segunda-feira, 11 de maio de 2026

A "otima química" de Trump com Lula




Depois que o governo de Trump, em julho de 2025, impôs sanções e tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, pareceu que as boas relações entre o Brasil e os EUA atingiram seu pior momento.
Essas sanções aconteceram em consequência de um intenso lobby feito por Eduardo Bolsonaro, em Washington, que alegava perseguição politica a seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pelo governo Lula, através do Supremo Tribunal Federal.
A expectativa de Eduardo Bolsonaro era a de que as tenebrosas sanções intimidassem 
tanto Lula, quanto os ministros do Supremo, a ponto de encerrarem o julgamento de Jair Bolsonaro.
Eduardo Bolsonaro imaginou que haveria uma resposta maciça da população brasileira contra o governo Lula.
Seu delírio simulou a queda antecipada do governo Lula. 
Mas isso não aconteceu, pois acabou virando apoio a Lula, quando ele levantou a bandeira de soberania nacional.
E os Ministros do Supremo não se intimidaram, julgando e condenando Jair Bolsonaro à prisão.
Apesar do esforços do governo Lula, na tentativa de abrir um dialogo com o governo Trump permanecer fechado, havia uma expectativa de que não aconteceria uma melhora durante o mandato de Trump.
Agora era esperar findar o governo Trump.
Entretanto, Trump nunca esteve preocupado com o Jair Bolsonaro, nem com o governo Lula.
Trump tem seu olhar para negócios e oportunidades.
Foi quando ele tomou conhecimento de que o Brasil possuía a segunda maior reserva de terras raras no mundo.
Isso o fez lembrar de que, em abril de 2025, o governo chines ameaçou restringir o fornecimento de terras raras a seu governo.
Trump, então, enxergou uma oportunidade de negociar com um novo fornecedor.
Assim, durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2025, enquanto Trump entrava no plenário e Lula estava saindo, houve uma troca de abraços amistosa e uma promessa de um encontro entre os presidentes para um dialogo mais amplo.
Depois, em seu discurso, Trump disse sobre Lula :
"Ele parece um cara muito legal, ele gosta de mim e eu gostei dele. E eu só faço negócio com gente de quem eu gosto. Quando não gosto deles, eu não faço. Quando eu não gosto, eu não gosto. Por 39 segundos, nós tivemos uma ótima química e isso é um bom sinal."
Surpresa!!!
Não, nada foi por acaso.
Na verdade a ótima química não era uma boa relação entre amigos, mas apenas interesse no produto químico das terras raras que o Brasil pode oferecer aos EUA. 
Essa foi, inclusive, a razão da reunião, por cerca de três horas, entre o presidente Trump com Lula, que fez sua primeira visita oficial à Casa Branca.
Trump como todo bom negociador, quando quer agradar seu parceiro comercial, ao final da reunião, falou de Lula: 
"Ele é um bom homem. É um cara inteligente." 

2 comentários:

  1. Sempre os interesses monetários prevalecem sobre os mais “nobres” sentimentos de cortesia.

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  2. Essa química é a arte da guerra, quando há interesse e oportunidades, o inimigo pode ser um bom negócio. Muitos ditadores ganharam batalhas utilizando-se dessa estratégia, basta trazer o inimigo para seu curral!

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