Sou, entre muitos, que criticam as mazelas que as estruturas institucionais brasileiras cometem contra o povo.
Tenho ciência de que a trajetória da humanidade sempre foi pontuada por poder excessivo de poucos e uma massa subjugada.
Como seres humanos, melhoramos muito a partir do fim da Idade Media.
Mas, mesmo assim, tivemos tropeços, como os mais recentes, por exemplo, a revolução comunista na Russia, em 1917, e o nazismo na década de 20.
A revolução soviética, apesar de romper com o poder dos Czares, que trazia miséria popular, desigualdade social, atraso econômico, pelo feudalismo no campo e a repressão czarista, apenas substituiu o titular no poder.
O pós-revolução soviética foi marcado por intensa guerra civil até a consolidação do poder bolchevique, que estatizou a economia e formou a URSS, em 1922. Sob a liderança de Lênin e, posteriormente, Stalin, a Rússia transformou-se de uma nação agrária em uma potência industrial.
Entretanto o poder implacável do estado montou uma terrível repressão política contra opositores políticos, causando terror à população com a morte de mais de 23 milhões de pessoas.
O nazismo tem uma historia mais conhecida mundialmente, pois foi seu líder, Hitler, o artífice da dominação da Europa e causador da II Guerra Mundial, causando terror e morte a mais de 6 milhões de judeus, além de dezenas de milhões de mortos pelas invasões e na II Guerra.
Aqui no Brasil, a ultima vez que nos envolvemos numa guerra foi contra o Paraguai.
Mas, nosso sistema politico faz tantos estragos como se vivêssemos numa guerra constante.
Durante a ditadura militar houve um grupo de contestação ao regime que, equivocadamente, optou pela luta armada sob a forma de terrorismo.
Acreditavam que com a inspiração na revolução castrista, seria suficiente para derrotar as Forças Armadas brasileiras.
Deram-se mal e muitos foram torturados e mortos.
Além de gerar, por parte dos militares, um aumento na repressão à livre manifestação popular.
Entretanto outro grupo acreditou no dialogo, ainda que não houvesse uma boa interlocução, por parte dos militares
Mas, como esses militares resolveram fingir que vivíamos uma democracia, foi possível abrir uma trincheira de dialogo, através do MDB, que era o partido oficial de oposição, no Congresso nacional.
Dessa forma, aos poucos, com manifestações nas ruas, conseguimos recuperar o poder para as mãos dos civis.
Entretanto, os políticos da "nova republica" não vieram com intenção de fazer do Brasil uma verdadeira democracia.
Igualmente ao que os militares faziam, podemos votar, mas quem escolhe quem vai vencer não somos nós, os eleitores.
Nosso papel é de apenas referendar os escolhidos por esses políticos, que dominam os partidos políticos.
Esses partidos políticos só tem nome de partidos, pois, não nos representam, de fato, e não tem conteúdo programático.
Na verdade, são feudos políticos, preocupados, apenas, com seus interesses pessoais.
Todo esse conglomerado se resume numa guerra ideológica polarizada entre Lula e os Bolsonaros.
Jair e Lula cumpriram seus mandatos e fizeram poucos avanços nas reformas politica, previdenciária, jurídica, tributaria e nas estruturas administrativas, que são necessárias para o Brasil.
É preciso que o Brasil saia da instabilidade que se encontra o sistema previdenciário e empresarial, que esta retraído para investimentos, pelas decisões contraditórias da Justiça, pela elevada carga tributaria, mesmo apos a reforma que houve, e mudanças legislativas, que só atrapalham a vida empresarial.
A estrutura administrativa está inchada, ineficiente e custosa.
Consome, praticamente, toda a arrecadação, restando pouca verba para investimentos públicos, que faz com o que o governo de plantão gaste mais do que pode, provocando aumento da divida interna e dos juros da SELIC.
Juntaram-se, a essa classe política, os ministros do Supremo Tribunal Federal.
Essa turma, cada um na sua função, instauraram uma ditadura politica e uma ditadura da toga.
Institucionalmente, estamos sem uma resistência.
Resta a nós, do povo, derrubar esse regime totalitário.
Não fazendo revoluções armadas, fantasiosas, como tentaram fazer no passado.
Mas, com o povo despertando dessa dominação e através do mesmo processo de manifestação nas ruas, recuperarmos nossa democracia.
É uma tarefa que parece invencível, mas se formos resilientes, seremos vitoriosos.
Comecemos votando para presidente, em 2026, em candidatos fora dessa polarização.
Você menciona na abertura do artigo a força de vontade. Como povo trabalhador o povo tem força de vontade. Quantos bairros de periferia foram erguidos com tábuas e latão sobre barro , cobras e ratos e hoje são locais transformados pelo trabalho e pela dignidade. Por haver concentração urbana os políticos, como favor, levaram água, luz e transporte. A parte das pessoas foi a parte do sacrifício, da força de vontade. A inteligência de nosso povo é grande, ainda que destruída parcialmente pelo desprezo a moral pessoal, à moral familiar e ao bem comum ensinado pela televisão. Posteriormente pelas redes, onde se arruina a força de vontade e a liberdade d pensar e decidir. Como então esperar que apareçam novos candidatos se os três poderes se tornaram portas para pilhagem do Estado e desgraça para os netos dos migrantes que cruzaram o Brasil para levantarem as grandes cidades? A força do povo fez esse país crescer e o mau exemplo de quem está acima está enterrando tudo de bom que está por vir. Ass.: José Alves Silva
ResponderExcluirNo Brasil, temos que relevar algumas questões, que não estão, fora dos exemplos da história, citada e mundial, as capitanias hereditárias, já, na época um grupo organizado para saquear o Brasil, e as escravidão que ainda nós temos consequência profundas, não só do racismo, mas fatores econômicos.
ResponderExcluirA análise tem que passar por esses dois marcos históricos
Antonio Rocca