Quando o presidente George Bush foi induzido a decidir sobre a invasão do Iraque, para derrubar Saddam Hussein, era preciso ter uma forte razão que justificasse tal ato.
Na bastava a acusação de que Saddam financiava grupos terroristas, como a al Qaeda, pois não havia provas robustas.
Foi preciso construir uma narrativa de que o Iraque se equipou com armas químicas de destruição em massa e que era uma ameaça a paz mundial.
Para isso foi preciso envolver a OPAC - Organização para a Proibição de Armas Químicas, na época sob a direção do embaixador brasileiro Jose Mauricio Bustani.
Bustani, dentro de seu estilo correto de pensar e agir, considerou que, antes de aceitar aquela narrativa, seria melhor negociar com o Iraque, para que este aderisse à Convenção sobre armas químicas e, na sequencia, fossem feitas inspeções para comprovar ou não a existência dessas armas naquele território.
Com isso, seria evitado uma guerra.
O governo americano entendeu que a proposta de Bustani estava atrapalhando os interesses americanos e solicitou sua renuncia, em 2002.
O que ele descartou, não porque estava aguarrado ao cargo, mas por sua integridade moral e defesa da verdade.
O governo americano entendeu que a proposta de Bustani estava atrapalhando os interesses americanos e solicitou sua renuncia, em 2002.
O que ele descartou, não porque estava aguarrado ao cargo, mas por sua integridade moral e defesa da verdade.
Ele sabia que a narrativa era fantasiosa.
Diante disso, nos bastidores iniciou-se um processo para desmoraliza-lo, que culminou numa reunião dos membros da OPAC, que decidiu por sua destituição do cargo.
Diante disso, nos bastidores iniciou-se um processo para desmoraliza-lo, que culminou numa reunião dos membros da OPAC, que decidiu por sua destituição do cargo.
Saiu derrotado, mas de cabeça erguida!
Diante do respeito, que conquistou na diplomacia mundial, foi indicado para receber o premio Nobel da paz, em 2003!
Para reforçar a narrativa, o general Colin Powell, então Secretario de Estado americano, pronunciou-se no Conselho de Segurança da ONU, afirmando que o Iraque possuía armas químicas e biológicas, baseado em solidas informações que teve acesso.
Diante disso, em março de 2003, os Estados Unidos, junto com outros países aliados, invadiram o Iraque e derrubaram Saddam Hussein.
Para reforçar a narrativa, o general Colin Powell, então Secretario de Estado americano, pronunciou-se no Conselho de Segurança da ONU, afirmando que o Iraque possuía armas químicas e biológicas, baseado em solidas informações que teve acesso.
Diante disso, em março de 2003, os Estados Unidos, junto com outros países aliados, invadiram o Iraque e derrubaram Saddam Hussein.
Apos essa guerra, constatou-se que, realmente, a narrativa era mentirosa.
O Iraque não detinha armas químicas!
Fica aqui minha homenagem ao brasileiro Bustani que honrou, com dignidade, suas decisões.
Estou relembrando esses fatos para que fique claro como funciona o mundo.
Quando ha interesses em jogo, vira um vale tudo.
Destrói-se reputações despudoradamente.
As decisões do presidente dos EUA, como de qualquer pais, se baseiam nas informações que ele recebe.
Foi o que aconteceu, por exemplo, com Trump, em 2025.
Ao receber informações imprecisas, mas que lhe agradaram, passadas por brasileiros, que não tinham o mesmo caráter de Bustani, impôs sanções ao Brasil.
Quando a vontade de aceitar aquilo que você acredita é maior do que enxergar os fatos, se está diante da certeza de ser enganado.
Trump foi enganado.
Mas para não dar recibo e sair por cima, veio com aquela conversa de que sentiu uma "química" com Lula.
Olha a química envolvida, de novo, com brasileiro.
Desta vez, a química fez o presidente dos EUA reverter a maioria das sanções aplicadas ao Brasil.
Agora, no caso da Venezuela, apesar de que é sabido que Maduro é um ditador cruel, implacável e sanguinário, semelhante a Saddam Hussein, não havia uma razão que ameaçasse a paz mundial.
Tratava-se de um lastimável problema local.
Mas, havia em jogo o petróleo, de interesse do mercantilista Trump.
Para justificar a retirada de Maduro do poder, foi necessário criar a narrativa de que Maduro era líder de uma organização de narcotraficantes chamada Cartel de Los Soles, que enviava toneladas de drogas para os EUA e ameaçava os coitados usuários americanos.
Ate ataques destrutivos a barcos venezuelanos, que, supostamente, carregavam drogas para os EUA, foi explorado como prova da narrativa, com cenas televisivas da marinha americana em ação.
Diante disso, estava justificada a remoção de Maduro do poder e sua prisão nos EUA.
Entretanto, logo apos, descobriu-se que o tal Cartel, na verdade era uma rede de corrupção do alto escalão das forças armadas venezuelanas e que o nome Los Soles era em razão das insignias dos generais ser sois e não estrelas.
É impressionante a criatividade e ma informação dos formadores de opinião do alto comando americano!
Desinformação muito conveniente, que confirma ou reforça os preconceitos do eleitor norte americano e alavanca a popularidade do imperador sanguinário da vez.
ResponderExcluirTem toda razão. A desgraça que autoriza ê a que volta contra seu autor. Bush passa à história como um “ tonto “ e criou um caos no Iraque. Um pais malgastado pela mistura de regiliap, tribalismo e politica. Um país onde esta o berço da humanidade.
ResponderExcluirTrump foi muito mais cirúrgico que Bush pois focalizou nas toneladas de drogas que Maduro orquestrava , desestabilizando a AL com uma atividade criminosamente violenta e ideológica . Jose A Alves Silva