O o ex-presidente Jair Bolsonaro, desde sua eleição, em 2018, questionava o sistema eleitoral, contestando a apuração das urnas eletrônicas e o resultado das eleições, apesar de ter sido eleito dessa forma, por suspeitar que o TSE manipulava os resultados a favor do PT.
Havia uma razão para isso.
A eleição, de 2014, ganha por Dima Rousseff, do PT, fora contestada pelo candidato derrotado Aécio Neves, do PSDB, que se apoiava em teorias conspiratórias, que circulavam na internet, de que a eleição fora fraudada.
Embora, tanto o PSDB, quanto Aécio, tenham protocolado pedido de auditoria sobre a apuração da contagem de votos, acabaram acatando a decisão do TSE de que a eleição fora legitima, não se alongando na discussão do tema.
Entretanto, essa manifestação serviu para aumentar a tese bolsonarista de que havia fraudes nas apurações das eleições.
Essa bandeira de fraude nas urnas eletrônicas, que Jair Bolsonaro assumiu, tinha como base mentiras e desinformações, que ele divulgava com tanta convicção que teve boa aceitação em milhões de eleitores, que o apoiavam.
Aliada à rejeição, que havia contra o PT, Jair se elegeu.
Na presidência, Jair Bolsonaro recrudesceu suas criticas ao TSE e a estendeu ao Supremo, que atuava no combate a diversas ações, discursos e medidas
praticadas por ele, como:
A divulgação de "fake news", que se dizia serem feitas pelo gabinete de ódio instalado no Planalto, sob a regência de Bolsonaro, que entre outros temas, continuava a questionar a legitimidade das urnas eletrônicas, sem apresentar provas.
Os atos anti democráticos praticados por Bolsonaro em discursos, que ameaçava não cumprir decisões judiciais, e atos, como, por exemplo, o desfile, intimidatório, de tanques, na véspera da eleição do voto impresso, pelo Congresso.
Além de ataques diretos aos membros do Judiciário, em especial Alexandre de Moraes, a quem chamava-o de canalha.
Esse embate, entre Jair Bolsonaro e o Supremo, provocou uma reação deste, que antevendo uma ameaça à democracia por aquele, fazendo com que o Supremo intervisse, realmente, nas eleições, de 2022, anulando as condenações à Lula, objetivando estabelecer a condição de um candidato apto a derrotar Bolsonaro nas urnas.
Apesar de Lula não ter numero de votos suficientes para eleger-se, os chamados votos pêndulos, que deram vitoria a Bolsonaro, em 2018, votaram em Lula, elegendo-o presidente.
Isso aconteceu porque Bolsonaro conseguiu construir uma rejeição contra ele mesmo, através de suas falas negacionistas, em especial sobre a pandemia, quando se expressou de maneira não adequada à postura de um presidente.
Jair Bolsonaro tinha intenções de uma revanche contra Lula, nas eleições de 2026, mas foi impedido pelo Supremo, que o condenou à prisão pela trama golpista, num processo com rito acelerado para esse intento.
Impedido de se candidatar Jair indicou seu filho Flavio.
Isso colocou os eleitores diante de uma escolha, não de candidatos com boa aceitação, mas de candidatos com altas taxas de rejeição.
Lula tem 46% e Flavio 45%.
Apesar de haver outros candidatos aptos a concorrer, como os três do PSD de Kassab, os dois candidatos, nas pesquisas, aparecem como os mais fortes.
Isso porque, devido à rejeição, ha os pêndulos, que votariam em Lula para impedir que um Bolsonaro volte ao poder, e os pêndulos, que votariam em Flavio para impedir a reeleição de Lula.
Se fosse quebrada a opção da volta de um Bolsonaro ao poder, provavelmente, Lula não conseguiria se reeleger contra um candidato, que não estivesse nesse ambiente de duelo politico.
Há um cansaço do eleitor na forma de Lula governar.
Sua gastança além do orçamento, fez com o que o Banco Central elevasse os juros da Selic a 15% ao ano, o suficiente para causar estragos dramáticos junto a empresas, que recuaram seus investimentos, ou, na pior situação, entraram em processos de recuperação judicial.
Esse estresse empresarial acabará por trazer menor crescimento econômico e ate uma aumento na inflação.
Há uma maneira de acabar com a potencia de Flavio.
E, mais uma vez, com a intervenção do Supremo no processo eleitoral.
Bastaria Dias Toffoli e Alexandre de Moares afastarem-se, em definitivo, do Supremo, antes de abril de 2026.
Dá tempo.
Isso aliviaria a pressão contra eles e contra o Supremo, pois uma vez os dois neutralizados, acabaria o discurso de Flavio de impeachment contra, no minimo, os dois.
Acabaria o duelo, que, também, já cansou os eleitores e o Brasil poderia seguir seu rumo com novas perspectivas.
Pagando para ver! O lobo perde o pelo, mas não perde a vergonha! A sugestão é boa, mas o poder não vai baixar o ego!
ResponderExcluirMuito pertinente seu comentário e esclarecedor.
ResponderExcluirSigam o instagram de Renan Santos. É a terceira via com vontade de mudar o país. Abs Mari Duarte
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ResponderExcluirMais uma vez o felicito pela analise abrangente de todas as variáveis presentes na equação da eleição presidencial. O ponto nevrálgico do seu ensaio é a saída de dois inimigos do Brasil do STF. Se forem homens com uma raspinha de dignidade se afastariam pelo bem do Brasil. Se forem afastados pelos seus colegas de tribunal estariam lavando o STF e a história do Judiciário. Moraes é réu de suspeição pois perseguiu JB com ódio pessoal, impróprio de qualquer juiz, mesmo da primeira instância. JB deu uma de John Waine abrindo um tiroteio desnecessário com o STF, liberando as feras enjauladas a busca de protagonismo. Sugiro lerem as declarações da Ministra Eliana Calmon que descobre o “underground “ do STF. Ass.: José Alves Silva