Durante o processo da Lava Jato, quando o ex presidente Lula estava sendo julgado por crimes de corrupção, que o levaram a condenação, em três instancias do Judicatório, e à sua prisão, levou muita gente a vivenciar momentos de euforia, semelhante a torcida de times de futebol.
Havia uma indignação contra Lula e o PT, desde as denuncias do Mensalão e do Petrolão, que fez com que houvesse uma torcida para que o juiz Sergio Moro conseguisse condenar Lula.
Cada ação do Ministério Publico, que resultava em decisões do juiz Sergio Moro contra Lula, havia uma celebração, como se um gol tivesse sido feito.
Havia comentários, entre essas pessoas, de que Sergio Moro se portava como um enxadrista assertivo, demonstrando um profundo conhecimento tático ao agir com base em análise lógica, planejamento estratégico e controle emocional, evitando impulsividade, mesmo diante das pressões no tabuleiro.
Cada ação do Ministério Publico, que resultava em decisões do juiz Sergio Moro contra Lula, havia uma celebração, como se um gol tivesse sido feito.
Havia comentários, entre essas pessoas, de que Sergio Moro se portava como um enxadrista assertivo, demonstrando um profundo conhecimento tático ao agir com base em análise lógica, planejamento estratégico e controle emocional, evitando impulsividade, mesmo diante das pressões no tabuleiro.
Seguindo seu cronograma, pre estabelecido, Moro tomava suas decisões no tempo certo e cadenciado para, ao final, aplicar um xeque mate em Lula, condenando-o a prisão.
Sergio Moro virou o herói nacional.
Cogitou-se, ate, que seria um excelente candidato a Presidente da Republica.
Essas manifestações de elogios podem ter desencadeado nele uma série de efeitos psicológicos, que fizeram com que a soberba subisse em sua cabeça.
Sentindo-se convocado para exercer seu papel de herói contra a corrupção no Brasil, aceitou o convite para ser Ministro da Justiça, do então eleito presidente Jair Bolsonaro.
E abandonou sua carreira de juiz.
Resolveu entrar numa seara perigosa, que não conhecia, justamente no topo de uma carreira politica, que não admite amadores.
Diferente do cargo de juiz, que não precisa prestar contas à opinião publica e tem autonomia para decidir, na politica é preciso prestar contas e a autonomia é limitada à apreciação de seus pares e de seus eleitores.
Assim, o herói, por insubordinação ao chefe, que queria substituir a direção da Policia Federal, para atender suas conveniências pessoais, foi demitido.
Assim como virou herói para alguns, Moro também conquistou inimigos, do PT, que queriam vingança por ter condenado Lula.
E conseguiram.
Encontraram escutas telefônicas, chamada de Vaza Jato, que continham
conversas entre Moro e procuradores do Ministério Publico Federal, cujo conteúdo levantaram suspeitas de imparcialidade dele no processo contra Lula.
O resultado é que o Supremo anulou a condenação de Lula.
Moro de herói se tornou um vilão.
Embora o mesmo fim ainda não tenha acontecido, mas está a caminho, o ministro Alexandre de Moraes teve uma trajetória semelhante no processo contra Jair Bolsonaro.
Da mesma forma que Moro, Moares virou herói nacional, pela sua atuação no processo no combate à tentativa de golpe de estado.
Entretanto, antes disso, Moraes já tinha conquistado inimigos, de partidos da direita, que chamavam-no de "ditador" e o acusavam de perseguição política, autoritarismo e abuso de poder devido a inquéritos sobre fake news, utilizando-se do TSE.Assim, durante o julgamento de Jair Bolsonaro, esses inimigos conseguiram junto ao presidente Trump que lhe fossem, arbitrariamente, aplicadas sanções.
Mas, Moraes não se intimidou.
Agindo como o mesmo enxadrista, que inspirou Moro, prosseguiu no julgamento, consolidando provas, que culminaram na condenação de Bolsonaro a prisão.
Novamente, a maldição do cargo de juiz herói agiu sobre Moraes, que fez com que se sentisse um cidadão acima de qualquer suspeita.
Essa sensação o tornou cego, assim como acontece com seus colegas do Judiciário, ao principio da moral e ética, utilizado em qualquer pais, que age nos limites da Lei, que impede de atuar nas cortes, em favor de partes, sob sua jurisdição, advogados de parentes próximos ao juiz.
Foi descoberto que o escritório de advocacia da esposa de Moares tinha um contrato milionário com o dono do banco Master.
Até o momento em que o banco não tinha problemas na Justiça, parecia uma coisa normal.
Ainda que o valor do contrato fosse inusual, para o objeto que se destinava, surgiu a suspeita de que Vorcaro pretendia, com isso, conquistar Moares como um amigo, que lhe ajudasse, caso tivesse problemas na Justiça.
Essa suspeita de favorecimento acabou por revelar-se como verdadeira, baseado nas trocas de mensagens entre Moraes e Vorcaro, conforme apuração da Policia Federal.
Culminou com a troca de mensagens entre eles, quando Vorcaro foi preso pela primeira vez.
Moares não tem chefe para demiti-lo, mas o Congresso se movimenta no sentido de abrir um processo de impeachment contra ele, agora ou no futuro, em 2027, quando ha a possibilidade de novos senadores, que assumirem o cargo, acatarem essa ideia e formarem numero suficiente para executa-la.
Pela reação que Moraes teve na pressão de Trump, enfrentando-a de cabeça erguida, dificilmente Moares pedira para sair do Supremo e aliviar a pressão que está, atualmente, submetido.
Como será o desfecho dessa novela?
No Japão, por menos, no passado, autoridades cometeram suicido.
Em outros países, simplesmente, renunciam ao cargo.
Mas, vivemos no Brasil, o pais da impunidade!
Excelente, e substancial paralelo entre Moro e Moraes, a diferença só está no o para aes, muito boa a sua análise.
ResponderExcluirMuito bom!
ResponderExcluirVivemos no país da impunidade, com certeza. Quando as instituições são débeis e frágeis como ocorre no Brasil, onde domina a falta de caráter e o mau caráter e não há quem cobre delas produtividade, eficácia, decência, adesão à Construção e participação isenta, então as decisão são tomadas desbotadas, em tons pastel e acanhadas por medo de represálias de algum “poderoso” chefão. Reforçar as instituições é reforçar as pessoas que as ocupam e não redesenhar organogramas. Com o caráter fraco e tíbio de cada membro dos poderes da República a impunidade reflete a realidade dos subornos, favores indevidos, influências malignas e decisões tíbias que expressam a impunidade, com foco para os que tem dinheiro, padrinho, riqueza, poder e influência. Esses estão se dando bem. E o Brasil, muito maltratado. 🥲 Ass.: José Alves Silva Eng. Civil
ResponderExcluirLeia-se decisões ao invés de decisão.
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