Quando se ouve que o poder emana do povo e em seu nome sera exercido, imaginamos que é uma verdade em si mesma.
O poder, realmente, emana do povo, num ambiente democrático, através das eleições.
Mas, a parte que diz "em seu nome sera exercido", é uma ilusão.
Por uma serie de fatores.
Começa pelos candidatos, que se apresentam nas eleições.
Muitos deles, se eleitos, não tem a menor capacidade de representar seus eleitores.
Ser politico com P maiúsculo é uma arte.
Pena que não os temos em abundancia.
Muitos chegaram a ser candidatos porque são parentes de políticos, que já estão no poder, que querem manter a dinastia, para que possam permanecer no comando ou manter a família na sucessão deles.
Outros são celebridades midiáticas, que por serem conhecidos, tem potencial de se eleger, pois o povo os venera em seu campo de atuação, ignorando que não são capazes de representa-los.
Estes, uma vez eleitos, viram marionetes dos políticos, que estão no poder ha algum tempo, que os manobram conforme seus interesses.
Por outro lado, os eleitores não fazem suas escolhas com racionalidade.
Por isso, inclusive, elegem celebridades.
Os eleitores seguem a logica dos políticos populistas, que é dar alguns benefícios, quando estão no poder, para que o eleitor fique na expectativa de mais benefícios do politico, se reeleito.
Por essa razão, os políticos do poder Legislativo conquistaram o direito de emendas no orçamento.
O objetivo deles é direciona-las a seu curral eleitoral, agradar seus eleitores com benefícios populistas e aguardar que o reelejam.
No Executivo acontece a mesma coisa.
Os projetos não visam uma melhora das condições da nação, do estado, do município.
Por isso, por exemplo, o saneamento básico encontra-se em situação lastimável.
Falta da água potável e esgoto tratado ainda não foram universalizados.
Já dizia, no passado, Adhemar de Barros, ex governador de São Paulo, que não fazia obras de saneamento, pois como elas eram enterradas, o povo não as via e não valorizariam sua gestão.
Veja o caso da próxima eleição para presidente.
Como o ex presidente Jair Bolsonaro conseguiu criar em torno de si uma forte adesão de seus eleitores, ao invés de pensar no bem do pais e apoiar um candidato capaz de enfrentar a reeleição de Lula, pensou nos interesses pessoais dele e indicou seu filho Flavio.
Mesmo sabendo do risco dele perder a eleição.
Nesse momento da politica nacional, não esta mais em jogo a ideologia, que esteve presente nas duas ultimas eleições presidenciais.
Desta vez, esta em jogo a gestão.
Tarcísio sabe disso, tanto o é que afirmou que o Brasil precisa de um novo CEO.
Flavio, ao que se sabe, nunca foi um CEO.
Teve uma loja de venda de chocolates, mas sem importância.
De resto sempre foi um politico sem expressão.
Tarcísio é competitivo, pois participou de governos anteriores, em cargo de gestão, e é o atual governador de São Paulo com boa avaliação.
Tanto o é que se candidatar-se a reeleição para governador, vencera a eleição.
Lula, mesmo a contragosto de seus opositores, fez uma boa gestão nos dois mandatos anteriores, cuja lembrança lhe rendeu ser eleito pela terceira vez, assim como na atual.
E Lula apresentará, em sua campanha, tudo aquilo que o identifica como um bom gestor.
No âmbito internacional Lula vai explorar a tolice do irmão de Flavio, Eduardo, que motivou Trump a impor sanções ao Brasil, mas que Lula acabou revertendo, ao sair por cima como um bom negociador.
Isso, sem falar na assinatura do acordo Mercosul com a União Europeia, que tanto ele trabalhou para essa conquista.
No âmbito nacional, a maior expressão se dará pela sua conquista na aprovação da isenção do Imposto de renda para quem ganha ate R$5 mil por mês.
Ha outras tantas ações, que por serem populistas, lhe garantirão reconhecimento.
Como estamos na fase dos políticos decidirem quem serão os candidatos a presidente, nós, eleitores, temos pouco a fazer, restando-nos apenas aguardar as decisões, para que possamos eleger aquele que o povo julgar melhor.
Pena que a minha voz o vento leva.