sábado, 1 de novembro de 2025

O caminho que o crime organizado trilhou




Mais uma vez a truculência policial apresenta um indesejável numero fabuloso de mortes no confronto, no Rio de Janeiro, entre a policia e o crime organizado.
Como esperado, a população da região, onde foi cenário da violência, segundo pesquisas, e a chamada direita da população nacional, apoiou a ação policial.
Esse apoio se da diante da alta taxa de letalidade, que pode ter entre seus mortos algumas lideranças do crime organizado.
Entretanto, como sabemos, para cada líder do crime morto surge um ou mais para substitui-lo.   
Então, o caminho da extrema violência, não acaba com a violência. 
Em lugar nenhum do mundo não islâmico.
Não que a religião islâmica seja a solução como pratica.
Funciona porque a corrupção, no âmbito da segurança publica, é baixa. 
A corrupção é o grande responsável pelo estado violento que vivemos.
Ela é praticada, em grande parte do mundo Ocidental, pelos agentes do estado, que permite que o crime subsista com sucesso. 
No Brasil, a corrupção é endêmica e é praticada tanto na policia, quanto no judiciário como na politica.
Com essa força tremenda da corrupção, não ha ação policial que resolvera o problema da violência.
Olhar o passado é importante para entender como tudo isso começou.
Nos anos 60 não havia crime organizado.
O crime era praticado por bandidos de forma isolada ou pequenas quadrilhas sem uma ação coordenada.
E o combate policial já se envolvia com corrupção e ate massacres, como acontecia com a atuação do "Esquadrão da Morte".
Tema que abordei num artigo que escrevi neste blog, sob o titulo "Homens sem Lei". 
Diante de tamanha arbitrariedade, no meio da sociedade mais intelectualizada, surgiu a defesa dos "Direitos Humanos" contra essa matança indiscriminada.
No que estavam certos.
Dentro de uma sociedade minimamente civilizada e democrática, não se pode admitir execuções sumarias.
Deve-se seguir o rito de um julgamento, com ampla defesa e, ao final, como no Brasil não ha pena de morte, a prisão do condenado. 
Embora muitos bandidos tenham sido condenado pela forma legal, alguns, envolvidos com contravenção penal, em especial os bicheiros, safavam-se de condenações, por corromperem autoridades policiais e judicarias.
Por outro lado, a politica, para resolver o problema dos baixos salários da policia, corrompeu-se diante da legalidade e "fechou os olhos" para que policiais fizessem o chamado "bico", que era a prestação de serviço de segurança particular.
Começou com segurança de lojas de comercio, para impedir assaltos.
Foi quando o consumo de drogas no mundo, em especial a maconha, a partir da década de 60, ganhou tração, por ser um simbolo da liberdade conquistada pelos jovens contestadores.
Ate que a cocaína foi acolhida por executivos, que a usavam para sentirem-se heróis e compensarem a opressão que sofriam nas cobranças de melhor performance em seus trabalhos.
Mas, era elitizada, por ser cara.
Entretanto, os grandes traficantes, em especial o colombiano Pablo Escobar, 
em sua ambição de ganhar mais, entenderam  a visão comercial praticada pelos poderosos e ricos industriais.
Aumentar a produção e ter preço acessível para criar uma  demanda com maior  numero de consumidores.  
Assim a cocaína espalhou-se pelo mundo e tornou Pablo Escobar, na época, um dos homens mais ricos e poderosos no trafico de drogas do mundo!
No Brasil, o trafico de drogas teve como base as comunidades do Rio de Janeiro.
Foi ai que surgiu a demanda dos serviços de segurança nessas comunidades contra o trafico de drogas, que estava em crescimento.
Como o governo fluminense se esquivou de proteger esses cidadãos, em absoluto desvirtuamento de sua obrigação de estado, novamente, decidiu terceirizar a segurança publica, permitindo que policiais prestassem serviços de segurança  para proteger aqueles moradores. 
Os prestadores desse serviço acabaram se tornando as milícias de hoje.
Como uma ilegalidade puxa outra os milicianos acabaram se unindo aos traficantes de drogas, que antes combatiam, pois a corrupção proporcionava  receitas, que os tornaram ricos.
E não escondem isso.
Gostam de ostentar essa riqueza.
A corrupção, como sempre, é infalível.
A ganancia também.
Assim, os milicianos passaram a dominar territórios e passaram a  prestar uma variedade de serviços como transporte, venda de gás, construção e venda de habitações sem obedecer os ritos legais, entre outros.
Hoje, dominam distribuidoras e postos de gasolina, entre outras variadas atividades empresariais.
Então, hoje, quando se fala em combater bandidos, na verdade, não se trata mais de bandidos, como no passado.
Também não deve ser tratado como ideologia de esquerda ou de direita no combate ao crime. 
Segundo entendimento, que considero correto, tratam-se de terroristas, que querem implantar um narco estado no Brasil.
Se quisermos impedir isso, a esquerda e a direita devem se unir para, com ações inteligentes, quebrarem a espinha dorsal, através do estrangulamento financeiro desses terroristas.   
Simplesmente matar uma centena de bandidos não resolve o problema.



 



quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Rio de Janeiro assolado pelo crime!




Sobre a terrível ação de combate ao crime organizado pela policia do Rio de Janeiro, foi, a meu ver, mais uma ação espetaculosa, sob o comando do governo fluminense, com vista nas próximas eleições.
Não foi o prenuncio de uma guerra civil, como muitos a classificaram, pois não é o povo que está nas ruas lutando.
É briga de poder.
Entre o crime organizado e a segurança publica.
Os resultados são o aumento do medo da população, que vive fora da zona nobre e sofre com as consequências desse embate; e, ao final, não mudará nada.
O Rio continuara violento, sob o comando do crime.
Isso tudo começou com a complacência da população fluminense, que elegeu vários e sucessivos governos inescrupulosos, corruptos, com baixos investimentos na policia, e ma gestão dos recursos públicos.
É isso mesmo, os políticos imprestáveis chegaram ao poder pelos votos dos eleitores do estado.
É verdade que muitos foram eleitos ou sob o efeito de "bondades" do governo ou sob a determinação do voto em candidatos apoiados pelo crime.
O que de fato ha, hoje, é a supremacia do crime organizado, que domina os poderes constitucionais.
Sem guerra eles conquistaram o poder.
Infiltraram-se na maquina publica e na politica.
O que torna a solução do problema bem mais complexa.
Primeiro envolve a cultura do povo!!
Que é difícil de mudar.
Já foi tentado em diversas partes do mundo, mas só acontece enquanto houver a dominação do povo por um governo autoritário.
Passado esse momento, tudo volta como era antes.
Gosto de citar, como exemplo o que aconteceu na União Soviética.
Os bolchevistas, ao chegar ao poder, impediriam o culto religioso.
Queriam e impuseram um estado ateu.
Foi assim ate a queda da União Soviética, quando a liberdade religiosa foi liberada.
A maior parte da população deixou de ser"ateu por lei" e voltou aos templos e cultos religiosos, como se nada tivesse impedido terem suas crenças ao longo dos anos da ditadura.
Digo mais, o negócio do povo, já percebido pelos donos do poder do Império Romano, é pão e circo.
O Coliseu é o simbolo disso. 
Portanto, apesar de diretamente afetado, o povo não consegue buscar solução.
Importante ressaltar que o crime é um problema que afeta vários países pelo mundo.
O crime só é praticamente zero nos países islâmicos, em razão do estado ser teocrático e a aplicação das Leis, com base na religião, serem rigorosas.
Entretanto, acho que são medievais demais e tolhem a liberdade individual.
Não recomendaria como solução, mesmo com o sucesso que tem.
Isso nos leva a questão critica:
Como resolver isso?
Aqui no Brasil, não basta o Poder Legislativo aumentar o numero de Leis.
Por mais que os legisladores tornem as Leis mais duras, a aplicação delas cabe ao Poder Judiciário, que acabou sendo um dos responsáveis pela atual situação.
As decisões judiciais não são pragmáticas no combate ao crime.
A situação se agravou, pois os juízes as tomam interpretando as Leis de maneira flexível.
Por razões que vão desde a corrupção, como a venda de sentenças; alegação de
fragilidade nas provas, em razão de processos mal formulados pela autoridade policial e/ou Ministério Publico; ate filosóficas e ideológicas.
A consequência é a libertação de indiscutíveis criminosos, que saem da cadeia pela porta da frente.
Vamos aceitar virarmos um narco-estado ou teremos vontade de mudar tudo isso?










Não às drogas!


Ainda sobre a infeliz fala mal elaborada de Lula sobre traficantes e usuários, o fato é que, embora ele não tenha conseguido se expressar corretamente, se ha usuário, ha traficante.
Trata-se da famosa lei da oferta e procura.
Se não houvesse usuário, não haveria drogas, nem trafico delas.
Por isso repito uma ideia que me expresso ha anos.
Não adianta combater o traficante.
Tem-se que combater o uso de drogas.
Esse método funcionou, parcialmente, com os cigarros.
No passado, não muito distante, havia uma glamourização no uso de cigarros.
As propagandas mais bem elaboradas mostravam que o uso de cigarro era associado a ter uma vida social desejada por todos.
Resultado?
Todo mundo fumava.
Eu mesmo fumei e parei pode decisão própria.
Mas, poucos conseguiam essa façanha.
Com a campanha de combate ao uso de cigarros, sem que se obrigasse a poderosa industria de tabaco a fechar suas fabricas, houve claramente uma substancial redução no numero de fumantes.
Esta longe do desejável, mas próximo do possível.
Da mesma forma, nunca sera extinto o uso de drogas.
Mas é possível uma redução grandiosa no numero de usuários.
Essa redução é bem vinda, pois estudos nos EUA detectaram uma redução na expectativa de vida do americano jovem.
A explicação é o excesso de uso de drogas, em especial as medicinais, como opiários.
Como se sabe os EUA é o pais que mais consome drogas no mundo.
Mesmo com todo aparato policial no combate ao trafico, que também é o maior do mundo!
Entretanto, com toda eficiência no combate ao trafico, o resultado é pífio.
Ha uma razão.
A policia mata um traficante, surgem dois ou mais, no lugar.
Por isso digo e repito.
Não adianta, simplesmente, combater o trafico.
Tem-se que promover a redução do numero de usuários!






domingo, 26 de outubro de 2025

O brasileiro esta cada vez mais pobre!



De fato, nos últimos 50 anos, o salario da classe media foi encolhendo, encolhendo a ponto de quem ganha R$5mil/mês ser chamado de classe media. 
No padrão de 50 anos atrás era pobre e ponto.
Comparativamente com o salario da classe media americana, ficamos em posição ainda mais em desvantagem.
Ha uma razão para esse encolhimento.
Nos anos 80 a produtividade do brasileiro era de 46% da de um americano.
Hoje é de 25%!!!!!!
Enquanto um americano gasta 15 minutos para produzir algo, no Brasil gasta-se 1 hora!
Enquanto isso, o governo Lula e o Congresso, assim como o Judiciário, ficam buscando soluções erráticas. 
Acreditam que o Estado é o pai de todos e tem que abrigar o povo.
É verdade que quem gosta dessa alternativa são os PTistas e afins.
Ficam inventando mais e mais benefícios sociais para suprir a baixa renda, acreditando que essa é a formula magica de melhora social.
Não é, como assistimos na economia nacional.
Agora querem dar vale gás, isenção das tarifas de ônibus e outros mais.
É verdade que no governo Bolsonaro, em especial no ultimo ano de mandato, ele adotou a mesma tática eleitoral PTista, de oferecer mais benefícios sociais, para ganhar a eleição.
Felizmente não deu certo, mas faltou pouco para que tivesse ganho.
Em resumo, acreditam que dar o peixe, ao invés de ensinar a pescar, resolve.
Não resolve. 
Tem-se que aumentar a produtividade!
Para isso é preciso não só dar mais educação.
Mas, educação de qualidade!
E mais, é preciso automatizar mais os meios de produção.
Para isso é preciso financiamento para aquisição de maquinas.
Mas, com a alta taxa de juros isso fica inviável!
E por que os juros estão altos?
Estão altos porque, no caso, o governo Lula, além dos estados e municípios,  gastam muito alem do que o Orçamento Publico comporta.
Basta ver o aumento da divida publica neste governo Lula.
Esta próximo do impagável!
Embora pareça plausível os benefícios sociais somados aos não plausíveis gastos excessivos com rendimentos da maquina publica, em especial os altos salários e benefícios da nata do funcionalismo, é preciso cortar despesas.
Havendo o corte, sera pavimentada a estrada do crescimento do Brasil e todos sairão ganhando.
Inclusive aqueles que hoje vivem de subsídios do Estado.
Por isso temos que mudar os políticos que hoje estão no poder.
Eles demonstraram que são incapazes de fazer o mesmo que, por exemplo, fez a China nos últimos 40 anos.

   


quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Eleições de 2026 a pleno vapor



Lula deveria se inspirar em Milei e entender que o estado tem que caber em si.
Os resultados da politica de enxugamento dos gastos públicos fez com que a Argentina se recuperasse do estagio terminal, que se encontrava as finanças daquele pais.
Sei que é uma utopia.
Se Lula continuar com a vontade de gastar alem do que o Orçamento Publico é capaz, manterá os juros da SELIC em alto patamar.
Ele tem dificuldades de entender isso.
Não enxerga que juros altos prejudica os negócios no pais e acaba por prejudicar o próprio povo, que ele tanto acredita ajudar com suas bondades, que estouram o Orçamento.
Na verdade, a meu ver, o objetivo de "ajudar" o povo nada mais é do que vontade de criar condições para se manter eleitoralmente no poder.
Lula não é cego.
Cego são os que acreditam na cegueira dele.
Enquanto Lula continua se aquecendo para a disputa eleitoral, Ciro Gomes filia-se ao PSDB.
Ciro manifesta intenção de se candidatar a governador do Ceará.
Mas, cá pra mim, o velho embate PT versus PSDB, que aconteceu por anos, pode estar sendo articulado para que, em 2026, reviva a disputa presidencial entre os dois partidos.
Só palpite.
Talvez seja a melhor opção, diante da tibieza dos demais candidatos da direita, que continuam amarrados na indefinição dos rumos que Bolsonaro pretende fazer.  
Ou os candidatos quebram a corrente com Bolsonaro e se preparam para a disputa ou torcemos para que Ciro seja mesmo candidato a presidente.

terça-feira, 21 de outubro de 2025

O debate da bagagem de mão no avião.



Depois reclamamos que as empresas aéreas cobram preços exorbitantes no Brasil.
O fato é que, embora muitos gostem disso, a grande interferência dos governos na operação do sistema aéreo nacional é a maior responsável pelos preços altos.
Apenas no Brasil, as empresas aéreas são as mais demandadas na Justiça e o consumidor ganha sempre essas demandas.
Tudo é razão para que se ingresse com uma ação contra a companhia aérea.
Por exemplo, atrasos devidos ao clima, em nenhum pais obriga as companhias aéreas a custear acomodações e refeições enquanto persistir o clima que impeça voar. 
Aqui no Brasil, não. 
A empresa aérea tem que dar assistência e ainda sujeitar-se a pedidos de indenização na Justiça.
De onde sai toda essa dinheirama para pagar para pagar essas indenizações fabulosas e esse todo esse assistencialismo?
Do preço da passagem!
Isso acontece porque ha muita legislação que prevê essas possibilidades, que acaba por proteger demais o consumidor, como se as empresas aéreas tivessem como único proposito prejudicar o consumidor.
Não é verdade, as empresas aéreas brasileiras prestam um serviço de qualidade e com muita segurança ao voar.
Os baixos números de acidentes aéreos demonstram a grande responsabilidade das companhias aéreas em realizar manutenções adequadas e em manter atualizados os profissionais no comando das aeronaves.
No exterior, para que as empresas possam oferecer passagens de baixo custo, primeiro o governo não cria legislação para dar suporte a tanto assistencialismo e  judicialização.
Além disso, permite que as empresas ofereçam passagens com o minimo de serviços.
São as chamadas empresas de baixo custo.
Aqui no Brasil, bastou as companhias aéreas criarem uma modalidade de passagem sem que o passageiro tenha direito a bagagem de mão, virou um caso de debate, no Congresso nacional, para impedir esse tipo de passagem.
O que as companhias pretendem com a criação de diversos tipos de tarifas é poder oferecer ao passageiro um leque maior de opções, de acordo com o quer gastar. 
Esquecem-se que a tarifa, com todos os serviços de bordo, continuam ativas. 
Só que custam mais caro.
Alias, essas interferência só acontece porque, como alguém disse, no Brasil as empresas privadas são dirigidas pelo governo, enquanto as estatais ninguém
manda. 
 

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

A resiliencia do brasileiro



Realmente o brasileiro tem uma capacidade fenomenal de se safar de crises.
A explicação é que, nós, os mais velhos, enfrentamos diversas crises ao longo de nossas vidas.
Não foi fácil conviver com uma ditadura militar, que promoveu um isolacionismo protecionista à industria nacional, acreditando que o haveria o desenvolvimento do nosso parque industrial, que não ocorreu, e que nos impediu de acessar tecnologias avançadas; com uma hiperinflação, que tinha os preços remanejados diariamente, enquanto comprávamos; com divida externa impagável; com plano cruzado e plano Collor.
Mas, sobrevivemos a tudo isso e adquirimos tal habilidade.
Quanto ao presente, além das dificuldades no equilíbrio fiscal do governo Lula, que age com irresponsabilidade, e que provoca juros altíssimos na SELIC; dos políticos inescrupulosos, que só buscam interesses pessoais; ainda por cima, sofremos  taxação absurda nos produtos que o Brasil exporta aos EUA, impostas por Trump.
Essas taxações ocorreram sob a influencia maléfica dos traidores da pátria Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueredo, que imaginavam que haveria uma perda dramática nas exportações brasileiras e, como consequência, uma possível queda antecipada do governo Lula.
Felizmente, as projeções desses dois anti patriotas, só deram certo num primeiro momento, pois Trump os atendeu, mas, ao longo do tempo, os resultados foram adversos do que queriam.
Primeiro, a taxação não foi total, pois alguns produtos, de interesse dos americanos, foram poupados da alta taxação.
Quanto a Lula, que estava em queda de popularidade, já pensando, até, em não concorrer a releição em 2026, este ganhou nova musculatura, postando-se como defensor da soberania brasileira, coisa que o ideário popular valoriza, e voltou a crescer, a ponto de Lula chamar Eduardo de camisa 10, por ajuda-lo a fazer gol.
Alem disso, Lula colocou seu governo a disposição dos empresários  prejudicados. 
É ai que entra o fator resiliência do brasileiro.
Ao invés dos empresários ficarem chorando os estragos dos dois traidores da pátria, foram a luta e, graças às ações de prospecção de novos mercados, abriram novos destinos para exportação, reduzindo ainda mais os efeitos catastróficos da alta taxação. 
Agora, Trump parece que acordou da letargia, que o levou a cometer tais arbitrariedades, e voltou a dialogar com Lula.
Outro gol a favor de Lula, pois os adversários críticos, que lhe atribuíam tibieza na busca de melhorar a relação comercial com Trump, tiveram que assistir  a retomada de dialogo com Trump, sem que Lula tivesse que se ajoelhar a Trump.
Essa química na relação acabou demonstrando que Lula é um bom negociador, pois soube esperar o momento certo para se manifestar.
Quanto aos dois incapazes e  irresponsáveis, deverão sofrer as consequências de seus atos insanos. 
Aliás, a centro direita, que estava com as favas contadas para vencer a eleição presidencial de 2026, sofreu um revés terrível e imputa a Eduardo Bolsonaro tal alteração.
É verdade que ha um tempo longo até as eleições e muita coisa pode acontecer, como aconteceu no começo deste ano com as taxações absurdas.
É verdade, também, que as negociações de Lula com Trump devem seguir um caminho favorável e tornar Lula imbatível em 2026.
Mas, o imponderável pode acontecer.
Lula com o crescimento de sua popularidade, como acontece com muita gente que vai para o topo, pode estar sendo tomado pela soberba.
Como aconteceu quando criticou o Congresso na frente do presidente da Câmara, como se não dependesse desse mesmo Congresso para obter bondades eleitorais para ajuda-lo na campanha eleitoral.
E de percalços em percalços vamos adiante. 

 

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

O obvio tem que ser dito



Discordo da visão de que numa democracia os representantes políticos que elegemos tem que, obrigatoriamente, serem amostras do espectro social.
Representatividade não significa um teste de como é formada a sociedade.
Dai amostras não fazerem sentido.
Representatividade, como o próprio nome diz, é representar alguém ou um grupo de pessoas, para, em nome delas, defender seus interesses.
Quando você contrata um advogado, por exemplo, para defender seus interesses, ele não precisa ser sua amostra, mas precisa ter gabarito para representa-lo com exito.
Assim, também deve ser a representatividade politica.
Mas, não é.
Democracia é a escolha do povo para eleger seus representantes.
Quando esses representantes são desqualificados, como acontece hoje na politica nacional,o resultado é que o pais fica estagnado em ideias e propostas, que, se existissem, o levariam a prosperidade.
Hoje a politica é formada por pessoas que podem ate representar parcialmente uma amostra social, mas, em grande parte, são pessoas despreparadas para exercer o cargo.
Essa é uma das razões de que não se tem um projeto  de governo, mas projetos de poder e de interesses pessoais dos atuais ocupantes de cargos públicos eletivos.
Não se trata de elitizar a politica, mas de qualifica-la.
Quando se diz que, por exemplo, que a China conseguiu se desenvolver e crescer, como aconteceu nos últimos 30 anos, se deu pelo fato de la não ser uma democracia, mas uma ditadura, é verdade.
Como não ha oposição, fica mais fácil e rápido implementar ideias desenvolvimentistas.
Mas, isso só ocorreu, não pelo modelo de ditadura, mas porque os que chegaram ao poder eram capacitados.
Se não o fossem, como aconteceu com Cuba, que também é uma ditadura liderada por pessoas incapazes intelectualmente para elaborar projetos desenvolvimentistas, a China teria ficado estagnada, como ficou durante a ditadura de Mao Tse Tung,
Isso também pode acontecer numa democracia, como foi o caso, por exemplo, dos EUA, nos últimos 200 anos.
Quando se tem políticos capacitados o pais prospera.
Não importa se é democracia ou ditadura.
Na democracia com pessoas capacitadas ha a vantagem de haver amplo debates de ideias, que podem gerar melhores soluções.
Entretanto, como os brasileiros tem eleito representantes, em sua maioria incapacitados, as discussões ficam no campo ideológico, nos interesses eleitorais e pessoais, deixando de buscar um entendimento para que o Brasil cresça.
É verdade que os candidatos que se apresentam são de baixa qualificação.
Então, assim como temos que fazer o povo entender a eleger representantes capacitados e não celebridades ou lideranças ocas, temos que convocar pessoas capazes para ingressar na politica. 
Se não nos mexermos, não adianta sentar e chorar depois que os incapazes forem eleitos.   
 
   

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Afinal, de quem é a culpa da irresponsabilidade fiscal?



Antes de mais nada é preciso entender que, diferente de nós, povo, que podemos fazer o que quisermos, desde que não seja ilegal, os poderes da republica só podem fazer o que esta previsto em Lei. 
Um presidente da republica não pode acordar e decidir fazer algo só porque deu vontade.
A menos que aja na ilegalidade e será responsabilizado por isso.
Ele precisa de uma Lei que determine que, aquilo que ele pensou em fazer, possa ser feito. 
E quem faz as Leis é o poder legislativo. 
Então, tudo que o governo Lula faz esta previsto em Lei. 
Inclusive na Lei Orçamentaria.
Então, como é possível se afirmar que Lula age com irresponsabilidade fiscal?
Simples, temos que olhar para tudo o que os nossos legisladores aprovaram e estão aprovando. 
As pessoas tem o péssimo habito de olhar apenas o executivo, esquecendo de olhar o mais importante, que é o poder legislativo.
O momento econômico de hoje é consequência de varias Leis populistas que foram propostas tanto pelo executivo da vez como os legisladores da vez, como por exemplo:  
§ rendimentos além do teto salarial, através de exagerados privilégios a uma nata de servidores públicos, em especial do poder judiciário.
§ amplos benefícios sociais, sob diversas configurações, que vão alem do proposito de atender a um eventual amparo em momentos de dificuldades, para se tornarem rendimentos perpétuos para uma expressiva massa de pessoas, que optaram por não trabalhar e viver, ainda que precariamente, recebendo benefícios sociais. Basta ver que o numero de atendidos pelo assistencialismo é muito maior do que o numero de desempregados, pelo critério do IBGE, que considera desempregado aquele que busca emprego e não encontra, não incluindo no índice de desemprego aqueles que não trabalham por opção. Isso sem falar no custo de servidores públicos envolvidos, que não é pouco, para que o processo de atendimento social chegue nas mãos dos beneficiários.
§ redução substancial na cobrança do INSS para trabalhadores das MEIS, em comparação àqueles que são autônomos ou CLTistas, projetando mais um deficit orçamentário, no futuro, quando esses trabalhadores se aposentarem.
§ isenções fiscais, sob diversas formas, sem um proposito de alavancar, provisoriamente, negócios, que gerem empregos, ate que encontrem seu equilíbrio e tenham lucro operacional, mas com o único proposito de beneficiar empresários oportunistas, que apoiam políticos influentes, que lhes garantam as isenções. Isso sem falar nas injustificáveis e absurdas imunidades tributarias concedidas às igrejas, que arrecadam bilhões de reais de incautos, tornando seus "donos" bilionários.
§ excesso de assessores e de servidores públicos, que realizam tarefas que poderiam ser exercidas por 1/3 do numero disponível. 
A lista é imensa e ficaria paginas e paginas descrevendo-as.
Cada governo que passa e cada legislatura que passa cada um contribui com mais uma ação que prevê gastos e mais gastos públicos, que não deveriam existir.
Em contrapartida, para compensar o excesso de gastos, aumentam mais e mais impostos, que tornaram o Brasil num dos países que tem as maiores cargas tributarias.
Próximo a eleições a coisa fica pior.
Criam mais benefícios sociais para agradar os pobres eleitores, que trocam seu voto pelo beneficio conquistado. 
E para isso, aumentam mais impostos.
Foi para evitar que Lula, que voltou a crescer nas pesquisas eleitorais, depois das reinações de Eduardo, o traidor da pátria, ganhasse mais musculatura eleitoral que a Câmara Federal rejeitou o aumento de impostos que Lula desejava.
Sem aumento de impostos, ele fica impedido de gastar com suas bondades que lhe asseguram votos.
Entretanto, a Câmara não esta defendendo o povo de ser mais taxado.
Visa apenas conter o crescimento eleitoral de Lula, para que o candidato de oposição à Lula possa competir em igualdade.
Se eles quisessem mesmo acabar com a irresponsabilidade fiscal deveriam pautar uma ampla revisão nas despesas e receitas, cortando despesas e reduzindo a alta carga tributaria.
Sei que isso é só uma utopia minha.  
Mas, sonhar é preciso.
 

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Em 2026, quem leva Lula ou Tarcísio?


Um amigo me perguntou minha opinião sobre se Lula conseguiria ser reeleito e se Tarcísio fosse candidato este teria condições de vence-lo.
É difícil fazer previsões porque o mundo hoje tem uma dinâmica acelerada.
Ate meses atrás Lula estava em queda de popularidade e, acredito eu, pensava em não concorrer a reeleição, para evitar ser derrotado.
Mas, diante das ações anti patriotas de Eduardo Bolsonaro, que tinha como objetivo ajudar seu pai a não ser condenado pelos crimes que cometeu, fazendo com que Trump impusesse taxas impeditivas de importação de produtos brasileiros, alem de impor sanções contra membros do Judiciário, a bandeira de patriota saiu da mão de Bolsonaro, e adeptos, e foi parar na mão de Lula.
Com isso houve uma reversão da queda de popularidade de Lula.
Se as eleições fossem hoje, diante do aumento da popularidade de Lula associada à repulsa a família Bolsonaro pela questão da taxa de importação americana, que prejudicou muitas empresas, inclusive empresários do agronegócio, que tinham Bolsonaro como ídolo, Lula teria grandes chances de ser eleito.
Mas, isso não significa que ate a eleição essa condição se manterá.
Quanto a Tarcísio, este vinha crescendo como o candidato ideal.
Entretanto, para agradar a família Bolsonaro, que o colocava, entre outros candidatos, como rato aproveitador do espolio do potencial de eleitores de Bolsonaro, Tarcísio acabou indo demais ao lado de Bolsonaro ao afirmar ofensas ao Supremo, as mesmas que Bolsonaro fazia, mostrando um similaridade indesejada para quem busca um candidato de direita equilibrado.
Chegou-se ate em pensar em troca-lo pelo Ratinho Junior, que ate o momento mostra o equilíbrio que se espera de um futuro presidente da direita.
Mas, parece que Tarcísio recuou dessa ofensiva e voltou a se posicionar equilibrado, so que negando que sera candidato a presidente e afirmando que devera tentar a reeleição ao governo do estado de São Paulo.     
Evidentemente que em politica ha muito jogo de cena.
Talvez, penso eu, Tarcísio decidiu se recolher como tática por duas razões:
A primeira, para não se expor por longo tempo a criticas dos que apoiam Lula, antes da hora.
A segunda, porque com a melhora da popularidade de Lula, ele precisa se distanciar da família Bolsonaro para não receber, alem dos votos que poderá herdar, a repulsa pelos atos de Eduardo.  
Minha resposta hoje é não sei.

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

O dilema do Hamas


O tempo de uma reação legitima do governo de Israel contra o Hamas, pelo crime injustificado, que o Hamas praticou matando milhares de inocentes judeus, sequestrando outras centenas e mantendo parte deles em carcere privado ate hoje, vivos ou mortos, acabou faz tempo.
Atualmente é um massacre injustificado contra os palestinos.
Embora o governo de Israel trate o massacre praticado na faixa de Gaza, contra o Hamas, como uma guerra, na verdade não é.
Apenas Israel tem um fantástico poderio militar disponível, já que o Hamas está, praticamente, dizimado operacionalmente e não tem como reagir militarmente.
Como o governo de Israel não teve a capacidade de encerrar o massacre, o presidente dos EUA, Trump, decidiu por um fim no massacre com uma proposta básica, sem abordar temas como o reconhecimento do estado Palestino, nem sobre a retirada israelense sobre a invasão praticada na Cisjordânia.
Israel disse que aceitou o acordo e foi dado um prazo para o Hamas aceitar.
Expirado o prazo e não aceito pelo Hamas os EUA afirmaram que irão apoiar Israel a promover a dizimação final da faixa de Gaza.
Quanto ao Hamas, não tem outra opção além de aceitar passivamente os termos propostos, libertando os prisioneiros judeus que mantem, e deixar para, no futuro, discutir numa mesa de negociação os temas não abordados neste acordo.
Se não aceitar, será a pior escolha e demonstrara uma irracionalidade absoluta.
A faixa de Gaza sera tomada inteiramente pelo governo de Israel, com o apoio do governo dos EUA e adeus a ideia do estado da Palestina.
Aceitando o acordo, a vantagem do Hamas e dos palestinos é que o governo de Israel ficará impedido de continuar com o massacre que vem praticando na faixa de Gaza.
A justificativa que o governo de Israel tinha para continuar com o massacre era o fato do Hamas manter prisioneiros judeus.
Não havendo mais prisioneiros judeus, não haverá argumentos para o governo de israel manter hostilidades.
Espero que os palestinos façam uma boa escolha e encerrem esse capitulo terrível.


segunda-feira, 22 de setembro de 2025

O Brasil após as sanções

Trump comprou gato por lebre ao acatar a narrativa dos traidores da pátria Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, que apresentaram uma realidade mentirosa de que os brasileiros vivem uma ditadura.
Não ha uma ditadura.
As eleições foram livres, houve troca de presidentes, governadores e prefeitos.
Estes não sentem-se obrigados a uma subserviência ao poder central, pois agem autonomamente em suas decisões.
Mas, ha excessos institucionais, em especial no Legislativo e mais forte no Judiciário.
Justificam os apoiadores dessa dupla, que para estes eles são heróis nacionais, que o Supremo avançou além de suas prerrogativas constitucionais.
No que estão certos.
O Supremo, realmente, interferiu no jogo politico, através do cancelamento de todo o processo criminal, que colocou Lula na cadeia, resgatando-o de la e o colocando no tabuleiro eleitoral como forte opositor a reeleição de Bolsonaro.
Aquele seria o momento certo de um contra golpe de Jair Bolsonaro e seus apoiadores, através de mobilização junto ao Senado para remover um ou outro dos ministros do Supremo.
Mas, a soberba foi maior. 
Jair Bolsonaro acreditava que seria reeleito.
Depois, inconformado com sua derrota, quis dar um golpe. 
Mas, ai, já era tarde.
Assim voltaram com a ladainha insistente de que houve fraude no processo eleitoral.
Os votos que elegeram Lula foram legítimos.
Tanto o é que foram eleitos governadores, apoiados por Bolsonaro, como Tarcísio de Freitas, que era uma figura politica desconhecida no estado, além de não ser um paulista!
Quanto ao Legislativo há uma percepção, não apenas dos bolsonaristas, mas de todos que conseguem enxergar excessos no Supremo, que este, por razões de interesses pessoais dos congressistas, não colocaram os devidos freios no Supremo, como é a expectativa de muitos, através da cassação de alguns ministros.
Com isso, em 2026, haverá o objetivo de eleger o maior numero de senadores capazes de promover cassações de ministros do Supremo.
Enquanto isso, quando as pessoas se vêem em situações difíceisdevido a cultura religiosa, apelam para que as estruturas divinas as ajudem a resolver seus problemas em suas vidas.
Esse procedimento não fica apenas no campo espiritual, pois há uma forte crença de que forças externas, da própria Terra, possam e devem interferir nas soluções dos problemas comuns a todos.
Essa foi a razão da ida de Eduardo para tentar buscar ajuda externa para resolver nossos problemas internos.
Penso diferente. 
Acredito que nós, brasileiros, temos que resolver nossos problemas.
Até porque Trump, ou seja la quem for no exterior, desconhece a nossa realidade mais profundamente.
Como a narrativa de Eduardo e Paulo deve ter feito Trump recordar, que agiu como mentor de Jair Bolsonaro, pois ele tentou anular a votação, que perdeu para Biden, através da invasão do Capitólio e, como saiu-se impune, acreditou ser possível que Jair conseguisse o mesmo.   
Juntando com a ideologia politica de que a esquerda brasileira é contra a democracia e pelos excessos relatados cometidos pelo Supremo, Trump sentiu-se na obrigação de impor sanções, como se fosse o Imperador do mundo.
A taxação absurda de 50% tinha como objetivo ser o catalizador para a derrubada do governo Lula.
Faltou a Trump entender que, ao punir uma nação, ha uma reação da população não contra o governo, mas contra ele, pois, no final, quem sera prejudicado é a própria população e não seu governante.
Assim, Trump, sem querer, acabou por colocar Lula no palanque de estadista mundial, o qual ele passou toda a vida almejando, embora, como governante, nunca demonstrou capacidade para tal. 
Mas, Lula desempenhou muito bem esse papel temporário em defesa da soberania nacional e na posição de protagonista na contestação ao autoritarismo de Trump, que o resto do mundo se retraiu, diante das tarifas intimidatórias, objetivando mitigar os efeitos delas, mas que no final não adiantou muito.
O fato é que Lula não tem mais  condições físicas e politicas para aguentar uma reeleição, embora aja muita gente que, aliada a aqueles que não querem um novo aspirante a presidente com vocações autoritárias e golpistas, querem que ele seja candidato.
E Lula parece aceitar, ele próprio, a incumbência, quando o certo seria ele conduzir o surgimento de seu sucessor.
Do lado contrario, ha muitos políticos se habilitando a concorrer contra Lula ou a quem ele indicar. 
Embora Jair Bolsonaro tenha sofrido derrotas judiciais, estas não foram suficientes para leva-lo ao ostracismo, local de onde nunca deveria ter saído.
Jair tem capital eleitoral para ser aproveitado, mas erra o politico que, em busca desses votos, se aproximar demais dele, pois ha uma rejeição, maior do que os votos a Jair, contra candidatos autoritários e com intenções golpistas.
Erra também Jair Bolsonaro em não retirar-se do cenário, restando-lhe apenas indicar aquele que receberia seus potenciais votos e deixar os opositores a Lula crescerem. 


sexta-feira, 19 de setembro de 2025

O silencio dos não inocentes



No seculo passado, o nazismo prosperou na Alemanha e culminou com a tomada de poder pelo autocrático Hitler, que, na sequencia, cometeu atrocidades contra aqueles que o psicopata ditador entendia como inimigos do povo alemão, como judeus, comunistas, entre outros.
Mas, não parou por ai.
A saga conquistadora de Hitler levou a Alemanha a invadir países vizinhos, ate a dominação de quase toda a Europa, resultando na mais sangrenta guerra mundial.
E o povo alemão,assistiu a tudo isso no silencio.
Quem se habilitasse a contradizer Hitler era considerado traidor da pátria e era levado a campos de concentração, onde a morte o aguardava.
Na Alemanha, que estava submetida a depressão econômica, graças a habilidosa técnica de propaganda nazista, que enaltecia a superioridade do povo alemão, Hitler motivava o nacionalismo radical com frases que engrandeciam a nação, como Alemanha acima de tudo e a Alemanha voltará a ser um grande pais. 
A historia parece repetir o mesmo método, agora, num outro pais, os EUA,  cuja democracia floresceu por mais de um seculo.
Através do ressurgimento do movimento MAGA, traduzido por Torne a America grande novamente, que foi utilizado por Ronald Reagan, Donald Trump o restabeleceu, mas com um viés diferente, e conseguiu ser legitimamente eleito.
Na época de Reagan o objetivo era superar a recessão, que passava os EUA.
Agora, os EUA enfrentam o desafio do crescimento da China, como potencia mundial, e o crescente desemprego do americano, em razão da migração de varias industrias americanas para países asiáticos por razões estratégicas de competição.
Acreditando ser capaz de enfrentar esse desafio, Trump criou inimigos imaginários, como os imigrantes, em especial os latinos, que vivem nos EUA em maior numero, que prejudicam os empregos dos americanos, como se eles quisessem fazer os serviços que os latinos fazem, no valor que recebem.
Mas, não se limitou apenas nos latinos.
Todo imigrante que pensasse diferente do que pensa Trump passou a ser seu inimigo.
Não satisfeito, Trump também definiu como inimigos a esquerda, tendo como alvo o partido Democrata, assim como a mídia jornalistica, que não lhe bajulasse.
Desta forma, começou a perseguição a estudantes, professores, jornalistas e ate humoristas, exigindo o afastamento deles dos locais onde atuavam.
Embora tenha, momentaneamente, deixado de falar em anexação do Canada e da Groenlândia para integrarem os estados americanos, a mesma fascinação de Hitler de dominar o mundo continua vivo na cabeça de Trump. 
Desde sua posse, Trump proclamou-se o Imperador do mundo com sua significativa frase:
- Faço porque eu posso.
Ate o Brasil, que sempre manteve relações cordiais com os EUA, sofreu as garras de Trump, através da aplicação de sanções econômicas, com o objetivo de derrubar o governo Lula, além de intimidar o Judiciário com sanções aos ministros do Supremo Tribunal Federal. 
Embora o governo brasileiro não tenha se submetido aos excessos de Trump não se rebelou, pois os EUA detêm poderio econômico e militar superior.
Mas, reagiu a seu modo, buscando  novos parceiros comerciais para absorver a queda da exportação aos EUA, e o Supremo continuou com o processo contra Jair Bolsonaro, condenando-o.
O fato é que toda essas ações de Trump não encontram obstáculos nas demais instituições americanas, que se submetem a ele, restando a poucas vozes oficiais contradize-lo, sem que com isso, impeça que ele exerça seu perigoso e crescente autoritarismo.
O povo americano vai assistir a tudo isso em silencio?




 

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

A busca pelo fim da impunidade



Como sempre afirmo, o mesmo advogado que defende, veemente, um réu, quando muda de lado e vira juiz, por exemplo, pode condenar um outro réu, esquecendo-se de todos os argumentos que utilizou, quando era defensor.
O que o faz mudar radicalmente de posição?
É verdade que, quando um advogado defende, utiliza-se de todos os meios legais para buscar a impunidade do réu, muitas vezes sabendo que o réu cometeu os crimes, que responde, mas sua função é essa mesmo.
Embora, particularmente, acredite que o ideal seria o advogado, nessa circunstancia nunca negar o crime do cliente, mas procurar abrandar sua pena.
Sei que é uma utopia, mas faz parte de minha ideologia.
No caso do julgamento por crime de corrupção do então ex-presidente Lula, seu advogado Cristiano Zanin, conseguiu seu objetivo obcecado de torna-lo impune e o conseguiu graças ao cancelamento, no Supremo, do processo que o condenou em três instancias.
Será que o advogado Zanin acreditava que Lula era inocente, com todas as provas e todas as instancias que o condenou? 
É verdade também que, no papel de juiz, em tese, este mesmo advogado deve buscar a justiça, de forma isenta, entre os argumentos da acusação e da defesa.
E quando o juiz se vê no julgamento de um réu, que é inimigo politico do réu que, no passado, defendia?
Com o agravante de que o réu, que no passado defendeu, na condição de presidente da republica, foi quem o nomeou para ser ministro do Supremo.
Ainda que os crimes tenham sido diferentes, fica a suspeita de que não fará justiça com imparcialidade.
Será que a sentença do juiz Cristiano Zanin foi imparcial?
Espero que sim.
Mas, me sentiria mais confortável se ele tivesse se declarado suspeito de julgar o crime de golpe de estado, que Bolsonaro era réu, e não participasse da sua condenação.
Não pode restar nenhuma duvida de que o julgamento do crime de Bolsonaro foi legitimo.
Mas, assim como Lula conseguiu sua inocência provisoria, que acabará sendo definitiva, não espero que Bolsonaro, com seus advogados não tente o mesmo.
Aliás, já esta tentando, com seus aliados políticos, obter uma anistia e ficar livre da condenação.
Tudo isso mostra que, infelizmente, no Brasil, por mais que a Justiça queira mostrar-se eficiente, ha uma intensa vontade de impunidade.
Minha proposta é a de que não se tolere impunidade, com uma anistia, a  Bolsonaro, ainda que ele diga: Justo na minha vez!
E que, também, façamos o impossível para que Lula não se reeleja, como resposta, ainda que tardia, à impunidade que alcançou.

sábado, 13 de setembro de 2025

Homens sem Lei



Assisti, num canal de TV por assinatura, um documentário jornalistico com cinco capítulos denominado "Homens sem Lei".
O documentário retrata a corrupção policial, o estrelismo de policiais e bandidos, 
 entre o final dos anos 60 e anos 70, que culminou com a criação da Scuderie Le Coq e do temível esquadrão da morte.
Foi apresentado através de entrevistas com personagens policiais, repórteres e familiares dos envolvidos, que vivenciaram aquele período e com a reprodução de material jornalistico da época.
Pode-se afirmar que foi naquele momento que se originou a milicia, que hoje domina o Rio de Janeiro.
Tudo isso com apoio dos membros do alto escalão do Estado, inclusive o governador, que permitia as ações criminosas de seus policiais, ora fechando os olhos, ora os engrandecendo com o titulo de."Homens de Ouro", por exterminar milhares de bandidos e dar uma falsa sensação de segurança pelo combate ao crime com firmeza.
Foi naquela época que o então delegado Sivuca criou a expressão: "bandido bom é bandido morto", frase essa repetida ate hoje por vários políticos, que continuam acreditando, equivocadamente, que a violência é o caminho da segurança publica.
De outro lado, toda imprensa policial participava ativamente junto com os policiais, nas viaturas, nas caçadas aos bandidos, para que criassem manchetes sensacionalistas e tornassem alguns policiais estrelas de cinema.
Alguns repórteres chegaram a participar de um crime, dando, eles próprios, tiros no corpo do bandido "cara de cavalo", em homenagem ao detetive Le Coq, que supostamente teria sido morto pelo bandido.
Por fim, a própria sociedade ora aplaudia os bandidos, como o famoso Lucio Flavio, ora aplaudia os policiais, que na verdade agiam como homens sem Lei, verdadeiros bandidos, como Mariel Mariscot, que encerrou sua breve vida envolvido no jogo do bicho.
Todo esse teatro de operações de crescente violência aconteceu porque vivianos numa ditadura militar, que aproveitava-se dos esquadrões da morte para se livrar dos opositores ao regime, e não combatia esse crime institucional.
Tudo isso me leva a uma reflexão.
A sociedade brasileira endeusa bandidos, aja visto o quanto se rouba do Estado, seja por políticos, seja por funcionários públicos, em conluio com falsos empresários.
Acata tudo isso passivamente, tendo eleito ate um ex-presidente condenado por corrupção, mas alcançado com a impunidade. 
E acaba por não perceber que toda violência gera mais violência e tornou o Brasil um dos países mais violentos, mais corrupto, mais defensor da impunidade no mundo! 




quinta-feira, 11 de setembro de 2025

A polemica decisão de Fux



A sentença do ministro Luiz Fux pela absolvição de Jair Bolsonaro, ocorrida ontem,
deve ser recebida como qualquer sentença de um juiz e acatada com serenidade e respeito.
O juiz não julga como um chapgpt, que como toda IA responde a perguntas com base em seus algorítimos.
Diante das provas apresentadas nos autos, certamente, a IA condenaria Jair Bolsonaro.
Mas, os julgamento são feitos por humanos.
O juiz, em tese, deveria se ater a legislação para dar sua sentença e ao que consta nos autos do processo.
Mas, na pratica, não é assim que funciona.
No dia do julgamento, o juiz está sujeito, em suas decisões, como todo ser humano, às convicções politicas, religiosas e ate do humor dele, diante de adversidades ou de alegrias que aconteceram horas e dias antes.
No caso do julgamento da trama golpista, o Supremo, sofreu uma forte adversidade, que pode ter intimidado o ministro Fux a votar a favor da absolvição de Jair Bolsonaro.
Trata-se da aplicação da Lei Magnitsky, que já atingiu o ministro Alexandre de Moares, por decisão autoritária e sem fundamentos do presidente Trump, que pensa que é o Imperador do Mundo.
Além do cancelamento de vistos americanos imposta pelo mesmo Trump aos ministros: Luis Barroso, Edson Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Carmen Lucia e Gilmar Mendes.
Fux foi, estrategicamente, preservado dessa sanção americana, para que sofresse os efeitos intimidadores e votasse a favor de Bolsonaro.
Já Alexandre, corajosamente, parece que não se intimidou com as sanções a ele impostas e votou pela condenação de Jair Bolsonaro com tranquilidade.
Como Luiz Fux exarou sentença a favor da absolvição de Bolsonaro, dentro de um excesso de legalismo aos peixões, enquanto, antes dessa intimidação foi mais "punivista" aos peixinhos de 7 de janeiro, fica evidente que ele não escapou dos efeitos da intimidação.
Eduardo bananinha Bolsonaro e Paulo Figueiredo, traidores da pátria, devem ter ficado exuberantes de alegria com a sentença de Fux, pois acreditam que foi graças às suas ações junto a ultra direita americana, que fez com que o presidente Trump impusesse sanções econômicas ao Brasil e sanções contra os ministros do Supremo, surtisse o efeito que desejavam.
Assim como todos os bolsonaristas devem estar comemorando a "vitoria" da absolvição de Jair Bolsonaro, ainda que não conclusiva, pois faltam outros ministros votarem.
Mas, acreditam que essa "vitoria" expressa que tinham razões em taxar o Supremo como "ditadores da toga" e que suas convicções da inocência de Bolsonaro eram reais.
Sem entrar no mérito jurídico, mas apenas pela observação dos fatos, não é possível acreditar que o 8 de janeiro aconteceu de maneira espontânea.
Aqueles que compareceram àquele ato, faziam parte daqueles outros apoiadores de Jair Bolsonaro, que desde o dia 2 de novembro de 2022 foram às portas dos quarteis, em diversos estados brasileiros e em Brasilia, clamando por uma intervenção militar, que impedisse a posse do presidente eleito Lula e mantivesse Jair Bolsonaro governando o Brasil.
Assim, como essa iniciativa de ir às portas de quarteis foi alimentada por Jair Bolsonaro desde o dia de sua posse como presidente eleito.
Nada foi por acaso.
Se não houve tentativa de golpe, como alegam os bolsonaristas, por que estes chamavam os militares, que não quiseram participar da tentativa de golpe, de melancias?
Negar esse fato é negar a verdade.
Digo mais, Tiradentes foi enforcado por decisão judicial por se insurgir, junto com os demais inconfidentes mineiros, apenas por tramar um golpe, que nunca foi concretizado.
Bolsonaro também não efetivou o golpe de estado, que tanto pretendia, mas como os inconfidentes tramou um golpe, sim.
A tentativa de golpe a família Bolsonaro não cessou.
As ações de Eduardo, nos EUA, a favor da libertação do pai, é a prova indiscutível que querem voltar ao poder de qualquer jeito.
Por enquanto, aguardemos como os demais ministros votarão.

domingo, 7 de setembro de 2025

A teoria na pratica é outra



Não sou defensor da anistia, mas de uma revisão na dosimetria de penas, em especial àquelas apicadas contra os baderneiros de 8 de janeiro. 
Realmente, seja pelo tamanho da pena, seja pela mão pesada dos julgadores, houve um excesso obsceno nas penas aplicadas.
Em resumo, sou contra a impunidade, mas também sou contra abusos em condenações.
Assim, fui contra a anulação do julgamento de Lula.
Ele teve um julgamento que passou por três instancias, portanto, se houvesse alguma injustiça, houve chance de ser corrigida.
Embora Lula não tenha ficado impune durante o tempo que ficou preso por 580 dias, o que não é pouco, acabou sendo alcançado pela impunidade.
Obvio que a anulação de seu julgamento
 teve alcance maior do que, simplesmente, livra-lo da cadeia.
Foi uma manobra politica engendrada para habilita-lo a ser candidato a presidente da republica, como o foi e saiu-se vencedor, em 2022.
Também não gostei dessa manobra, que rompeu o bloqueio daqueles que cometem crimes e, com sentença transitada, ficam impedidos de concorrer a cargo publico.
Digo mais, esse movimento de anulação do julgamento de Lula foi além. 
Outros tantos, que participaram do butim aos cofres públicos, também foram alcançados com a impunidade.
Ou seja, vivemos um pais no qual o crime compensa.
Seja ele qual for.
Mas, não vale para qualquer um.
Tanto é que as cadeias estão superlotadas.
O crime só compensa se você fizer parte da politica!
Ha algumas exceções, como Carla Zambelli, que, mesmo fugindo para Itália, onde acreditava que ficaria impune, esta presa.
Mas, será por pouco tempo.
Se for aprovada uma anistia ela, certamente, terá sua pena cancelada.
Agora, outro personagem da politica cometeu um crime.
Não há o que se discutir sobre Jair Bolsonaro ter tentado um golpe de estado.
As provas, ainda que não aceitas pelos bolsonaristas, assim como aconteceu quando  Lula foi julgado e os lulistas contestavam, são suficientes para condena-lo.
Copiando o Supremo, que engendrou e fez a anulação do julgamento de Lula e sua reabilitação para ser candidato, agora, o Congresso quer fazer o mesmo com Jair Bolsonaro.
Sou contra mais esse ato arbitrário e oportunista.  
Mas, entendo que o velho ditado que pau que bate em Chico, bate em Francisco será aplicado.
Assim, se Jair Bolsonaro obtiver a anistia, que não duvido, confirmará que, realmente, todos aqueles meus valores, que herdei de meus pais, eram meramente teorias que, na pratica, são outros.
Esse é o Brasil.


quinta-feira, 4 de setembro de 2025

A origem do tarifaço americano contra o Brasil

 



No inicio do processo de imposição arbitraria e autoritária, pelo presidente Trump, de novas tarifas aos produtos importados pelos EUA, de diversos países pelo mundo, o Brasil viu-se diante de uma tarifa de 10%, considerada baixa, comparativamente com outros países.
Entretanto tal alegria durou pouco.
Diante da narrativa do traidor da pátria, Eduardo Bolsonaro, que com mentiras e desinformações descreveu ao presidente Trump que as instituições brasileiras são semelhantes às da Venezuela, onde o ditador Maduro governa impondo suas vontades ao Congresso e ao Judiciário venezuelano.
O Brasil não tem paralelo com a Venezuela.
Lula não é um ditador e nem foi eleito como foi a reeleição fajuta de Maduro, que teve falsificações na apuração.
Os poderes no Brasil são independentes.
Não ha perseguição politica contra opositores do governo, como acontece na Venezuela, que prende sem uma acusação fundamentada, pelo simples fato de ser contra a ditadura de Maduro.
O presidente Trump foi imprudente em não solicitar á CIA e outros órgãos do governo que investigasse e confirmasse ou não como se comporta o estado brasileiro.
Simplesmente, ele escutou o traidor, sem questionar nada, e entendeu que havia uma "caça as bruxas" a Jair Bolsonaro, pelo Supremo.
E mais, que Lula tinha domínio sobre o Supremo e sobre o Congresso.
Desta forma, o governo brasileiro precisava sofrer sanções para capitular e encerrar o processo contra Jair Bolsonaro.
Aliás, os governos americanos acreditam que impor sanções fará com que o pais sancionado se ajoelhe e se submeta às suas exigências.
Parece que desconhecem a historia.
Impuseram sanções á vários países, como Cuba, Coreia do Norte, Venezuela e, recentemente, à Russia, objetivando que esta cessasse a guerra que iniciou contra a Ucrânia.
O resultado, em todos os casos, foi a frustração que o governo americano amargou pelo insucesso dessa politica desastrada.
Bem diferente do presidente Roosevelt, que na segunda guerra mundial, observando que o ditador brasileiro Getulio Vargas flertava com o nazismo, ao invés de impor sanções, trouxe o Brasil para perto de si e o teve como aliado no enfrentamento ao nazismo.
Mas, o presidente Trump não tem postura de um estadista.
Diante da narrativa maldosa, o presidente Trump ampliou de 10% para 50% as taxas de importação de produtos brasileiros.
Na verdade, a questão Bolsonaro foi útil para que Trump, sem justificativas legais, a usasse para impor aumento da tarifa de 10% para 50% e atendesse o que interessa mesmo.
As exigências dos empresários americanos do agronegócio!  
Que não se esqueça, o ajudaram a se eleger!
Embora o numero 2 do Departamento de Estado americano, Christopher Landau, tenha afirmado aos empresários brasileiros, que participaram de reunião com ele, de que a missão deles seria mais efetiva se conversassem com as autoridades brasileiras sobre a avaliação negativa que o governo americano tem pelas decisões do Judiciário brasileiro, a questão não fica só no âmbito politico.
Tem, também, interesses comerciais das big techs, que sofreram ações judiciais pelo Supremo, que ele acabou por revelar nas entrelinhas.
Voltando a questão do agronegócio, as Associações do agronegócio americano estão solidarias ao presidente Trump na manutenção das sobretaxas impostas ao Brasil.
Alegam que o agronegócio brasileiro concorre deslealmente, prejudicando os interesses deles e acabam encontrando no velho protecionismo uma forma de melhorar sua competitividade.
Igual ao que os produtores do agronegócio europeu, com argumentos mentirosos e estapafúrdios, conseguiram barrar, em parte, os produtos do agronegócio brasileiro.
Utilizam-se da surrada desculpa de que áreas da Amazônia teriam sido convertidas em terras agrícolas, o que não acontece da maneira como divulgam.
Aliás essa foi uma das razões da demora no acordo Mercosul com a comunidade europeia.
Fazem-se de esquecidos de que eles próprios desmataram seus países para ter área para poder cultivar.
O fato é que os empresários enxergam os consumidores como alvo de seus lucros e fazem qualquer coisa para mante-los cativos, em detrimento do aceite da concorrência que os obrigaria a buscar melhor produtividade e competitividade.
Como aconteceu com o agronegócio brasileiro que, através de pesquisas da EMBRAPA, melhorou sua performance.
Mas, a questão americana não fica só por ai.
Os produtores de soja americanos impuseram como condição para a flexibilização das taxas de importação dos produtos chineses, que.a soja americana tenha uma maior participação na importação chinesa, o que, se acatada, prejudicara em muito a exportação da soja brasileira para a China.
O fato é que o Brasil, por se destacar no agronegócio, esta sendo asfixiado de todas as formas,pois estamos diante de uma terrível nova ordem mundial retrograda.
Todo aquele desenvolvimento de comercio mundial civilizado, que acontecia com a OMC, virou far west.

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A anistia em pauta



Ha uma dicotomia na sociedade brasileira.
De um lado, queremos o punitivismo extremado, com penas cada vez maiores e ate, se discute no meio da sociedade, uma redução da maioridade penal, com o objetivo de coibir o crime com mais enfase e reduzir a violência.
De outro lado, aceitamos, com naturalidade, a impunidade.
É comum ouvirmos que a policia prende, mas a justiça solta.
Ou mesmo, depois de preso, com recursos abusivos, sem fatos que comprovem a não autoria, sejam libertados por uma interpretação, de juízes, diferente da mesma Lei que condenou o preso.
Ainda que juízes argumentem desde a falta de provas consistentes ou que decidam sob sua interpretação da Lei, os julgamentos como descrito acima não são aceitos por uma grande parte da sociedade.
Isso para não adentramos na campo da corrupção, que é outro mal, que aceitamos passivamente.
Se realmente quiséssemos a punição dos criminosos, como determina a Lei, não poderíamos compactuar com esse procedimento.
Seja por omissão da sociedade ou por esta aceitar algum ato que classifique como "humanista" a impunidade resultou no aumento dos crimes e da violência.
Se ha algo errado que permite os juízes soltarem com facilidade, que se exija da policia que seja mais cuidadosa ao apresentar provas e dos Congressistas que melhorem os textos da Lei, para evitar interpretações conflitantes.
Mas, não vejo nem por parte dos políticos, nem da sociedade, disposição para tal.
O faz de conta que se faz justiça sempre foi assim.
No caso especifico da tentativa do golpe de estado, centenas de pessoas que participaram dos atos criminosos de 8 de janeiro, alguns foram condenados com penas severas.
Uma parte da sociedade,alinhada com o viés ideológico bolsonarista, acha que as penas foram abusivas.
Outra, da qual faço parte, acha que eles devam ser punidos, sim. 
Mas, enxergam, também, que houve um excesso na dosimetria aplicada.
É unanime dizer que gostariamos de uma revisão que abrandasse as penas.
Diante disso, surgiu a ideia de uma anistia, que embora muito discutida, ate hoje não foi implementada porque, na verdade, aqueles que defendem a anistia com vigor, não estão preocupados com o excesso de penas aplicada aos"malucos", como disse Jair Bolsonaro, mas, porque querem uma anistia ao próprio Jair, para que possa lidera-los na próxima eleição.
Os políticos, que apoiam Jair Bolsonaro, diante da iminente condenação pelo Supremo pelo crime de tentativa de golpe de estado, aumentaram, substancialmente, a pressão para que ele possa ter anulada a pena, assim que for sentenciada.
Até o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, decidiu participar ativamente desse grupo.
Foi a Brasilia para demonstrar seu apoio ao Congresso para que aprove a anistia e que esta inclua Jair Bolsonaro.
É verdade que, ao apoiar, de forma explicita, essa anistia abrangente, Tarcísio
revelou seu objetivo, ate então, não declarado, de ser candidato a presidente da republica em 2026.
Tarcísio sabe que Jair Bolsonaro precisa apoia-lo para que vença a eleição.
Ele sabe que sem a transmissão do potencial de votos que Jair detêm, numa eventual e possível adesão, uma vitoria dele sobre Lula em 2026 seria uma missão, se não impossível, mas difícil de conquistar.
Tem mais, Tarcísio precisa demonstrar cabalmente a família Bolsonaro que é fiel a Jair, condição para que a família o apoie também.
Se a anistia atingirá, ou não, Jair Bolsonaro ai não é problema dele.
Vai caber ao Congresso decidir.
Mas, ele fez sua parte.
Entretanto, a anistia mais conveniente para acontecer de verdade, não é aquela que anula a condenação de todos, incluindo Jair Bolsonaro, como se tem difundido.
Essa poderá ser contestada pelo Supremo.
A ideia que ouvi e achei inteligente é a forte redução das penas aos que foram apenados pelos crimes cometidos.
E seria aplicada a todos condenados retroativamente.
É assim que a Lei é aplicada, 
quando for favorável ao condenado.
Não haveria espaço para contestação, pois a decisão do tamanho da pena é uma atribuição do Congresso, que pode tanto reduzi-la como amplia-la.
Ainda que não pacifique os lados ideológicos opostos, acho que 
atende aos anseios da sociedade de punição e impunidade.

terça-feira, 2 de setembro de 2025

O julgamento do seculo!



Começa hoje, propriamente, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo.
Interessante não o fato de um ex-presidente sentar nos bancos dos réus.
Lula, na condição de ex-presidente, também o fez, ainda que em instancia inferior.
Foi condenado e preso por quase 2 anos, ate ser "indultado" pelo mesmo Supremo que agora julga Bolsonaro.
Interessante é o fato do mesmo Jair, defensor da ditadura militar de 64, que perseguia, prendia e matava, ao arrepio da Lei, todos aqueles que se opunham politicamente à ditadura; zombador dos direitos humanos, ridicularizando, por diversas vezes, a condição de quem os revindicava, estar ele hoje denunciando sofrer do mesmo mal.
Aos olhos do presidente Trump, pelo que foi-lhe narrado de maneira desinformada pelo filho de Jair, o traidor da pátria Eduardo Bolsonaro, Jair é um perseguido politico e sofre violação dos mesmos direitos humanos, que, certa vez, declarou ser esses direitos de "esterco da vagabundagem".
Como Trump também tentou reverter sua derrota eleitoral motivando a invasão do Capitólio, embora não tenha sido levado à Justiça por isso, de maneira conclusiva, ha uma identificação com Jair Bolsonaro.
Dai sua solidariedade, com ações punitivas contra os ministros do Supremo.
Entretanto, os ministros não se intimidaram e, certamente, irão condenar Jair Bolsonaro a cumprir uma pena severa.
Ha um movimento de apoio a uma anistia a Jair Bolsonaro, por parte de seus admiradores, que se recusam a enxergar que ele tenha tentado dar um golpe de estado, mesmo tendo ele reconhecido, nos autos do processo no STF, que pensou, junto com seus assessores militares, em produzir razões legais para não entregar o poder a Lula, o vendedor da eleição.
Da mesma forma, os inconfidentes mineiros, cujo mártir foi Tiradentes, ficaram pensando e articulando, nos bastidores, um golpe de estado, quando foi revelada a trama golpista, estes sofreram julgamentos dentro da Lei vigente.
Então, não se pode falar que Bolsonaro não deveria ser julgado porque não efetivou o golpe planejado.
A pratica de julgar é pela tentativa e não pela execução.
Quanto anistiar ou indultar Bolsonaro, entendo como legitima, como decisão politica.
Entretanto, apesar dos defensores de Jair Bolsonaro, utilizarem como argumento que a anistia tem como objetivo atingir os  participantes do ato de 8 de janeiro, ou os "malucos", como falou expressamente Bolsonaro, isso não é verdade.
Se houvesse real disposição de anistiar esses apenados, isso já deveria ter acontecido.
O objetivo é "descondenar" Jair.
Essa anistia ate poderá acontecer.
Mas, não é o que os aliados de Bolsonaro acreditam.
Tanto é que o governador Tarcísio de Freitas declarou, publicamente, que seu primeiro ato como presidente eleito é indutar Jair Bolsonaro.
Mesmo que Tarcísio cumpra sua promessa sera uma decisão politica legitima.
Afinal, Tarcísio estará cumprindo uma promessa de campanha, que foi aceita pelos eleitores, que o elegeram democraticamente.  
O fato é que Trump não precisava ter se metido em nosso assunto domestico.
Temos meios de corrigir rumos que a maioria não concorde.