A avaliação da liderança de Jair Bolsonaro durante o seu mandato presidencial, de 2019 a 2022, é polemica.
Seus apoiadores enxergam sua postura como uma liderança firme, autêntica e focada no combate ao sistema político tradicional.
Enquanto os, críticos, cientistas políticos e opositores apontam diversas ações e omissões como evidências de fragilidade quanto ao caráter, por agir sem ética e coerência, pela falta de inteligencia emocional, em momentos de crise, além da falta de humildade, culpando os outros pelos seus erros..
No início de seu mandato, Jair Bolsonaro adotou a estratégia de rejeitar o chamado "presidencialismo de coalizão".
Por ter dificuldade de articulação, esse fato acabou por gerar paralisia política e crises com a presidência da Câmara e do Senado.
Posteriormente, para garantir governabilidade, o governo recuou e entregou cargos e o controle do orçamento ao bloco do "Centrão".
O resultado foi a consolidação, pelo Congresso, das emendas de Orçamento, que destrói qualquer projeto governamental.
Depois, promoveu alta rotatividade de Ministros, numa demonstração de falta de visão estratégica.
Algumas dessas trocas de ministro foi por rompimento político, como foi o caso de Sergio Moro, então Ministro da Justiça e Segurança Pública, que pediu demissão e acusou Jair Bolsonaro, numa coletiva de imprensa, de tentar interferir politicamente na Polícia Federal, para obter relatórios de inteligência e proteger aliados e familiares.
Seu único projeto de governo foi repetir o mantra de questionar a lisura do sistema eleitoral eletrônico, sem contudo apresentar proposta de melhoria do sistema, alem de acreditar que o voto impresso seria a unica solução para seu questionamento.
Jair Bolsonaro ainda provocou crises Institucionais desnecessárias, com seus discursos de ruptura, quando em manifestações pedia o fechamento do STF ou do Congresso Nacional, sem que tenha tido coragem para ir adiante, criando apenas suspense de que daria um golpe de estado.
Esse seu titubear e a falta de uma visão estratégica ficou evidente quando, ao deixar o governo, não teve flexibilidade para corrigir sua rota e desmobilizar seus aliados, que permaneceram nas portas dos quarteis, clamando por uma intervenção militar, ate a eclosão do fatídico 8 de janeiro, que acabou por leva-lo a prisão.
Ao mesmo tempo, teve péssima atuação nas crises ambientais.
Durante episódios de alta nas queimadas na Amazônia e no Pantanal, a resposta inicial do governo focou em contestar dados de órgãos oficiais, como o INPE, e culpar ONGs ou governos estrangeiros, o que foi criticado internacionalmente como uma falta de liderança proativa para resolver problemas estruturais.
E, finalmente, sua atuação na gestão da pandemia de COVID-19, provocou uma falta de coordenação nacional.
E, finalmente, sua atuação na gestão da pandemia de COVID-19, provocou uma falta de coordenação nacional.
Quando esta surgiu, através de seu Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que demonstrou conhecimento para condução da crise, Jair Bolsonaro o demitiu, demostrando que não tem a qualidade de um líder de desenvolver talentos.
Como Mandetta ganhou projeção nacional, Jair sentiu-se ameaçado de sua liderança. .
A partir dai, sem demonstrar empatia e sem um plano, criou divergências sobre isolamento social, preferindo o confronto público com os líderes regionais, e incentivou o uso de medicamentos sem eficácia comprovada.
Novamente, nas eleições de 2026, Jair Bolsonaro quis se impor como líder politico.
Mas, não consegue inspirar, guiar e influenciar seu grupo para alcançar um objetivo comum, que são as qualidades de um líder, ao escolher seu filho Flavio Bolsonaro para. substitui-lo.
Não ouviu lideranças politicas que preferiam o governador de São Paulo,Tarcísio de Freitas, por temer que, se não fosse seu filho, perderia o poder que imagina ainda ter.
Depois, no episodio do filme Dark Horse, não contribuiu para que Flavio evitasse ter caído na cilada que caiu.
Posteriormente, mostrou fraqueza em sua liderança junto a família, por não ter tido capacidade de perceber o descontentamento de sua mulher Michelle no jogo politico e, sabendo disso, por não ter evitado que Michelle atacasse Flavio, levando-o a perder tempo com reparos ao fogo amigo, ao invés de poder capitalizar aliados para sua vitoria.
Se desconhecia tudo isso, ai, arrasou de vez seu papel de líder.
Uma análise perfeita do comportamento de Bolsonaro, Geraldo. Parabéns. Carlos Alves, de Recife
ResponderExcluirEscrevi um comentário que se perdeu. Pena! De fato JB foi um líder fraco. Ass: José Alves Silva
ResponderExcluirInformação: a plataforma parece instável. Elimina e altera palavras. As propagandas entram sem buscar. Abraço. JA
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