É praxe ouvir da turma da direita que a turma da esquerda é contra privatização por ideologia politica.
Ainda que, no passado, os governos, pelo mundo, tenham adotado, com mais ou menos determinação, o conceito de que cabe ao estado fomentar o desenvolvimento e o crescimento econômico, através de investimentos públicos, essa teoria esgotou-se, diante da necessidade cada vez maior de investimentos, que o estado não conseguia disponibilizar.
O resultado disso, sem falar na habitual corrupção, é que os governos de esquerda, pelo mundo, por manter esse conceito não conseguiram acompanhar o desenvolvimento mundial.
No Brasil, essa ideologia de esquerda não é por acreditar que mantida a estatal, o serviço será melhor prestado e terá custo operacional menor.
Ao contrario, como se vê nos Correios, ha uma falta de compromisso dos dirigentes das estatais em melhorar a qualidade dos serviços e de administrar com eficiência, para que o preço do serviço seja competitivo e suficiente para manter o equilíbrio financeiro.
O que se observa são excessos de empregados e altos salários, com o único objetivo de atender a clientela politica, que exige cargos para apoiar o governo.
Dai advêm o prejuizo, que experimentam.
Diante da redução orçamentaria para investimento, que chegou a 2% do PIB durante a ditadura militar e que veio reduzindo ano apos ano, chegando hoje na casa de 0,5% do PIB, os governos tiveram que adotar a concessão na infraestrutura, para evitar um colapso, que impediria o desenvolvimento do Brasil.
A concessão é um dos modelos de privatização, pois quem passa a prestar o serviço não é mais o estado, mas a iniciativa privada, sem que o governo precise abrir mão de seu patrimônio.
Não que o modelo de concessão seja uma novidade.
No passado, em razão da arredação de impostos ser bem menor, comparada com a de hoje, havia carência de recursos para investimentos públicos.
Assim, já naquela época se adotou o modelo de concessão.
No Brasil Império, foi feita a mais significativa dela com a concessão da primeira estrada de ferro, em 1852, para o Barão de Mauá.
Outras tantas foram feitas, como a concessão do porto de Santos, em 1890, para um grupo de empresários, entre eles a família Guinle.
Outra importante concessão foi dada à Light, em 1905, para operar no Rio de Janeiro.
Assim, desde 1995, durante o governo FHC, que aprovou a Lei das concessões, deu-se inicio a implementação desse modelo, com FHC realizando, em 8 anos, 26 concessões.
Ate hoje foram implementadas 160 concessões em infraestrutura.
Lula começou a adotar esse modelo só a partir de 2007, em seu segundo governo.
Interessante que no governo de direita de Bolsonaro foram realizadas 45 concessões e no governo de esquerda de Lula 3 foram 50!
Paralelamente à concessão também foi adotada a Parceria Publico Privada, que está alavancando e modernizando diversos serviços públicos, que estavam defasados.
Elas foram formalizadas a partir de Lei de 2004, durante o governo Lula.
A esquerda é a ideológica ate onde não lhe quebrar as pernas.
Mas, mesmo com as concessões em numero expressivo ainda é preciso o governo aceitar que a privatização é a melhor maneira de evitar rombos orçamentários e mover o estado para sua função principal, que não é ser empresario, mas ter uma administração burocrática com menor intervenção em investimentos, garantir a ordem, a justiça, a proteção dos direitos e das instituições do estado, assim como promover ações para mitigar desigualdades sociais.
É certo que muitas concessões não deram certo, e o que mais prejudica, são os órgãos fiscalizadores que se criam para controlar. ANEEL, ANAC, ANVISA, etc... em nada diminui os gastos públicos. Privatizar e tirar o governo do controle! Certamente esse modelo triplica os gastos públicos! Além do fato que o deficit público, aumentam e criam taxas, impostos, etc... que deduzem irão reduzir os gastos! Doce engano, estamos num buraco sem saída. Se não mudar o sistema seremos eternos reféns desses marginais!
ResponderExcluirOs empresário são santos e intocáveis! Não podem ser regulados em nada! Amém!
ExcluirTexto onde o bom senso prevalece. Algumas empresas públicas, por exe Água e Energia eram operadas pelo Estado para segurança da população. Os apagões evidenciaram que essas empresas apodreciam e a má administração, seja por incompetência, seja por corrupção e seja por ambas, acabou repassando ao contribuinte os desmandos de criminosos de gravata. O Estado deve fiscalizar e distribuir a renda. A iniciativa privada cabe administrar. Se o administrador não for responsável a empresa não pode prestar serviços e pagar impostos e as despesas. O triste é ver empresas privatizadas como cabide de parasitas pagos com nossos impostos. Ass. Jose Alves Silva Eng. Civil
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