É impressionante a força militar naval que o presidente Trump deslocou para o Caribe, objetivando pressionar o ditador Maduro a sair do poder.
Mesmo com todo arsenal disponível, Trump deveria saber que, em outras guerras que os EUA se meteram, resultaram em fiasco.
Como exemplo o Iraque que, com a queda de Sadam Hussein, não houve a redemocratização esperada.
Ao contrario, surgiram vários grupos antagônicos, que provocaram caos e violência generalizada, a ponto de surgir um grupo terrorista denominado estado islâmico, "ISIS", que dominou, por anos, parte daquele pais.
Isso me faz recordar que o Brasil viveu um longo período de ditadura militar, que foi cruel em seu auge, mas encerrou-se de forma pacifica.
Um fato diferente das demais ditaduras foi que no Brasil ela não foi personalista.
Participaram desta ditadura, como presidentes, com mandato definido, Castelo Branco, Costa e Silva, Emilio Médici, Ernesto Geisel e terminou com João Figueiredo.
Ainda que o Congresso tivesse apenas 2 partidos políticos a ARENA, que dava maioria pró governo, e o MDB,, que era a oposição formal, não havia uma clara dominação deste pela ditadura.
O mesmo com o Supremo.
As Forças Armadas, que deram sustentação à ditadura, não se imiscuíram nas estruturas de governo, deixando-as para os civis atuarem.
Por isso, a luz do retorno a democracia era possível se enxergar ao longe.
Ainda que tenha sido um processo homeopático, a ditadura chegou ao fim sem uma guerra interna.
Obvio, que contribuiu para isso, a anistia ampla, geral e irrestrita.
Assim como houve o perdão daqueles.que se aventuraram contra o governo, através das armas, também houve o perdão aos militares que cometeram severos abusos de autoridade.
Diferente da Venezuela, onde Maduro é o ditador personalíssimo, que domina o Congresso, o Supremo e infiltrou os militares na maquina publica, para garantir-lhes emprego bem remunerado, por toda a vida.
Não será fácil tirar Maduro do poder.
Os que o apoiam não vão tira-lo, pois não querer abrir mão da "boquinha", que lhes rende boa remuneração e status social.
A oposição é duramente reprimida e não tem força politica para tira-lo.
Embora, como se viu na votação, Maduro tenha perdido a eleição, pois houve uma maioria contra sua permanência no poder, Maduro forjou sua vitoria e a oposição nada pode fazer, alem de se resignar e ficar quieta para não ser presa e morta.
Maduro sabe que, se deixar o governo, sofrerá processos judiciais e terminara sua vida na cadeia.
Por isso não quer sair do poder.
Por outro lado, toda a cúpula da estrutura, que o mantem no poder, pensa a mesma coisa.
Para que fosse possível a saída de Maduro, a oposição deveria por em pauta uma anistia ampla, geral e irrestrita aos que compõe a ditadura.
E a população, maciçamente, deveria apoiar essa proposta.
Seria uma saída "honrosa" para Maduro e apoiadores.
Mas, resta ainda o problema dos cargos na maquina publica.
Deveria, também, haver uma proposta de aposentadoria compulsória para todos, que manteriam seus rendimentos, em troca de abrirem mão de seus cargos para serem ocupados por outras pessoas.
Mas, a débil economia venezuelana aguentaria arcar com toda essa carga de gastos?
É a ai que os EUA deveria entrar, financiando esse processo em troca de compensações na exploração do petróleo venezuelano.
Sonhar é preciso, mas os sonhos de Trump são mais autoritários!
Quando vc se intromete no problema do outro, acaba assumindo as consequências. Se a direita é fraca, precisam se fortalecer. O que não pode é deixar o ditador fazer o que bem entende! Devemos olhar a Venezuela como possível futuro de nosso Brasil. Que se cuidem quem puder!
ResponderExcluirMuito boa argumentação. Vejo Trump efetuando uma operação cirúrgica. Ele age com a maturidade que lhe convém aos seus quase 80 anos. Se Trump entra com violência parte do mundo, aquela parte sombria e cega se voltaria contra ele, pois há uma frequência de pessoas que quer a guerra, as drogas, os zombis, o cancelamento da vida não nascida, a perversidade na família e o medo na sociedade. Esse grupo cego pregaria, na minha modesta visão, o ódio aos USA e a Trump, que carrega um fardo impensável. Que Deus o ilumine e que Venezuela possa sair do túnel escuro onde está. José Alves Silva
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