Um presidente da republica não pode acordar e decidir fazer algo só porque deu vontade.
A menos que aja na ilegalidade e será responsabilizado por isso.
Ele precisa de uma Lei que determine que, aquilo que ele pensou em fazer, possa ser feito.
E quem faz as Leis é o poder legislativo.
Então, tudo que o governo Lula faz esta previsto em Lei.
Inclusive na Lei Orçamentaria.
Então, como é possível se afirmar que Lula age com irresponsabilidade fiscal?
Simples, temos que olhar para tudo o que os nossos legisladores aprovaram e estão aprovando.
As pessoas tem o péssimo habito de olhar apenas o executivo, esquecendo de olhar o mais importante, que é o poder legislativo.
O momento econômico de hoje é consequência de varias Leis populistas que foram propostas tanto pelo executivo da vez como os legisladores da vez, como por exemplo:
§ rendimentos além do teto salarial, através de exagerados privilégios a uma nata de servidores públicos, em especial do poder judiciário.
§ amplos benefícios sociais, sob diversas configurações, que vão alem do proposito de atender a um eventual amparo em momentos de dificuldades, para se tornarem rendimentos perpétuos para uma expressiva massa de pessoas, que optaram por não trabalhar e viver, ainda que precariamente, recebendo benefícios sociais. Basta ver que o numero de atendidos pelo assistencialismo é muito maior do que o numero de desempregados, pelo critério do IBGE, que considera desempregado aquele que busca emprego e não encontra, não incluindo no índice de desemprego aqueles que não trabalham por opção. Isso sem falar no custo de servidores públicos envolvidos, que não é pouco, para que o processo de atendimento social chegue nas mãos dos beneficiários.
§ redução substancial na cobrança do INSS para trabalhadores das MEIS, em comparação àqueles que são autônomos ou CLTistas, projetando mais um deficit orçamentário, no futuro, quando esses trabalhadores se aposentarem.
§ isenções fiscais, sob diversas formas, sem um proposito de alavancar, provisoriamente, negócios, que gerem empregos, ate que encontrem seu equilíbrio e tenham lucro operacional, mas com o único proposito de beneficiar empresários oportunistas, que apoiam políticos influentes, que lhes garantam as isenções. Isso sem falar nas injustificáveis e absurdas imunidades tributarias concedidas às igrejas, que arrecadam bilhões de reais de incautos, tornando seus "donos" bilionários.
§ excesso de assessores e de servidores públicos, que realizam tarefas que poderiam ser exercidas por 1/3 do numero disponível.
A lista é imensa e ficaria paginas e paginas descrevendo-as.
Cada governo que passa e cada legislatura que passa cada um contribui com mais uma ação que prevê gastos e mais gastos públicos, que não deveriam existir.
Em contrapartida, para compensar o excesso de gastos, aumentam mais e mais impostos, que tornaram o Brasil num dos países que tem as maiores cargas tributarias.
Próximo a eleições a coisa fica pior.
Criam mais benefícios sociais para agradar os pobres eleitores, que trocam seu voto pelo beneficio conquistado.
E para isso, aumentam mais impostos.
Foi para evitar que Lula, que voltou a crescer nas pesquisas eleitorais, depois das reinações de Eduardo, o traidor da pátria, ganhasse mais musculatura eleitoral que a Câmara Federal rejeitou o aumento de impostos que Lula desejava.
Sem aumento de impostos, ele fica impedido de gastar com suas bondades que lhe asseguram votos.
Entretanto, a Câmara não esta defendendo o povo de ser mais taxado.
Visa apenas conter o crescimento eleitoral de Lula, para que o candidato de oposição à Lula possa competir em igualdade.
Se eles quisessem mesmo acabar com a irresponsabilidade fiscal deveriam pautar uma ampla revisão nas despesas e receitas, cortando despesas e reduzindo a alta carga tributaria.
Sei que isso é só uma utopia minha.
Mas, sonhar é preciso.