sábado, 31 de janeiro de 2026

Todos contra o Sistema!


Lula abandonou o tema União e Reconstrução, que utilizou em sua campanha de 22, para se contrapor a Bolsonaro, na sua quarta tentativa de continuar no poder. 
Apesar de ter-se mostrado poderosa, a ponto de ajuda-lo a se eleger no terceiro mandato, ao longo do tempo, esse tema perdeu credibilidade, pois mostrou-se uma enganação.
Lula não se mostrou disposto a unir o Brasil, como prometera.
Não fez o minimo esforço nesse sentido.
Já no inicio de seu mandato, estruturou seu ministério privilegiando petistas e afins.
Nomeou sua gente nos ministérios que concentram maior poder de decisões governamentais.
E, para fingir que cumpria seu tema, deu aos aliados do "Centrão" apenas ministérios considerados anéis de bijuterias. 
Que parece que se contentaram, pois  Lula conseguiu administrar seu governo, conquistando parte de seus intentos.
Mas, o "Centrão" não deu recibo de otário. 
Lula pagou um preço alto, fora de sua vontade.
Submeteu-se sem reclamar, com veemência, às emendas de orçamento, que já vinham de governos anteriores, e pior, os congressistas conquistaram fatia maior 
das verbas de investimentos, subtraindo de Lula parte relevante das verbas discricionárias.
Na verdade, com essa alternativa, não precisam mais de ministérios para usar verbas publicas, pois tem a vantagem da liberdade para usar onde e como quiser, sem a responsabilidade de prestar contas.
Agora Lula adotou um nova tema.
Trata-se do nós contra eles ou os ricos contra os pobres. 
Tema oposto de sua candidatura anterior, pois trata-se de um discurso de ódio divisionista, que radicaliza ainda mais a já dividida sociedade brasileira e não traz beneficio nenhum.
Aliás, a extrema direita usa desse mesmo discurso de ódio para demonstrar sua intolerância, predominantemente, racista, religiosa e sexista.
Assim, Lula vai se posicionar contra o Sistema.
Entretanto, o Sistema que ele se refere trata-se do mercado financeiro, também conhecido como Faria Lima, que, segundo ele, provoca juros altos da SELIC e tenta impedi-lo de gastar o que não tem.
Apesar de não conseguirem, pois Lula não se intimidou em elevar a divida interna a valores estratosféricos, para que, com seu populismo, pudesse gastar e agradar os eleitores com migalhas sociais e outras benesses.
Aproveitando que Segurança Publica será tema inevitável na campanha eleitoral, cuja atuação do governo Lula não conseguiu ter sucesso, Lula deve associar ao Sistema os sócios do crime organizado, que envolveram-se na lavagem de dinheiro.
Diferente do Sistema que Bolsonaro e seus seguidores consideram como tal.
Para Bolsonaro o Sistema é composto pela elite politica e judiciaria, com quem durante seu governo teve atritos.
Num primeiro momento do governo Bolsonaro, ele montou seu ministério com militares e políticos aliados próximos.
Só alterou parte dessa composição, quando trouxe o "Centrão" para dentro de seu governo, na tentativa de aumentar sua base de poder, pois, se não o fizesse, correria risco de um impeachment.
Agora nas eleições de 26, o candidato ungido por Jair Bolsonaro, dentro de seu egocentrismo, foi seu filho Flavio.
Que segue a mesma cartilha do pai contra seu Sistema, embora tente mostrar-se menos radical.
Mas, vire e mexe, cai em tentação e mostra sua verdadeira cara.
Enquanto eles se digladiam contra o Sistema, nós brasileiros temos que, também, lutar contra o Sistema, não elegendo nem Lula nem Flavio.
Esse Sistema já deu sua contribuição.
Cada um avalie pessoalmente se foi bom ou ruim.
Mas o fato é que estão superados.    
Precisamos encontrar e eleger outro candidato.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

O banco Master e seus tentáculos



O ex ministro do Supremo Ricardo Lewandowski, assim que deixou o STF assinou contrato de consultoria jurídica com o Banco Master, 
através de seu escritório de advocacia, e o mantevemesmo após assumir a pasta de Ministro da Justiça.
Ainda que nada surgiu, que o desabone legalmente, ate o momento, mas, a manutenção desse contrato é no minimo anti ética.
Como um ministro de estado pode estar envolvido com alguém que o mercado financeiro suspeitava de ser um golpista?
No minimo, quando surgiram suspeições, deveria ter encerrado tal contrato.
Ainda que eu pense que o certo seria te-lo feito assim que foi nomeado ministro de estado.
Mesmo que Lewandowski alegue que seus filhos eram quem prestasse o serviço, a sua figura foi decisiva para que Vorcaro, dono do banco fraudulento, contratasse seu escritório.
Por que Vorcaro não contratou outro escritório de advocacia, cujos integrantes não fossem autoridades publicas? 
Óbvio!
Vorcaro queria Lewandowski, assim como outras autoridades republicanas ou seus parentes, como o contrato feito com a esposa do ministro Alexandre de Moares, para, no minimo, explorar suas influencias em situações que demandassem necessidade.
Diante da injustificada atuação de Dias Toffoli no caso Master, só falta descobrir que ele, também, tinha parentes com contrato com o banco Master.
O fato é que o Supremo, através do ministro Flavio Dino, exige dos congressistas, com razão, publicidade e eficiência na aplicação de verbas oriundas das emendas parlamentares.
Toda autoridade publica deve zelar pelos princípios constitucionais de
Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência. 
Mas, o próprio Supremo, guardião da Constituição, não dá nenhuma explicação de ações suspeitas de impessoalidade e moralidade de seus integrantes!
Por que?
No estado do Rio de Janeiro, o presidente da Rio previdência, Deivis Marcon Antunes, foi demitido pelo governador do estado, por ser suspeito de irregularidades em aplicações no banco Master.
Quando apurados em outros municípios, cujos presidentes de institutos de previdência fizeram o mesmo, teremos outras demissões?
Mas, quanto ao prejuizo que essas instituições terão que arcar?
Vai ficar por isso mesmo?
Pelo jeito, sim.
Ai entra outra questão.
Os escritórios de advocacia, regiamente pagos, por menos qualificados que fossem, não conseguiram enxergar que havia indícios de fraude e, como consultores, que eram, apresentarem relatórios à direção do banco para evitar que cometessem crimes? 
Ah! Mas, eles não eram auditores financeiros.
Realmente não eram.
Mas, deveriam, como consultores jurídicos, pesquisar junto aos auditores se havia algo suspeito, para que dessem soluções jurídicas para sanear o problema.
Como nem os auditores detectaram nada suspeito, apesar de estar na cara deles indícios de irregularidade, ali, todos os contratados tinham, como único trabalho, receber honorários.
Entretanto surgiram evidencias de fraude, que veio a publico, ha algum tempo.
Por que os escritórios dos "famosos" não encerraram. imediatamente, seus contratos, para que não tivessem seus nomes envolvidos?
Tudo isso fede!



terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Os cidadãos acima de qualquer suspeita!




Veja você, ate Lula se irritou com a atuação controversa de Toffoli na relatoria do caso Master, no Supremo, e desabafou entre paredes que apoia a ideia de que ele renuncie ou peça para se aposentar!
Mesmo tendo Toffoli sido indicado por ele, em mandato anterior.
Lula já tinha tomado na mão a bandeira do nacionalismo, que a oposição
 à ele
detinha, por ocasião das sanções impostas por Trump.
Agora, Lula toma mais uma bandeira da oposição ao criticar um ministro do Supremo!
O que não faz uma campanha eleitoral!
É verdade que Lula não tomará nenhuma iniciativa no sentido de afastar Toffoli.
Até porque quem deveria tomar alguma medida contra o Toffoli seriam os senadores, que pelo jeito, nada farão, pois o presidente de Senado, Alcolumbre, é contra, por principio.
Ja que Lula esta insatisfeito com Toffoli, que o PT se alinhe a ele e se movimente no Senado para afastar Toffoli do Supremo.
Agradaria muita gente.
Ainda que grande parte da população queira mais cabeças rolando no Supremo. 
O fato é que o Supremo perdeu legitimidade.
Seus membros rasgaram, ha tempos, a imparcialidade, a ética e a moralidade publica.
Só o fato de haver 1.925 processos, que transitaram tanto no Superior Tribunal de Justiça, como no Supremo Tribunal Federal, que tem parentes de 1º grau dos julgadores atuando como advogados de parte interessada, isso já seria uma indecência nunca vista antes.
A ponto de surgir um movimento para se estabelecer um código de condutas que  discipline a atuação dos ministros e evite tanta imoralidade.
Mas, ha uma enorme resistência dos ministros, que dificultam qualquer aprovação de um código de condutas.  
Acham-se cidadãos acima de qualquer suspeita!
Com tudo isso, ha munição para que a oposição tente arregimentar maior contingente de candidatos ao Senado nas próximas eleições, para que formem maioria para tentar excluir diversos ministros do Supremo, cujas atuações são criticadas.

domingo, 25 de janeiro de 2026

Trump e seu egocentrismo.



Mais um americano, Alex Pretti, foi morto pelo ICE, em Mineápolis!
Cidade que virou alvo dos agentes de imigração americana, por abrigar contingente de imigrantes somalis.
Que Trump qualifica como "lixo".
Some-se, ainda que é o estado de Minnesota é governado por um filiado ao partido Democrata, que é o partido adversário politico de Trump.
Como se não bastasse a morte cruel de Renée Good, que sem agredir um agente da ICE foi executada só porque decidiu abandonar, com seu carro, o local onde estavam os agentes em ação, os agente do ICE matam, sem ser por legitima defesa, mais um americano, desta vez porque protestava contra as ações do ICE.
E mais uma vez Trump, com seu cinismo característico, defende a trágica ação.
Que Trump queira impor regramento à imigração é legitimo, desde que seja dentro da legalidade e conveniência, debatida pelo Congresso americano.
Mas, Trump deu carta branca ao ICE que, com suas ações sem limites, trouxe panico a qualquer imigrante, ilegal ou não.
Os agente do ICE cometem prisões arbitrarias nas ruas, chegando ao ponto de prenderem uma criança de 5 anos, quando esta voltava da escola.
Como se isso não bastasse, por determinação de Trump, os agentes do ICE podem entrar nas casas, para prenderem imigrantes irregulares, sem um mandato judicial!
Isso é romper com o estado democrático de direito.
Com essas mortes, tornaram-se uma ameaça inclusive para os próprios
americanos.
A Gestapo agia igual.
Não que Trump seja um Hitler, mas tem a mesma psicopatia de querer ser dono do mundo!
Isso é perigoso!
Mas, felizmente, Trump não tem o mesmo índice de maldade de Hitler.
Tem é um excesso de egocentrismo e ambições comerciais, próprias de seu estilo empreendedor.
Ainda que Trump tenha demonstrado o mesmo fascínio de Hitler de querer invadir outros países, por enquanto, ficou só na retorica. 
No inicio de seu mandato declarou que pretendia anexar o Canadá, a Groenlândia e o canal do Panamá.
Depois, agindo como um xerife da America Latina, sequestrou o cruel e corrupto ditador Maduro.
Não por ideais democráticos de encerrar a ditadura chavista, como era a expectativa de muita gente no mundo.
Continua no poder toda a horda sanguinária, torturadora e assassina de corruptos, que comanda a Venezuela, e que trouxe a miséria ao povo venezuelano.
É verdade que Trump agiu com cautela, pois sabe que uma aventura de derrubada de poder traz consequências piores, como aconteceu em outras invasões americanas, no passado.
Mas, conseguiu manipular esses mercenários que, para continuarem no poder, submeteram-se à vontade de Trump de administrar, sob mão militar, o potencial 
petrolífero da Venezuela e proporcionar incremento nos interesses comerciais dos empresários aliados. 
Se Trump agisse dentro de um processo de mudança de poder ao longo do tempo, talvez, conseguisse recuperar a democracia venezuelana.
Mas, do jeito que tem pressa, para divulgar seus feitos nas mídias sociais, isso será apenas mais um sonho caribenho.
Na verdade, o que interessa a Trump é mostrar seu poder.
Assim, novamente, em 2026, Trump volta a falar em anexar a Groenlândia, agora mais enfático.
Fez ameças de taxar países europeus contrários à sua vontade.
E ate de invadir militarmente a Groenlândia.
Que não seria necessário, pois, legalmente, os EUA estão autorizados a instalar o que quiserem, em termos militares, em nome da defesa da OTAN.
Mas, ha interesses comerciais por trás disso tudo.
Trump quer explorar as riquezas minerais, que ate então estavam cobertas sob o manto de gelo.  
Ou seja, diferente de Hitler, que queria o poder pelo poder, Trump quer exibir seu poder, para atender seu ego e para incrementar seus interesses comerciais.
Os americanos estão deixando a corda esticar.
Ate onde e quando?


 

sábado, 24 de janeiro de 2026

Toffoli e o banco Master



O ministro Dias Toffoli, do STF, está, novamente, na berlinda, por sua atuação controversa na investigação do banco Master.
Na verdade, Toffoli sempre foi alvo de criticas.
Sua carreira jurídica nunca indicou notório saber, que justificasse sua nomeação para ministro do Supremo.
Ha informações, de conhecimento publico, de que não passou, por duas vezes, em concurso para juiz de primeiro grau.
Tampouco fez doutorado, ate porque, para faze-lo, deveria ter feito, antes, mestrado, que, também, não o fez.
Nem escreveu nenhum livro, que o notabilizasse como jurista.
Seu currículo Lattes é fraco!
Em condições normais, nunca poderia ter sido indicado para atuar na Suprema Corte.
Mas, Lula, em 2009, nomeou-o ministro do Supremo, com a concordância do Senado, que, contrariamente à sua obrigação de fazer, não avaliou que Toffoli não atendia o requisito de notório saber e ratificou a indicação de Lula. 
Sabe-se que sua nomeação foi em razão dele ter atuado como advogado do PT e de Lula e, supostamente, para que, num eventual processo envolvendo gente do PT no STF, pudessem contar com sua disposição para contemporizar a favor deles.
O que de fato aconteceu, quando, no processo do Mensalão, Toffoli votou a favor da absolvição de Jose Dirceu, o todo poderosos do PT, que, mesmo assim, foi condenado.
Isso sem contar suas decisões sem fundamento, que contribuíram para beneficiar acusados de corrupção na Lava Jato.
Na verdade, Toffoli tem, ha tempos,  é um currículo para ser removido do STF.
Desta vez, Toffoli exorbitou.
Sem uma explicação convincente, puxou, para sua relatoria, no Supremo, a investigação do banco Master, que transitava em primeiro grau, e decretou sigilo absoluto no processo.   
Diante das medidas tomadas por Toffoli, que foram consideradas incomuns, houve reações críticas no mundo político e jurídico, que acabaram provocando, nas mídias jornalisticas, investigações sobre a vida privada de Toffoli, com o objetivo de identificar o por quê  do sigilo.
O resultado foi que identificaram seu envolvimento no resort Tayayá, no Paraná, que teria sido comprado por fundos do banco Master.
Para piorar essa situação, as investigações aprofundaram-se e descobriram que a alegada participação na sociedade do resort não ser dele, mas de seus irmãos,  era, supostamente, mentirosa.
A esposa de seu irmão José Eugênio, Cassia Pires, quando entrevistada disse:
"Moço, dá uma olhada na minha casa. Você está vendo a situação da minha casa? Eu não tenho nem dinheiro para arrumar as coisas da minha casa. Se você entrar dentro, vai ficar assustado. O que está lá (na junta comercial), eu não sei. Eu sei que moro aqui há 24 anos e não sei de nada que é sede (da Maridt) aqui. Aqui é onde eu moro".
Essa declaração criou no imaginário popular que Toffoli usou seus irmãos como laranjas, para se distanciar de um envolvimento, que o comprometesse. 
Isso sem contar os videos, que circulam nas mídias sociais, que mostram Toffoli frequentando, em varias ocasiões, o tal resort, sempre acompanhado por seguranças que custaram, no minimo, R$ 460 mil aos cofres públicos.
Apesar de suspeições, sabemos que Toffoli não sofrerá qualquer punição.
O espirito de corpo da Corte o protegerá, como toda corporação faz com seus pares.
O Senado não mostra disposição em envolve-lo num processo de impeachment.
Mas, ha preocupação, entre os ministros do Supremo, de um mais desgaste na atual reputação negativa da Casa.
Diante disso, o presidente dela, Edson Fachin devera intervir, discretamente, para que o processo seja devolvido à primeira instancia e com isso abrandar as criticas ao Supremo.
O fato é que as instituições brasileiras, em geral, passam por uma crise moral e ética, que incomoda muito o cidadão brasileiro, a ponto de ressurgir uma indignação contra os políticos e as estruturas de poder, manifestada nas ruas e nas mídias sociais, que poderão resultar em surpresas nas próximas eleições.
Os políticos perceberam isso.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, manifestou-se a respeito.
Lula também, ao afirmar em seu discurso, ontem, em Maceió, que falta vergonha na cara dos que defendem Vorcaro, dono do banco Master, que aplicou golpe de R$ 40 bilhões.
O momento de botarmos o Brasil nos trilhos é agora.
Mexamo-nos!





sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Por que Lula não pode ser reeleito?



Muita gente esta insatisfeita com o governo Lula.
A taxa de aprovação de seu governo, dependendo do órgão de pesquisa, situa-se em torno de 47% contra 49% de desaprovação.
Além disso, Lula tem da alta rejeição, algo como 49%, também, dependendo do órgão de pesquisa.
Mesmo assim, em pesquisa eleitoral, ele é o candidato mais forte perante os demais.
Não irei me ater nas explicações sobre esses números.
Quero focar naquilo que a população, em geral, não se atenta. 
Lula, como já fez em governos anteriores, novamente, aumentou a carga tributaria, tornando o Brasil num dos países que mais arrecada no mundo! 
A carga tributaria roda em torno de 32% do PIB!
Como consequência dessa alta na carga tributaria, houve novos recordes na arrecadação, nesse governo!
Seria ótimo se Lula aproveitasse esse aumento da arrecadação e equilibrasse o Orçamento Publico.
Com essa medida, certamente o Banco Central reduziria a alta taxa de juros.
Que esta prejudicando investimentos privados e que trará consequências tanto na quantidade de empregos como na renda do trabalhador.
Mas, isso Lula faz que não entende.
Na cabeça de Lula, quanto mais o estado gastar, mais a economia rodará.
Ele ainda acredita na velha crença de que quanto mais o estado fizer investimentos, impulsionará a economia, gerando mais negócios, empregos e renda.
Isso valia quando o estado conseguia arrecadar o suficiente para investir.
Não é o caso do Brasil, que apesar de arrecadar muito, precisa se endividar para gastar.
E pagando juros alto!
Com isso a divida publica federal aumentou mais, atingindo o patamar de R$8,5 trilhões, o equivalente a 90% do PIB!
E mais, o gasto publico não tem qualidade.
Gasta-se sem critérios técnicos e com as emendas de relator, isso só piorou.
Por outro lado, a nata do funcionalismo publico adotou, ha anos, o patrimonialismo como forma de se enriquecer.
Isso sem contar o excesso de funcionalismo publico, para dar cargos à base politica, enquanto atividades que demandam mais funcionários é deficitária.
Mas, não é só eles.
Empresas privadas, também, ao longo de décadas, conquistaram benefícios 
fiscais, cujo objetivo declarado era incentivar a produção, mas que, na verdade, servem para aumentar seus lucros.
Este governo sabe disso.
O ministro Haddad já comentou sobre isso.
De qualquer forma, não tem vontade nem coragem politica para acabar com toda essa farra.  
As razões expostas, para qualquer cidadão consciente, seria o suficiente para não reeleger Lula.
Se reeleito, ele dará continuidade a essa situação calamitosa.
A mesma situação, que aconteceu na Argentina, no passado recente, em razão dos dirigentes de lá pensarem igual a Lula.
A situação argentina deteriorou tanto que a população concluiu que a unica alternativa para buscar o reequilibro fiscal era votar em Javier Milei.
Mesmo sabendo que ele imporia rigorosas ações, como impôs, que causou, aos mais pobres, condições terríveis.
Felizmente, a Argentina esta se recuperando.
Mas a duras penas.
Embora a população em geral desconheça tudo isso, segundo projeções dos especialistas, talvez no próximo governo chegaremos numa situação insustentável, que trará uma estagnação no governo e a população sofrerá, como aconteceu com os argentinos.
Será que precisamos descer ate o fundo do poço para que o eleitor aja com responsabilidade?
 


quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

A intrigante investigação do banco Master



Ainda que o ministro Dias Toffoli tenha definido o Supremo Tribunal Federal como competente para investigar a fraude praticada pelo banco Master, com base numa ligação do caso com o deputado federal João Carlos Bacelar, que teria foro especial, ate o momento, não se demonstrou nenhum fato que comprovasse essa suposta ligação.
A unica ligação, para que essa definição ocorresse, foi a viagem ao Peru, para assistir uma partida de futebol, num avião particular no qual Toffoli estava acompanhado de um dos advogados do banco Master.
Qual seria a intenção do eventual pedido do advogado à Toffoli, durante a viagem? 
Não se sabe.
Mas causou estranheza que, apos a viagem de Toffoli, este tenha decretado sigilo total aos autos.
Qual a razão desse sigilo, se todos os prejudicados pela fraude querem saber, exatamente, quem são os responsáveis pelo enorme prejuizo, que tiveram, e que punições eles estarão submetidos.
Essa é outra questão sem uma resposta convincente.
Para completar essas duvidas, ha outro ingrediente, que foi a descoberta de que a esposa de outro ministro do STF, Alexandre de Moraes, detêm, em seu escritório, um contrato milionário com o banco Master. 
Queria Toffoli preservar a imagem do colega?
Se o contrato for legal, nada ha que se preservar.
Embora não seja ilegal, conforme entendeu o Procurador Geral d Republica, Paulo Gonet, haveria impedimento do ministro Alexandre de Moares de julgar o caso, conforme estabelece legislação vigente, além de infringir a moralidade e ética, conforme entendem especialistas no assunto.
Para que fossem respeitados esses entendimentos, bastaria Moraes se declarar impedido e, se fosse este o caso, não haveria necessidade do processo ser sigiloso.
Esse caso rumoro tem outras anomalias.
Outra instituição publica, que, segundo especialistas, não deveria ter se intrometido, foi a investigação que o Tribunal de Contas da União se prontificou a fazer.  
Lembrando que a maioria dos integrantes do TCU são ex-congressistas.
Teriam os atuais congressistas, com ligações com os ministros do TCU, de alguma forma participado das fraudes no banco Master e, preocupados com sua exposição num eventual  envolvimento, estarem tentando abortar as investigações para não serem alcançados pela Lei?
Se realmente houver ligações de congressistas no caso, embora, ate o momento, não tenham surgidos nomes, a menos do deputado, que nada tem a ver com o caso, mas  usado como justificativa por Toffoli, este estaria agindo corretamente ao puxar da primeira instancia para o STF a investigação.
A Lei prevê que congressistas tenham foro especial.
Mas, não explica o sigilo total.
Ou é, exatamente, por envolver congressistas que Toffoli, sabendo de antemão disso, impôs sigilo total para que, supostamente, o STF manipule o julgamento para inocentar os congressistas amigos e ninguém fique sabendo?
O fato é que a correta liquidação do banco Master causara imenso prejuizo a investidores, em especial, aqueles cujas aplicações superam o valor máximo preservado pelo Fundo Garantidor de Credito, assim como aos Fundos de Pensão de funcionários públicos, de municípios e estados, cujos gestores agiram sem a devida cautela, que se espera de quem administra bem publico.
E os responsáveis direta e indiretamente pela fraude ficarão impunes?    
Na medida que os pesos e contrapesos institucionais forem corroídos, pelos seus integrantes, que colocam seus interesse pessoais acima do interesse publico, resultando em proteções mutuas entre eles, nossa democracia corre serio risco. 



quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

A reação aos abusos das autoridades


Temos assistido, quase que diariamente, abusos das autoridades, que perderam o pudor e estão cada dia mais ousados.
Fazem isso porque acreditam em sua invulnerabilidade e, se pegos em seus malfeitos, em sua impunidade.
De fato, estão certos.
Isso tornou-se realidade.
Mas, isso só acontece porque sabem que temos medo de derruba-los.
Interessante que nosso medo é contra o poder, que é algo intangível, pois o poder é efêmero.
Quantos já não o tiveram, por um tempo, e depois perderam.
O exemplo próximo é Jair Bolsonaro, que foi Presidente da Republica, cheio de poder e hoje esta preso.
Imaginamos que, como eles tem poder, podem nos manietar.
E conseguem porque aceitamos passivamente esse medo.
Veja o resultado daqueles que participaram do ato de 8 de janeiro de 2023, que foram presos e condenados.
Isso só aconteceu porque o ideal desse grupo não sensibilizou grande parte da população.
Se fossem em maior numero, teriam tido sucesso e os que os condenaram é que estariam presos.
Então, no momento em que nos sentirmos, realmente, indignados com tudo o que acontece no andar de cima do poder, o medo se dissipará e trilharemos o mesmo caminho, que outras nações fizeram, quando a saturação chegou no limite.
Ainda que não possa parecer, vivemos numa democracia não autoritária.
Não ha soldados nos espreitando em cada esquina para nos intimidar.
Como acontece, por exemplo, nas ditaduras de Cuba, da Coreia do Norte e da Venezuela, que prendem e matam quem for contra o governo.
Quando ha intimidação explicita, o medo é real.
Se reagirmos nos matam sem piedade, como fizeram e fazem governos tiranos, como vemos o que acontece, agora, no Irã, diante das manifestações contra o governo.
Mas, mesmo assim, o povo iraniano chegou em seu limite de tolerância e continuam a contestar e a enfrentar o governo.  
Talvez, consigam derruba-lo.
Não será tarefa fácil, pois o povo não tem armas
Quem as tem é o poder.
Aqui no Brasil, percebi que, no momento seguinte á prisão dos insurgentes de 2023, fomos tomados pelo medo e nos recolhemos calados.
Mas, as vozes de contestação a tudo de ruim que assistimos voltaram com vigor.
Assistimos, abertamente, nas mídias jornalisticas criticas contundentes contra autoridades, que ate então não eram feitas.
Nas mídias sociais, acontece o mesmo.
Ha um processo de ebulição contra esse abusos.
Tanto o é que, por exemplo, o ministro Fachin, percebendo a crise envolvendo Alexandre de Moares e Dias Toffoli, no caso Master, retornou, antecipadamente, das suas ferias para tentar convencer seus pares da necessidade de um código de ética.
Se não houver contenção dos abusos das autoridades haverá um momento em que poderemos ter uma revolução francesa.


terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Haddad vai ou fica?

 


Haddad é o sucessor natural de Lula como candidato a Presidente em 2030, quando se encerra a era lulista como candidato único do PT a Presidente.
Foi seu fantoche na eleição de 2018, quando Lula, que estava preso, manteve sua candidatura ate o ultimo momento e empurrou Haddad para a derrota frente a Bolsonaro.
Na politica, dizem, ser Governador do estado de São Paulo, é um passaporte para se habilitar a candidatura à Presidente da Republica.
Embora, o ultimo Governador de São Paulo, que se elegeu Presidente foi Jânio Quadros, em 1960!
De la pra cá, todos tentaram sem sucesso:
Paulo Maluf, em 1984, em eleição indireta, e em 1989; Jose Serra, em 2002 e em 2010; Geraldo Alckmin, em 2006 e em 2018, e ate João Doria, em 2022, mas abandonou a candidatura no meio do caminho.
Lula quer que Haddad se candidate a Governador no estado de São Paulo, em 2026, acreditando que consiga vencer e se habilitar para sucede-lo em 2030.
Além, é obvio, de Lula precisar de um candidato no estado, que possa lhe trazer votos em sua candidatura a reeleição a Presidente.
Haddad esta cauteloso diante da incerteza de quem sera o candidato da direita a Governador, pois embora o atual Governador Tarcísio afirme que se candidatara à reeleição, ainda não foi encerrada em definitivo sua candidatura a Presidente.
Por isso Haddad mantem sua posição de não candidato.
Não é tolo.
Sabe que, se Tarcísio tentar a reeleição, terá mais uma derrota para acrescentar em seu currículo, que foram: reeleição à Prefeito da cidade de São Paulo, em 2016; a Presidente, em 2018, e a Governador de São Paulo, em 2022, justamente para Tarcísio.
Mais uma derrota poderá queimar suas pretensões para 2030!
Se Tarcísio mantiver sua candidatura à reeleição a Governador, restará a Haddad tentar uma das duas cadeiras ao Senado, que também é objeto de cobiça de Lula e do PT para tentar quebrar a hegemonia, que a direita quer emplacar no Senado.



segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Quando a privatização é necessária


É praxe ouvir da turma da direita que a turma da esquerda é contra privatização por ideologia politica.  
Ainda que, no passado, os governos, pelo mundo, tenham adotado, com mais ou menos determinação, o conceito de que cabe ao estado fomentar o desenvolvimento e o crescimento econômico, através de investimentos públicos, essa teoria esgotou-se, diante da necessidade cada vez maior de investimentos, que o estado não conseguia disponibilizar.
O resultado disso, sem falar na habitual corrupção, é que os governos de esquerda, pelo mundo, por manter esse conceito não conseguiram acompanhar o desenvolvimento mundial.
No Brasil, essa ideologia de esquerda não é por acreditar que mantida a estatal, o serviço será melhor prestado e terá custo operacional menor.
Ao contrario, como se vê nos Correios, ha uma falta de compromisso dos dirigentes das estatais em melhorar a qualidade dos serviços e de administrar com eficiência, para que o preço do serviço seja competitivo e suficiente para manter o equilíbrio financeiro.
O que se observa são excessos de empregados e altos salários, com o único objetivo de atender a clientela politica, que exige cargos para apoiar o governo.
Dai advêm o prejuizo, que experimentam.
Diante da redução orçamentaria para investimento, que chegou a 2% do PIB durante a ditadura militar e que veio reduzindo ano apos ano, chegando hoje na casa de 0,5% do PIB, os governos tiveram que adotar a concessão na infraestrutura, para evitar um colapso,  que impediria o desenvolvimento do Brasil.
A concessão é um dos modelos de privatização, pois quem passa a prestar o serviço não é mais o estado, mas a iniciativa privada, sem que o governo precise abrir mão de seu patrimônio
Não que o modelo de concessão seja uma novidade.
No passado, em razão da arredação de impostos ser bem menor, comparada com a de hoje, havia carência de recursos para investimentos públicos.
Assim, já naquela época se adotou o modelo de concessão.
No Brasil Império, foi feita a mais significativa dela com a concessão da primeira estrada de ferro, em 1852, para o Barão de Mauá.
Outras tantas foram feitas, como a concessão do porto de Santos, em 1890, para um grupo de empresários, entre eles a família Guinle. 
Outra importante concessão foi dada à Light, em 1905, para operar no Rio de Janeiro.
Assim, desde 1995, durante o governo FHC, que aprovou a Lei das concessões, deu-se inicio a implementação desse modelo, com FHC realizando, em 8 anos, 26 concessões.
Ate hoje foram implementadas 160 concessões em infraestrutura.
Lula começou a adotar esse modelo só a partir de 2007, em seu segundo governo.
Interessante que no governo de direita de Bolsonaro foram realizadas 45 concessões e no governo de esquerda de Lula 3 foram 50!
Paralelamente à concessão também foi adotada a Parceria Publico Privada, que está alavancando e modernizando diversos serviços públicos, que estavam defasados.
Elas foram formalizadas a partir de Lei de 2004, durante o governo Lula.
A esquerda é a ideológica ate onde não lhe quebrar as pernas.
Mas, mesmo com as concessões em numero expressivo ainda é preciso o governo aceitar que a privatização é a melhor maneira de evitar rombos orçamentários e mover o estado para sua função principal, que não é ser empresario, mas ter uma administração burocrática com menor intervenção em investimentos, garantir a ordem, a justiça, a proteção dos direitos e das instituições do estado, assim como promover ações para mitigar desigualdades sociais.      


 

domingo, 18 de janeiro de 2026

O tabuleiro eleitoral da direita para candidato a presidente, em 2026.




Ate 2022 Michelle era a primeira dama do governo de Jair Bolsonaro.
Logo apos o casal deixar a presidência de republica, Jair foi para o EUA, onde ficou ate março de 2023, enquanto sua mulher Michelle retornou a Brasilia, em janeiro, para que, em fevereiro, ela ingressasse no PL, no cargo de presidente nacional do PL mulher, a convite de Valdemar Costa Neto, presidente da sigla.
Valdemar, que é um politico hábil, com excelente faro para encontrar oportunidades, que lhe revertam mais poder, diante da derrota eleitoral de Jair, em 2022,  vislumbrou nela uma força politica para manter vivo o bolsonarismo entre as mulheres e, quiça, uma candidata forte para disputar a presidência da republica, caso seu marido Jair ficasse impedido de se candidatar em 2026, em razão dos desdobramentos judiciais, que poderiam atingi-lo, como aconteceu, em razão da tentativa de golpe de 8 de janeiro.
Talvez, por pensar que mulher não é parente, Jair Bolsonaro, no final de 2025, decidiu que a aposta de Valdemar em Michelle era equivocada.
Sentiu-se mais confiante em apoiar, como candidato a presidente, para substitui-lo, seu filho mais velho, Flavio.
Assim lançou sua candidatura.
Entretanto, Michelle Bolsonaro foi picada pela mosca azul, que todo ser é picado, quando, do nada, resolve ingressar na politica. 
Michelle não gostou da decisão de seu marido Jair, pois acreditava que ela seria a candidata a presidente escolhida por ele.
Os filhos de Jair, que apesar de terem percepção aguçada para enxergar caminhos que possam ajuda-los, mas sempre tomam decisões erráticas, como fez Eduardo no caso das sanções impostas por Trump, entenderam a vontade de Michelle e entraram em atritos com ela. 
Por outro lado, o governador Tarcísio também acreditava que Jair o indicaria como seu candidato preferido.
O apoio da direita e do mercado financeiro, que vê nele o candidato que colocará as finanças do Brasil em ordem e, como consequência, fara com que os juros da SELIC caiam para um nível, que recupere a capacidade de investimento das empresas privadas, são seu cacife.
Situação que não é mesma de Flavio, apesar de herdar os votos do pai.  
Com a definição do nome de Flavio, Tarcísio recolheu-se, afirmando que seria candidato a reeleição a governador de São Paulo, mas, continuou apostando numa mudança politica, que fizesse com que Jair mudasse de ideia.
Especula-se que a decisão da transferência de Jair da prisão na PF para a Papudinha, tenha sido por influencia de Tarcísio e de Michelle, junto a Alexandre de Moares.
O sucesso deu-se porque os dois adotaram uma conversa cordial com o ministro, que é  mais palatável à opinião pública, ao invés das investidas agressivas contra o Supremo, que os filhos de Jair Bolsonaro continuam praticando e que nada colaboram para a melhorar as condições de prisão do pai.
A ponto de políticos de direita e, mesmo, alguns bolsonaristas aplaudirem a atuação de ambos e parabenizarem Michelle e Tarcísio pela conquista de melhores condições da prisão de Jair no cumprimento da pena.  
Essa cartada pode agradar Jair, que, diante de melhor acomodação prisional, pode rifar o filho, como já fez anteriormente, quando foi de interesse pessoal dele, fazendo-o lançar a dobradinha Tarcísio presidente e Michelle vice. 
Simultaneamente, e não por acaso, a esposa de Tarcísio postou nas redes sociais a emblemática frase:
"Nosso pais precisa de um novo CEO, meu marido".
Que Michelle repostou.
Os filhos de Bolsonaro, reagiram.
Carlos publicou, sobre Michelle, que " o verdadeiro intento, ainda que de forma dissimulada, é medir forças com o próprio Jair Bolsonaro".
Como se diz no futebol, o jogo só acaba quando termina.
A data para o fim do jogo é abril, quando, Tarcísio deve optar ou não a ser candidato a presidente.
Se optar, terá que se descompatibilizar do cargo de governador e renunciar ao mandato.






sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Ainda sobre a complexidade da próxima eleição


Quando se ouve que o poder emana do povo e em seu nome sera exercido, imaginamos que é uma verdade em si mesma.
O poder, realmente, emana do povo, num ambiente democrático, através das eleições.
Mas, a parte que diz "em seu nome sera exercido", é uma ilusão.
Por uma serie de fatores.
Começa pelos candidatos, que se apresentam nas eleições.
Muitos deles, se eleitos, não tem a menor capacidade de representar seus eleitores.
Ser politico com P maiúsculo é uma arte.
Pena que não os temos em abundancia.
Muitos chegaram a ser candidatos porque são parentes de políticos, que já estão no poder, que querem manter a dinastia, para que possam permanecer no comando ou manter a família na sucessão deles.
Outros são celebridades midiáticas, que por serem conhecidos, tem potencial de se eleger, pois o povo os venera em seu campo de atuação, ignorando que não são capazes de representa-los.  
Estes, uma vez eleitos, viram marionetes dos políticos, que estão no poder ha algum tempo, que os manobram conforme seus interesses. 
Por outro lado, os eleitores não fazem suas escolhas com racionalidade.
Por isso, inclusive, elegem celebridades.
Os eleitores seguem a logica dos políticos populistas, que é dar alguns benefícios, quando estão no poder, para que o eleitor fique na expectativa de mais benefícios do politico, se reeleito. 
Por essa razão, os políticos do poder Legislativo conquistaram o direito de emendas no orçamento.
O objetivo deles é direciona-las a seu curral eleitoral, agradar seus eleitores com benefícios populistas e aguardar que o reelejam.
No Executivo acontece a mesma coisa.
Os projetos não visam uma melhora das condições da nação, do estado, do município. 
Por isso, por exemplo, o saneamento básico encontra-se em situação lastimável.
Falta da água potável e esgoto tratado ainda não foram universalizados.
Já dizia, no passado, Adhemar de Barros, ex governador de São Paulo, que não fazia obras de saneamento, pois como elas eram enterradas, o povo não as via e  não valorizariam sua gestão.
Veja o caso da próxima eleição para presidente.
Como o ex presidente Jair Bolsonaro conseguiu criar em torno de si uma forte adesão de seus eleitores, ao invés de pensar no bem do pais e apoiar um candidato capaz de enfrentar a reeleição de Lula, pensou nos interesses pessoais dele e indicou seu filho Flavio.
Mesmo sabendo do risco dele perder a eleição.
Nesse momento da politica nacional, não esta mais em jogo a ideologia, que esteve presente nas duas ultimas eleições presidenciais.
Desta vez, esta em jogo a gestão.
Tarcísio sabe disso, tanto o é que afirmou que o Brasil precisa de um novo CEO.
Flavio, ao que se sabe, nunca foi um CEO.
Teve uma loja de venda de chocolates, mas sem importância.
De resto sempre foi um politico sem expressão.
Tarcísio é competitivo, pois participou de governos anteriores, em cargo de gestão, e é o atual governador de São Paulo com boa avaliação.
Tanto o é que se candidatar-se a reeleição para governador, vencera a eleição.
Lula, mesmo a contragosto de  seus opositores, fez uma boa gestão nos dois mandatos anteriores, cuja lembrança lhe rendeu ser eleito pela terceira vez, assim como na atual.
E Lula apresentará, em sua campanha, tudo aquilo que o identifica como um bom gestor.
No âmbito internacional  Lula vai explorar a tolice do irmão de Flavio, Eduardo, que motivou Trump a impor sanções ao Brasil, mas que Lula acabou revertendo, ao sair por cima como um bom negociador. 
Isso, sem falar na assinatura do acordo Mercosul com a  União Europeia, que tanto ele trabalhou para essa conquista.
No âmbito nacional, a maior expressão se dará pela sua conquista na aprovação da isenção do Imposto de renda para quem ganha ate R$5 mil por mês. 
Ha outras tantas ações, que por serem populistas, lhe garantirão reconhecimento.
Como estamos na fase dos políticos decidirem quem serão os candidatos a presidente, nós, eleitores, temos pouco a fazer, restando-nos apenas  aguardar as decisões, para que possamos eleger aquele que o povo julgar melhor.
Pena que a minha voz o vento leva. 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

A complexidade da próxima eleição




A eleição esta se aproximando e as discussões giram, naturalmente, em torno das candidaturas a presidente da republica.
Apesar de vivermos um presidencialismo, o poder executivo perdeu grande parte de sua força. 
Desde o governo Dilma o poder legislativo começou a ganhar poder e, hoje, detêm parcela importante da parte livre das obrigações do orçamento nacional.
Essas obrigações dominam em torno de 90% do orçamento. 
Assim, a margem de manobra para o executivo implementar seus planos de governo, que estavam restritas, ficaram menores.
Com isso, vivemos um semi parlamentarismo e a eleição para congressistas tornou-se mais importante do que supúnhamos. 
Mas, não é apenas o poder econômico que os fortaleceram.
Essa atuação pragmática de apoio ao presidente, seja ele quem for, pela obtenção de cargos  e verbas, que o "centrão" pratica, desde a democratização, esta em mudança estrutural.  
A ideologia politica de parte do brasileiro comum acompanhou a onda mundial de transformação e caminhou em direção à uma direita mais radical, cheia de preconceitos sociais, que a sociedade parecia haver superado, contestando todos avanços progressistas.
Simultaneamente, houve uma grande mudança na fé religiosa, que de católica  tornou-se evangélica, que carrega um conservadorismo moral hipócrita. 
Essa massa adotou o bolsonarismo como polo politico, em contraposição à esquerda e, oportunisticamente aliada ao centrão, ate conseguirem se livrar dele.
Embora não sejam maioria, tem relevância no cenário politico e estão determinados a tomar o poder para impor sua ideologia.
Assim, aqueles, que tentam se situar no centro, centro-esquerda, devem estar mais atentos nos candidatos da Câmara Federal e. principalmente, do Senado.
Serão eles que, se formarem maioria e se forem de oposição ao presidente eleito, manobrarão as pautas e manterão a vida politica do presidente em suas mãos.
O Supremo entendeu essa possibilidade e, ano passado, tentou impor uma blindagem para impedir que essa eventual maioria fosse hostil a eles.
Como houve reação tanto na politica, como na opinião publica e, por ter o atual 
presidente do Senado alinhamento com ministros do STF, o Congresso promoveu uma reforma na antiga Lei de impeachment, restringindo a possibilidade de remoção de ministros do STF do cargo.
O presidente Lula também sabe disso.
Colocou o PT e satélites de prontidão, não para formar maioria, que sabe que nunca conseguirão, mas para ter numero minimo para tentar impedir uma submissão total, caso ele consiga se reeleger.
Por essa razão, o bolsonarismo escolheu Flavio Bolsonaro.
Flavio não tem a missão de se eleger presidente, pois não teve adesão do centrão e tem alta rejeição. 
Dificilmente se elegera, mesmo herdando o potencial de votos do pai Jair.
Tarcísio, que era o escolhido do centrão, tem mais chace de se eleger presidente.
Mas, não atende a necessidade dos bolsonaristas de eleger o maior numero de congressistas, que puderem, para, com esse poder, atingirem seus objetivos de poder e, quem sabe, tirar Jair da prisão. 

 

 

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Trump, o equilibrista




Trump inaugurou essa segunda presidência com uma maneira inusual de governar.
Centralizou o poder em suas mãos, rompendo o modelo politico de governar por delegação e negociar com seus pares políticos.
O problema nesse modelo é que as decisões importantes acabam por se nivelar às demais, prejudicando a agilidade e eficiência da maquina publica. 
De inicio, declarou que encerraria a guerra, provocada pela Russia, com a invasão da Ucrânia, em poucos dias.
Embora tenha dispendido esforços nesse sentido, a guerra continua ate hoje sem um fim. 
Também anunciou sua interferência na infame destruição da Faixa de Gaza pelo governo de Israel.
Conseguiu uma vitoria, com a trégua entre Israel e o Hamas, com a devolução dos prisioneiros, que o Hamas havia sequestrado.
Mas, não avançou na reconstrução daquele território, como também havia prometido faze-lo.
Nem acabou com as intermináveis ações militares praticadas por Israel, que continuaram apos a trégua.
Ainda, nesse primeiro ano, fez varias declarações de anexação de territórios aos EUA, como  a anexação do Canada, da Groenlândia e do canal do Panamá.
Nada avançou nesse sentido.
Agora, no final do ano, voltou com a ameaça de anexação da Groenlândia.
Vamos ver no que dará.
No plano econômico mundial, Trump, para demostrar seu poder, impôs um tarifaço a todos os países que exportassem produtos aos EUA.
Como esperado, ele obrigou as lideranças desses países a fazerem um beija mão, para negociarem com ele e obterem reduções nessas tarifas.  
Seu ego foi à estratosfera!
Nessa mesma toada impôs sanções econômicas à Índia, por desobedecer sua determinação de boicote a produtos exportados pela Russia, como uma das formas de pressão, que ele adotou, para obter o encerramento da guerra russa.
Nesse meio tempo iniciou pressão militar à Venezuela, enviando um poderio naval digno de uma guerra.
Conseguiu capturar o ditador Maduro, numa operação cirúrgica, e o prendeu nos EUA, para um julgamento, onde ele é réu por suposto comando de um cartel de drogas.
Isso sem ter que iniciar uma invasão militar à Venezuela, que quebraria sua promessa eleitoral de não expor a vida de militares americanos numa guerra.
Mesmo justificada, uma guerra colocaria Trump numa situação difícil perante a opinião publica.
O Congresso, de maioria de seu partido, eventualmente, poderia fazer  movimentos que resultariam em um pedido de impeachment contra ele.
Nesse sentido, agiu espertamente.
Ele sabe ate onde pode se arriscar.
Pode ter contribuído, também, as lembranças dos fiascos cometidos por presidentes anteriores, que envolveram os EUA em guerras, que traumatizaram o povo americano.
Trump, apos a derrubada de Maduro, ameaçou fazer o mesmo com o presidente da Colômbia e ameaçou invadir territórios dominados por traficantes no México.
Mas, acabou por abrir diálogos com os presidentes dos respectivos países e o assunto está parado.  
Suas ameaças continuaram à Cuba, onde chegou a afirmar que Marcos Rubio, seu Secretario de Estado, seria um excelente presidente de Cuba.
Com certeza, Trump deve estar engendrando uma maneira cirúrgica de fazer o mesmo que fez com Maduro, na Venezuela, para tirar do poder o ditador cubano Miguel Dias. 
Contra o Irã, ameaçou intervir, se houvesse continuidade de mortos no combate às manifestações de protesto contra a cruel e sanguinária ditadura teocrática, disfarçada de presidencialismo.  
Mas, ficou só na retorica, por enquanto.
Isso sem contar os problemas internos que tem que resolver, a exemplo de sua briga com o presidente do FED, que resiste, corretamente, a abaixar os juros, apenas porque Trump deseja isso.
Com tudo isso em jogo e muito mais, que acabei não relatando, é impossível um presidente completar as missões, que se impôs, com eficiência.
Muitas pontas continuam soltas e suas intervenções voluntariosas resultarão em retrocessos posteriores, quando ele encerrar o mandato.
Restará apenas a marca de um presidente que quis dominar o mundo, fez muito barulho, mas não conseguiu.




segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Escala de trabalho 6X1


Quando me deparo com argumentos de que se houver mudança na escala de trabalho 6X! será o fim do mundo, fico inconformado com a falta de conhecimento de historia por quem usa esse argumento.
Deve desconhecer que, no inicio da revolução industrial,na Europa, o trabalhador era um escravo...branco.
O trabalhador era obrigado a cumprir a jornada de 12 horas por dia, de domingo a domingo.
Aqui no Brasil a escravatura ainda era oficial...aos pretos
Sorte do trabalhador que existem os progressistas.
Ao longo do anos posteriores à revolução industrial, no Brasil, acabaram com a escravatura aos pretos, 
Os senhores de escravos ficaram inconformados com a perda de escravos.
Diziam que acabaria coo os negócios.
Não acabou. 
Mas, como vingança ao Império, que promoveu tal ato, apoiaram a proclamação da Republica, pelos militares.
E a vida adaptou-se a nova realidade e prosseguiu. 
No resto do mundo, conseguiram sensibilizar o estado e os empregadores que a situação de escravo dos trabalhadores não podia continuar.e foram feitas reduções daquela jornada. 
Voltando ao Brasil, na Republica, havia movimentos para enquadrar a jornada de trabalho a níveis praticados no exterior.
Foi apenas a partir de 1943 que passou a existir um limite máximo de horas a ser trabalhadas por semana, com a promulgação da CLT.
Esta estabeleceu como limite de trabalho 48 semanais e o descanso semanal remunerado, preferencialmente, aos domingos.
Podia haver horas extras, com a concordância do trabalhador, mas estas também eram limitadas e mais custosas.
Quando comecei a trabalhar, na década de 70, era comum o trabalho aos sábados e a jornada semanal ainda era de 48 horas, ou seja 6 dias por semana, sendo 8 horas diárias.
A tal escala 6X1..
A redução de 48 horas semanais para 44 horas aconteceu, somente, partir de 1988, com a promulgação da nova Carta Constitucional.
Mas, para muitas atividades, continuava a escala 6X1, sendo que, no sábado, o trabalhador era obrigado a trabalhar por 4 horas.
Outras atividades, por acordos sindicais, passaram a adotar a escala 5X2, distribuindo as 44 semanais ao longo da semana de segunda a sexta. 
O comercio, entretanto, manteve-se irredutível e manteve a escala 6X1.
Essa questão da escala 6X1 deve retornar à discussão politica no Congresso este ano.
Sou favorável a mudança para 5X2 e mais.
Sou favorável que se reduza a jornada para 40 horas semanais, ao invés das 44 horas atuais.
Na Europa, a media é de 36 horas semanais.
Os Países Baixos é ainda menor.
São 32 horas semanais. 
Nunca trabalharia no comércio, como empregado, no Brasil, que adota a escala. 6X1.
Ela funciona assim:
O empregado só tem 1 folga por semana.
E não são todos os domingos.
A folga é apenas 1 domingo por mês. 
As outras folgas são durante a semana.
É desgastante e impede que o trabalhador tenha uma vida "normal", comparado com quem trabalha em escritórios, que tem folgas nos sábados e domingos.
Não que o comercio deixara de funcionar sábados e domingos, como acontece com escritórios.
No mundo civilizado afora, foi possível conciliar uma escala mais humana sem prejuízo do serviço nos fins de semana.



domingo, 11 de janeiro de 2026

A força da vontade sobre os fatos.

 


 Quando o presidente George Bush foi induzido a decidir sobre a invasão do Iraque, para derrubar Saddam Hussein, era preciso ter uma  forte razão que justificasse tal ato.
 Na bastava a acusação de que Saddam financiava grupos terroristas, como a al Qaeda, pois não havia provas robustas.
 Foi preciso construir uma narrativa de que o Iraque se equipou com armas químicas de destruição em massa e que era uma ameaça a paz mundial.
 Para isso foi preciso envolver a OPAC - Organização para a Proibição de Armas Químicas, na época sob a direção do embaixador brasileiro Jose Mauricio Bustani.
 Bustani, dentro de seu estilo correto de pensar e agir, considerou que, antes de aceitar aquela narrativa, seria melhor negociar com o Iraque, para que este aderisse à Convenção sobre armas químicas e, na sequencia, fossem feitas inspeções para comprovar ou não a existência dessas armas naquele território.
 Com isso, seria evitado uma guerra.
 O governo americano entendeu que a proposta de Bustani estava atrapalhando os interesses americanos e solicitou sua renuncia, em 2002.
 O que ele descartou, não porque estava aguarrado ao cargo, mas por sua integridade moral e defesa da verdade.
 Ele sabia que a narrativa era fantasiosa.
 Diante disso, nos bastidores iniciou-se um processo para desmoraliza-lo, que culminou numa reunião dos membros da OPAC, que decidiu por sua destituição do cargo.
 Saiu derrotado, mas de cabeça erguida!
 Diante do respeito, que conquistou na diplomacia mundial, foi indicado para receber o premio Nobel da paz, em 2003!
 Para reforçar a narrativa, o general Colin Powell, então Secretario de Estado americano, pronunciou-se no Conselho de Segurança da ONU, afirmando que o Iraque possuía armas químicas e biológicas, baseado em solidas informações que teve acesso.
 Diante disso, em março de 2003, os Estados Unidos, junto com outros países aliados, invadiram o Iraque e derrubaram Saddam Hussein.
 Apos essa guerra, constatou-se que, realmente, a narrativa era mentirosa. 
 O Iraque não detinha armas químicas!
 Fica aqui minha homenagem ao brasileiro Bustani que honrou, com dignidade, suas decisões.
 Estou relembrando esses fatos para que fique claro como funciona o mundo.
 Quando ha interesses em jogo, vira um vale tudo.
 Destrói-se reputações despudoradamente.
 As decisões do presidente dos EUA, como de qualquer pais, se baseiam nas informações que ele recebe.
 Foi o que aconteceu, por exemplo, com Trump, em 2025.
 Ao receber informações imprecisas, mas que lhe agradaram, passadas por brasileiros, que não tinham o mesmo caráter de Bustani, impôs sanções ao Brasil.
 Quando a vontade de aceitar aquilo que você acredita é maior do que enxergar os fatos, se está diante da certeza de ser enganado.
 Trump foi enganado.
 Mas para não dar recibo e sair por cima, veio com aquela conversa de que sentiu uma "química" com Lula.
 Olha a química envolvida, de novo, com brasileiro.
 Desta vez, a química fez o presidente dos EUA reverter a maioria das sanções aplicadas ao Brasil.
 Agora, no caso da Venezuela, apesar de que é sabido que Maduro é um ditador cruel, implacável e sanguinário, semelhante a Saddam Hussein, não havia uma razão que ameaçasse a paz mundial.
 Tratava-se de um lastimável problema local.
 Mas, havia em jogo o petróleo, de interesse do mercantilista Trump.
 Para justificar a retirada de Maduro do poder,  foi necessário criar a narrativa de que Maduro era líder de uma organização de narcotraficantes chamada Cartel de Los Soles, que enviava toneladas de drogas para os EUA e ameaçava os coitados usuários americanos.
 Ate ataques destrutivos a barcos venezuelanos, que, supostamente, carregavam drogas para os EUA, foi explorado como prova da narrativa, com cenas televisivas da marinha americana em ação. 
 Diante disso, estava justificada a remoção de Maduro do poder e sua prisão nos EUA.
 Entretanto, logo apos, descobriu-se que o tal Cartel, na verdade era uma rede de corrupção do alto escalão das forças armadas venezuelanas e que o nome Los Soles era em razão das insignias dos generais ser sois e não estrelas.
 É impressionante a criatividade  e ma informação dos formadores de opinião do alto comando americano!