domingo, 4 de janeiro de 2026

Soberania nacional?



Depois que o presidente Trump impôs sanções econômicas ao Brasil e a aplicação da Lei Magnitsky ao Alexandre de Moraes, surgiu uma indignação contra essas medidas, por parte da sociedade brasileira, liderada por Lula, que hasteou, em praça publica, a bandeira da soberania nacional.
Soberania nacional que simboliza a independência do Brasil, perante o mundo, sem interferência externa e a autonomia politica nacional, através das instituições republicanas exercidas, de maneira independente, pelas instituições constituídas pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Belo discurso!
Como sempre, na pratica a teoria é outra.
Falo especificamente da autonomia politica!
Como podemos aceitar essa teoria se, na pratica, o Supremo, que, no passado, travava embates com o então presidente Bolsonaro, interveio no processo eleitoral das eleições a presidente, em 2022! 
Como resposta aos embates, o Supremo, de canetada, anulou a condenação de Lula, para permitir que este concorresse com Bolsonaro, pois ele era, segundo a visão do STF e, posteriormente, confirmada, o único candidato que venceria Bolsonaro.
Naquele momento foi ferida a autonomia da politica nacional, mas a sociedade aceitou tal medida, passivamente, pois havia algo mais nobre, que justificava tal medida.
Bolsonaro mostrou-se um mau caráter durante sua gestão, quando lamentou que a ditadura militar não matara  todos os presos e torturados; quando disse "eu não sou coveiro" em reação aos 700 mil mortos pela Covid, entre outras barbaridades ditas por ele.
Não merecia, mesmo, ser reconduzido ao cargo de presidente, por isso perdeu a eleição.
Levaria paginas e mais paginas para escrever outros casos nacionais que demonstram que a nossa soberania esta corroída.
Vou resumir nas seguintes questões:
No Executivo, Lula nomeou um Ministro  da Previdência, que permitiu a visível roubalheira do INSS. Só não viu quem era cúmplice.
Lula agiu com irresponsabilidade, colocando nos Correios uma diretoria incapaz, que provocou prejuizo bilionário à estatal.
E ficou por isso mesmo.
Continua presidente e candidato a reeleição, com chances de vencer.
No Legislativo, o Congresso não cumpriu sua obrigação de fiscalizar aqueles problemas do Executivo e brincou de fazer CPI, que terminam em pizza.
Mas, fez pior.
Focou seu trabalho em abocanhar mais e mais verbas para financiar partidos  políticos e as eleições, além de pegar uma fatia importante do Orçamento Publico para suas emendas parlamentares, cuja destinação está sob suspeita de corrupção.
No Judiciário, o Supremo ultrapassou suas atribuições constitucionais, invadindo atribuições do Legislativo, ao promulgar Leis, que entende que deveriam ser feitas.
Não satisfeitos, ministros do Supremo aceitam, tranquilamente, que parentes seus, de primeiro grau, atuem em escritórios de advogacia, que defendem empresas, que estão sendo julgadas nesse Tribunal.
E tem gente que acredita na soberania nacional brasileira!
O fato é que estamos impotentes, diante dessa falsa democracia, e não sabemos como quebrar essa "ditadura" institucional.
Engana-se quem, elegendo qualquer candidato a presidente, que não seja o Lula, acredita que será mudada toda essa situação.
Não vai.
Uma andorinha não faz verão.
Por outro lado, não vejo nos pre candidatos, que se apresentaram, nenhum líder de massas capaz de conduzir o pais para uma reforma. 
Então, será preciso haver uma renovação no Legislativo.
Um Legislativo bem configurado, por ter o poder de fazer Leis, poderia ser o caminho para implementar as mudanças necessárias.
Mas, isso é impossível.
Os "donos" dos partidos manipulam o cardápio de candidatos.
Só permitem que participem quem eles quiserem.
Impedem a entrada de novos políticos, em absoluta  afronta a democracia.
Na Venezuela estava pior.
A oposição foi arrasada.
Houve uma numerosa fuga da população para encontrar destinos, que melhor os acolhessem. 
Por isso, apoiei a intervenção dos EUA na Venezuela, derrubando Maduro.
Papo furado esse de que foi quebrada a soberania nacional.
Que soberania?
A ditadura de Maduro dominava todas as instituições, alem das forças armadas.
Não havia mais soberania nacional interna na Venezuela.
Sei que as chances do povo venezuelano recuperar sua soberania são remotas.
Nas outras intervenções, que houve no mundo, o resultado foi ruim.
Mas, o primeiro passo foi dado.
Será preciso que Trump continue disposto a combater os criminosos, que continuam ativos, para tira-los do poder, em especial nos cargos chaves da maquina de governo venezuelano.
Quanto ao povo venezuelano, este precisa acordar da letargia, que foi submetido ha anos.
Por aqui, por enquanto, depende apenas de nós!

sábado, 3 de janeiro de 2026

Finalmente, Maduro cai!



O perfil de todo ditador no poder é semelhante.
Todos acreditam que nunca serão derrubados.
Usam de todos argumentos possíveis para demonstrar sua invencibilidade.
Utilizam, sempre, da retórica religiosa para legitimar seu governo, dizendo que estão
no poder sob a vontade divina. 
Com isso angariam apoio da população, que é majoritariamente religiosa.
Hitler dizia que era a Providencia que o mantinha no poder.
E provou isso quando, apos tentativa de assassina-lo na Toca do Lobo, onde estava reunido com a nata dos militares, sobreviveu!
Maduro fazia o mesmo.
Dizia que fora escolhido por Deus para a missão de governar o povo da Venezuela.
Essa crença da invencibilidade cega todos eles.
Maduro teve todas as oportunidades para abandonar o poder e se exilar em algum pais que o abrigasse e viver, tranquilamente, com a fortuna que acumulou.
Mas, desafiou a obstinação de Trump de tira-lo do poder.
Deu-se mal.
Foi capturado pelas forças especiais americanas, que estão levando-o para julgamento como narcotraficante nos EUA.
Vai pegar uma cadeia por bons anos.
O único ditador que quebrou essa regra foi Jean Claude Duvalier, conhecido como Baby Doc, que aceitou sua derrota, negociou sua saída e, em 1986, embarcou em um avião da força aérea americana para o exílio na França.
Ele foi herdeiro da ditadura sanguinária de seu pai, François Duvalier, o Papa Doc, um medico, que chegou ao poder no Haiti, entre outros fatores, por suas ações profissionais junto a maioria preta, que vivia no campo, mas não tinha a mesma habilidade politica e maldosa do pai. 
Maduro, também, não tinha a mesma habilidade politica de Chaves, que o antecedeu.
Mas, tinha uma mão de ferro poderosa.
Aproveitou e manteve a estrutura de poder militar construída por Chaves, massacrou a oposição com prisões, sem obedecer os protocolos legais, matando alguns de forma cruel.
Sua sustentação no poder era pelo terror. igual fazia Papa Doc.
Seu descaramento foi tal que fraudou o resultado da ultima eleição, que perdera,  e, sem constrangimento nenhum, declarou-se vencedor.
Maduro faz parte da safra de ditadores, que vivem sob a regência da corrupção em todas as instituições de poder, que em decorrência disso o apoiam.
Com todo poder que tinha, foi um péssimo administrador.
Mesmo tendo o petróleo, que em outros países, levou estes a riqueza, a Venezuela foi um pais submetido a uma crise econômica de tal grandeza, que a maioria da população ficou pobre, sem alimentação, sem medicamentos,  sem amparo social condizente e submetida, constantemente, a violação dos direitos humanos.
Razão pela qual teve um êxodo de mais de 7 milhões de pessoas, que migraram para o exterior.
Apesar das tentativas de negociação, Maduro não entendeu que sua queda foi um "test drive" para Marcos Rúbio, um cubano, cuja família teve que se exilar nos EUA, quando Fidel tornou-se ditador de Cuba.
Rúbio, atual Secretario de Estado dos EUA, agora, dever focar no próximo alvo:
Cuba!
Durante toda a vida ele quis derrubar o regime cubano.
Tem essa chance em suas mãos.
A esquadra dos EUA já estão próximas.
E só se posicionar.
Essa novela não tem fim.
 


 





sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

A controvérsia sobre Estatais.




As estatais sempre estiveram presentes nos governos do Brasil.
E os estados e municípios gostaram tanto da ideia, que criaram suas próprias.
Quando ainda era colonia de Portugal, foi fundada, em 1604,  a Casa da Moeda e, em 1663, os Correios.
Com a vinda da família real portuguesa, que transferiu a sede do governo português para o Brasil,  o príncipe regente D. João VI fundou o Banco do Brasil, em 1808. 
Durante o Império, foi fundada a Caixa Econômica Federal, em 1861.
Na Republica, na ditadura do governo Vargas foram criadas a CSN - Companhia Siderúrgica Nacional, em 1941 e a Vale do Rio Doce, em 1942. 
Quando Vargas retornou como presidente foi fundada a Petrobras, em 1953, além de plantar, em 1954, a semente para a criação da Eletrobras, que foi, aprovada pelo Congresso em 1961, mas, efetivamente, foi fundada em 1962, no governo de João Goulart.
As estatais foram criadas em consequência de alguns fatores econômicos e políticos.
Sob o aspecto econômico, no passado, não havia empreendedores nacionais com capacidade de investir em grandes negócios.
Os que estavam dispostos a serem empreendedores começaram com pequenos negócios.
A maioria começou com poucos recursos, aproveitando-se de oportunidades, que o mercado consumidor oferecia.
O tipico exemplo foi Matarazzo, um imigrante italiano, que chegou ao Brasil em 1881.
Começou como mascate na região de Sorocaba e percebendo a oportunidade de produzir e vender banha de porco, prosperou e teve uma ascensão empresarial rápida e conseguiu construir um império industrial.
Ha vários outros exemplos.
Como o avô da minha esposa, Niasi Abdo, filho de imigrante libanês que, apos perder o emprego de contador, em 1932, e enfrentando dificuldade para encontrar outro emprego, para manter a família, que recentemente constituíra, começou a vender grampos e redes de cabelo. 
Rapidamente expandiu seu negocio, fundando a fabrica NIASI e se tornou um empresario de sucesso no mercado de cosméticos, tendo permanecido como líder do nicho de mercado por anos. 
Sob o aspecto politico, durante a ditadura Vargas, este adotou uma postura nacionalista avessa a atração investidores estrangeiros.
Os poucos que se aventuraram por aqui, tentaram fazer investimentos em infraestrutura, mas tiveram perdas, ate com estatizações.
Quem, realmente, entendeu que trazer investidores traria junto desenvolvimento mais acelerado ao Brasil foi o presidente Juscelino Kubitschek, que atraiu industrias multinacionais, tendo como carro chefe o setor automobilístico.
Durante a ditadura militar, que começou em 1964, apesar de ser de direita, adotou a mesma doutrina, abraçada pela esquerda e por Lula, de que a estatização é o melhor modelo para o desenvolvimento do pais.
Assim foram constituídas estatais nas industrias de base, infraestrutura logística e de serviços essenciais, como saneamento e energia elétrica.
Foram fundados dezenas de estatais, sendo as mais conhecidas a Embraer, em 1969, a  Telebras em 1972, a Embrapa, em 1973, que foi a estatal que elevou a agricultura brasileira a um patamar, que possibilitou, já alguns anos, que o Brasil virasse o celeiro do mundo e fosse um dos mais importantes componentes do PIB nacional.
Apos o termino da ditadura militar, a centro esquerda, através do PSDB, assumiu um projeto de desestatização no governo Fernando Henrique Cardoso.
O exemplo clássico de sucesso foi a privatização das comunicações.
No passado, para se ter uma linha telefônica fixa era preciso pagar caro.
Os então recentes aparelhos celulares eram custosos.
Com a privatização, surgiram algumas empresas privadas de telefonia, criando uma saudável concorrência.
Assim, já ha algum tempo, você pede a instalação de um telefone fixo e no dia seguinte a linha é instalada gratuitamente.
Os celulares tornaram-se populares e todo mundo tem pelo menos um.
Então, por que não se privatiza tudo aquilo que o governo não precisa administrar?
Embora as estatais tenham cumprido seu papel dentro das expectativas, elas foram o único modelo possível para o desenvolvimento econômico do Brasil, no passado, como foi dito antes.
Mas a partir do final da ditadura e do inicio da Nova Republica, os políticos começaram um processo de tornar as estatais em cabides de emprego e distorcer seus objetivos
Com isso, muitas delas perderam produtividade e começaram a dar prejuízos, como acontece com os Correios, que acumulam um prejuízo bilionário. 
Mas, não é só Lula que quer a estatização.
Afinal ha um Congresso com força e poder para obrigar a privatização e reduzir o numero de estatais para o minimo necessário a atender os interesses nacionais.
Só que não ha interesse em faze-lo.
Perderiam suas indicações para ocupar os diversos cargos, cuja unica função é abrigar apadrinhados.
A conclusão que chego é que a maioria da população é a favor das estatais.
Afinal é ela quem elege os políticos, que la estão.
Tem mais.
Os Congressistas criaram a pior das "estatais".
O financiamento publico das campanhas eleitorais que, para ser aceito pela população, diziam que servia para combater a corrupção, que havia com o financiamento privado das eleições. 
Na verdade, isso só favoreceu os "donos" de partidos políticos, porque a corrupção continua.
Esses "donos", com esses recursos, dominam os partidos e restringem a possibilidade de novos candidatos.
Observe que são sempre os mesmos, ou os herdeiros dos titulares, que estão na lista de candidatos.
Não ha renovação politica!
Ha bem mais a se falar sobre o tema, como, por exemplo, a Justiça do Trabalho, o TSE, que deveriam ser reestruturados, pois cada um a seu modo, distorcem a democracia.
Graças a essas "estatais" vivemos uma falsa democracia.

 





   
 
 

 

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Retrospectiva de 2025



Não tenho elementos para confirmar ou não se as  mudanças climáticas afetaram a mente humana.
Mas, 2025, aparentemente, mostrou que houve, no minimo, muita ousadia no comportamento ético e moral das autoridades e muita burrice e violência em pessoas comuns.
Todos certos de impunidade.
A lista das ousadias das autoridades é grande.
Vou começar pelas pessoas comuns.
O que leva uma pessoa a ser tão violenta para cometer feminicidios brutais?
Como foi o atropelamento de uma amiga mais intima, por ciumes.
É muita burrice acreditar que matar resolve o problema.
Só lhe complicará a vida, pois, certamente, nesse caso, sera condenado e preso.
Não é pessoa famosa ou da nata de autoridades.
Isso se não o matarem na prisão, como aconteceu em casos anteriores semelhantes.
Este ano houve um aumento substancial desse tipo de crime. 
O inverso também aconteceu.
Uma mulher atropelou, com seu carro, por ciumes,o namorado, que estava numa moto com uma amiga, matando ambos.
Quanto as autoridades, o ano estreou com Eduardo Bolsonaro abandonando seu cargo de deputado federal, em absoluto desprezo aos que o elegeram, para a unica missão de ajudar seu pai a não ser julgado pelo Supremo.
Ate conseguiu as tais sanções impostas por Trump, mas nada adiantou.
Jair Bolsonaro foi julgado e esta preso.
Na sequencia, o próprio Trump abrandou tais sanções.
Quem se deu bem nessa estoria foi Lula, que amargava queda em sua popularidade e acabou revertendo para uma melhor avaliação.
Se por um lado os Bolsonaros ajudaram Lula, sua própria turma o prejudicou.
O roubo dos aposentados do INSS, mesmo tendo Lula determinado a recomposição do prejuizo aos aposentados, ficara como uma marca negativa de sua gestão.
Agradou por um lado, mas, de outro, expôs o fracasso de sua gestão, pois foi ele quem nomeou os responsáveis pela roubalheira, que já era praticada anteriormente.
O ministro da Previdência nomeado não tinha bons antecedentes.
Mesmo assim Lula o nomeou, por interesses políticos. 
O ministro e o presidente do INSS, também nomeado por Lula, não só não tiveram capacidade de detectar a roubalheira, mas  enxergaram um meio de amplia-la terrivelmente.
E acabaram envolvendo o irmão de Lula e, ate, seu filho com supostas mesadas pagas pelos criminosos.
A situação se agrava porque Lula teve que gastar dinheiro, para cobrir essa despesa, do já desequilibrado orçamento publico. 
Com essa e outras despesas não previstas, obrigaram o BC a manter os juros da SELIC  nas alturas, prejudicando o mundo empresarial.
E Lula e seu governo não demonstraram vontade politica de punir os criminosos.
Mais uma marca negativa.
Não fica só nisso.
O prejuízo bilionário dos Correios mostrou, mais uma vez, que a estatização, tão defendida pelo PT e por Lula, só serve mesmo para empregar péssimos administradores e os cupinchas dos sindicatos.
Por isso que a Faria Lima se assusta quando ha perspectiva de Lula se reeleger.
O Legislativo também cometeu abusos.
A tentativa de blindar seus membros através de uma PEC, aprovada na Câmara Federal, que graças às manifestações populares e da mida jornalista contrarias, o Senado acabou por aniquilar esse absurdo. 
Depois, a mesma Câmara aprovou um arremedo de anistia, através da Lei da dosimetria aos apenados pela tentativa de golpe de estado.
Pela urgência em aprova-la, durante a elaboração da Lei, não examinaram com cuidado as consequências de toda sua amplitude.
Se aprovada pelo Senado, com a mesma pressa, a Lei acabaria por ajudar criminosos, que não estavam no escopo pretendido. 
O Senado, graças a ação de uns poucos mais cautelosos, acabou fazendo uma gambiarra e a Lei foi aprovada com melhor redação.
Ou seja, a maior parte do Congresso age com ousadia irresponsável
Tem mais.
O Orçamento, aprovado para 2026, aumenta as verbas publicas para os partidos e eleições.
Além de aumentar, substancialmente, as verbas destinadas às emendas parlamentares.
A Faria Lima se assusta quando ha perspectiva de Lula se reeleger.
Mas, deveria, também, se assustar com os que serão eleitos no novo Congresso.
A irresponsabilidade fiscal é ampla, geral e irrestrita.
Para finalizar o Supremo também tentou sua blindagem e teve sucesso parcial, pois o Congresso reagiu a favor deles, mudando as regras da Lei do impeachment.
Mas sua ousadia não ficou por ai.
Vários ministros tem parentes de primeiro grau com escritórios de advogacia atuando no Supremo, sem que nenhum deles respeite a Lei que impede essa situação.
Deveriam se declarar suspeitos de julgar os casos.
Mas, não  fazem na cara dura.
A cereja do bolo foi a viagem do ministro Toffoli ao exterior, num jato, na companhia do advogado do Banco Master, cujo processo tramita na relatoria do mesmo. 
É muita ousadia!




 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

PT versus PL, o que tem atrás disso.



Foi feita uma pesquisa de opinião sobre qual partido é o mais preferido pelos eleitores.
O resultado foi liderado pelo PT com 24% e o PL, em segundo lugar, com 12%.
Os demais partidos foram apontados com menos de 2%.
Ou seja, ha um baixo reconhecimento de partido políticos além dos 2 partidos citados.
Entendo que, tanto o PT como o PL, só tiveram esses números mais expressivos porque abrigam Lula e Bolsonaro, respectivamente, que sentaram na cadeira de presidente.
Acredito que se Lula e Bolsonaro não tivessem tanta adesão, todos os partidos teriam baixo reconhecimento.
A confirmação desse meu pensamento baseia-se na disputa, que havia, no passado, entre o PT e o PSDB.
O PSDB elegeu FHC presidente, por duas vezes.
Disputou as eleições sucessivas, com boa votação, apesar de perde-las para o PT.
Hoje, por falta de lideranças, que caiam no gosto popular, o PSDB tem apenas 1% de predileção entre os eleitores.  
Interessante que, mesmo sendo alavancadores de reconhecimento de seus partidos, em outra pesquisa,  ambos os políticos tem alta rejeição dos eleitores!!!
Para complicar ainda mais como pensam os eleitores, ha outra pesquisa que mostra claramente a confusão ideológica que eles tem.
14% dos que se dizem bolsonarista se declaram de esquerda e centro esquerda!
34% dos que se dizem petistas se declaram de direita e centro direita!
Ou seja, essa sopa de letrinhas, que forma o espectro politico nacional, não representa nenhuma ideia politica relevante.
O eleitor vota para presidente naqueles mais carismáticos, com propensão ao populismo e que falam coisas, que agrada o ouvido do eleitor.
Mesmo que façam promessas vãs. 
O povo gosta de ser enganado! 
Os extremos polarizados da politica nacional  só vale para o cargo de presidente.
Para os cargos no Legislativo, em geral, são eleitos pessoas, sem conteúdo
politico ideológico e fracos intelectualmente.
As lideranças dessas siglas partidárias, espertos que são, entenderam bem isso.  
Criaram essa miríade de partidos apenas para que as lideranças escolham como candidatos seus apadrinhados ou aqueles, que se submetem à sua liderança e que tenham boa exposição nas mídias.
O que, realmente, importa é eleger o maior numero de "políticos",  no Congresso, sob seu controle, para que seus dirigentes manipulem verbas publicas, cada dia mais gordas.
Verbas essas que usam para se manterem, junto com seus asseclas, no Poder Legislativo, sem o desgaste que os presidentes sofrem.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Segurança Publica



Quando se fala em Segurança Publica, imediatamente, associamos à ação da Policia.
Entendo que a Policia é um dos componentes, mas a Justiça é outro fator tão importante.
O tema virou debate tanto na direita, como na esquerda.
O diagnostico é o mesmo.
O crime, que operava na ilegalidades como trafico de drogas e armas, contrabandos, extorsões na comunidade, assaltos e homicídios, era composto, no máximo, por pequenas quadrilhas, que, invariavelmente, se confrontavam entre si.
Virou crime organizado quando os criminosos se aglomeraram em poucas facções dominantes, se estruturam empresarialmente e se estabeleceram na industria e no comercio.
Não satisfeitos, para ampliar seu poder, infiltraram-se na politica.   
Apesar de atingir a todos, cada lado enxerga um modelo de solução, que abrigam propostas, em alguns casos, antagônicas.
Dai que não se chega a um consenso para resolver o problema e continuaremos em panico.
Ha propostas boas e ruins, em cada visão.
Deveria haver um consenso nas propostas boas, mas as ideologias politicas impedem isso.
Um dos pontos, que considero fundamental, mas cuja discussão passa longe das discussões politicas, é como enquadrar o Poder Judiciário para ser melhor no combate ao crime.
Sem um Poder Judiciário não corrupto, qualquer solução não funcionará.
O primeiro passo deveria ser dado no sentido de acabar com a aposentadoria compulsória, quando um membro do Poder Judiciário é pego cometendo mal feitos.
Deveria ser demitido a bem do serviço publico.
Ai entra outro elemento, a união da classe, que evita punir um dos seus.
Isso acontece em todo serviço publico.
Quando fui Secretario de Obras, cargo de confiança do prefeito, foi flagrada a corrupção do chefe da fiscalização.
Desde a procuradoria ao prefeito todos foram contra minha decisão de abrir um processo para demitir o corrupto.
Advertiram-me que ele tinha família, com filhos pequenos, era parente de político na cidade e o melhor seria transferi-lo de função, que acabei aceitando para não ter eu que me demitir.
Se o fizesse, não mudaria nada.
O corrupto foi transferido e ficou por la ate eu deixar o cargo.
No dia seguinte ele voltou às suas funções originais.
É assim que funciona.
Por isso, continuaremos assistindo a Policia prender e a Justiça ou vendendo sentenças ou por razões estruturais soltando o suspeito. 
É verdade que, em poucos casos, a Justiça não é corrupta, mas seus integrantes tem uma visão de que o criminoso é vitima da sociedade e suas decisões acabam sendo complacentes.
O mesmo acontece quando a Policia não apresenta evidencias contundentes, muitas vezes por corrupção, outras porque é ineficiente mesmo.
A Promotoria, por outro lado, não exige melhor apuração.
O resultado é que ela elabora uma acusação fraca, que faz com que o juiz inocente o réu.  
Em resumo, sem uma Justiça, uma Policia e uma Promotoria  eficiente e honesta,  o criminoso continuará acreditando em sua impunidade.
Sabendo disso, muita gente aceita soluções como bandido bom é bandido morto.
Nessa  visão simplista o bandido é julgado culpado e tem como sentença sumaria  de pena de morte, sem precisar de um processo legal que, costumeiramente, resulta em sua liberdade.


sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Maduro balança, mas não cai!


É impressionante a força militar naval que o presidente Trump deslocou para o Caribe, objetivando pressionar o ditador Maduro a sair do poder.
Mesmo com todo arsenal disponível, Trump deveria saber que, em outras guerras que os EUA se meteram, resultaram em fiasco.
Como exemplo o Iraque que, com a queda de Sadam Hussein, não houve a redemocratização esperada.
Ao contrario, surgiram vários grupos antagônicos, que provocaram caos e violência generalizada, a ponto de surgir um grupo terrorista denominado estado islâmico, "ISIS",  que dominou, por anos, parte daquele pais.
Isso me faz recordar que o Brasil viveu um longo período de ditadura militar, que foi cruel em seu auge, mas encerrou-se de forma pacifica.
Um fato diferente das demais ditaduras foi que no Brasil ela não foi personalista.
Participaram desta ditadura, como presidentes, com mandato definido, Castelo Branco, Costa e Silva, Emilio Médici, Ernesto Geisel e terminou com João Figueiredo.
Ainda que o Congresso tivesse apenas 2 partidos políticos a ARENA, que dava maioria pró governo, e o MDB,, que era a oposição formal, não havia uma clara dominação deste pela ditadura.
O mesmo com o Supremo.
As Forças Armadas, que deram sustentação à ditadura, não se imiscuíram nas estruturas de governo, deixando-as para os civis atuarem.
Por isso, a luz do retorno a democracia era possível se enxergar ao longe.
Ainda que tenha sido um processo homeopático, a ditadura chegou ao fim sem uma guerra interna.
Obvio, que contribuiu para isso, a anistia ampla, geral e irrestrita.
Assim como houve o perdão daqueles.que se aventuraram contra o governo, através das armas, também houve o perdão aos militares que cometeram severos abusos de autoridade.
Diferente da Venezuela, onde Maduro é o ditador personalíssimo, que domina o Congresso, o Supremo e infiltrou os militares na maquina publica, para garantir-lhes emprego bem remunerado, por toda a vida.
Não será fácil tirar Maduro do poder.
Os que o apoiam não vão tira-lo, pois não querer abrir mão da  "boquinha", que lhes rende boa remuneração e status social.
A oposição é duramente reprimida e não tem força politica para tira-lo.
Embora, como se viu na votação, Maduro tenha perdido a eleição, pois houve uma maioria contra sua permanência no poder, Maduro forjou sua vitoria e a oposição nada pode fazer, alem de se resignar e ficar quieta para não ser presa e morta.
Maduro sabe que, se deixar o governo, sofrerá processos judiciais e terminara sua vida na cadeia.
Por isso não quer sair do poder.
Por outro lado, toda a cúpula da estrutura, que o mantem no poder, pensa a mesma coisa.
Para que fosse possível a saída de Maduro, a oposição deveria por em pauta uma anistia ampla, geral e irrestrita aos que compõe a ditadura.
E a população, maciçamente, deveria apoiar essa proposta. 
Seria uma saída "honrosa" para Maduro e apoiadores.
Mas, resta ainda o problema dos cargos na maquina publica.
Deveria, também, haver uma proposta de aposentadoria compulsória para todos, que manteriam seus rendimentos, em troca de abrirem mão de seus cargos para serem ocupados por outras pessoas.
Mas, a débil economia venezuelana aguentaria arcar com toda essa carga de gastos?
É a ai que os EUA deveria entrar, financiando esse processo em troca de compensações na exploração do petróleo venezuelano.  
Sonhar é preciso, mas os sonhos de Trump são mais autoritários!
 

 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

A quem interessa enfraquecer o Supremo?



Meu amigo Ricardo de Moraes Monteiro em sua postagem no Facebook perguntou:
"Em POLÍTICA devemos sempre perguntar sobre os INTERESSES. A QUEM INTERESSA no contexto atual ENFRAQUECER O STF???"
Ouviu como resposta de um amigo dele:
"Nem precisa pensar muito. Emendas descontroladas e o CENTRÃO baixo clerista metido até as tampas com BANCO MASTER BRB. De Ibanez a Claudio Castro, onde vamos chegar?"
Outro:
"Rede Globo".
Evidentemente, são respostas que parecem certas, sob a visão estreita da politica. 
Mas, é muito mais do que simplesmente isso.
O Supremo, como integrante do Poder Judiciário, junto com o Executivo e o Legislativo, formam o tripé das instituições republicanas que, agindo de forma harmônica e independente, garantam o equilíbrio para que nenhum dos poderes concentre autoridade, protegendo a liberdade e o bom funcionamento da nação. 
Entretanto as Instituições, cada uma a seu modo, não estão cumprindo, com seriedade, suas atribuições constitucionais.
No âmbito federal, o Executivo perdeu sua capacidade de gerir as politicas publicas, pois a maior parte do orçamento publico, cerca de 95%, esta engessado ha anos, com gastos obrigatórios.
Diante disso, age com omissão ao não promover reformas administrativa e fiscal para alterar essa distorção.
Não obstante esse problema, a partir do governo Dilma, foram criadas, pelo Legislativo, emendas parlamentares, que tolhem a estreita margem de manobra dos 5% restante do Orçamento Publico.
Essas emendas impactam ainda mais porque não são pensadas de forma sistêmica para atender as necessidades de investimento no pais, mas para atender as vontades paroquiais de cada parlamentar, pulverizando ainda mais os parcos recursos.
Entenda bem, não é uma exclusividade da direita. 
Todos os partidos abocanham sua cota e agem igual.
Como o ministro  do Supremo, Flavio Dino esta tentando impor disciplina e transparência nos gastos dessas emendas, para evitar eventuais atos de corrupção, acabou por se tornar um ministro indesejado pelos parlamentares.
Por isso, o amigo de Ricardo citou as emendas em sua resposta.
Por outro lado o Legislativo abandonou sua função de fiscalizar as ações do Executivo, permitindo que este gaste acima do equilíbrio fiscal, aprovando manobras que alonguem a lista das exceções dos gastos limitados pela meta fiscal, provocando um aumento do endividamento publico e uma alta taxa de juros da SELIC.
Ou seja, ambos os poderes agem com irresponsabilidade fiscal.
Cada um visando seus interesses de gastar para se promover politicamente.
Isso para não falar na omissão do Legislativo em discutir e aprovar Leis de alta relevância social, que fez com que o Supremo invadisse essa atribuição legislativa.
O Supremo deveria se ater na obrigação de zelar pelo cumprimento da Constituição Federal e fazer a interpretação das Leis existentes.
Não lhe cabe estabelecer novas Leis. 
Além disso, o Supremo não é um organismo politico.
Seus membros não são eleitos.
Mas, o Supremo, também conquistou protagonismo politico, com decisões politicas, que ultrapassam seu dever constitucional, a ponto de se atribuir ao Supremo a expressão "ditadores da toga".
A norma, que sempre se acreditou, era a de que juízes deveriam renunciar a uma vida social intensa, sem participar de eventos, festas, viagens e convívio próximo com a nata da sociedade, para que, com sua discrição, mantivessem a  imparcialidade e ficassem livres de influencias inconfessáveis.    
Mas, não é isso que assistimos.
A todo momento se vê juiz violando o dever de alem de ser honesto, parecer honesto, falando nas mídias temas que um juiz deveria se expressar apenas nos autos.
Alem de falar em excesso, ha envolvimento em relações suspeitas, como aconteceu com ministros no caso da falência do Banco Master, que foi divulgado pela Globo.
Dai, também, se entende a reposta dos amigos de Ricardo.
Esses e outros comportamentos estranhos à conduta, que se espera de um juiz, fizeram com que o presidente do Supremo, Edson Fachin, colocasse em discussão a edição de um Código de Ética para magistrados, que foi muito bem recebida por membros e ex-membros do Poder Judiciário.
Então, meu amigo Ricardo, ha inúmeras razões, não para enfraquecer o Supremo, no sentido de destruí-lo.
Mas para coloca-lo de volta aos trilhos. 
Assim, interessa à democracia!





 

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

O espectro dos eleitores brasileiros


Nas minhas pesquisas para entender como vota o brasileiro, encontrei uma definição de Felipe Nunes, que escreveu um livro sobre o assunto, que reproduzo sinteticamente abaixo, com meus comentários.
Ha os eleitores da esquerda, que representam 41%; os eleitores da direita, que correspondem a 49% e os chamados pêndulos, que são os 10% restantes do eleitorado.
Dentro desses 3 pilares ha bolhas, que convergem para um modo de viver e de pensar que os congrega.
Entre as bolhas ha interseções, que acabam se ligando entre si, em cada  uma das pernas do tripé.
A esquerda é composta pelas seguinte bolhas:
1) Progressistas, que fazem parte da elite intelectual, pois tem nível educacional mais elevado, com renda mais alta, alguns ate fazem parte da elite econômica, e, em geral, não são conservadores nos costumes.
2) Militantes da esquerda, que são os sindicalistas, os integrantes de movimentos sociais, como o MST, e afiliados aos partidos como o PT e satélites.
3) Dependentes do estado, que são os brasileiros mais pobres, que identificam Lula como seu defensor. A esquerda soube captura-los com ações sociais, como o Bolsa Família. Embora em condições piores no espectro social são conservadores, grande parte pela herança católica que, ao longo da historia, catequizava que o Reino dos Céus é dos pobres.
4) Extrema esquerda, que embora sejam cada vez menores, ainda mantem os ideais comunistas, como unica solução para o mundo. 
A direita é composta pelas seguintes bolhas:
1) Os integrantes do agronegócio, que são a força motriz da alimentação nacional e ate internacional. Reverenciam a cultura sertaneja, a ponto de a musica sertaneja estar no topo da parada musical.
2) Conservadores cristãos, com predominância dos evangélicos, mas há católicos entre eles, muitos dos quais acreditam que as leis da nação deveriam se apoiar nos valores religiosos. Pelo conservadorismo, que carregam desde a Idade Media, mantem o mesmo pensamento inquisidor, que dizia que, todos aqueles que não comungarem com seus pensamentos, precisam ser cancelados. Apenas como correlação musical a musica gospel encontra-se em segundo lugar na parada musical.
3) Os empresários, que não importa seu tamanho, são os que produzem para atender as demandas da população, empregam e acreditam que o estado mais atrapalha do que ajuda na economia.  
4) A extrema direita são aqueles que tem nostalgia da ditadura militar e sentiriam-se confortáveis com um regime autoritário. Jair Bolsonaro é seu líder máximo
, dai que, hoje, ela é denominada bolsonarismo. Entre eles há os que participaram da manifestação nas portas dos quarteis e do 8 de janeiro, acreditando que haveria um golpe militar. 
Os pêndulos não tem  nítida cor politica. Ora votam na direita, ora votam na esquerda, dependendo de como a economia vai lhe proporcionar um crescimento pessoal. É composto pelas seguintes bolhas:
1) Empreendedores individuais, na maioria jovens com ate formação universitária, mas de baixo nível, que os qualifica para serem apenas motoristas de Uber, por exemplo.
2) Liberais sociais, que participam da classe media, são liberais na economia, progressistas nos costumes, defensores de um Estado de bem estar social e são defensores da democracia.  
Diante dessa analise, é possível traçar projeções de quem sera eleito em 2026.
Mas, tudo pode mudar a qualquer momento.
Veja o caso de Lula, que, no começo do ano, oscilava para baixo, principalmente, com as denuncias de roubo aos aposentados do INSS. 
Mas, Eduardo Bolsonaro, pelas ações conhecidas, acabou fazendo Lula se recuperar da queda.  
Ha o lado da rejeição.
Lula tem uma expressiva rejeição.
Flavio Bolsonaro herda os votos do pai, mas como todos da família, tem uma grande rejeição.
Portanto, estão quase empatados em rejeição.
Ha tempo para Flavio recuperar a imagem.
Basta contratar um bom marqueteiro para fazer a maquiagem.
Lula saiu na frente. 
Contratou um bom marqueteiro e apresentará um cesto recheado de bondades, como a isenção do IR para que ganha ate R$5mil.
Suas chances de ganhar a eleição parecem boas, principalmente se a economia continuar com a inflação controlada e o super mercado estiver acessível para a população.
Mas, uma pisada de bola de Lula pode acontecer e os pêndulos definirão quem se sagrará vencedor.
 
 

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

A nova moral



Quando fui Secretario de Obras da Prefeitura de Itapecerica da Serra, de 1976 ate 1980, como engenheiro civil, que sou, era sócio de uma construtora.
Esta era impedida de participar das licitações de obras publicas no município.
Havia, também, o impedimento dela ser responsável técnica por um projeto de obra privada, que passasse por minha aprovação.
Nem mesmo se colocasse, como sócia na construtora, minha mulher, no meu lugar, isso seria permitido.
Seria considerado prevaricador e estaria sujeito a penalidades da Lei.
Li na mídia que a mulher de Moraes defende grupos, cujas ações tramitam no Supremo.
Devia ter estudado direito, não engenharia!
Parece que a moral é outra!
Li, também, na mídia que o governo Lula, apesar de afirmar, para os ingleses, que cumpre a meta fiscal, que ele mesmo estabeleceu, fez manobras legais, que permitem que o mesmo gaste R$88 bilhões acima da meta estabelecida.
Justificativas é que não faltam.
Aliás, para tudo, sempre ha uma justificativa, que explica ate as coisas ruins que se faz. 
O fato é que ou se respeita a meta fiscal, com seriedade e responsabilidade, ou é apenas conversa para boi dormir.
O resultado do gasto acima da receita é que o governo, para pagar as despesas, terá que aumentar a divida publica, que já se encontra em valores estratosféricos!
Esta entendo do por que o juro da Selic, que paga o serviço da divida, esta no patamar de 15% ao ano?
Mas, não é só isso.
O Congresso teria como obrigação impedir essa farra.
Por que não o faz?
Por que, também, enxertou R$61 bilhões no Orçamento, de 2026, para gastar com de emendas parlamentares, cuja destinação, alem de pulverizar os investimentos, prejudicando o melhor uso do dinheiro publico, provoca suspeição de corrupção.
Com que moral esse Congresso vai impedir Lula de fazer suas travessuras? 



domingo, 21 de dezembro de 2025

Feliz ano novo?

 



Em grande parte dos membros das instituições brasileiras encontramos vestígios de mal feitos.
Seja no executivo, legislativo e judiciário, em todas as esferas de poder seja federal, estadual ou municipal. 
Não passa uma semana livre de denuncias contra alguém dessas instituições.
Essa situação piora ano apos ano.
A ultima, que envolve os deputados Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy são alvos de investigação de desvios de verbas de gabinetes.
Ainda que sejam coisas menores comparados ao roubo dos aposentados do INSS e de envolvimento de gente graúda no caso do banco Master, liquidado pelo BC, como:
1) Comissões recebidas por políticos expressivos, que fizeram investimentos milionários de fundos de pensão de servidores públicos no banco e que provocara prejuízos aos fundos;
2) Contrato de R$129 milhões entre o banco e o escritório da  mulher do ministro do Supremo, Alexandre de Moraes; 
3) A viagem de avião do ministro do Supremo, Dias Toffoli, junto como advogado do banco e, na sequencia, impôs sigilo máximo nas investigações do banco.
Enfim é uma miríade de ações indignas, que acabarão, como aconteceu com as demais anteriores, em pizza.
Quando ha alguma punição, como aconteceu nos envolvidos no Mensalão e Petrolão, foram depois de alguma forma anulados por manobras jurídicas que comprometem a credibilidade os autores. 
No caso de Jair Bolsonaro, que foi recentemente condenado e preso, já se iniciou o processo de soltura, com a aprovação da Lei da dosagem de penas e deve  terminar com um indulto presidencial, se for eleito alguém da direita.
Ainda no âmbito da impunidade, um juiz, quando comete mal feitos, tem como punição um premio!
É aposentado, recebendo sua aposentadoria integral.
Trata-se de um escarnio à honestidade.
Como desejar um Feliz Ano Novo?
Ano que vem haverá eleição e os atores políticos, com chance de vence-las, são os mesmos de sempre ou seus herdeiros naturais.
Ou seja, o Brasil continuará no caminho, sem volta, para a criminalidade institucional. 
Vivas a Corrupção!


quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

A dosimetria da pena de Bolsonaro




O presidente Jair Bolsonaro, durante seu mandato, sempre disseminou teorias da conspiração, afirmando que as urnas eletrônicas fraudavam as eleições.
Essas falas incitaram parte da população, que o apoiava, a se rebelar. 
Deu certo.
Surgiram as manifestações nas portas dos quarteis, pedindo intervenção militar, que duraram semanas, e culminou na tentativa de golpe de estado no 8 de janeiro de 2023, que pretendia anular a eleição do presidente Lula, através de um golpe de estado.
Por falta de um plano bem elaborado e ausência de liderança em campo, descambou para depredação de patrimônio publico e acabou frustada.
Mas, 8 de janeiro de 2023 não foi apenas a data em que houve o ponto mais alto da agitação popular.
Foi a parir desta data que o Supremo, mais uma vez, decidiu agir para conter politicamente Jair Bolsonaro, promovendo uma ação criminal contra ele, para impedi-lo de concorrer a novas eleições presidenciais.
Na verdade, a primeira tentativa de conte-lo politicamente foi através da anulação dos processos contra Lula, que fora condenado e estava preso.
Acreditavam que, reabilitando Lula para concorrer contra a reeleição de Jair, Lula teria grande chance de vencer no voto. 
Como acabou acontecendo
Para Jair Bolsonaro, esse teria sido o momento certo para agir contra o Supremo.
Certamente, sagraria-se vitorioso em sua batalha contra o mesmo.
Tinha apoio popular, pois o anti petismo continuava forte.
Assim como, havia uma indignação, entre seus apoiadores, contra o Supremo, pois acreditavam que, através do TSE, manipulavam o resultado das eleições.
Mas, faltou-lhe a coragem necessária, que qualquer verdadeiro líder teria, nessa situação.
Ou acreditou que ganharia a eleição, sem precisar dar um golpe.
Enganou-se.
Apos perder a eleição ai que lhe recrudesceu sua vontade de dar um golpe.
Como  já tinha demostrado sinais de fraqueza, quando o Supremo anulou os processos de Lula, não teve o apoio total das forças militares.
Dai que não deu certo.
Pior.
Jair teve que se submeter a um julgamento pela tentativa de golpe pelo Supremo. 
Desde o inicio desse processo, houve tentativas de anula-lo. 
Seu filho Eduardo mudou-se para os EUA com o objetivo de obter apoio do presidente Trump para impedir o julgamento do pai.
Trump acatou seu pedido e impôs sanções tanto contra o Brasil, como contra membros do Supremo.  
Ao mesmo tempo, parte dos membros do Congresso bolsonaristas tentaram uma anistia, antes da conclusão do julgamento.
Sem sucesso.
Como o Supremo mostrou firmeza, o processo continuou ate condenar Jair e conduzi-lo a prisão.
Entretanto, os bolsonaristas do Congresso continuaram lutando pela anistia a Jair Bolsonaro.
Ate que  a tão sonhada anistia acabou acontecendo, mas parcialmente. 
Foi aprovado, pelo Congresso, uma lei que reduz as penas impostas contra Bolsonaro e os manifestantes de 8 de janeiro, que foram condenados.
Resta agora saber se essa lei vai ser aceita pelo Supremo e, depois, aliviar o tempo de prisão fechada de Jair.
Um fato é certo.
O Supremo saiu-se  vitorioso em acabar com a carreira politica do Mito.
Deixará herdeiros, seus filhos, mas não é o original.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

A religião e a politica




No Brasil, o retorno da religião à politica começou com os evangélicos.
Não que os católicos não participassem.
Sempre estiveram presentes, mas nos bastidores.
Respeitavam o estado laico, ainda que nas instituições publicas, se vê o crucifixo pregado nas paredes dos ambientes principais, simbolo do catolicismo.
O estado laico não foi invenção de ateus ou anti cristãos, mas floresceu entre os próprios cristãos, a partir do iluminismo, da revolução francesa e o surgimento da republica, em substituição à monarquia, através de um processo que buscava separar o poder politico da influencia direta da religião.
A motivação para a implementação do estado laico, que, na época, tinha a predominância da igreja católica, foi baseada na necessidade de se reduzir a intolerância religiosa, presente nos processos de inquisição contra quem não professasse o catolicismo, e abusos do poder da igreja, nas decisões politicas das monarquias.
A era do Renascimento, trouxe junto a ideia de  liberdade de crença e a igualdade de todos os cidadãos, perante a Lei.
Mas, antes, Lutero, um monge católico, indignado com os abusos praticados pelas lideranças religiosas católicas e com a venda de indulgencias, 
pretendeu reformar a igreja, mas acabou por se opor a ela e a criar o protestantismo, de onde derivaram as demais igrejas conhecidas como evangélicas.
Essa foi a primeira ruptura significativa contra o domínio da igreja católica na sociedade medieval.
No Brasil, havia o predomínio da religião católica, mas em função de um trabalho bem feito pelos neo pentecostais, houve uma grande migração para as diversas seitas cristãs.
A grande sacada dos neo pentecostais foi que entenderam a necessidade ávida do povo por acessar benefícios divinos, como ganhar dinheiro e ter uma vida de prosperidade, enquanto estão vivos, sem precisar esperar para recebe-los apos a morte, como preconiza a igreja católica. 
Isso tudo sem invalidar que receberão os mesmos benefícios apos a morte, como preceitua a religião católica, tornando-se, assim, um bônus a mais por se tornarem evangélicos. 
A igreja católica, incomodada com essa migração, através de um dos seus membros, o padre australiano Rob Calea, criou o jogo pela internet chamado MetaSaint. 
Esse jogo foi criado com objetivo de atingir crianças e adolescentes ate 13 anos, faixa de idade ideal para implantar na cabeça das crianças qualquer ideia, que, dependendo da intensidade, ficará solidificada para sempre.
Esse método de doutrinação foi utilizado, de forma perversa, pelos nazistas, para atingir a juventude alemã, com o objetivos de difundir e consolidar o anti semitismo e a idolatria a Hitler.
Outros governos como o cubano, o norte coreano e o venezuelano, utilizam ate hoje como método para doutrinar seus jovens na ideologia politica que praticam.  
Na religião, são os islâmicos. que utilizam o mesmo método, para perpetuar seus dogmas, em especial contra as mulheres. 
O MetaSaint trata-se de um jogo ambientado em eventos bíblicos, baseado na cultura, na historia e nos valores da igreja cristã, portanto, embora tenha sido desenhado por um membro da igreja católica, atende todas a matizes cristãs.
No Brasil, ha anos, os evangélicos fazem algo semelhante.
A partir da aquisição da TV Record pelo bispo evangélico Edir Macedo, esta passou a produzir novelas baseadas em eventos bíblicos, objetivando a mesma doutrinação religiosa. 
Paralelamente a essa doutrinação, ingressaram na politica fundando o partido Republicano, com o objetivo de chegar à presidência da republica.
Embora ainda não tenham atingido essa meta, através de vários partidos políticos, onde se filiaram, conseguiram ocupar o poder Legislativo, onde tem uma bancada evangélica poderosa.
O problema desse ingresso na politica é que misturam seus rígidos conceitos religiosos com os políticos, como fazia a igreja católica na Idade Media, e tentam, aos poucos, acabar com o estado laico.
O Irã, que virou um estado teocrático islâmico, nos mostra o quanto essa pratica é perigosa e deve ser evitada.
Muitos não enxergam essa equivalência, pois pensam que  quando é da gente é bom. 
Quando é dos outros é ruim.
No Brasil, não apenas entre os evangélicos, mas na população em geral, houve uma adesão ao pensamento inquisidor, centrado na crença de suas ideologias politicas, que levam a pessoa a um comportamento de cancelamento, quando não gostam de pessoas ou empresas identificadas por ideologias diferentes da que acreditam.
Esse retrocesso intelectual, que abomino, está a um passo de acontecer o mesmo com a religião, para nos remeter, de vez, diretamente para a Idade Media.


domingo, 14 de dezembro de 2025

O "outsider" na politica foi uma boa escolha?

Aquilo que se denominou bolsonarismo não é um projeto politico de Jair Bolsonaro, como alguns acreditam.
Ele não tem a minima condição para desenvolver um pensamento politico consistente, como tiveram outros políticos, tanto aqui no Brasil como no mundo afora.
Olhando profundamente no que se intitulou bolsonarismo, veremos que nada mais é do que o pensamento conservador, da direita brasileira, piorado.
A direita, que sempre existiu e estava quieta em seu canto, como consequência da redemocratização, depois de anos de ditadura militar.
A nova direita, vestida de bolsonarismo, veio acompanhado do negacionismo à ciência, do cancelamento ao jornalismo tradicional, substituindo pelo uso intensivo das mídias sociais e da mistura da religião com a politica.
Ou seja, um retorno á Idade Media, quando a religião católica dominava a politica, impondo seus conceitos e impedindo qualquer manifestação cientifica, que contrariasse os dogmas da Igreja.
Desta vez não é a religião católica, mas são os evangélicos, que através do neo pentecostalismo, que já vinham se infiltrando nos quadros políticos, em especial no Congresso, onde foi criada a bancada evangélica, com Jair Bolsonaro ganharam mais espaço na politica nacional.
O cancelamento do jornalismo, associado ao uso prevalecente das mídias sociais, fez com que se difundisse, em larga escala, desinformações, mentiras, cancelamentos de pessoas e empresas, com destruição de reputações, que demonstrassem não estarem firmemente com Jair Bolsonaro.
Isso aumentou o "nós" contra "eles",  que a esquerda tinha como discurso.
O lado liberal na economia, no bolsonarismo, continuou restrito a visão da desestatização, objetivando resolver a má gestão das empresas estatais, em especial nos governos de esquerda, que não nomeiam diretores reconhecidos no mercado, mas, sim, apaniguados políticos, sem a menor qualificação.
A direita, assim como a esquerda, nunca focaram no mais importante problema da gestão publica brasileira, que é o patrimonialismo de estado.
Este esteve sempre presente, desde o Império, e, originalmente, era praticado pelas empresas privadas, que acumulavam benefícios fiscais, financiamentos públicos privilegiados e até reserva de mercado, pratica essa que trouxe, durante a ditadura militar, redução da produtividade nacional.
Com o aumento da arrecadação fiscal, o patrimonialismo avançou muito em determinadas carreiras do serviço publico, que conseguiram conquistar altos salários e benefícios não compatíveis com que se pratica nas empresas privadas.
A percepção de que o butim fiscal era vantajoso levou os parlamentares a, também, buscarem seu quinhão.
Para agradar o eleitorado, o poder Executivo, junto com o Legislativo, estabeleceram Leis, que preveem diversas situações, que possibilitam a alguns cidadãos comuns o direito de receber isenções e vários tipos de benefícios. 
O Poder Judiciário, que não quis ficar de fora das concessões de benesses, 
estendeu direitos, custeados pelo Orçamento Publico, a  outro tanto numero de pessoas, que foram provoca-lo, mesmo quando não havia previsão em Leis. 
Assim, o estado brasileiro, em todas as esferas, é sugado pelo patrimonialismo de estado generalizado.
Não há Orçamento Publico que aguente!
Voltando a politica, havia um certo desconforto dos políticos de direita, que não queriam mais  se expor e serem associados ao governo militar, do qual participaram ativamente.
Preferiram o recolhimento. 
Dai que a esquerda, através do PT,  soube aproveitar essa acomodação oportunística e, com Lula a frente, conseguiu chegar a presidência da republica em 2002. 
Embora o governo Lula tenha sido bem avaliado em sua gestão, que trouxe melhoras reais na economia, enveredou para a corrupção, através do Mensalão e do Petrolão, fazendo com que o Supremo condenasse à prisão vários políticos, de diversos partidos.
Nesse momento, frente ao tamanho da roubalheira, nunca vista antes neste pais, surgiu, na opinião publica, uma indignação generalizada contra todos os políticos.
A politica brasileira encontrava-se num labirinto.
O povo, desesperado para encontrar uma solução, passou a acreditar que um politico  "outsider", que não teria os vícios dos políticos tradicionais, poderia colocar o Brasil nos trilhos novamente.
Estava aberta caminho para o surgimento de um "outsider".
Penso que não é porque tivemos uma leva de maus políticos, que agiram contra os princípios de uma boa politica, e que levou o Brasil ao patrimonialismo de estado exacerbado, que um "outsider" seria melhor.   
Na minha opinião, a politica tem que ser exercida por bons políticos profissionais.
Entendo que, hoje, é difícil encontrar esses bons políticos.
Mas, sou realista o suficiente para não almejar um politico perfeito.
Ninguém é perfeito.
Mas, é possível encontrar bons políticos
Eles estão por ai.
Precisamos é procura-los, encontra-los, leva-los aos partidos políticos e os elegermos.
O fato é que, no passado, tivemos políticos melhores do que hoje.
Por outro lado, com o processo da Lava Jato, que condenou e prendeu o então ex-presidente Lula, aquela indignação generalizada, fez com que a opinião publica focasse em  Lula e no PT, como os responsáveis pela roubalheira.
Assim nasceu o anti petismo.
Some-se a tudo isso o fato do governo Dilma ter se enfraquecido, pela ma gestão econômica, que acabou levando-a um impeachment.
Aquele sentimento a favor de um "outsider" e o anti petismo acionou, de vez,  o despertador, que acordou a direita, desta vez personificada na figura de Jair Bolsonaro, que chamava atenção por parecer um "outsider"  e pelo seu histrionismo no embate contra o PT dentro da Câmara Federal. 
Esse entusiasmo em Jair Bolsonaro cegou a direita a tal ponto que o bolsonarismo virar uma seita religiosa, sem contestação.
Para mim, é inconcebível como pessoas, que considero com um nível intelectual, que me permite te-las próximas, endeusam Jair Bolsonaro.
Por favor, busquem outras lideranças de direita, pois o Brasil precisa de bons lideres, sejam de direita, sejam de esquerda, para que ideias possam ser discutidas com racionalidade e possamos realmente melhorar o Brasil.
Depende de nosso voto!




sábado, 13 de dezembro de 2025

Bolsonaro vai ladeira abaixo!



Monteiro Lobato escreveu as "Reinações de Narizinho", que relata as aventuras de uma das personagens de sua coletânea de livros sobre o Sitio do Pica Pau Amarelo.
Sua personagem Narizinho, apesar do titulo Reinações, saiu-se bem durante o transcorrer da narrativa.
O mesmo não aconteceu com Eduardo Bolsonaro em suas Reinações nos EUA.
Apesar de ter tido sucesso, num primeiro momento, em sua investida contra o Supremo, conseguindo que o presidente Trump impusesse sanções econômicas contra o Brasil, a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes e a suspensão de vistos americanos aos demais ministros da Corte, no final, o resultado mostrou-se uma fragorosa derrota.
Quem acabou saindo vitorioso foi o presidente Lula, que se postou firme em defesa da soberania nacional, conseguindo reverter parte da sanção econômica e a retirada da aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre e esposa.
Com essas vitorias sua candidatura ficou mais forte.
A derrota de Eduardo já havia ocorrido antes, com o julgamento e condenação do pai Jair e, na sequencia, com sua prisão, mesmo com as sanções vigentes.
Agora foi a cereja no bolo.
Por aqui, o filho Flavio, que vinha tendo uma atuação mais equilibrada, talvez sobre a influencia de Jair, mudou de estilo.
Declarou-se pre candidato a presidente nas eleições de 2026, junto com uma venda casada, conforme ele mesmo disse, ao afirmar que sua candidatura tinha um preço para ser retirada.
Ele abandonaria sua candidatura se seu pai fosse contemplado com uma anistia e pudesse ser ele o candidato a presidente.  
Flavio parece que entrou no mesmo delírio que seu irmão Eduardo.
Acreditar que vão ajudar o pai na marra.
Seu pai Jair não tem a menor chance de se livrar da condenação, ser reabilitado a concorrer eleição e ser o candidato da direita.
Se mantida sua pre candidatura, Flavio entra fraco na disputa.
Ele não é identificado, pela direita, como o candidato ideal para vencer Lula na disputa.
As lideranças da direita, inclusive, declararam que, com Flavio na disputa, outras candidaturas seriam apresentadas ao eleitor.
Por enquanto, a unica coisa que Flavio conseguiu foi atrapalhar o desenvolvimento da candidatura do governador Tarcísio de Freitas, que era o preferido pela direita e tinha real chance de ganhar a disputa contra Lula. 
Embora suspensa, por enquanto, tudo pode mudar no ano que vem.
Como Flavio não conseguiu a anistia ao pai Jair, negociou um projeto de dosimetria, que proporcionaria a Jair uma redução da pena e, consequentemente, menor tempo em prisão fechada.
Esse projeto, que tramitava na Câmara Federal, mas estava adormecido, foi reativado e aprovado.
Mas, ao ser analisado pelo Senado, descobriu-se que esse projeto não ficaria limitado a abrandar a pena dos criminosos que participaram da tentativa de golpe, mas alcançaria, também, outros tipos de criminosos, que os congressistas não gostariam que fossem beneficiados. 
O resultado é que a esperada votação no Senado não deve acontecer este ano.
Quanto a ser aprovado ano que vem, parece que seguirá o mesmo caminho da anistia.
Ficara na vontade.
Restara a Jair o esperado indulto presidencial, se for eleito um candidato da direita.
Entretanto, com as ações desastradas de seus filhos, que mais ajudam Lula a ser reeleito do que ajudar um candidato viável da direita, a família Bolsonaro vai ladeira abaixo.