A eleição esta se aproximando e as discussões giram, naturalmente, em torno das candidaturas a presidente da republica.
Apesar de vivermos um presidencialismo, o poder executivo perdeu grande parte de sua força.
Apesar de vivermos um presidencialismo, o poder executivo perdeu grande parte de sua força.
Desde o governo Dilma o poder legislativo começou a ganhar poder e, hoje, detêm parcela importante da parte livre das obrigações do orçamento nacional.
Essas obrigações dominam em torno de 90% do orçamento.
Assim, a margem de manobra para o executivo implementar seus planos de governo, que estavam restritas, ficaram menores.
Com isso, vivemos um semi parlamentarismo e a eleição para congressistas tornou-se mais importante do que supúnhamos.
Mas, não é apenas o poder econômico que os fortaleceram.
Essa atuação pragmática de apoio ao presidente, seja ele quem for, pela obtenção de cargos e verbas, que o "centrão" pratica, desde a democratização, esta em mudança estrutural.
A ideologia politica de parte do brasileiro comum acompanhou a onda mundial de transformação e caminhou em direção à uma direita mais radical, cheia de preconceitos sociais, que a sociedade parecia haver superado, contestando todos avanços progressistas.
Simultaneamente, houve uma grande mudança na fé religiosa, que de católica tornou-se evangélica, que carrega um conservadorismo moral hipócrita.
Essa massa adotou o bolsonarismo como polo politico, em contraposição à esquerda e, oportunisticamente aliada ao centrão, ate conseguirem se livrar dele.
Embora não sejam maioria, tem relevância no cenário politico e estão determinados a tomar o poder para impor sua ideologia.
Assim, aqueles, que tentam se situar no centro, centro-esquerda, devem estar mais atentos nos candidatos da Câmara Federal e. principalmente, do Senado.
Serão eles que, se formarem maioria e se forem de oposição ao presidente eleito, manobrarão as pautas e manterão a vida politica do presidente em suas mãos.
O Supremo entendeu essa possibilidade e, ano passado, tentou impor uma blindagem para impedir que essa eventual maioria fosse hostil a eles.
Como houve reação tanto na politica, como na opinião publica e, por ter o atual
presidente do Senado alinhamento com ministros do STF, o Congresso promoveu uma reforma na antiga Lei de impeachment, restringindo a possibilidade de remoção de ministros do STF do cargo.
O presidente Lula também sabe disso.
Colocou o PT e satélites de prontidão, não para formar maioria, que sabe que nunca conseguirão, mas para ter numero minimo para tentar impedir uma submissão total, caso ele consiga se reeleger.
Por essa razão, o bolsonarismo escolheu Flavio Bolsonaro.
Flavio não tem a missão de se eleger presidente, pois não teve adesão do centrão e tem alta rejeição.
Dificilmente se elegera, mesmo herdando o potencial de votos do pai Jair.
Tarcísio, que era o escolhido do centrão, tem mais chace de se eleger presidente.
Mas, não atende a necessidade dos bolsonaristas de eleger o maior numero de congressistas, que puderem, para, com esse poder, atingirem seus objetivos de poder e, quem sabe, tirar Jair da prisão.
Você deu um belo diagnóstico mas essa equação será muito difícil de resolver!!!
ResponderExcluirSeu artigo tem uma grande importância. Aborda um tema complexo de maneira sucinta onde as peças se encaixam. Vejo hoje uma situação vexatória para o executivo. Ademais do controle do orçamento livre estar em mãos do legislativo o presidente da república é presa do judiciário, ao qual presta vassalagem.
ResponderExcluirNossa maior preocupação é 2026. O bando de oportunistas agregados aos três poderes já cheira mal. Não temos como pagar gente que não toma banho em casa e vai tomar banho, café, almoço e jantar na casa do outro e ainda leva mantimentos consigo. 🙏🥲 José Alves Silva Eng. Civil