quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Retrospectiva de 2025



Não tenho elementos para confirmar ou não se as  mudanças climáticas afetaram a mente humana.
Mas, 2025, aparentemente, mostrou que houve, no minimo, muita ousadia no comportamento ético e moral das autoridades e muita burrice e violência em pessoas comuns.
Todos certos de impunidade.
A lista das ousadias das autoridades é grande.
Vou começar pelas pessoas comuns.
O que leva uma pessoa a ser tão violenta para cometer feminicidios brutais?
Como foi o atropelamento de uma amiga mais intima, por ciumes.
É muita burrice acreditar que matar resolve o problema.
Só lhe complicará a vida, pois, certamente, nesse caso, sera condenado e preso.
Não é pessoa famosa ou da nata de autoridades.
Isso se não o matarem na prisão, como aconteceu em casos anteriores semelhantes.
Este ano houve um aumento substancial desse tipo de crime. 
O inverso também aconteceu.
Uma mulher atropelou, com seu carro, por ciumes,o namorado, que estava numa moto com uma amiga, matando ambos.
Quanto as autoridades, o ano estreou com Eduardo Bolsonaro abandonando seu cargo de deputado federal, em absoluto desprezo aos que o elegeram, para a unica missão de ajudar seu pai a não ser julgado pelo Supremo.
Ate conseguiu as tais sanções impostas por Trump, mas nada adiantou.
Jair Bolsonaro foi julgado e esta preso.
Na sequencia, o próprio Trump abrandou tais sanções.
Quem se deu bem nessa estoria foi Lula, que amargava queda em sua popularidade e acabou revertendo para uma melhor avaliação.
Se por um lado os Bolsonaros ajudaram Lula, sua própria turma o prejudicou.
O roubo dos aposentados do INSS, mesmo tendo Lula determinado a recomposição do prejuizo aos aposentados, ficara como uma marca negativa de sua gestão.
Agradou por um lado, mas, de outro, expôs o fracasso de sua gestão, pois foi ele quem nomeou os responsáveis pela roubalheira, que já era praticada anteriormente.
O ministro da Previdência nomeado não tinha bons antecedentes.
Mesmo assim Lula o nomeou, por interesses políticos. 
O ministro e o presidente do INSS, também nomeado por Lula, não só não tiveram capacidade de detectar a roubalheira, mas  enxergaram um meio de amplia-la terrivelmente.
E acabaram envolvendo o irmão de Lula e, ate, seu filho com supostas mesadas pagas pelos criminosos.
A situação se agrava porque Lula teve que gastar dinheiro, para cobrir essa despesa, do já desequilibrado orçamento publico. 
Com essa e outras despesas não previstas, obrigaram o BC a manter os juros da SELIC  nas alturas, prejudicando o mundo empresarial.
E Lula e seu governo não demonstraram vontade politica de punir os criminosos.
Mais uma marca negativa.
Não fica só nisso.
O prejuízo bilionário dos Correios mostrou, mais uma vez, que a estatização, tão defendida pelo PT e por Lula, só serve mesmo para empregar péssimos administradores e os cupinchas dos sindicatos.
Por isso que a Faria Lima se assusta quando ha perspectiva de Lula se reeleger.
O Legislativo também cometeu abusos.
A tentativa de blindar seus membros através de uma PEC, aprovada na Câmara Federal, que graças às manifestações populares e da mida jornalista contrarias, o Senado acabou por aniquilar esse absurdo. 
Depois, a mesma Câmara aprovou um arremedo de anistia, através da Lei da dosimetria aos apenados pela tentativa de golpe de estado.
Pela urgência em aprova-la, durante a elaboração da Lei, não examinaram com cuidado as consequências de toda sua amplitude.
Se aprovada pelo Senado, com a mesma pressa, a Lei acabaria por ajudar criminosos, que não estavam no escopo pretendido. 
O Senado, graças a ação de uns poucos mais cautelosos, acabou fazendo uma gambiarra e a Lei foi aprovada com melhor redação.
Ou seja, a maior parte do Congresso age com ousadia irresponsável
Tem mais.
O Orçamento, aprovado para 2026, aumenta as verbas publicas para os partidos e eleições.
Além de aumentar, substancialmente, as verbas destinadas às emendas parlamentares.
A Faria Lima se assusta quando ha perspectiva de Lula se reeleger.
Mas, deveria, também, se assustar com os que serão eleitos no novo Congresso.
A irresponsabilidade fiscal é ampla, geral e irrestrita.
Para finalizar o Supremo também tentou sua blindagem e teve sucesso parcial, pois o Congresso reagiu a favor deles, mudando as regras da Lei do impeachment.
Mas sua ousadia não ficou por ai.
Vários ministros tem parentes de primeiro grau com escritórios de advogacia atuando no Supremo, sem que nenhum deles respeite a Lei que impede essa situação.
Deveriam se declarar suspeitos de julgar os casos.
Mas, não  fazem na cara dura.
A cereja do bolo foi a viagem do ministro Toffoli ao exterior, num jato, na companhia do advogado do Banco Master, cujo processo tramita na relatoria do mesmo. 
É muita ousadia!




 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

PT versus PL, o que tem atrás disso.



Foi feita uma pesquisa de opinião sobre qual partido é o mais preferido pelos eleitores.
O resultado foi liderado pelo PT com 24% e o PL, em segundo lugar, com 12%.
Os demais partidos foram apontados com menos de 2%.
Ou seja, ha um baixo reconhecimento de partido políticos além dos 2 partidos citados.
Entendo que, tanto o PT como o PL, só tiveram esses números mais expressivos porque abrigam Lula e Bolsonaro, respectivamente, que sentaram na cadeira de presidente.
Acredito que se Lula e Bolsonaro não tivessem tanta adesão, todos os partidos teriam baixo reconhecimento.
A confirmação desse meu pensamento baseia-se na disputa, que havia, no passado, entre o PT e o PSDB.
O PSDB elegeu FHC presidente, por duas vezes.
Disputou as eleições sucessivas, com boa votação, apesar de perde-las para o PT.
Hoje, por falta de lideranças, que caiam no gosto popular, o PSDB tem apenas 1% de predileção entre os eleitores.  
Interessante que, mesmo sendo alavancadores de reconhecimento de seus partidos, em outra pesquisa,  ambos os políticos tem alta rejeição dos eleitores!!!
Para complicar ainda mais como pensam os eleitores, ha outra pesquisa que mostra claramente a confusão ideológica que eles tem.
14% dos que se dizem bolsonarista se declaram de esquerda e centro esquerda!
34% dos que se dizem petistas se declaram de direita e centro direita!
Ou seja, essa sopa de letrinhas, que forma o espectro politico nacional, não representa nenhuma ideia politica relevante.
O eleitor vota para presidente naqueles mais carismáticos, com propensão ao populismo e que falam coisas, que agrada o ouvido do eleitor.
Mesmo que façam promessas vãs. 
O povo gosta de ser enganado! 
Os extremos polarizados da politica nacional  só vale para o cargo de presidente.
Para os cargos no Legislativo, em geral, são eleitos pessoas, sem conteúdo
politico ideológico e fracos intelectualmente.
As lideranças dessas siglas partidárias, espertos que são, entenderam bem isso.  
Criaram essa miríade de partidos apenas para que as lideranças escolham como candidatos seus apadrinhados ou aqueles, que se submetem à sua liderança e que tenham boa exposição nas mídias.
O que, realmente, importa é eleger o maior numero de "políticos",  no Congresso, sob seu controle, para que seus dirigentes manipulem verbas publicas, cada dia mais gordas.
Verbas essas que usam para se manterem, junto com seus asseclas, no Poder Legislativo, sem o desgaste que os presidentes sofrem.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Segurança Publica



Quando se fala em Segurança Publica, imediatamente, associamos à ação da Policia.
Entendo que a Policia é um dos componentes, mas a Justiça é outro fator tão importante.
O tema virou debate tanto na direita, como na esquerda.
O diagnostico é o mesmo.
O crime, que operava na ilegalidades como trafico de drogas e armas, contrabandos, extorsões na comunidade, assaltos e homicídios, era composto, no máximo, por pequenas quadrilhas, que, invariavelmente, se confrontavam entre si.
Virou crime organizado quando os criminosos se aglomeraram em poucas facções dominantes, se estruturam empresarialmente e se estabeleceram na industria e no comercio.
Não satisfeitos, para ampliar seu poder, infiltraram-se na politica.   
Apesar de atingir a todos, cada lado enxerga um modelo de solução, que abrigam propostas, em alguns casos, antagônicas.
Dai que não se chega a um consenso para resolver o problema e continuaremos em panico.
Ha propostas boas e ruins, em cada visão.
Deveria haver um consenso nas propostas boas, mas as ideologias politicas impedem isso.
Um dos pontos, que considero fundamental, mas cuja discussão passa longe das discussões politicas, é como enquadrar o Poder Judiciário para ser melhor no combate ao crime.
Sem um Poder Judiciário não corrupto, qualquer solução não funcionará.
O primeiro passo deveria ser dado no sentido de acabar com a aposentadoria compulsória, quando um membro do Poder Judiciário é pego cometendo mal feitos.
Deveria ser demitido a bem do serviço publico.
Ai entra outro elemento, a união da classe, que evita punir um dos seus.
Isso acontece em todo serviço publico.
Quando fui Secretario de Obras, cargo de confiança do prefeito, foi flagrada a corrupção do chefe da fiscalização.
Desde a procuradoria ao prefeito todos foram contra minha decisão de abrir um processo para demitir o corrupto.
Advertiram-me que ele tinha família, com filhos pequenos, era parente de político na cidade e o melhor seria transferi-lo de função, que acabei aceitando para não ter eu que me demitir.
Se o fizesse, não mudaria nada.
O corrupto foi transferido e ficou por la ate eu deixar o cargo.
No dia seguinte ele voltou às suas funções originais.
É assim que funciona.
Por isso, continuaremos assistindo a Policia prender e a Justiça ou vendendo sentenças ou por razões estruturais soltando o suspeito. 
É verdade que, em poucos casos, a Justiça não é corrupta, mas seus integrantes tem uma visão de que o criminoso é vitima da sociedade e suas decisões acabam sendo complacentes.
O mesmo acontece quando a Policia não apresenta evidencias contundentes, muitas vezes por corrupção, outras porque é ineficiente mesmo.
A Promotoria, por outro lado, não exige melhor apuração.
O resultado é que ela elabora uma acusação fraca, que faz com que o juiz inocente o réu.  
Em resumo, sem uma Justiça, uma Policia e uma Promotoria  eficiente e honesta,  o criminoso continuará acreditando em sua impunidade.
Sabendo disso, muita gente aceita soluções como bandido bom é bandido morto.
Nessa  visão simplista o bandido é julgado culpado e tem como sentença sumaria  de pena de morte, sem precisar de um processo legal que, costumeiramente, resulta em sua liberdade.


sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Maduro balança, mas não cai!


É impressionante a força militar naval que o presidente Trump deslocou para o Caribe, objetivando pressionar o ditador Maduro a sair do poder.
Mesmo com todo arsenal disponível, Trump deveria saber que, em outras guerras que os EUA se meteram, resultaram em fiasco.
Como exemplo o Iraque que, com a queda de Sadam Hussein, não houve a redemocratização esperada.
Ao contrario, surgiram vários grupos antagônicos, que provocaram caos e violência generalizada, a ponto de surgir um grupo terrorista denominado estado islâmico, "ISIS",  que dominou, por anos, parte daquele pais.
Isso me faz recordar que o Brasil viveu um longo período de ditadura militar, que foi cruel em seu auge, mas encerrou-se de forma pacifica.
Um fato diferente das demais ditaduras foi que no Brasil ela não foi personalista.
Participaram desta ditadura, como presidentes, com mandato definido, Castelo Branco, Costa e Silva, Emilio Médici, Ernesto Geisel e terminou com João Figueiredo.
Ainda que o Congresso tivesse apenas 2 partidos políticos a ARENA, que dava maioria pró governo, e o MDB,, que era a oposição formal, não havia uma clara dominação deste pela ditadura.
O mesmo com o Supremo.
As Forças Armadas, que deram sustentação à ditadura, não se imiscuíram nas estruturas de governo, deixando-as para os civis atuarem.
Por isso, a luz do retorno a democracia era possível se enxergar ao longe.
Ainda que tenha sido um processo homeopático, a ditadura chegou ao fim sem uma guerra interna.
Obvio, que contribuiu para isso, a anistia ampla, geral e irrestrita.
Assim como houve o perdão daqueles.que se aventuraram contra o governo, através das armas, também houve o perdão aos militares que cometeram severos abusos de autoridade.
Diferente da Venezuela, onde Maduro é o ditador personalíssimo, que domina o Congresso, o Supremo e infiltrou os militares na maquina publica, para garantir-lhes emprego bem remunerado, por toda a vida.
Não será fácil tirar Maduro do poder.
Os que o apoiam não vão tira-lo, pois não querer abrir mão da  "boquinha", que lhes rende boa remuneração e status social.
A oposição é duramente reprimida e não tem força politica para tira-lo.
Embora, como se viu na votação, Maduro tenha perdido a eleição, pois houve uma maioria contra sua permanência no poder, Maduro forjou sua vitoria e a oposição nada pode fazer, alem de se resignar e ficar quieta para não ser presa e morta.
Maduro sabe que, se deixar o governo, sofrerá processos judiciais e terminara sua vida na cadeia.
Por isso não quer sair do poder.
Por outro lado, toda a cúpula da estrutura, que o mantem no poder, pensa a mesma coisa.
Para que fosse possível a saída de Maduro, a oposição deveria por em pauta uma anistia ampla, geral e irrestrita aos que compõe a ditadura.
E a população, maciçamente, deveria apoiar essa proposta. 
Seria uma saída "honrosa" para Maduro e apoiadores.
Mas, resta ainda o problema dos cargos na maquina publica.
Deveria, também, haver uma proposta de aposentadoria compulsória para todos, que manteriam seus rendimentos, em troca de abrirem mão de seus cargos para serem ocupados por outras pessoas.
Mas, a débil economia venezuelana aguentaria arcar com toda essa carga de gastos?
É a ai que os EUA deveria entrar, financiando esse processo em troca de compensações na exploração do petróleo venezuelano.  
Sonhar é preciso, mas os sonhos de Trump são mais autoritários!
 

 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

A quem interessa enfraquecer o Supremo?



Meu amigo Ricardo de Moraes Monteiro em sua postagem no Facebook perguntou:
"Em POLÍTICA devemos sempre perguntar sobre os INTERESSES. A QUEM INTERESSA no contexto atual ENFRAQUECER O STF???"
Ouviu como resposta de um amigo dele:
"Nem precisa pensar muito. Emendas descontroladas e o CENTRÃO baixo clerista metido até as tampas com BANCO MASTER BRB. De Ibanez a Claudio Castro, onde vamos chegar?"
Outro:
"Rede Globo".
Evidentemente, são respostas que parecem certas, sob a visão estreita da politica. 
Mas, é muito mais do que simplesmente isso.
O Supremo, como integrante do Poder Judiciário, junto com o Executivo e o Legislativo, formam o tripé das instituições republicanas que, agindo de forma harmônica e independente, garantam o equilíbrio para que nenhum dos poderes concentre autoridade, protegendo a liberdade e o bom funcionamento da nação. 
Entretanto as Instituições, cada uma a seu modo, não estão cumprindo, com seriedade, suas atribuições constitucionais.
No âmbito federal, o Executivo perdeu sua capacidade de gerir as politicas publicas, pois a maior parte do orçamento publico, cerca de 95%, esta engessado ha anos, com gastos obrigatórios.
Diante disso, age com omissão ao não promover reformas administrativa e fiscal para alterar essa distorção.
Não obstante esse problema, a partir do governo Dilma, foram criadas, pelo Legislativo, emendas parlamentares, que tolhem a estreita margem de manobra dos 5% restante do Orçamento Publico.
Essas emendas impactam ainda mais porque não são pensadas de forma sistêmica para atender as necessidades de investimento no pais, mas para atender as vontades paroquiais de cada parlamentar, pulverizando ainda mais os parcos recursos.
Entenda bem, não é uma exclusividade da direita. 
Todos os partidos abocanham sua cota e agem igual.
Como o ministro  do Supremo, Flavio Dino esta tentando impor disciplina e transparência nos gastos dessas emendas, para evitar eventuais atos de corrupção, acabou por se tornar um ministro indesejado pelos parlamentares.
Por isso, o amigo de Ricardo citou as emendas em sua resposta.
Por outro lado o Legislativo abandonou sua função de fiscalizar as ações do Executivo, permitindo que este gaste acima do equilíbrio fiscal, aprovando manobras que alonguem a lista das exceções dos gastos limitados pela meta fiscal, provocando um aumento do endividamento publico e uma alta taxa de juros da SELIC.
Ou seja, ambos os poderes agem com irresponsabilidade fiscal.
Cada um visando seus interesses de gastar para se promover politicamente.
Isso para não falar na omissão do Legislativo em discutir e aprovar Leis de alta relevância social, que fez com que o Supremo invadisse essa atribuição legislativa.
O Supremo deveria se ater na obrigação de zelar pelo cumprimento da Constituição Federal e fazer a interpretação das Leis existentes.
Não lhe cabe estabelecer novas Leis. 
Além disso, o Supremo não é um organismo politico.
Seus membros não são eleitos.
Mas, o Supremo, também conquistou protagonismo politico, com decisões politicas, que ultrapassam seu dever constitucional, a ponto de se atribuir ao Supremo a expressão "ditadores da toga".
A norma, que sempre se acreditou, era a de que juízes deveriam renunciar a uma vida social intensa, sem participar de eventos, festas, viagens e convívio próximo com a nata da sociedade, para que, com sua discrição, mantivessem a  imparcialidade e ficassem livres de influencias inconfessáveis.    
Mas, não é isso que assistimos.
A todo momento se vê juiz violando o dever de alem de ser honesto, parecer honesto, falando nas mídias temas que um juiz deveria se expressar apenas nos autos.
Alem de falar em excesso, ha envolvimento em relações suspeitas, como aconteceu com ministros no caso da falência do Banco Master, que foi divulgado pela Globo.
Dai, também, se entende a reposta dos amigos de Ricardo.
Esses e outros comportamentos estranhos à conduta, que se espera de um juiz, fizeram com que o presidente do Supremo, Edson Fachin, colocasse em discussão a edição de um Código de Ética para magistrados, que foi muito bem recebida por membros e ex-membros do Poder Judiciário.
Então, meu amigo Ricardo, ha inúmeras razões, não para enfraquecer o Supremo, no sentido de destruí-lo.
Mas para coloca-lo de volta aos trilhos. 
Assim, interessa à democracia!





 

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

O espectro dos eleitores brasileiros


Nas minhas pesquisas para entender como vota o brasileiro, encontrei uma definição de Felipe Nunes, que escreveu um livro sobre o assunto, que reproduzo sinteticamente abaixo, com meus comentários.
Ha os eleitores da esquerda, que representam 41%; os eleitores da direita, que correspondem a 49% e os chamados pêndulos, que são os 10% restantes do eleitorado.
Dentro desses 3 pilares ha bolhas, que convergem para um modo de viver e de pensar que os congrega.
Entre as bolhas ha interseções, que acabam se ligando entre si, em cada  uma das pernas do tripé.
A esquerda é composta pelas seguinte bolhas:
1) Progressistas, que fazem parte da elite intelectual, pois tem nível educacional mais elevado, com renda mais alta, alguns ate fazem parte da elite econômica, e, em geral, não são conservadores nos costumes.
2) Militantes da esquerda, que são os sindicalistas, os integrantes de movimentos sociais, como o MST, e afiliados aos partidos como o PT e satélites.
3) Dependentes do estado, que são os brasileiros mais pobres, que identificam Lula como seu defensor. A esquerda soube captura-los com ações sociais, como o Bolsa Família. Embora em condições piores no espectro social são conservadores, grande parte pela herança católica que, ao longo da historia, catequizava que o Reino dos Céus é dos pobres.
4) Extrema esquerda, que embora sejam cada vez menores, ainda mantem os ideais comunistas, como unica solução para o mundo. 
A direita é composta pelas seguintes bolhas:
1) Os integrantes do agronegócio, que são a força motriz da alimentação nacional e ate internacional. Reverenciam a cultura sertaneja, a ponto de a musica sertaneja estar no topo da parada musical.
2) Conservadores cristãos, com predominância dos evangélicos, mas há católicos entre eles, muitos dos quais acreditam que as leis da nação deveriam se apoiar nos valores religiosos. Pelo conservadorismo, que carregam desde a Idade Media, mantem o mesmo pensamento inquisidor, que dizia que, todos aqueles que não comungarem com seus pensamentos, precisam ser cancelados. Apenas como correlação musical a musica gospel encontra-se em segundo lugar na parada musical.
3) Os empresários, que não importa seu tamanho, são os que produzem para atender as demandas da população, empregam e acreditam que o estado mais atrapalha do que ajuda na economia.  
4) A extrema direita são aqueles que tem nostalgia da ditadura militar e sentiriam-se confortáveis com um regime autoritário. Jair Bolsonaro é seu líder máximo
, dai que, hoje, ela é denominada bolsonarismo. Entre eles há os que participaram da manifestação nas portas dos quarteis e do 8 de janeiro, acreditando que haveria um golpe militar. 
Os pêndulos não tem  nítida cor politica. Ora votam na direita, ora votam na esquerda, dependendo de como a economia vai lhe proporcionar um crescimento pessoal. É composto pelas seguintes bolhas:
1) Empreendedores individuais, na maioria jovens com ate formação universitária, mas de baixo nível, que os qualifica para serem apenas motoristas de Uber, por exemplo.
2) Liberais sociais, que participam da classe media, são liberais na economia, progressistas nos costumes, defensores de um Estado de bem estar social e são defensores da democracia.  
Diante dessa analise, é possível traçar projeções de quem sera eleito em 2026.
Mas, tudo pode mudar a qualquer momento.
Veja o caso de Lula, que, no começo do ano, oscilava para baixo, principalmente, com as denuncias de roubo aos aposentados do INSS. 
Mas, Eduardo Bolsonaro, pelas ações conhecidas, acabou fazendo Lula se recuperar da queda.  
Ha o lado da rejeição.
Lula tem uma expressiva rejeição.
Flavio Bolsonaro herda os votos do pai, mas como todos da família, tem uma grande rejeição.
Portanto, estão quase empatados em rejeição.
Ha tempo para Flavio recuperar a imagem.
Basta contratar um bom marqueteiro para fazer a maquiagem.
Lula saiu na frente. 
Contratou um bom marqueteiro e apresentará um cesto recheado de bondades, como a isenção do IR para que ganha ate R$5mil.
Suas chances de ganhar a eleição parecem boas, principalmente se a economia continuar com a inflação controlada e o super mercado estiver acessível para a população.
Mas, uma pisada de bola de Lula pode acontecer e os pêndulos definirão quem se sagrará vencedor.
 
 

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

A nova moral



Quando fui Secretario de Obras da Prefeitura de Itapecerica da Serra, de 1976 ate 1980, como engenheiro civil, que sou, era sócio de uma construtora.
Esta era impedida de participar das licitações de obras publicas no município.
Havia, também, o impedimento dela ser responsável técnica por um projeto de obra privada, que passasse por minha aprovação.
Nem mesmo se colocasse, como sócia na construtora, minha mulher, no meu lugar, isso seria permitido.
Seria considerado prevaricador e estaria sujeito a penalidades da Lei.
Li na mídia que a mulher de Moraes defende grupos, cujas ações tramitam no Supremo.
Devia ter estudado direito, não engenharia!
Parece que a moral é outra!
Li, também, na mídia que o governo Lula, apesar de afirmar, para os ingleses, que cumpre a meta fiscal, que ele mesmo estabeleceu, fez manobras legais, que permitem que o mesmo gaste R$88 bilhões acima da meta estabelecida.
Justificativas é que não faltam.
Aliás, para tudo, sempre ha uma justificativa, que explica ate as coisas ruins que se faz. 
O fato é que ou se respeita a meta fiscal, com seriedade e responsabilidade, ou é apenas conversa para boi dormir.
O resultado do gasto acima da receita é que o governo, para pagar as despesas, terá que aumentar a divida publica, que já se encontra em valores estratosféricos!
Esta entendo do por que o juro da Selic, que paga o serviço da divida, esta no patamar de 15% ao ano?
Mas, não é só isso.
O Congresso teria como obrigação impedir essa farra.
Por que não o faz?
Por que, também, enxertou R$61 bilhões no Orçamento, de 2026, para gastar com de emendas parlamentares, cuja destinação, alem de pulverizar os investimentos, prejudicando o melhor uso do dinheiro publico, provoca suspeição de corrupção.
Com que moral esse Congresso vai impedir Lula de fazer suas travessuras? 



domingo, 21 de dezembro de 2025

Feliz ano novo?

 



Em grande parte dos membros das instituições brasileiras encontramos vestígios de mal feitos.
Seja no executivo, legislativo e judiciário, em todas as esferas de poder seja federal, estadual ou municipal. 
Não passa uma semana livre de denuncias contra alguém dessas instituições.
Essa situação piora ano apos ano.
A ultima, que envolve os deputados Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy são alvos de investigação de desvios de verbas de gabinetes.
Ainda que sejam coisas menores comparados ao roubo dos aposentados do INSS e de envolvimento de gente graúda no caso do banco Master, liquidado pelo BC, como:
1) Comissões recebidas por políticos expressivos, que fizeram investimentos milionários de fundos de pensão de servidores públicos no banco e que provocara prejuízos aos fundos;
2) Contrato de R$129 milhões entre o banco e o escritório da  mulher do ministro do Supremo, Alexandre de Moraes; 
3) A viagem de avião do ministro do Supremo, Dias Toffoli, junto como advogado do banco e, na sequencia, impôs sigilo máximo nas investigações do banco.
Enfim é uma miríade de ações indignas, que acabarão, como aconteceu com as demais anteriores, em pizza.
Quando ha alguma punição, como aconteceu nos envolvidos no Mensalão e Petrolão, foram depois de alguma forma anulados por manobras jurídicas que comprometem a credibilidade os autores. 
No caso de Jair Bolsonaro, que foi recentemente condenado e preso, já se iniciou o processo de soltura, com a aprovação da Lei da dosagem de penas e deve  terminar com um indulto presidencial, se for eleito alguém da direita.
Ainda no âmbito da impunidade, um juiz, quando comete mal feitos, tem como punição um premio!
É aposentado, recebendo sua aposentadoria integral.
Trata-se de um escarnio à honestidade.
Como desejar um Feliz Ano Novo?
Ano que vem haverá eleição e os atores políticos, com chance de vence-las, são os mesmos de sempre ou seus herdeiros naturais.
Ou seja, o Brasil continuará no caminho, sem volta, para a criminalidade institucional. 
Vivas a Corrupção!


quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

A dosimetria da pena de Bolsonaro




O presidente Jair Bolsonaro, durante seu mandato, sempre disseminou teorias da conspiração, afirmando que as urnas eletrônicas fraudavam as eleições.
Essas falas incitaram parte da população, que o apoiava, a se rebelar. 
Deu certo.
Surgiram as manifestações nas portas dos quarteis, pedindo intervenção militar, que duraram semanas, e culminou na tentativa de golpe de estado no 8 de janeiro de 2023, que pretendia anular a eleição do presidente Lula, através de um golpe de estado.
Por falta de um plano bem elaborado e ausência de liderança em campo, descambou para depredação de patrimônio publico e acabou frustada.
Mas, 8 de janeiro de 2023 não foi apenas a data em que houve o ponto mais alto da agitação popular.
Foi a parir desta data que o Supremo, mais uma vez, decidiu agir para conter politicamente Jair Bolsonaro, promovendo uma ação criminal contra ele, para impedi-lo de concorrer a novas eleições presidenciais.
Na verdade, a primeira tentativa de conte-lo politicamente foi através da anulação dos processos contra Lula, que fora condenado e estava preso.
Acreditavam que, reabilitando Lula para concorrer contra a reeleição de Jair, Lula teria grande chance de vencer no voto. 
Como acabou acontecendo
Para Jair Bolsonaro, esse teria sido o momento certo para agir contra o Supremo.
Certamente, sagraria-se vitorioso em sua batalha contra o mesmo.
Tinha apoio popular, pois o anti petismo continuava forte.
Assim como, havia uma indignação, entre seus apoiadores, contra o Supremo, pois acreditavam que, através do TSE, manipulavam o resultado das eleições.
Mas, faltou-lhe a coragem necessária, que qualquer verdadeiro líder teria, nessa situação.
Ou acreditou que ganharia a eleição, sem precisar dar um golpe.
Enganou-se.
Apos perder a eleição ai que lhe recrudesceu sua vontade de dar um golpe.
Como  já tinha demostrado sinais de fraqueza, quando o Supremo anulou os processos de Lula, não teve o apoio total das forças militares.
Dai que não deu certo.
Pior.
Jair teve que se submeter a um julgamento pela tentativa de golpe pelo Supremo. 
Desde o inicio desse processo, houve tentativas de anula-lo. 
Seu filho Eduardo mudou-se para os EUA com o objetivo de obter apoio do presidente Trump para impedir o julgamento do pai.
Trump acatou seu pedido e impôs sanções tanto contra o Brasil, como contra membros do Supremo.  
Ao mesmo tempo, parte dos membros do Congresso bolsonaristas tentaram uma anistia, antes da conclusão do julgamento.
Sem sucesso.
Como o Supremo mostrou firmeza, o processo continuou ate condenar Jair e conduzi-lo a prisão.
Entretanto, os bolsonaristas do Congresso continuaram lutando pela anistia a Jair Bolsonaro.
Ate que  a tão sonhada anistia acabou acontecendo, mas parcialmente. 
Foi aprovado, pelo Congresso, uma lei que reduz as penas impostas contra Bolsonaro e os manifestantes de 8 de janeiro, que foram condenados.
Resta agora saber se essa lei vai ser aceita pelo Supremo e, depois, aliviar o tempo de prisão fechada de Jair.
Um fato é certo.
O Supremo saiu-se  vitorioso em acabar com a carreira politica do Mito.
Deixará herdeiros, seus filhos, mas não é o original.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

A religião e a politica




No Brasil, o retorno da religião à politica começou com os evangélicos.
Não que os católicos não participassem.
Sempre estiveram presentes, mas nos bastidores.
Respeitavam o estado laico, ainda que nas instituições publicas, se vê o crucifixo pregado nas paredes dos ambientes principais, simbolo do catolicismo.
O estado laico não foi invenção de ateus ou anti cristãos, mas floresceu entre os próprios cristãos, a partir do iluminismo, da revolução francesa e o surgimento da republica, em substituição à monarquia, através de um processo que buscava separar o poder politico da influencia direta da religião.
A motivação para a implementação do estado laico, que, na época, tinha a predominância da igreja católica, foi baseada na necessidade de se reduzir a intolerância religiosa, presente nos processos de inquisição contra quem não professasse o catolicismo, e abusos do poder da igreja, nas decisões politicas das monarquias.
A era do Renascimento, trouxe junto a ideia de  liberdade de crença e a igualdade de todos os cidadãos, perante a Lei.
Mas, antes, Lutero, um monge católico, indignado com os abusos praticados pelas lideranças religiosas católicas e com a venda de indulgencias, 
pretendeu reformar a igreja, mas acabou por se opor a ela e a criar o protestantismo, de onde derivaram as demais igrejas conhecidas como evangélicas.
Essa foi a primeira ruptura significativa contra o domínio da igreja católica na sociedade medieval.
No Brasil, havia o predomínio da religião católica, mas em função de um trabalho bem feito pelos neo pentecostais, houve uma grande migração para as diversas seitas cristãs.
A grande sacada dos neo pentecostais foi que entenderam a necessidade ávida do povo por acessar benefícios divinos, como ganhar dinheiro e ter uma vida de prosperidade, enquanto estão vivos, sem precisar esperar para recebe-los apos a morte, como preconiza a igreja católica. 
Isso tudo sem invalidar que receberão os mesmos benefícios apos a morte, como preceitua a religião católica, tornando-se, assim, um bônus a mais por se tornarem evangélicos. 
A igreja católica, incomodada com essa migração, através de um dos seus membros, o padre australiano Rob Calea, criou o jogo pela internet chamado MetaSaint. 
Esse jogo foi criado com objetivo de atingir crianças e adolescentes ate 13 anos, faixa de idade ideal para implantar na cabeça das crianças qualquer ideia, que, dependendo da intensidade, ficará solidificada para sempre.
Esse método de doutrinação foi utilizado, de forma perversa, pelos nazistas, para atingir a juventude alemã, com o objetivos de difundir e consolidar o anti semitismo e a idolatria a Hitler.
Outros governos como o cubano, o norte coreano e o venezuelano, utilizam ate hoje como método para doutrinar seus jovens na ideologia politica que praticam.  
Na religião, são os islâmicos. que utilizam o mesmo método, para perpetuar seus dogmas, em especial contra as mulheres. 
O MetaSaint trata-se de um jogo ambientado em eventos bíblicos, baseado na cultura, na historia e nos valores da igreja cristã, portanto, embora tenha sido desenhado por um membro da igreja católica, atende todas a matizes cristãs.
No Brasil, ha anos, os evangélicos fazem algo semelhante.
A partir da aquisição da TV Record pelo bispo evangélico Edir Macedo, esta passou a produzir novelas baseadas em eventos bíblicos, objetivando a mesma doutrinação religiosa. 
Paralelamente a essa doutrinação, ingressaram na politica fundando o partido Republicano, com o objetivo de chegar à presidência da republica.
Embora ainda não tenham atingido essa meta, através de vários partidos políticos, onde se filiaram, conseguiram ocupar o poder Legislativo, onde tem uma bancada evangélica poderosa.
O problema desse ingresso na politica é que misturam seus rígidos conceitos religiosos com os políticos, como fazia a igreja católica na Idade Media, e tentam, aos poucos, acabar com o estado laico.
O Irã, que virou um estado teocrático islâmico, nos mostra o quanto essa pratica é perigosa e deve ser evitada.
Muitos não enxergam essa equivalência, pois pensam que  quando é da gente é bom. 
Quando é dos outros é ruim.
No Brasil, não apenas entre os evangélicos, mas na população em geral, houve uma adesão ao pensamento inquisidor, centrado na crença de suas ideologias politicas, que levam a pessoa a um comportamento de cancelamento, quando não gostam de pessoas ou empresas identificadas por ideologias diferentes da que acreditam.
Esse retrocesso intelectual, que abomino, está a um passo de acontecer o mesmo com a religião, para nos remeter, de vez, diretamente para a Idade Media.


domingo, 14 de dezembro de 2025

O "outsider" na politica foi uma boa escolha?

Aquilo que se denominou bolsonarismo não é um projeto politico de Jair Bolsonaro, como alguns acreditam.
Ele não tem a minima condição para desenvolver um pensamento politico consistente, como tiveram outros políticos, tanto aqui no Brasil como no mundo afora.
Olhando profundamente no que se intitulou bolsonarismo, veremos que nada mais é do que o pensamento conservador, da direita brasileira, piorado.
A direita, que sempre existiu e estava quieta em seu canto, como consequência da redemocratização, depois de anos de ditadura militar.
A nova direita, vestida de bolsonarismo, veio acompanhado do negacionismo à ciência, do cancelamento ao jornalismo tradicional, substituindo pelo uso intensivo das mídias sociais e da mistura da religião com a politica.
Ou seja, um retorno á Idade Media, quando a religião católica dominava a politica, impondo seus conceitos e impedindo qualquer manifestação cientifica, que contrariasse os dogmas da Igreja.
Desta vez não é a religião católica, mas são os evangélicos, que através do neo pentecostalismo, que já vinham se infiltrando nos quadros políticos, em especial no Congresso, onde foi criada a bancada evangélica, com Jair Bolsonaro ganharam mais espaço na politica nacional.
O cancelamento do jornalismo, associado ao uso prevalecente das mídias sociais, fez com que se difundisse, em larga escala, desinformações, mentiras, cancelamentos de pessoas e empresas, com destruição de reputações, que demonstrassem não estarem firmemente com Jair Bolsonaro.
Isso aumentou o "nós" contra "eles",  que a esquerda tinha como discurso.
O lado liberal na economia, no bolsonarismo, continuou restrito a visão da desestatização, objetivando resolver a má gestão das empresas estatais, em especial nos governos de esquerda, que não nomeiam diretores reconhecidos no mercado, mas, sim, apaniguados políticos, sem a menor qualificação.
A direita, assim como a esquerda, nunca focaram no mais importante problema da gestão publica brasileira, que é o patrimonialismo de estado.
Este esteve sempre presente, desde o Império, e, originalmente, era praticado pelas empresas privadas, que acumulavam benefícios fiscais, financiamentos públicos privilegiados e até reserva de mercado, pratica essa que trouxe, durante a ditadura militar, redução da produtividade nacional.
Com o aumento da arrecadação fiscal, o patrimonialismo avançou muito em determinadas carreiras do serviço publico, que conseguiram conquistar altos salários e benefícios não compatíveis com que se pratica nas empresas privadas.
A percepção de que o butim fiscal era vantajoso levou os parlamentares a, também, buscarem seu quinhão.
Para agradar o eleitorado, o poder Executivo, junto com o Legislativo, estabeleceram Leis, que preveem diversas situações, que possibilitam a alguns cidadãos comuns o direito de receber isenções e vários tipos de benefícios. 
O Poder Judiciário, que não quis ficar de fora das concessões de benesses, 
estendeu direitos, custeados pelo Orçamento Publico, a  outro tanto numero de pessoas, que foram provoca-lo, mesmo quando não havia previsão em Leis. 
Assim, o estado brasileiro, em todas as esferas, é sugado pelo patrimonialismo de estado generalizado.
Não há Orçamento Publico que aguente!
Voltando a politica, havia um certo desconforto dos políticos de direita, que não queriam mais  se expor e serem associados ao governo militar, do qual participaram ativamente.
Preferiram o recolhimento. 
Dai que a esquerda, através do PT,  soube aproveitar essa acomodação oportunística e, com Lula a frente, conseguiu chegar a presidência da republica em 2002. 
Embora o governo Lula tenha sido bem avaliado em sua gestão, que trouxe melhoras reais na economia, enveredou para a corrupção, através do Mensalão e do Petrolão, fazendo com que o Supremo condenasse à prisão vários políticos, de diversos partidos.
Nesse momento, frente ao tamanho da roubalheira, nunca vista antes neste pais, surgiu, na opinião publica, uma indignação generalizada contra todos os políticos.
A politica brasileira encontrava-se num labirinto.
O povo, desesperado para encontrar uma solução, passou a acreditar que um politico  "outsider", que não teria os vícios dos políticos tradicionais, poderia colocar o Brasil nos trilhos novamente.
Estava aberta caminho para o surgimento de um "outsider".
Penso que não é porque tivemos uma leva de maus políticos, que agiram contra os princípios de uma boa politica, e que levou o Brasil ao patrimonialismo de estado exacerbado, que um "outsider" seria melhor.   
Na minha opinião, a politica tem que ser exercida por bons políticos profissionais.
Entendo que, hoje, é difícil encontrar esses bons políticos.
Mas, sou realista o suficiente para não almejar um politico perfeito.
Ninguém é perfeito.
Mas, é possível encontrar bons políticos
Eles estão por ai.
Precisamos é procura-los, encontra-los, leva-los aos partidos políticos e os elegermos.
O fato é que, no passado, tivemos políticos melhores do que hoje.
Por outro lado, com o processo da Lava Jato, que condenou e prendeu o então ex-presidente Lula, aquela indignação generalizada, fez com que a opinião publica focasse em  Lula e no PT, como os responsáveis pela roubalheira.
Assim nasceu o anti petismo.
Some-se a tudo isso o fato do governo Dilma ter se enfraquecido, pela ma gestão econômica, que acabou levando-a um impeachment.
Aquele sentimento a favor de um "outsider" e o anti petismo acionou, de vez,  o despertador, que acordou a direita, desta vez personificada na figura de Jair Bolsonaro, que chamava atenção por parecer um "outsider"  e pelo seu histrionismo no embate contra o PT dentro da Câmara Federal. 
Esse entusiasmo em Jair Bolsonaro cegou a direita a tal ponto que o bolsonarismo virar uma seita religiosa, sem contestação.
Para mim, é inconcebível como pessoas, que considero com um nível intelectual, que me permite te-las próximas, endeusam Jair Bolsonaro.
Por favor, busquem outras lideranças de direita, pois o Brasil precisa de bons lideres, sejam de direita, sejam de esquerda, para que ideias possam ser discutidas com racionalidade e possamos realmente melhorar o Brasil.
Depende de nosso voto!




sábado, 13 de dezembro de 2025

Bolsonaro vai ladeira abaixo!



Monteiro Lobato escreveu as "Reinações de Narizinho", que relata as aventuras de uma das personagens de sua coletânea de livros sobre o Sitio do Pica Pau Amarelo.
Sua personagem Narizinho, apesar do titulo Reinações, saiu-se bem durante o transcorrer da narrativa.
O mesmo não aconteceu com Eduardo Bolsonaro em suas Reinações nos EUA.
Apesar de ter tido sucesso, num primeiro momento, em sua investida contra o Supremo, conseguindo que o presidente Trump impusesse sanções econômicas contra o Brasil, a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes e a suspensão de vistos americanos aos demais ministros da Corte, no final, o resultado mostrou-se uma fragorosa derrota.
Quem acabou saindo vitorioso foi o presidente Lula, que se postou firme em defesa da soberania nacional, conseguindo reverter parte da sanção econômica e a retirada da aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre e esposa.
Com essas vitorias sua candidatura ficou mais forte.
A derrota de Eduardo já havia ocorrido antes, com o julgamento e condenação do pai Jair e, na sequencia, com sua prisão, mesmo com as sanções vigentes.
Agora foi a cereja no bolo.
Por aqui, o filho Flavio, que vinha tendo uma atuação mais equilibrada, talvez sobre a influencia de Jair, mudou de estilo.
Declarou-se pre candidato a presidente nas eleições de 2026, junto com uma venda casada, conforme ele mesmo disse, ao afirmar que sua candidatura tinha um preço para ser retirada.
Ele abandonaria sua candidatura se seu pai fosse contemplado com uma anistia e pudesse ser ele o candidato a presidente.  
Flavio parece que entrou no mesmo delírio que seu irmão Eduardo.
Acreditar que vão ajudar o pai na marra.
Seu pai Jair não tem a menor chance de se livrar da condenação, ser reabilitado a concorrer eleição e ser o candidato da direita.
Se mantida sua pre candidatura, Flavio entra fraco na disputa.
Ele não é identificado, pela direita, como o candidato ideal para vencer Lula na disputa.
As lideranças da direita, inclusive, declararam que, com Flavio na disputa, outras candidaturas seriam apresentadas ao eleitor.
Por enquanto, a unica coisa que Flavio conseguiu foi atrapalhar o desenvolvimento da candidatura do governador Tarcísio de Freitas, que era o preferido pela direita e tinha real chance de ganhar a disputa contra Lula. 
Embora suspensa, por enquanto, tudo pode mudar no ano que vem.
Como Flavio não conseguiu a anistia ao pai Jair, negociou um projeto de dosimetria, que proporcionaria a Jair uma redução da pena e, consequentemente, menor tempo em prisão fechada.
Esse projeto, que tramitava na Câmara Federal, mas estava adormecido, foi reativado e aprovado.
Mas, ao ser analisado pelo Senado, descobriu-se que esse projeto não ficaria limitado a abrandar a pena dos criminosos que participaram da tentativa de golpe, mas alcançaria, também, outros tipos de criminosos, que os congressistas não gostariam que fossem beneficiados. 
O resultado é que a esperada votação no Senado não deve acontecer este ano.
Quanto a ser aprovado ano que vem, parece que seguirá o mesmo caminho da anistia.
Ficara na vontade.
Restara a Jair o esperado indulto presidencial, se for eleito um candidato da direita.
Entretanto, com as ações desastradas de seus filhos, que mais ajudam Lula a ser reeleito do que ajudar um candidato viável da direita, a família Bolsonaro vai ladeira abaixo.




   

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

A nova Lei acaba com o devedor contumaz?




A Câmara Federal aprovou tarde, mas antes tarde do que nunca, por maioria absoluta, o projeto de Lei que tipifica o devedor contumaz, no que se refere a sonegação fiscal como estrategia de negocio.
Alguns empresários só foram bem sucedidos em seus negócios, porque nunca pagavam os impostos devidos.
Assim, ofereciam preços mais baixos que a concorrência, de forma desleal, pois os impostos representam uma grande fatia no preço final de um produto.
De um lado, vendiam mais, pelo preço baixo, e, de outro, aumentavam substancialmente seus lucros.
Prejudicavam a livre iniciativa e a arredação fiscal.
Mas, é preciso dizer que não agiam sós.
Tinham o apoio da parte corrupta da Justiça, que participava, com seu quinhão, de parte desse lucro majorado, sentenciando liminares compradas para que o sonegador não fosse autuado pela fiscalização.
Como os valores dos impostos não pagos são elevados, os governos, seja federal, estadual ou municipal, criaram o REFIS, Programa de Recuperação Fiscal, para tentar recupera-los, para fortalecer seu caixa, através da facilitação para que o devedor conseguisse quitar sua divida. 
Assim, a cada 5 anos, em geral, os governos oferecem condições de descontos de multas e financiamento a longo prazo para que o devedor quite sua divida a perder de vista.
Entretanto o devedor contumaz não honrava esse compromisso, pois sabia que, como não havia restrições para adesão ao REFIS, o  sonegador podia refinanciar aquela divida passada e, como continuava sonegando na forma descrita inicialmente, formava um imenso bolo de divida tributaria, que nunca seria paga.  
Estava fechado o circulo vicioso a favor do sonegador.
Algumas dessas empresas, depois, faliam, pois os donos já haviam blindado seu patrimônio no exterior,  e a divida nunca seria paga.
Agora esse projeto de Lei sera submetido ao Senado.
Parece uma vitoria contra o sonegador contumaz.
Entretanto, enquanto não houver expurgo de juízes corruptos, a pratica de liminares compradas deverá continuar ativa e o sonegador contumaz ainda continuará levando vantagem.
Ou seja, trata-se de mais uma ação para "inglês" ver.
Enquanto não houver inteligencia que veja as questões, que afligem o Brasil, de forma sistêmica, tudo o que é feito trata-se um remendo, com band aid, num enorme buraco.
O Brasil precisa ser reinventado.
Não com os políticos que temos.



quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

O Supremo e a democracia


O decano do STF, Gilmar Mendes, saiu-se vitorioso em sua intenção de modificar as regras processuais para realização de impeachment contra os membros do Supremo?
Parece que sim, pela reação do Senado que, sentindo-se forçado a se mexer, fez tramitar um projeto de Lei, que dificulta a expulsão de qualquer ministro do Supremo. 
Mesmo com o recuou de Gilmar, quanto a limitação de apenas o procurador geral da republica ser o único com poder de ingressar com pedido de analise contra algum ministro, pelo Senado, ele pode comemorar a vitoria de seu intento.
No final, o Senado vai atender o alvo principal de Gilmar, que é aumentar o quorum minimo para que um ministro do STF seja expulso.
Não é difícil supor que Gilmar baseou sua ação pela preocupação no sucesso da estrategia do partido PL, que tem como meta eleger, em 2026, senadores em numero suficiente para abrir processos de impeachment contra ministros do STF e conseguir realizar tal intento, em razão da Lei, que era vigente, permitir tal ato, com maioria simples.
Com a mudança do quorum, a estrategia do PL foi prejudicada.
Dai a vitoria de Gilmar e dos ministros do Supremo.
Só que foi uma vitoria que extrapolou as funções do Supremo.
Por mais que houvesse razões plausíveis, na visão dos ministros do STF, que levaram Gilmar a tomar tal medida, ao legislar, Gilmar usurpou a atribuição do Poder Legislativo.
Foi além, legislou em causa própria, pois decretou um instrumento legal para blindar seus colegas ministros e a si próprio!
Mas, para a democracia foi uma derrota.
A democracia se faz com dialogo e não com faca no pescoço.
A mesma democracia que foi tentada ser derrubada, sem sucesso, e teve seus artífices condenados com duras penas pelo mesmo Supremo.
Dois pesos, duas medidas.




quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Maduro vivo ou morto?



Maduro não esta sendo maduro, diante da pressão do presidente americano Trump.
O mais indicado seria Maduro renunciar ao fictício cargo de presidente, se exilar fora da Venezuela e viver o resto de sua vida numa boa, com toda a fortuna que acumulou nesses anos todos.
Não o faz porque sente que detêm o poder militar e de milicianos e está cego pelo poder. 
Talvez falta-lhe o conhecimento ou se esqueceu de como um ditador deve se portar, quando esta ameaçado de perder o poder.
Outros ditadores, mesmo com todo poder que tinham, viram o poder escorrer pelas mãos e tiveram um fim pela morte ou pela fuga.
Exemplos não faltam.
Há aqueles que resistiram ate serem mortos.
Como, por exemplo, os que foram executados pelo próprio povo, como Mussolini, na Itália; Rafael Trujillo, da Republica Dominicana, e Muammar Kadafi, na Líbia, ou executado pelo estado, como aconteceu com Saddam Hussein, no Iraque, ou se suicidou como Hitler.
Há os que resistiram, ate onde foi possível, e caíram fora a tempo de terem suas vidas poupadas.
Como, por exemplo, Baby Doc, do Haiti, que fugiu para a França; Idi Amim Dada, de Uganda, que fugiu para a Líbia e, depois, para Iraque, e Bashar Assad, da Siria, que fugiu para a Russia.
Talvez, Maduro acredite que possa se manter firme no poder, como fizeram Fidel Castro, em Cuba; Pinochet, no Chile, que embora tenha se afastado do poder, manteve-se no pais como senador vitalicio; como faz a dinastia Kim, da Coreia do Norte, que já esta no neto, e Xi Jiping, da China.
Entretanto, estes não sofreram ou sofrem a pressão que Trump está impondo a Maduro.
Qual será o fim de Maduro?

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

O jogo do poder !




Após a era Lula, que dominou o PT, desde sua fundação, quem irá sucede-lo?
Lula cometeu um gravíssimo erro, para o PT, em não pensar em sua sucessão.
Não que o PT não disponha de quadros para substitui-lo.
Tem vários nomes, mas sem a expressão politica de Lula, que precisariam ser trabalhados o mais breve possível para ganhar tração politica.
Neste momento, aquele que sai na frente é Haddad, pois já foi prefeito da cidade de São Paulo, apesar de ter perdido em sua tentativa de reeleição.
Mas, foi candidato a governador do estado de São Paulo e a presidente da republica, tendo obtido boa votação, embora não tenha conseguido vencer.
Mas, foi competitivo.
O fato é que, embora ele seja o herdeiro natural mais viável, ele não tem a mesma força eleitoral que Lula dispõe.
Desta forma, a perda da força politica do PT pode acontecer em 2 cenários.
Isso pode acontecer tanto em 2026 como em 2030.
Em 2026, é quase certo que Lula tentará a reeleição, com grande chance de vencer.
Ai ficaria para 2030 a renovação do candidato forte do PT.
Mas, Lula pode desistir da reeleição, por razões ainda não detectadas no radar e se dedicar a ser um conselheiro do partido, como fez FHC.
Nesse caso, seria Haddad colocado em seu lugar?
Ha vozes dentro do PT contra ele.
Mas. acredito que o PT o indicaria, pelas razões acima expostas.
Mesmo Lula não participando da eleição, em 2026, ainda assim a situação da direita continua fragilizada.
A direita parece não ter profissionalismo politico.
Embora, para eles, tanto faz quem seja o presidente, pois continuarão dando as cartas no Congresso, agora empoderado com as tais emendas milionárias.
A insistência de Jair Bolsonaro de impedir, neste momento, a decolagem da candidatura de Tarcísio de Freitas, colocando como pre candidato seu filho Flavio, é um risco desnecessário, que pode resultar na eleição de Lula ou Haddad.
Embora aja especulação de que a candidatura de Flavio foi a maneira de Jair se manter em evidencia na politica e, no momento certo, abril de 2026, que seria o limite para Tarcísio se descompatibilizar, renunciando ao governo de São Paulo, Jair tirar de cena Flavio e colocar Tarcísio no lugar.  
Mesmo se agir assim, Jair comete o mesmo erro de Lula, em não pensar na sua sucessão, com tempo para crescimento do herdeiro.
Por outro lado, surgiu a oportunidade da direita apresentar outros candidatos.
Ronaldo Caiado já havia feito, meses atrás, o anuncio de sua pre candidatura.
É provável que Ratinho Jr, Romeu Zema e Eduardo Leite façam o mesmo nos próximos dias.
Supondo que Lula se candidate e vença, em 2026, 2030 será zerar o jogo.
PT sem Lula.
A direita, se Tarcísio fosse o candidato a presidente, em 2026, e perdesse, junto com os demais candidatos da direita, ficarão todos ao relento por 4 anos, perdendo o potencial que tem agora.
Jogo zerado.
Diante disso, para Tarcísio, o melhor é se candidatar a reeleição a governador  e encontrar, em 2030, um PT  sem tanta força, como tem hoje, mesmo com Lula, se for reeleito, apoiando seu indicado. 
Aliás, para ele seria melhor que Lula ganhasse em 2026, pois não teria que concorrer com o candidato da direita nem de esquerda, em 2030, que tentaria sua reeleição e, certamente, a venceria.
Nesse jogo de poder, ha mais um ingrediente.
A eleição de governador de São Paulo.
A unica forma de Tarcísio, não sendo candidato a presidente, em 2026, ficar no relento ate 2030,  seria ele perder a reeleição para governador.
Desta forma, o PT teria que ter, agora, um candidato forte para vencer Tarcísio na disputa para governador.
Quem seria esse candidato?
Geraldo Alckmin?
Alckmin foi governador em São Paulo por diversas vezes.
Como vice presidente ganhou destaque. 
Seria Haddad, que perdeu a competição com Tarcísio em 2022?
E se o concorrente de Tarcísio para governador fosse outro de direita, que, como se especula, poderia ser Kassab?
As cartas estão na mesa.
Vamos assistir como os políticos vão jogar.
 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

A família Bolsonaro e suas ações de Coiote contra o Papa Léguas

 




Quando o deputado Jair Bolsonaro, que ocupava o subsolo do baixo clero, conseguiu sair do ostracismo, 
de onde onde nunca deveria ter saído, e elegeu-se presidente da republica, ai começou seu delírio de Coiote.
Acreditava que seria o grande Mito da politica.
Mas, fez um governo desastroso, em parte por enfrentar uma pandemia da COVID, que desarranjou os projetos econômicos de seu mentor Paulo Guedes.
Ao invés de aceitar os fatos e reagir com inteligencia, adotou a pratica do Coiote.
Foi taxativamente contra o isolamento social, necessário na tentativa de redução da propagação da doença.
Depois, desdenhou daqueles infectados, que sofreram as consequências danosas da doença, inclusive  com a morte de milhares de pessoas, sem que ele demostrasse qualquer solidariedade.
Jair Bolsonaro acreditava que agindo assim evitaria o colapso econômico que  acabou acontecendo, como aconteceu no resto do mundo.    
Diante dessa frustração, somado ao fato de que sua eleição estava comprometida com a previsível eleição de Lula, que acabou acontecendo, Jair entrou novamente no modo Coiote.
Acreditou que seria capaz de dar um golpe de estado e sair vitorioso.
O resultado foi sua condenação a 27 anos de prisão, que aconteceu mais rápido que esperava.
Para ele, melhor teria sido se continuasse aquele deputado sem expressão e solto. 
Para nós, também, pois seriamos poupados de ouvir suas falas desrespeitosas durante a pandemia e, provavelmente, os efeitos  da Lava Jato seriam mantidos, assim como Lula não teria seus processos cancelados, não teria sido eleito para seu terceiro mandato e teria encerrado sua carreira politica, dando lugar a um novo nome na esquerda.
Mas o passado não tem volta.
Resta-nos aguentar as consequências da eleição de Bolsonaro, em 2018.
Voltando as malfadas ações da família Bolsonaro.
Durante o processo judicial  contra Jair Bolsonaro, o modo Coiote foi, desta vez,  acionado por seu filho Eduardo, que se mudou para os EUA, se aproximou com facilidade dos membros do governo de Trump e conseguiu que este impusesse sanções, tanto econômicas contra o Brasil como contra os ministros do Supremo, que conduziam o processo contra o pai, na tentativa de que com essas medidas obteria a anulação do julgamento e seu pai não seria condenado.
Como vimos, não deu certo.
Pior.
O presidente Lula, que estava em queda de popularidade, conseguiu capturar a bandeira nacionalista da direita, defender a soberania nacional e recuperar sua popularidade, trazendo-lhe esperança de sucesso na reeleição de 2026.
A situação de Lula ficou ainda mais confortável, com a aproximação de Lula com Trump, pois com isso obteve redução do tarifaço em alguns produtos produzidos pelo Brasil.
Paralelamente a ação externa, tanto Eduardo, como Flavio, tentaram junto ao Congresso uma anistia, que acabou também não acontecendo.
Mas, a "esperteza" do Coiote Jair, quando ainda estava em prisão domiciliar, levou-o a tentar romper a tornozeleira eletrônica, numa suposta tentativa de fuga, que nem chegou a ser tentada, pois com a descoberta dos danos na tornozeleira, Jair perdeu a prisão domiciliar e foi encarcerado na Policia Federal, condição esta que continuou após a sentença de seu julgamento tornar-se  definitiva.
Em sua condição de preso, Jair ficou desesperado e entrou novamente no modo Coiote.
Como escrevi em meu artigos, "Flavio, candidatíssimo a presidente em 2026?" e , antes, no artigo  "Quem Bolsonaro apoiara como candidato a presidente?", Jair fez uma aposta dupla, a saber:.
1) Indicar Flavio como seu candidato a presidente, mesmo sabendo que ha uma grande rejeição a seu nome, mas, suponho, ele acredita que com seu nome definido terá tempo para reverter tal situação, conquistar mais votos e eleger-se.
Flavio eleito, sera apenas  uma questão de tempo para Jair obter o esperado indulto presidencial..
2) Usar o lançamento da candidatura de Flavio como instrumento de negociação, para obter a anistia, que tanto deseja, e, depois, Flavio abandonaria .a candidatura e se reelegeria senador.
Como não sou vidente, mas.apenas um especulador de tendencias, acredito que  a anistia não sera obtida.
Não ha um clamor popular que force os congressistas a votarem a favor.
Nem a família Bolsonaro tem alguma coisa, alem dos votos, que serão sempre da direita, para oferecer como premio.
Flavio, por suas vez, diante da derrota da anistia, desistirá de ser candidato.
Por uma simples razão.
Não vai querer correr o risco de, não sendo eleito presidente,ficar sem cargo publico.
Ele sabe que, se ficar exposto, haverá um eventual restabelecimento dos processos contra ele, que versavam sobre rachadinhas, e poderá acompanhar seu pai na prisão.
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