a medidas cautelares impostas a Jair, além da suspeita que ele fugisse igual fez Zambelli, Alexandre de Moraes decretou sua prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. 
No Congresso, os apoiadores de Jair Bolsonaro continuaram as tentativas de anistia, mas, por fim, o projeto acabou sendo esquecido. 
Agora, prestes a cumprir a pena, o filho Flavio convocou manifestação em frente a casa de Jair Bolsonaro.
Este, por sua vez, danificou o aparelho, que traz no tornozelo, sem conduto remove-lo.
Diante desses fatos, Jair foi preso preventivamente na Policia Federal.
Mas, uma questão me chama a atenção. 
Diante da vontade de Jair Bolsonaro cumprir sua pena em prisão domiciliar, a exemplo do ex-presidente Collor, por que Jair danificaria a tornozeleira eletrônica? Nunca, em condições normais, Bolsonaro faria tal ato, pois sabe que isso prejudicará seu futuro pleito de prisão domiciliar. 
Como disse no inicio, não acredito em teorias de conspiração, mas ha um fator relevante, que pode ser explorado pelos advogados de Jair Bolsonaro.
A simulação de uma demência senil precoce de Bolsonaro.
Só essa condição explicaria o fato de danificar a tornozeleira.
A condição de demência, se caracterizada, garante ao demente impunidade, por incapacidade de cumprir a pena. 
Será mais essa tentativa de livrar Bolsonaro da prisão frustada?

sábado, 22 de novembro de 2025

A casa dos amigos do Rei



É fato que Jair Bolsonaro deixou inúmeros péssimos exemplos, durante seu mandato.
Desta vez, foi quanto a indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal.
Bolsonaro nomeou os dois, que tinha direito, focando em quem demonstrasse fidelidade a ele, para garantir que, em decisões na Corte, que o envolvessem, votassem a seu favor.
Lula aprendeu rápido seu exemplo.
Nesse atual mandato, Lula já nomeou dois nessas mesmas condições.
Agora tenta emplacar um terceiro, Jorge Messias.
Não desqualificando nenhum dos indicados, mas a condição fundamental de nomeação deixou de ser atendida.
Embora tenham seus méritos, nenhum deles é conhecido por ilibado saber jurídico. 
O resultado é que a maior Corte Jurídica do Brasil deixou de ser uma Casa do Saber para tornar-se numa casa dos amigos do Rei.
Espero que o Congresso coloque um freio nessa ultima articulação.

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Minha filha Michelle, uma guerreira contra o câncer!




Michelle resolveu trocar de estilo de vida profissional.
Deixou seu emprego como Designer na VIVO para se dedicar a Yoga e tornar-se professora autônoma.
Com isso, perdeu seu plano de saúde.  
Foi quando tudo começou.
Ela sentia falta de ar, durante os exercícios, que fazia nas aulas de Yoga.
Quando ela mais ela precisou do plano de saúde, para fazer uma consulta, não tinha um.
Ela achou que estava com asma e iniciou um tratamento com bombinha.
Ate que em 2020, como a falta de ar persistia, decidiu ingressar no plano de saúde da Prevent Sênior.
Uma medica requisitou que fizesse uma tomografia de tórax.
Feita a tomografia, foi diagnosticado que a falta de ar era causada por um tumor cancerígeno na traqueia, próximo ao pulmão, que estava estrangulando a passagem de ar, a asfixiando e a levaria a morte em pouco tempo. 
Entretanto o plano estava em período de carência.
Mesmo assim, diante do resultado alarmante da tomografia a Prevent a internou no Hospital Dubai, imediatamente, e a submeteu a uma cirurgia para desobstrução da traqueia. 
Tivemos que pagar o custo da internação e cirurgia, ainda que com desconto da Prevent, que nos atendeu com humanidade.
Na sequencia, fez 30 sessões de radioterapia. 
Felizmente, ela tem uma família e uma rede de amigos, que deram suporte, acompanhando-a, em revezamento, tanto no hospital, quanto em seu apartamento, onde vive com o filho.
Como ela é profissional autônoma, sem trabalhar, não conseguia recursos.
O suporte também incluiu ajuda financeira, para custear o tratamento hospitalar e, também, para pagar a contas do dia a dia, que não pararam e aumentaram com compras de remédios, suplementos e consultas com oncologista particular, o Dr. Gilberto, do Sírio Libanês.
A partir dai, para acompanhamento do resultado do tratamento na traqueia, ela teve que se submeter a sucessivas tomografias.
Foi, então, detectado vários pequenos nódulos no pulmão.
Ao longo dos últimos anos deu metástase no figado e num dos rins. 
Como ela estava sendo acompanhada pelo Dr. Gilberto, este não adotou o tratamento por quimioterapia convencional, pois não acreditava que trouxesse  resultados promissores.
Assim como a radioterapia, pois como os nódulos eram pequenos, seria difícil atingi-los sem danificar os pulmões.
Assim, o Dr. Gilberto decidiu enviar, para uma Universidade nos EUA, uma lamina com a biopsia do tumor do pulmão, para estudarem a possibilidade de um tratamento por imunoterapia, mas resultou negativamente.
Michelle estava diante de uma situação terrível.
Nenhum tratamento tinha condições de conter o crescimento dos tumores.
Como os tumores eram de crescimento lento a solução foi aguardar que surgisse um novo medicamento.
Mas, um dos tumores do pulmão, que  estava próximo da costela, fez com que Michelle sentisse dores insuportáveis.
Assim, no incio deste ano, o Dr. Gilberto prescreveu primeiro um adesivo a base de morfina, para reduzir o desconforto, e receitou um remédio, em comprimidos, que havia sido lançado no mercado para combater um determinado tipo de câncer.
Como era medicamento novo e, ainda, estava em estudos para combater outros tipos, ele decidiu utilizar, experimentalmente.
Entretanto o remédio custava na faixa de R$25.000,00, por uma caixa com 30 comprimidos, que deviam ser administrados diariamente. 
Conseguimos que a Prevent fornecesse o remédio. 
Assim foi por 4 meses.
O remédio não conteve o crescimento e, pior, causou-lhe debilidade física.
Foi então suspenso.
Como as dores persistiam, o Dr. Gilberto prescreveu sessões de quimioterapia, para combater os tumores e radioterapia focalizada no tumor, que estava encostado na costela, para aliviar a dor.
Ela teve que colocar um tipo de cateter no peito, para receber uma infusão, na clinica da Prevent e, depois, ao longo da semana, receber infusão através de um equipamento portátil junto ao corpo, que continha o remédio, que era bombeado para a veia pelo cateter.
Ela fez uma sessão de quimioterapia e uma sessão de radioterapia.
Isso a debilitou-a a tal ponto que teve que ser internada na unidade Russia da Prevent, onde ficou 12 dias. 
Saiu numa quinta-feira, mas no domingo apresentou febre e baixa oxigenação. Foi internada com pneumonia no Hospital Dubai da Prevent.
Ela tem tido melhoras no estado geral, sob efeito de medicamentos. 
Mas, oscila muito
Cada dia é um novo dia.
Conforme informou a medica para a Cris, minha esposa, a expectativa de melhora da Michelle é baixa. 
Ela não consegue fazer esforço, pois sente falta de ar e o coração acelera. 
Na verdade, Michelle luta duplamente.
Primeiro para se recuperar da debilidade física.
Enquanto isso o câncer continua sem ser combatido e, se recuperando, terá como próximo desafio fazer tratamento quimioterápico e radioterápico. 
Quanto a recuperação física, na vida, tudo pode acontecer.
Eu mesmo fiquei desenganado, quando tive um câncer no figado.
Fiz cirurgia e, no pós operatório, contrai pneumonia e infecção hospitalar dentro da UTI.
Embora com medicamentos de ultima geração para combater a infecção, não melhorava, a ponto de familiares acreditarem que não sobreviveria.
Ate que meu organismo conseguiu reagir e estou vivo ate hoje.
O certo é que nunca se sabe como cada organismo reagirá.
Diante de tudo isso, tenho que agradecer a solidariedade dos parentes e amigos, que estão ajudando muito a Michelle.
A solidariedade é importante, pois, todos precisamos de apoio, independentemente da maneira de como vemos a vida.
Minha maneira de enxergar a vida é realista. 
Assim como a da Michelle.
Isso não impede de termos desejos.
Meu desejo é que Michelle se restabeleça.
Entretanto, nem eu nem ela perdemos a visão da realidade. 
O câncer que ela desenvolveu não tem cura. 
Ainda que tenha desenvolvimento lento, o máximo que ela pode esperar é uma sobrevida ate que se encontre um tratamento definitivo ou ate onde for possível ter uma vida minimamente confortável. 
Portanto, não tenho ilusões de que ela se cure do nada. 
Neste momento, tudo dependerá da reação do organismo dela. 
Determinação para viver ela tem, pois tem um filho de 16 anos e ela gostaria que ele não ficasse órfão de mãe, tão cedo.



terça-feira, 11 de novembro de 2025

Vale- refeição




Vale-refeição...
Governo quer limitar a taxa cobrada pelas empresas que operam o vale refeição.
Esse é mais um dos mais bem sucedidos lobbys do mercado financeiro, que eu repudio, ha anos.
Para não me alongar, não tem o menor sentido alguém intermediar um beneficio trabalhista, que também sou contra, que obriga a empresa a custear a refeição de seu colaborador, e cobrar um valor absurdo por esse serviço ilusório.
Mesmo agora, sendo limitado a 3,6%, é um absurdo.
É tão forte esse lobby, que não tem politico, que tenha coragem de acabar com essa extorsão junto ao empregador, que paga, e ao restaurante, que recebe o valor do vale refeição!
A empresa poderia dar diretamente ao trabalhador o valor estabelecido para custear a refeição de seu colaborador, sem ter que pagar a mais por isso.
O trabalhador poderia pagar por PIX, por seu cartão de debito ou credito o valor disponibilizado para fazer sua refeição.
E o restaurante também poderia receber o valor integral da despesa, sem ter que pagar uma taxa para receber o valor da conta a menor.

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

E os juros continuam altos!

 



Essa é a manchete do jornal.
Parece um absurdo a manutenção dos juros nesse patamar.
Mas, não é, diante da intransigência do governo Lula.
Se Lula e Haddad, ao invés de reclamar, com razão, dos juros altos, adotassem o corte de despesas e colocassem o Orçamento dentro da meta fiscal, os juros cairiam naturalmente.
Isso demonstra, ainda mais, que não querem perseguir a meta fiscal, que eles mesmos estabeleceram.
Na verdade o objetivo dessa gastança é puramente eleitoreiro.
Em geral, todos os o governantes querem gastar mais para se reelegerem.
Lula não foge à regra.
Ao invés dos cortes necessários, Lula e Haddad classificaram várias despesas para ficarem fora da meta fiscal, como se isso resolvesse o problema fiscal.
Não resolve!
Pior, que isso acontece com o aval do Congresso, que se diz de oposição!
Na hora de gastar, pois eles também o fazem através das emendas orçamentarias, são farinha do mesmo saco.
Querem todos se reeleger, gastando dinheiro publico.
Lula e Haddad usam dessa manobra fiscal para que o governo não seja enquadrado no desrespeito a lei orçamentária e na lei de improbidade administrativa.
Assim, Lula escapa da mesma razão que levou o impeachment de Dilma.
Com essa reclassificação de despesas, Lula e Haddad abrem, ainda, mais espaço dentro do orçamento, para poderem inventar mais despesas e, falsamente,cumprirem a meta fiscal. 
O resultado dessas manobras fiscais provoca o aumento, ainda mais, do endividamento publico, que esta num patamar quase impagável.
Esse é uma das razões dos juros altos.
Divida alta, juros altos.
Nesse caminho terrível, ou troca-se de presidente e congressistas nas próximas eleições ou continuaremos com juros altos, com todos os choros!

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

O orçamento sem limites!



Na minha visão liberalista essa iniciativa populista do Congresso não me agrada.
Sob o aspecto politico eleitoral, certamente, vai agradar os eleitores masculinos, pois quem não quer mais dias sem trabalhar e recebendo salario integral?
Não tenho duvidas que essa aprovação busca resultados para a próxima eleição de 2026.
Sob o aspecto econômico, trará mais despesas para o Estado, através do INSS, que arcará com os custos dessa licença.
Entretanto o Orçamento publico está deficitário.
Precisa de cortes e não de mais gastos.
Mas, os políticos acham que o orçamento pode tudo e não tem limites. 
Esquecem-se, convenientemente, que nós teremos que pagar mais esse beneficio com mais impostos!
Mas, isso é não problema deles.
O povo paga e não chia.
Sob o aspecto social, o trabalhador agraciado não o vejo, nesses dias parados, ajudando a parturiente ou dando mais atenção ao filho do que num dia normal.
Ate porque, nesse momento inicial, a participação ativa na relação com o filho é da mulher, que amamenta e cuida do bebê.
O pai, na maioria das vezes, vai sair para beber com amigos.
A relação pai e filho da-se no dia a dia, ao longo da vida, com afeto e com suporte financeiro, que alguns, depois da benesse recebida, quando abandonam o lar, se furtam a dar.

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Como vejo a sociedade brasileira



A sociedade brasileira tem uma cultura religiosa predominantemente católica, que traz consigo todos aqueles resquícios dos tempos da Inquisição, misturada com a cultura protestante, que sempre foi pequena.
Nos últimos quarenta anos somou-se a essa cultura os evangélicos neo pentecostais, que estão, ano a ano, ganhando espaço sobre o catolicismo, competindo com ela, em numero de fieis que a seguem. 
Entretanto a conquista dos fiéis, que eram católicos, trouxe junto com eles parte dos trejeitos católicos, que se misturaram com os conceitos da nova igreja.
Como todas tem em comum seus próprios dogmas, as religiões cristãs impedem seus seguidores de ter uma visão mais ampla dos problemas que enfrentamos, restringindo-se a interpretações, que são próprias, dependendo das diversas seitas, mas tem como fundo a leitura do livro, que consideram sagrado.
Nos últimos anos, essa sociedade, que ate então era passiva politicamente, passou a dividir-se entre a direita e a esquerda e a defender com mais ardor e paixão suas ideologias.
Além disso, essa sociedade, por deficiências no sistema de ensino e falta de motivação para conquistar alunos interessados em aprender, ampliou, em seu meio, pessoas com baixíssima escolaridade, em todos os níveis sociais.
Somando todos esses ingredientes, o resultado foi uma sociedade que sente dificuldade em desenvolver raciocínios mais elaborados, tonando o exercício da democracia emperrado.
Como vivemos numa democracia, essa sociedade elege representantes políticos, que vem carregados de toda essa cultura, pois são brasileiros, para que façam as discussões que interessam à nação. 
Entretanto as discussões politicas tem objetivos difusos, sem objetividade naquilo que importa decidir, misturando em suas decisões conceitos religiosos e ideológicos e suas deficiências intelectuais.  
São discussões conflituosas, pois não se busca o consenso, pois cada lado se porta como dono da verdade, na defesa intransigente de sua maneira de pensar.
O resultado leva a sociedade a entrar num circulo vicioso perverso, sem avançar para um mundo melhor, acentuando ainda mais a desigualdade econômica, social e intelectual. 
Depois reclamam que a sociedade tornou-se mais violenta e desumana, em absoluta contradição com os preceitos religiosos que professam.

domingo, 2 de novembro de 2025

No final, a operação de Claudio Castro foi uma ação politica?



Segundo pesquisas 57% da população carioca aprovou a operação policial, 
cujo nome foi "Contenção", determinada pelo governado fluminense Claudio Castro. 
Esse resultado era esperado, diante de uma população aterrorizada e extorquida pelo crime organizado.
Entretanto o resultado de 121 mortos, entre eles 4 policiais, segundo estatística divulgada pelo governo fluminense, havia 43 com mandatos de prisão e 78 com histórico criminal, mas não se encontrou, entre os mortos, nenhuma liderança do crime organizado.
Conteve-se, através do massacre, apenas bandidos do "baixo clero", que deixarão de importunar a população.
Mas, isso não resolve o problema.
Apesar de acreditarem no sucesso na operação, na verdade tratou-se de um extermino mesmo, ao estilo Esquadrão da Morte.
Faz-me lembrar do delegado Sivuca, fundador da Scuderia Le Coq e um dos articuladores do Esquadrão, com apoio do então governo fluminense, que dizia aos quatro ventos: "bandido bom é bandido morto". 
Como aconteceu naquela época, mataram-se bandidos, mas o crime continuou e de la pra cá, aumentou ainda mais a violência e a capacidade de ação dos criminosos. 
O fato é que para a operação ser considerada um sucesso, seria preciso que as forças policiais recuperassem o território ocupado pelo crime organizado. 
Mas, isso não aconteceu.
Depois da matança, a policia virou as costas e foi embora.
Nem, se quer, aguardaram o trabalho pericial, que deve ser feito quando ha mortos.
Foram os próprios moradores da comunidade que resgataram os corpos e os levaram para uma praça publica, de onde foram recolhidos para autopsia.
Ou seja, a operação, no meu entender, foi apenas espetaculosa o suficiente para 
alegrar a população, que a apoiou.
Mas, como alegria de pobre dura pouco, não resistiu ao retorno, imediato, da realidade da dominação  do território pelos criminosos. 
Digo mais, como houve grande repercussão, essa operação serviu mais para a "Contenção" da escalada politica do presidente Lula, que depois das alções criminosas de Eduardo Bolsonaro, vinha crescendo em popularidade.
Ou seja, foi um ação politica da oposição a Lula.
Na medida que a criminalidade e a violência são os temas mais sensíveis nas discussões politicas, uma ação de combate ao crime desse porte, consegue enganar a população fragilizada, fazendo-a acreditar que as autoridades estão se mexendo na tentativa de resolver o problema.
Embora ações dessa natureza causem efeito momentâneo, a verdade é que estamos diante de uma problema gravíssimo.
Não vejo disposição da sociedade e, por conseguinte, dos políticos de quererem enfrentar a solução do problema, fora da ideologia politica.
A solução passa, no meu entender, entre outros caminhos, pela redução da corrupção das autoridades a níveis que, por exemplo, o Judiciário não venda sentenças para inocentar bandidos; a redução do consumo de drogas junto ao usuário, com politicas motivadoras, a exemplo do combate ao cigarro; e na asfixia financeira do crime organizado, que infiltrou-se no meio empresarial e politico. 
Tenho consciência que isso é uma utopia. 
Então classificar como terrorista, ou o nome que se queira dar, não muda em nada a realidade. 
É pura discussão semântica, que esconde a dura realidade.
Também não cabe ideologias fantasiosas.
O que devemo fazer, como sociedade, se, realmente, quisermos mudar a triste realidade é tornar  a utopia num desafio e adotarmos debates com soluções racionais e as perseguir incansavelmente.
Estamos dispostos a isso?

sábado, 1 de novembro de 2025

O caminho que o crime organizado trilhou




Mais uma vez a truculência policial apresenta um indesejável numero fabuloso de mortes no confronto, no Rio de Janeiro, entre a policia e o crime organizado.
Como esperado, a população da região, onde foi cenário da violência, segundo pesquisas, e a chamada direita da população nacional, apoiou a ação policial.
Esse apoio se da diante da alta taxa de letalidade, que pode ter entre seus mortos algumas lideranças do crime organizado.
Entretanto, como sabemos, para cada líder do crime morto surge um ou mais para substitui-lo.   
Então, o caminho da extrema violência, não acaba com a violência. 
Em lugar nenhum do mundo não islâmico.
Não que a religião islâmica seja a solução como pratica.
Funciona porque a corrupção, no âmbito da segurança publica, é baixa. 
A corrupção é o grande responsável pelo estado violento que vivemos.
Ela é praticada, em grande parte do mundo Ocidental, pelos agentes do estado, que permite que o crime subsista com sucesso. 
No Brasil, a corrupção é endêmica e é praticada tanto na policia, quanto no judiciário como na politica.
Com essa força tremenda da corrupção, não ha ação policial que resolvera o problema da violência.
Olhar o passado é importante para entender como tudo isso começou.
Nos anos 60 não havia crime organizado.
O crime era praticado por bandidos de forma isolada ou pequenas quadrilhas sem uma ação coordenada.
E o combate policial já se envolvia com corrupção e ate massacres, como acontecia com a atuação do "Esquadrão da Morte".
Tema que abordei num artigo que escrevi neste blog, sob o titulo "Homens sem Lei". 
Diante de tamanha arbitrariedade, no meio da sociedade mais intelectualizada, surgiu a defesa dos "Direitos Humanos" contra essa matança indiscriminada.
No que estavam certos.
Dentro de uma sociedade minimamente civilizada e democrática, não se pode admitir execuções sumarias.
Deve-se seguir o rito de um julgamento, com ampla defesa e, ao final, como no Brasil não ha pena de morte, a prisão do condenado. 
Embora muitos bandidos tenham sido condenado pela forma legal, alguns, envolvidos com contravenção penal, em especial os bicheiros, safavam-se de condenações, por corromperem autoridades policiais e judicarias.
Por outro lado, a politica, para resolver o problema dos baixos salários da policia, corrompeu-se diante da legalidade e "fechou os olhos" para que policiais fizessem o chamado "bico", que era a prestação de serviço de segurança particular.
Começou com segurança de lojas de comercio, para impedir assaltos.
Foi quando o consumo de drogas no mundo, em especial a maconha, a partir da década de 60, ganhou tração, por ser um simbolo da liberdade conquistada pelos jovens contestadores.
Ate que a cocaína foi acolhida por executivos, que a usavam para sentirem-se heróis e compensarem a opressão que sofriam nas cobranças de melhor performance em seus trabalhos.
Mas, era elitizada, por ser cara.
Entretanto, os grandes traficantes, em especial o colombiano Pablo Escobar, 
em sua ambição de ganhar mais, entenderam  a visão comercial praticada pelos poderosos e ricos industriais.
Aumentar a produção e ter preço acessível para criar uma  demanda com maior  numero de consumidores.  
Assim a cocaína espalhou-se pelo mundo e tornou Pablo Escobar, na época, um dos homens mais ricos e poderosos no trafico de drogas do mundo!
No Brasil, o trafico de drogas teve como base as comunidades do Rio de Janeiro.
Foi ai que surgiu a demanda dos serviços de segurança nessas comunidades contra o trafico de drogas, que estava em crescimento.
Como o governo fluminense se esquivou de proteger esses cidadãos, em absoluto desvirtuamento de sua obrigação de estado, novamente, decidiu terceirizar a segurança publica, permitindo que policiais prestassem serviços de segurança  para proteger aqueles moradores. 
Os prestadores desse serviço acabaram se tornando as milícias de hoje.
Como uma ilegalidade puxa outra os milicianos acabaram se unindo aos traficantes de drogas, que antes combatiam, pois a corrupção proporcionava  receitas, que os tornaram ricos.
E não escondem isso.
Gostam de ostentar essa riqueza.
A corrupção, como sempre, é infalível.
A ganancia também.
Assim, os milicianos passaram a dominar territórios e passaram a  prestar uma variedade de serviços como transporte, venda de gás, construção e venda de habitações sem obedecer os ritos legais, entre outros.
Hoje, dominam distribuidoras e postos de gasolina, entre outras variadas atividades empresariais.
Então, hoje, quando se fala em combater bandidos, na verdade, não se trata mais de bandidos, como no passado.
Também não deve ser tratado como ideologia de esquerda ou de direita no combate ao crime. 
Segundo entendimento, que considero correto, tratam-se de terroristas, que querem implantar um narco estado no Brasil.
Se quisermos impedir isso, a esquerda e a direita devem se unir para, com ações inteligentes, quebrarem a espinha dorsal, através do estrangulamento financeiro desses terroristas.   
Simplesmente matar uma centena de bandidos não resolve o problema.